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Conheça exemplos de quem encontrou saídas criativas para manter o negócio funcionando e, ao mesmo tempo, ajudar comunidades a enfrentar a crise do coronavírus

30 de abril de 2020

Em um cenário de pandemia e crise gerada pela disseminação do coronavírus no país, os empreendimentos sociais se depararam com um duplo desafio: seguir promovendo impacto social e, ao mesmo tempo, lutar para garantir a sustentabilidade de seus negócios.

O Instituto Quintessa, que faz aceleração de startups sociais, realizou uma pesquisa recente para entender as dores e os desafios dos empreendedores de negócios de impacto no contexto de crise. Os resultados apontaram para dois pontos principais: acesso a crédito e investimento (listado por 46,4% dos entrevistados) e necessidade de mentoria para tomar boas decisões para seus negócios (78,6%).

Para propor uma reflexão sobre o que o futuro reserva aos negócios de impacto, o Instituto Quintessa organizou o movimento #ONovoNormal e reuniu marcas, institutos e fundações na plataforma Negócios pelo Futuro, que irá apoiar soluções inovadoras que ajudam na superação da crise do coronavírus.

Nesses momentos de crise, muitos empreendedores estão encontrando saídas criativas para seguir fortalecendo os territórios onde atuam, seja com a adaptação de seus negócios, a formação de redes ou promovendo novas iniciativas. Confira a seguir um pouco do que está rolando por aí!

#SeguraACurvadasMães 

Tão logo começou o isolamento social, as empreendedoras sociais Thais Ferreira, do Mães&Mais, e Thaiz Leão, do Instituto Casa Mãe, mapearam 732 mulheres mães, de 20 estados do país, que enfrentam situação de vulnerabilidade social causada ou agravada pela crise do coronavírus.

A partir disso, criaram uma vaquinha de auxílio emergencial de R$ 150 para essas mulheres. A campanha chamada Segura a Curva das Mães já arrecadou quase R$ 68 mil e continua na busca por aumentar esse valor.

“Já atendemos também mais de 200 mulheres entre articulação de redes e assistência, arrecadação de cestas básicas e apadrinhamento. Chegamos a mais de três mil impactados, porque essas mulheres, em média, são responsáveis por mais três ou quatro pessoas. A ajuda se multiplica”, diz Thais, que teve sua história contada na série Pense Grande.doc, da Fundação Telefônica Vivo.

Informação da ponte para lá

Assim que o coronavírus chegou às periferias e favelas do Brasil, os coletivos de comunicação da Rede Jornalistas das Periferias se mobilizaram para combater fake news e levar informação responsável e de qualidade para as quebradas. Com a hashtag #CoronaNasPeriferias, os comunicadores se articularam também para informar as consequências da pandemia em seus territórios.

O Periferia em Movimento, por exemplo, fez uma reportagem sobre como aumentar a imunidade e publicou um manifesto de filhos de empregadas domésticas que não foram liberadas na quarentena. O Desenrola e Não me Enrola trouxe a perspectiva de trabalhadores de empresas que não adotaram home office e uma reportagem sobre a situação das mães na quebrada.

Com dezenas de correspondentes pela cidade e área metropolitana do estado, a Agência Mural está com um canal direto no site centralizando conteúdos produzidos por seus correspondentes.

Organizando as finanças

A crise do coronavírus fez com que a Barkus Educacional tivesse uma queda de 75% nas suas receitas, mas nem por isso a escola de educação financeira deixou de estruturar ações de impacto. Pelas redes sociais, está disponibilizando conteúdos e ferramentas gratuitas para ajudar famílias na economia doméstica.

No mês de abril, a Barkus lançou também um curso beneficente de educação financeira com o objetivo de apoiar os projetos sociais com cestas básicas e produtos de higiene pessoal. Entre inscrições e doações extras, o curso, que contou com 52 participantes, arrecadou R$ 1.600, que foram doados para as instituições Jacarezinho contra o Coronavirus e Rede Postinho de Saúde Preventiva.

“Estamos vivendo tempos difíceis de muita instabilidade. Como uma iniciativa de impacto social em educação, esse é o momento de unir forças e apoiarmos uns aos outros”, diz Bia Santos, uma das fundadoras da Barkus, que também teve sua história contada no Pense Grande.doc.

O valor de uma boa ideia

Desde o meio de abril, o Fundo Babobá, dedicado à promoção de equidade racial para a população negra no Brasil, e o Desabafo Social, laboratório de tecnologias sociais voltadas para geração de renda, comunicação e educação, estão remunerando iniciativas comunitárias que enfrentam o coronavírus nas áreas de risco dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Através do aplicativo ItsNoon, os participantes compartilham ações que podem ou estão sendo feitas para ajudar pessoas em situação de risco. As melhores ideias serão remuneradas de R$ 60 a R$ 350. A iniciativa pretende viabilizar iniciativas locais, como cursos, campanhas e transmissões online que estão ocorrendo dentro das periferias.

Em seu site, a criadora do Desabafo Social, Monique Evelle, enfatiza que o diferencial é premiar a criatividade. “Podem ser inscritas músicas, poesias, vídeos e outras manifestações artísticas que beneficiem as comunidades pela informação, pela motivação ou pelo suporte emocional”, diz.

Fundo emergencial

A Fundação Tide Setubal, que promove o desenvolvimento sustentável nas periferias, flexibilizou um edital de 2019 para criar uma plataforma específica para financiar iniciativas de enfrentamento dos efeitos do coronavírus nas regiões periféricas.

O chamado Enfrente combina financiamento coletivo e aporte de parceiros para incentivar iniciativas como campanhas de conscientização sobre o coronavírus, cuidados com a saúde física e emocional, distribuição de recursos e suporte a micro e pequenos empreendedores.

Já a Agência Popular Solano Trindade se mobilizou para captar recursos para um fundo emergencial, em parceria com outros empreendimentos sociais, como Preta Hub, Vale do Dendê, Fa.vela, Festival Latinidades e Afrobusiness Brasil.

A ideia é distribuir um ticket de R$ 1.000 para que empreendedores associados possam comprar alimentos e pagar contas fixas nos próximos meses. O fundador da Agência nascida no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, Thiago Vinicius, também criou a campanha Adote uma Favela para arrecadar recursos com a intenção de não deixar os empreendedores desistirem de seus negócios.

“A gente está trabalhando mais do que o normal para continuar a captação de recursos e não vamos desistir. Estaremos aqui para nos desenvolver juntos, porque também está sendo um grande aprendizado. Vamos pra cima!”, garantiu o Thiago em entrevista ao site Pense Grande.



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