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Conhecidas como habilidades socioemocionais, as soft skills estão relacionadas a tomar decisões com base no impacto que elas geram em outras pessoas. Saiba como desenvolvê-las.

19 de maio de 2020

O que estou fazendo para gerar impacto social no mundo? Tenho empatia pelo próximo? Perguntas como essas ajudam a saber se seu nível de autoconhecimento e consciência estão trabalhando a inteligência emocional, desenvolvida a partir das chamadas soft skills.

Soft Skills são competências que envolvem habilidades socioemocionais e interpessoais. Estão relacionadas à forma de solucionar problemas e tomar decisões baseadas no impacto que geram em outras pessoas. Empatia, persuasão, flexibilidade, liderança, trabalho em equipe são algumas delas.

“A gente vem de uma tradição de aprendizado que não deu devido reconhecimento ao papel das emoções nas atividades desempenhadas por nós no dia a dia. Mas, hoje, as empresas e as escolas precisam mais do que apenas habilidades técnicas para avançar. As experiências adquiridas pelas pessoas serão de extrema importância no ambiente profissional”, afirma Alessandra Oliveira, psicóloga da empresa de consultoria comportamental Fellipelli.

A psicóloga chama atenção para o fato de que tais experiências precisam estar conectadas às habilidades socioemocionais.

“Todos nós temos competências socioemocionais e há possibilidade de ensinar e aprender as soft skills ao longo de toda a vida, mas o processo de desenvolvimento precisa partir do indivíduo”, ressalta.

Qual é a diferença entre soft e hard skills?

Ao contrário de soft skills, relacionadas diretamente às competências socioemocionais, as chamadas hard skills são competências técnicas, aprendidas por meio de cursos, aulas, treinamentos e que configuram um conjunto de habilidades executivas e operacionais. Geralmente, as hard skills são as formações e especializações que aparecem no currículo e são muito mais fáceis de identificar e quantificar. Escrita, finanças, programação, gestão de projetos são algumas delas.

Para ajudar na construção do repertório emocional, destacamos 4 maneiras de aprimorar e desenvolver suas soft skills. Confira!

Investir no autoconhecimento para fazer uma boa autogestão
O primeiro passo para começar a desenvolver habilidades como comunicação, flexibilidade, trabalho em equipe, gerenciamento de estresse e tomada de decisão é investir no  autoconhecimento. Tendo um conhecimento profundo sobre as habilidades nas quais você já se destaca e aquelas que ainda precisa avançar, as possibilidades de gerenciamento das emoções ganham um nível de consciência que permite adequar às características dominantes em diferentes circunstâncias.

Traçar um perfil comportamental, fazer um projeto de vida e explorar as missões e os propósitos que te movem através de ferramentas como o Ikigai, podem representar uma excelente oportunidade de refletir e questionar-se sobre as características destacadas,  trabalhando diretamente com a autogestão das emoções, do tempo e da energia gasta com determinadas tarefas.

Colocar-se no lugar do outro
Uma vez entendendo quais são os pontos mais sensíveis e aqueles mais resistentes dentro do seu escopo de habilidades socioemocionais, é hora de expandir esse conhecimento para enxergar a realidade do outro. Colocar-se no lugar de outra pessoa não é uma tarefa fácil e exige uma consciência emocional muito apurada, mas uma forma de testar essas percepções é propor algumas questões iniciais.

● Você já esteve em situações em que se viu muito envolvido ou indiferente ao sentimento do outro?
● Como foi?
● Qual o impacto que isso gerou em você?
● O que poderia ser feito diferente?

Pode parecer simples, mas as respostas a essas perguntas dirão o quanto você precisa avançar em termos de escuta. Optar por soluções colaborativas, perguntar sobre os sentimentos dos outros e até mesmo fazer um Mapa de Empatia, que envolve a criação de uma persona que seja ideal para seus objetivos. Dessa maneira, é possível deslocar o seu ponto de vista até as necessidades do outro.

Planejamento para a comunicação assertiva
Uma importante competência, que complementa a empatia, é a capacidade assertiva. Ser claro, objetivo e fazer com que a comunicação gere os efeitos esperados é uma soft skill muito útil em negociações e concessões. Tanto no ambiente de trabalho, quanto na vida pessoal, o comportamento assertivo envolve planejamento, tato e flexibilidade, para adaptar ações às circunstâncias.

Por isso, pensar antes de agir é uma forma de olhar para o âmbito individual e coletivo, medindo as atitudes e as formas de escutar uma ideia ou opinião conflitante. Uma maneira de treinar essa habilidade é escrever roteiros para uma apresentação e estudar argumentos convincentes antes de entrar em um debate. Naturalmente, essa habilidade passará a se desenvolver e facilitar a expressão de ideias nas mais diversas situações, desde uma conversa casual até para um importante pitch de negócios.

Tomar decisões levando em consideração questões socioemocionais
Quando falamos em tomada de decisão, frequentemente associamos esse processo à lógica, estratégia e limites bem estruturados. É claro que todos esses elementos fazem parte de uma decisão assertiva, mas também é preciso levar em consideração todas as outras habilidades trabalhadas nos itens anteriores para que o caminho a seguir seja decidido com consciência.

Para pensar em soluções inovadoras é fundamental levar em conta a percepção do outro, o impacto gerado no campo emocional e a mensagem principal a ser passada através de uma decisão. Para desenvolver um senso mais apurado de todas as questões socioemocionais envolvidas, os conceitos de Design Thinking podem ajudar a transformar ideias em ações, apresentá-las de forma clara e chegar a resoluções que sejam de fato efetivas para um determinado problema, cotidiano ou não.



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