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Eles estudam em grandes periferias, conhecem os problemas e potenciais de seus bairros e pensam grande: querem empreender, usar a tecnologia e o conhecimento para construir projetos de carreira e futuro. Tem, por exemplo, o jovem idealizador de uma plataforma para falar de política de um jeito mais accessível e um grupo cujo projeto é, justamente, ouvir a ideia de adolescentes como eles, criando uma rede social para fortalecer empreendimentos juvenis.

Esses são exemplos de alguns dos jovens participantes do último encontro das oficinas realizadas pelo Pense Grande nas ETECs (Escolas Técnicas Estaduais)de São Paulo.

O projeto da Fundação Telefônica Vivo, focado em empreendedorismo social na juventude, desenvolveu em 2016 uma iniciativa voltada para instituições de ensino, em parceria com o Centro Paula Souza. Foram 5 ETECs escolhidas:  ETEC PiritubaETEC Zona LesteETEC Parque BelémETEC Uirapuru, na Grande SP,e ETEC Benedito Storani, em Jundiaí, no interior. As oficinas aconteceram com o apoio do Impact Hub São Paulo.

Para que fosse possível trabalhar com as escolas, houve uma grande adaptação da metodologia do programa alinhada com os professores e direçãode cada ETEC para sensibilizar os alunos e despertar o interesse pelo programa. Os estudantes que mostraram interesse participaram de um evento de aproximação com o tema e puderam se inscrever nas oficinas.

Para Petrina, foi importante fazer os adolescentes perceberem que, mais do que possíveis empreendedores do futuro, eles já têm dentro deles um espírito empreendedor no presente. “Para um aluno de uma ETEC fazer aula, ele acorda às cinco horas da manhã e volta para casa às oito horas da noite. Se ver tantas disciplinas e passar por dificuldades de transporte e logística não é ter uma atitude empreendedora, eu não sei o que é”, observa a gestora.

Também foi fundamental que conseguissem olhar para suas próprias comunidades enquanto idealizavam projetos. “No início, eles olhavam seu entorno com a lente do problema e com o tempo enxergaram desafios e oportunidades. Nós os ajudamos a perceberem as potencialidades dos locais onde vivem, a terem empatia por sua comunidade, criando soluções a partir de uma realidade conhecida”, relata Petrina.

Este último encontro dos grupos das cinco ETECs, proporcionou a integração entre os jovens antes da apresentação de seus pitchs, apresentações de até cinco minutos para mostrar um projeto a potenciais investidores. Metade do dia foi dedicada ao aprimoramento de seus projetos, com orientação dos facilitadores sobre como tornar atraente e vender bem uma ideia. A outra metade foi usada para apresentarem uma prévia dos pitchs aos colegas, trocando dicas em um momento de descontração e críticas construtivas: enquanto alguns recebiam elogiospela desenvoltura, outros ouviam dicas de postura e articulação das falas.

Os projetos criados pelos adolescentes tinham que fazer sentido para suas vidas, constataram os facilitadores. Esse foi o caso de Felipe Bispo de Jesus, de 16 anos. Na visão dele, as oficinas do Pense Grande oferecem um aprendizado interativo, diferente do ambiente escolar tradicional. “Aqui, o que estudamos tem aplicação para a vida real”. O projeto do grupo de Felipe é o “Politicando”, um canal que visa informar a população sobre conceitos de política. Para isso, eles irão atuar em duas frentes: um site, onde especialistas irão destrinchar assuntos de maneira acessível ao público, e eventos na periferia, para tornar as discussões mais próximas da sociedade e da comunidade em que vivem.

