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O Brasil está entre os grandes produtores mundiais de criatividade e os empreendedores sociais são os motores do setor por aqui. Descubra como trabalhar com a economia criativa

3 de junho de 2020

A economia criativa é motor poderoso do empreendedorismo mundial. Segundo Relatório de Economia Criativa, publicado em 2013 pelo Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento (PNUD), é um dos setores da economia que mais cresce no mundo todo, considerando geração de renda, criação de empregos e ganhos com exportação.

O Brasil está entre os grandes produtores mundiais de criatividade. Segundo o Sebrae, a cadeia da indústria criativa movimenta mais de dois milhões de empresas por aqui e é responsável por 2,7% do PIB do país.

“O Brasil é famoso em todo mundo por seu senso de estilo e design, pelo uso de cores, pelos ritmos e pela inventividade. É um dos poucos países em que o espírito criativo nato floresce de forma tão maravilhosa. Seu desafio agora é transformar esse recurso natural no coração da sua economia”, disse à Época Negócios um dos maiores especialistas em Economia Criativa, o britânico John Howkins.

Howkins fala com propriedade. Além de visitar o Brasil com frequência para prestar consultoria à Faculdade Belas Artes de São Paulo, foi um dos primeiros a explicar o potencial da combinação entre criatividade e empreendedorismo em seu best-seller publicado em 2001, Economia Criativa – Como Ganhar Dinheiro com Ideias Criativas.

“Tenho três princípios básicos que guiam meu pensamento sobre Economia Criativa. O primeiro é que todo mundo é criativo. É o que chamo de princípio da universalidade. O segundo é que criatividade precisa de liberdade, para que possamos sair da vida interior, para a exterior, para a sociedade. E o terceiro, é que essa liberdade tem de ser exercitada em mercados comerciais, que envolvem a economia criativa”, descreve o autor.

Princípios norteadores

Os britânicos foram os primeiros a identificar a Economia Criativa, ao avaliarem que setores ligados à música, artes visuais, moda e design cresciam a taxas mais aceleradas do que a chamada velha economia. Com a criação do Ministério das Indústrias Criativas, políticas públicas passaram a ser desenvolvidas para fomentar o setor, o que gerou aumento de renda e de empregos e crescimento do PIB.

Hoje em dia, o conceito se ampliou e basicamente qualquer negócio que tenha a criatividade como geradora de valor pode integrar a Economia Criativa, na visão de Rafaela Cappai, da Espaçonave, um ecossistema colaborativo que desenvolve metodologias para o desbloqueio de processos criativos.

“Então são negócios, marcas, carreiras que encontram na criatividade um potencial grande de transformação econômica, social e de mudança de paradigma na maneira como a gente cria, trabalha, vende, constrói nossas relações sociais, etc.”, define Rafaela.

Economia Criativa e Empreendedora

Para além da valorização da criatividade, os negócios que se enquadram na Economia Criativa costumam ter caráter colaborativo, com estímulo ao desenvolvimento de redes e a ampliação das trocas e serviços com o objetivo de melhorar o seu entorno. Inclusão, sustentabilidade e valorização da diversidade também estão atreladas ao setor, relacionando o conceito diretamente ao empreendedorismo social.

Por tais razões, o Sebrae classificou, no Guia do Empreendedor Criativo, o empreendedorismo social como um dos maiores motores da economia criativa no Brasil.

A prova disso pode ser facilmente observada agora. Diante da pandemia do novo coronavírus, uma série de empreendedores sociais transformaram rapidamente seus negócios valendo-se da criatividade e da vontade de ajudar no enfrentamento da crise.

Novos futuros possíveis

“Pela primeira vez na História da humanidade a gente tem conhecimento, recursos e pessoas para fazer absolutamente tudo o que desejamos. Nós só não fazemos ainda porque não achamos que é possível”, definiu a futurista Lala Deheinzelin, no TedTalk Criando Comunidades Criativas e Colaborativas.

Pioneira em falar sobre Economia Criativa no Brasil, ela defende que quem deseja se lançar no empreendedorismo criativo precisa começar a imaginar futuros desejáveis e a partir disso, fazer um levantamento de recursos culturais, ambientais, sociais e financeiros que estão à disposição para concretizar esse futuro.

“Primeiro de tudo é preciso conhecer os seus patrimônios intangíveis, ou seja, tudo aquilo que você é e o que você quer. Uma vez que você conhece isso e comunica para as pessoas, é a hora de mapear recursos e ferramentas que estão à disposição e, depois, conectar todas elas visando atingir um bem comum”, disse Lala.

A especialista, que é cofundadora do Núcleo de Estudos sobre Futuro da PUC, enfatiza ainda a importância da colaboração da confiança e das celebrações coletivas para a concretização de novos futuros possíveis.

Confira 5 características atribuídas aos empreendedores criativos

  1. Busca constante de oportunidade e iniciativa;
  2. Persistência para alcançar metas e enxergar alternativas para combater adversidades;
  3. Disposição para correr riscos calculados com certa coragem e ousadia;
  4. Reflexão e aprendizado constante sobre prática e experiências pessoais e profissionais
  5. Trabalho em equipe e capacidade de unir talentos de diferentes pessoas para uma causa comum.

*Fonte: Guia do Empreendedor Criativo – Sebrae

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