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Conheça 6 jovens ativistas que lutam para proteger o meio ambiente

Uma nova geração, em diferentes lugares do mundo, está chamando a atenção e trazendo soluções para os problemas causados pela destruição dos recursos naturais

Data de Publicação: 2021-06-04T03:00:00.000Z | Tempo de leitura: 8 minutos

Pense Grande

Criança abraça uma árvore

Nos últimos anos, jovens em diversas partes do mundo assumiram o papel de protagonistas na luta contra diferentes problemas sociais e de impacto no planeta. As pautas levantadas vão desde mudanças climáticas, combate à fome, até direitos da população LGBTQIA+.

Quando o assunto é defender o meio ambiente, a principal inspiração é a ativista climática Greta Thunberg, líder do movimento Fridays for Future, responsável por diversas manifestações em favor da ação climática, mobilizando principalmente crianças e adolescentes. Ela levou milhares de pessoas às ruas em mais de 150 países e colocou o colapso do meio ambiente em destaque.

Mas assim como Greta, outros jovens também usam suas forças para lutar pelas questões ambientais em diferentes países do mundo.

São perfis que estão mobilizando pessoas, projetos e líderes globais para criar ações que protejam florestas, rios, mares e animais e, por consequência, defendam também a vida dos seres humanos.

Confira alguns nomes que valem a pena conhecer!

Paloma Costa, 29 anos - Brasil

A brasileira Paloma Costa, 29 anos, foi uma das jovens ativistas que marcaram presença durante a Cúpula do Clima das Nações Unidas, evento da ONU, em Nova York, no ano de 2019. Com um discurso incisivo, Paloma cobrou os líderes mundiais a tomarem medidas efetivas de combate às mudanças climáticas.
 
Paloma compôs a mesa de abertura do evento ao lado da jovem Greta Thumberg. Ela é de Brasília e foi a única latino-americana na lista para o evento. Ela é advogada e defensora dos direitos humanos e hoje coordena o Grupo de Trabalho em Clima, da Ong Engajamundo, assessora do Instituto Socioambiental (ISA) e coordena as delegações jovens para a Conferência do Clima, da ONU.

Ela é um dos sete jovens líderes climáticos, nomeados pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Antônio Guterres, para um Grupo de Aconselhamento de Jovens sobre ação global para enfrentar a crise e evitar as mudanças climáticas.

Também é uma das criadoras do projeto Ciclimáticos, para fazer viagens de bicicleta e divulgar iniciativas sobre mudanças climáticas em todo o Brasil.


Artemisa Xakriabá, 21 anos - Brasil

Artemisa Xakriabá representa dois grupos considerados os mais ameaçados pela destruição do meio ambiente: os jovens e os indígenas. No estado de Minas Gerais acompanhou histórias sobre os grupos indígenas do estado que mais sofreram com ataques de bandeirantes, pecuaristas e garimpeiros.

A jovem hoje, com 21 anos, ficou conhecida após discursar na Cúpula da Juventude pelo Clima, no ano de 2019. Representando mais de 25 milhões de comunidades indígenas da Aliança Global de Comunidades Territoriais, ela trouxe em seu discurso destaques sobre as consequências do colapso climático para os povos indígenas e para toda a nação.

“Lutamos pela nossa Mãe Terra, porque a luta pela Mãe Terra é a mãe de todas as outras lutas. Estamos lutando por nosso território sagrado, mas estamos sendo perseguidos, ameaçados, apenas para proteger nossos próprios territórios."

Artemisa já participou de outros eventos internacionais em que sempre chamava a atenção para a proteção da natureza e dos povos originários.



Leia mais: O protagonismo e ativismo indígena nas redes sociais

Autumn Peltier, 17 anos - Canadá

Autumn Peltier já foi nomeada, por três anos consecutivos, para o Prêmio Internacional da Paz para as crianças, além de ser reconhecida como uma defensora internacional da água limpa. O primeiro destaque em suas lutas apareceu aos 8 anos, quando ela participou das cerimônias nas reservas das Primeiras Nações, termo usado para se referir às etnias dos povos indígenas do Canadá. 