Letícia Zanichelli, de 15 anos, apostou na inovação, transformando um problema cotidiano em uma solução de impacto social. Com bastante dificuldade em escolher roupas para sair, ela teve a ideia de criar o aplicativo “Proache”, que funciona como um guarda-roupavirtuale rede social para que pessoas possam ajudar a montar looks. Foi dentro das oficinas que ela enxergou o potencial social de sua ideia, já que a mesma rede poderia ser utilizada para doação de roupas. “Tem sido uma experiência incrível me cercar de outros adolescentes que pensam em como impactar a sociedade. Sinto que tenho crescido bastante, e também que posso ser quem eu sou de verdade, o que não acontece em muitos espaços de aprendizado”, conta a adolescente.

Outros encontros

Cada uma das cinco ETECs vem realizando oficinas presenciais do Pense Grande duas vezes por semana. Aproximadamente 30 alunos participaram de dinâmicas criadas especialmente para as escolas, respeitando a agenda específica de professores e estudantes.

Foram 20 oficinas presenciais e também formações pela internet, por meio de hangouts e webinars. A ideia era difundir a cultura empreendedora social por meio não somente de vivências e transmissão de conhecimento, mas também com o desenvolvimento prático de um projeto que tivesse a ver com o entorno dos grupos participantes.

Durante as oficinas, os alunos foram apresentados a conceitos de empreendedorismo que os ajudassem a materializar seus projetos. Eles tiveram aulas de como fazer testes de fumaça, que são pequenas provas de que o projeto funciona e apresentação para potenciais clientes. Também aprenderam exercícios vocais e de respiração para controlar a ansiedade na hora de apresentar seus pitchs. Por fim, tiveram a oportunidade de fazer pesquisas de campo para coletar dados e entender se seus projetos realmente atendiam o público alvo.

Os estudantes visitaram o Fab Lab Livro SP, espaço gratuito de inovação da prefeitura de São Paulo, e a Wayra Brasil, aceleradora de startups digitais do Grupo Telefônica Vivo.

fevereiro 22nd, 2017

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07 de fevereiro de 2017

Três jovens empreendedores lado a lado com uma sacola com o logotipo do Pense Grande

Iniciativa busca transformar ideias inovadoras que melhorem a vida nas comunidades

Criado em 2013 pela Fundação Telefônica Vivo, o Programa Pense Grande tem como missão difundindir a cultura de empreendedorismo e de impacto social com tecnologia digital para jovens brasileiros, especialmente os que vivem nas periferias. O que nos move é sonho de pôr em prática as ideias dos participantes, sensibilizando a juventude para que se torne protagonista da sua história profissonal e encontre soluções para problemas de sua comunidade.

O Programa é voltado a jovens de 15 a 29 anos e se estrutura em quatro eixos: mobilizarformarapoiar e fortalecer. Durante 10 meses, os empreendedores são acompanhados desde o início e apresentados a diversos tipos de ferramentas, com estratégias para desenvolver e estrututurar seus projetos. Contando com a ajuda dos mentores e das assessorias, eles entendem como é possível empreender e, ao mesmo tempo, colaborar para melhorar o mundo.

Assista ao vídeo e descubra como o Pense Grande está ajudando a transformar a realidade dos jovens.

fevereiro 7th, 2017

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No dia 26 de novembro, 54 jovens apresentaram iniciativas inovadoras, construídas após o processo de Formação do Programa Pense Grande, em Santarém e Belterra, no Pará. Entre os 22 empreendimentos sociais apresentados no evento, cinco foram premiados. O evento marca o término da Formação, que em Santarém é executada pela ONG Saúde e Alegria, parceira da Fundação na região.

Para Paulo Lima, coordenador de Empreendedorismo Juvenil da organização, a premiação foi emocionante, porque demonstrou grande superação dos jovens, a uma plateia de cerca de 150 pessoas, entre diretores de universidades, professores, amigos e familiares. “Parte do grupo veio de comunidades rurais ribeirinhas. Ficamos impressionados, porque eles realizaram apresentações seguras e com qualidade, mostrando desenvolvimento nas competências de comunicação e argumentação. Esse resultado mostra que nossa metodologia está dando certo”, comemora Lima.

