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Educação financeira: senso de comunidade, ter planejamento e pensar em sonhos

Ter as finanças em dia é fundamental, ainda mais para quem empreende com pouco. A especialista Dina Pratas dá caminhos e dicas para ficar longe do sufoco!

Data de Publicação: 2021-02-02T03:00:00.000Z | Tempo de leitura: 7 minutos

Pense Grande

Imagem da pauta sobre educação financeira mostra em detalhes as mãos de duas pessoas, uma delas digita na calculadora, enquanto a outra anota números em um caderno


É comum encontrarmos alguém do nosso convívio que diz: “Estou no vermelho”. Você mesmo pode estar nessa situação neste exato momento. Ficar sem dinheiro antes mesmo de terminar o mês muitas vezes significa entrar no cheque-especial, recorrer a empréstimos, pagar juros e acumular muitas dívidas.

Pesquisa da BLU365, especializada em recuperação de crédito, mostra que 32% da população começou 2021 com atraso no pagamento de dívidas e que esse endividamento deve continuar pelos próximos meses.

A educação financeira se faz necessária justamente para saber como administrar esse dinheiro para que as contas fechem no azul. Aprender sobre como cuidar das finanças é ainda mais fundamental para quem se vira com pouco, tendo que dar conta do aluguel, da alimentação, da água e da luz.

 “Sem uma instrução, as populações periféricas acabam gastando o que tem sem uma visão de futuro. Essa consciência financeira vai fazer essas famílias mudarem a relação com o consumo, buscando se organizar para ter bens mais duráveis”, explica Dina Prates, educadora financeira.  

Pensando em como ajudar famílias de baixa renda a cuidar do salário de todo mês, Dina lançou a educação financeira comunitária com três eixos principais e foco em reflexões sobre investimentos a logo prazo. Além disso, ela dividiu com a gente algumas dicas para começar a colocar as contas em dia. Confira abaixo!


1 – Pensar em comunidade

Esse primeiro passo trata de levar às pessoas que convivem no lar a visão de que o dinheiro ganho no mês deve ser cuidado por todos, mesmo que a renda venha de um único integrante.

“Às vezes, um salário dentro de casa serve para sustentar várias pessoas. Então a gente precisa ter essa perspectiva de responsabilidade coletiva. Todo mundo precisa mudar a mentalidade e preservar o dinheiro ganho dentro de casa e assim mudar o consumo desenfreado”.


Leia mais: O que o empreendedorismo social ensina sobre comunidade?


2 – Pensar nos recursos

Para Dina, essa etapa vai além dos recursos financeiros. Deve-se levar em consideração a vivência, o conhecimento e as habilidades que cada um possui.

“As comunidades fazem muito com muito pouco há muito tempo. Então é preciso acessar todos os recursos para conseguir articular dentro da nossa rede, aproveitar idéias, experiências para desenvolver soluções financeiras. É aproveitar as bagagens para encontrar caminhos”.

 

 3 – Pensar nos sonhos

Segundo a especialista, projetar os sonhos cria uma perspectiva melhor de futuro nas pessoas, de querer ir além:

“A nossa comunidade precisa de educação financeira para saber que pode sonhar e ela vai se mobilizar para mudar sua mentalidade e investir no que é prioritário. Sejam grandes ou pequenos sonhos. Que seja para dormir melhor à noite, consertar uma janela, ou ter momentos de lazer. Estamos falando em construir uma nova possibilidade de futuro, de ter qualidade de vida e o dinheiro é um meio de conseguir os objetivos, mas não pode ser o centro de tudo”.


Infográfico traz sete dicas para sair do vermelho



Sair do vermelho para empreender

O aperto financeiro não vai mudar do dia para a noite. Essa educação exige disciplina para que as dívidas sejam eliminadas pouco a pouco. O ideal é começar encarando o problema com um mapeamento das contas que ficaram pra trás.

“É importante ver como negociar as dívidas. Dê um passo de cada vez. Não existe fórmula mágica, mas é preciso se organizar, estabelecer prazos, pagar o que for mais urgente e tentar negociar aos poucos. Tenha paciência e foco”, ressalta.

E para quem deseja empreender e está endividado, é preciso planejar e liquidar todas as dívidas antes de começar.

“Conforme elas forem diminuindo e sobrar algum trocado no fim do mês, já organize as primeiras etapas do seu negócio. Pegue um caderno e anote. Se ainda não tiver dinheiro para investir no espaço físico, comece vendendo para os vizinhos, as pessoas próximas, não pule etapas! Muitas vezes, o empreendedor sai comprando coisas desnecessárias para começar o negócio. Sente e organize as ideias antes de sair gastando”, ensina.

A especialista também ressalta que não é preciso recorrer a grandes profissionais da economia para fazer um planejamento, ainda que você ache que são complicados assuntos relacionados a finanças.

“É o exercício de colocar tudo na ponta do lápis e se organizar para saber como dar os próximos passos. Não estamos falando em investir na Bolsa de Valores, mas de saber aproveitar melhor as próprias economias”, encerra.


Leia mais: Captar recursos para o seu negócio é mais acessível do que parece


Educação financeira a um clique


Para entender mais sobre o tema com conteúdos práticos, separamos seis perfis das redes sociais com linguagem acessível, que fogem do “financês”:

Barkus Educacional

Conduzida pela CEO Bia Santos, citada pela Forbes Under 30 e que teve passagem pelo Pense Grande Incubação, programa de formação empreendedora da Fundação Telefônica Vivo realizado até 2019, a iniciativa de democratização à educação financeira já formou mais de 8.000 jovens e adultos. No Instagram da Barkus há detalhes sobre os cursos e muita informação sobre o tema.


Dina Prates Finanças

Na página da Dina tem dicas práticas para as finanças. Tanto no Instagram, quanto no Facebook, ela fala sobre o assunto de acordo com acontecimentos do cotidiano. Lives sobre temas variados em torno da atualidade da economia também acontecem todas as semanas. A contadora ainda oferece cursos para empreendedores.


NoFront Empoderamento Financeiro

O projeto tem o objetivo de trazer o empoderamento das finanças para as populações periféricas e a comunidade negra. No canal do YouTube tem palestras e aulas sobre educação financeira. O NoFront também oferece consultoria, cursos e workshops.


Leia mais: A ancestralidade como combustível para empreender na periferia


Nath Finanças

O foco da Nath é aproximar as populações de baixa renda dos temas relacionados à educação financeira. Com a descontração como norte, o perfil é leve e divertido. Ela também é autora do livro “Orçamento Sem Falhas – saia do vermelho e aprenda a poupar com pouco dinheiro” (Instrínseca), para iniciantes em temas financeiros.


Afro Investidor

O perfil tem o objetivo de ajudar os seguidores a entenderem mais sobre  investimento. O criador, Rafael Sampaio, responde às dúvidas sobre economia, empreendedorismo e ajuda o público a se aprofundar sobre finanças.


Ubuntu Finanças

A Ubuntu Finanças é formada por profissionais da área financeira e econômica, que trazem informações sobre novas tecnologias, como tokens e criptomoedas. Na página eles trazem dicas, curiosidades e reportagens tanto para população de baixa renda quanto para empresas.


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