Aos 12 anos, encontrou o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e entregou a ele uma tigela de cobre com água, para chamar atenção para a importância de oferecer esse recurso a todos. Mesmo não conseguindo fazer seu discurso preparado para a ocasião, ela chamou a atenção com seu registro de proteção da água.

A jovem inspirou a criação do fundo Niabi Odacidae, criado pela Assembleia das Primeiras Nações para preservar a água para as futuras gerações. Hoje é a comissária-chefe da água pela nação Anishinabek, posto ocupado antes pela sua tia-avó, que a inspirou a iniciar seu ativismo.


Chiara Sacchi, 19 anos - Argentina

Além de lutar por questões ambientais, Chiara Sacchi também propaga o movimento slow food, que valoriza produtos in natura, os produtores locais e promove a alimentação de qualidade. Ela cresceu num ambiente familiar que sempre se preocupou com uma alimentação saudável, e por isso suas ações como ativista climática giram em torno desse assunto.

Chiara também destacou em vários discursos e entrevistas que foi instigada a agir por estar preocupada com as mudanças repentinas de temperatura no seu país. Hoje, ela representa o Slow Food Argentina Network.

Em entrevista ao site Slow Food, a jovem ativista afirmou: “Acredito nos pequenos produtores que trabalham a terra da maneira que seus ancestrais fizeram: com respeito. Eu promovo os princípios do Slow Food porque acredito que existem outras maneiras de produzir alimentos, que não agridem a natureza e os seres humanos”.

Atualmente a jovem luta para que questões climáticas sejam ensinadas também dentro das salas de aula.



Leia mais: Mudança climática é assunto para mobilizar jovens em sala de aula

Ridhima Pandey, 13 anos - Índia

Filha de um ambientalista, a jovem Rdhima Pandey nasceu na cidade de Haridwar, na Índia, região conhecida por suas inundações e poluição. A vida de ativista começou aos 9 anos, quando ela resolveu processar o governo pela falta de iniciativas voltadas para a proteção do meio ambiente.

Ela acionou o Tribunal Nacional Verde, que notificou o Ministério de Relações Ambientais e a Central de Controle de Poluição, exigindo respostas.

No dia 23 de setembro de 2019, ela e mais 15 outras jovens, incluindo Greta Thunberg, protocolaram uma queixa ao Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, acusando países como a Argentina, o Brasil, a Alemanha e a Turquia de violar a Convenção sobre os Direitos da Criança ao não abordar a crise climática de forma correta.

Pandey compôs, no ano de 2020, a lista das 100 mulheres mais inspiradoras e influentes, feita pela BBC.


Ayakha Melithafa, 17 anos – África do Sul

Ayakha Melithafa nasceu em Eerste River, subúrbio da Cidade de Cabo Frio. Sua mãe trabalha com agricultura e as famílias da região, que seguiam o mesmo ramo, já sofriam com a seca há anos. Após a falta de água, que afetou a comunidade entre 2017 e 2018, por conta da falta de chuva, Ayakha decidiu lutar pela causa e se tornar uma ativista ambiental.

Em 2018, ela ingressou no Projeto 90, uma iniciativa do YouLead, uma organização sul-africana comprometida com uma redução de 90% de carbono até 2030.

Em 2019, ela foi recrutada por Ruby Sampson para ingressar na Aliança Climática Africana, onde teve oportunidades de fazer apresentações, participar de conferências e outros eventos de ação climática. Ayakha também atua como recrutadora na instituição.

Segundo a jovem, sua luta não é para "se dar ao luxo de viver uma vida mais ecológica". Mas conseguir acesso aos recursos básicos para sobrevivência, como acesso à água limpa.



Leia mais: Ecoempreendedorismo: uma tendência que veio para ficar



#Meio ambiente e sustentabilidade
#Jovens
#Projeto de Vida

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