Os participantes mostraram suas ideias em formato de pitch (apresentação de até cinco minutos sobre cada iniciativa), para uma banca composta por organizações e consultores, como a Fundação TelefônicaAliança EmpreendedoraNatura e Ulbra. Inovação, tecnologia, viabilidade financeira e impacto socioambiental foram alguns dos critérios adotados pela equipe.

O primeiro lugar ficou com a iniciativa CAFRAA Cooperativa da Agricultura Familiar do Rio Arapiuns é um empreendimento que visa enfrentar o problema do acesso ao mercado consumidor pelos agricultores familiares das comunidades ribeirinhas. A ideia é propor preços justos para o agricultor e oferecer produtos saudáveis para o consumidor, divulgando informações pela internet.

O aplicativo Voto Fácil ocupou a segunda posição, ao apoiar decisões de coletivos, clubes e grupos de interesse. Pensando em facilitar a participação em decisões que antes só ocorriam em reuniões presenciais, o Voto Fácil é um serviço de divulgação de informações sobre eleições e aprovação de decisões.

O terceiro lugar foi para o projeto Cocoricó Caipira, página que vende galinha e ovos caipiras.

Em seguida, veio a START.ME na quarta colocação, plataforma online com o propósito de auxiliar as pessoas a alcançarem suas metas de vida.

EASYPASS, startup que realiza serviço de recadastramento de carteirinhas de estudante, ficou na quinta posição.

As iniciativas abordaram temas como venda de alimentos e desenvolvimento de aplicativos. Os prêmios são cursos na Escola de Startups e livros. Além disso, dez jovens serão selecionados para uma viagem de imersão e networking.

A Fundação Telefônica acredita no poder da juventude para a transformação social e também no empreendedorismo e na tecnologia digital como ferramentas para solução de problemas socioambientais locais, e é a partir disso que o programa Pense Grande tem como objetivo disseminar uma cultura empreendedora para os jovens de todo o Brasil. Quer saber mais sobre as outras frentes do Programa Pense Grande? Acesse aqui!

dezembro 8th, 2016

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No Mês do Empreendedorismo, conheça mais um recurso do Pense Grande: as mentorias, que promovem troca de experiências com quem tem mais tempo de estrada

Aos 30 anos de idade, Nicholas Romão Kneip já pode ser considerado um veterano quando o assunto é empreendedorismo. Com a bagagem de quem se envolve com o assunto desde a época da faculdade, quando foi um dos responsáveis pela criação do Núcleo de Empreendedorismo (NEU) da Universidade de São Paulo (USP), o jovem resolveu usar sua experiência para contribuir com projetos de outros empreendedores.

Foi assim que ele, que é cofundador da startup Agrid, empresa que conecta prestadores de serviços de eventos a possíveis clientes, se tornou mentor dos jovens empreendedores do projeto de inserção tecnológica Canoa Maker, de Almenara, no Vale do Jequitinhonha(MG). Eles fazem parte do Programa Pense Grande, iniciativa da Fundação Telefônica Vivo, que tem como foco principal difundir a cultura do empreendedorismo de impacto social com uso da tecnologia para jovens das periferias brasileiras.

Assim como Nicholas, outros empreendedores podem atuar como mentores voluntários na frente Apoiar do programa, que se propõe a investir recursos intelectuais no desenvolvimento e acompanhamento dos projetos dos participantes. O objetivo é que esses empreendedores com mais “estrada” compartilhem suas experiências com os mais jovens, ajudando na solução de eventuais obstáculos.

“Estou encantado com os meninos do projeto. Quando eles tiverem a minha idade, serão muito melhores do que sou hoje. É apaixonante”, brinca Nicholas. “Damos dicas, indicamos caminhos, mas, ao mesmo tempo em que ensino, aprendo muito. É uma troca de conhecimento contínua e maravilhosa. E eles trazem questionamentos avançados’’, relata Nicholas, que se encontra com o grupo semanalmente pela internet, já que o empresário fica em São Paulo.

Segundo Nicholas, essa troca constante de experiências é muito útil e inspiradora para seu trabalho na Agrid, que desde 2015 faz parte da aceleradora de startups digitais Wayra, do Grupo Telefônica, cujo objetivo é transformar empresas digitais em negócios de sucesso.

Essa parceria entre empreendedores acelerados pela Wayra com os jovens do Pense Grande faz parte do programa Open Future do grupo, que desenvolve iniciativas de apoio ao empreendedorismo no Brasil.

“Em um ano com a Wayra crescemos 100%, e a nossa startup tem 4 anos”, conta Nicholas. Assim, a plataforma da Agrid na internet já soma 4 mil clientes cadastrados. A expectativa é que a empresa levante R$ 3 milhões em investimentos até 2017.

“Tenho paixão pela inovação e pelo empreendedorismo. Estamos mudando vidas e acredito que, assim como os meninos do Canoa Maker, não precisamos esperar muito para devolver à sociedade tudo de bom que recebemos”, conclui Nicholas.

dezembro 2nd, 2016

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A cidade de Almenara (MG) serviu de palco para mais de 90 jovens e suas ideias inovadoras. No dia 12 de novembro, chegou o momento de reconhecer as iniciativas de empreendedorismo social que mais se destacaram durante o eixo de Formação do Programa Pense Grande, executado no Vale do Jequitinhonha pelo Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDEDICA), parceiro da Fundação Telefônica Vivo na região. Durante todo o ano, meninos e meninas dos polos de Almenara, Pedra Azul e Itaobim trabalharam para desenvolver projetos que colaborassem para a melhoria de aspectos dentro de suas comunidades.

Logo na abertura do evento, os participantes receberam uma dose extra de inspiração. Jussara Rocha, idealizadora do empreendimento social Raízes Desenvolvimento Sustentável, foi a responsável por chamar a atenção dos participantes para a importância do trabalho com impacto social ao contar sobre a iniciativa, que tem forte atuação na região. O negócio social trabalha principalmente com turismo sustentável, empreendedorismo, governança e gestão de redes e investimento social privado.

Como não podia deixar de ser, o momento mais esperado do encontro foi a apresentação dos projetos em formato de pitch(demonstração de até 5 minutos sobre cada iniciativa), para uma banca composta por organizações e consultores, como a Aliança Empreendedora e Gambiologia. Os critérios levados em consideração pelos avaliadores foram a inovação, o uso da tecnologia, viabilidade financeira e impacto socioambiental. Aberto à comunidade, o pitch no Vale do Jequitinhonha recebeu em torno de 120 pessoas e contou com a presença de diretores de escola, professores, amigos e familiares para prestigiar os participantes.

Carol Abreu, coordenadora pedagógica e educadora do CEDEDICA, é uma das responsáveis por apoiar esses jovens no Vale do Jequitinhonha. Ela reconhece a diferença que o programa fez e vem fazendo na vida desses jovens. “As ideias apresentadas têm como foco a mudança de problemas dentro das comunidades. São projetos que colaboram para o desenvolvimento dos jovens como um todo”.

Em Itaobim, dois projetos foram premiados: a plataforma de crowdfunding Mobilização Solidária ficou em primeiro lugar e em segundo a iniciativa Futuro Pró-Divulgações, que divulga cursos da região.

Já no polo de Pedra Azul, o guia turístico online JequitiON recebeu o primeiro lugar, seguido pelo projeto de anúncios de emprego para músicos, o Play Job. No terceiro lugar houve empate e a Ativa Saúde, que fornece informações sobre o funcionamento das Unidades Básicas de Saúde e Start Uai, plataforma digital para fomentar a cultura empreendedora na cidade, foram as ganhadoras.

No polo de Almenara, a primeira posição ficou com o projeto que promove a venda de produtos da agricultura familiar, o Verde Já. Em segundo, a iniciativa que exibe filmes em espaços públicos, Carroçine, foi reconhecida pela proposta e em terceiro o projeto artístico Palco Aberto.

Cada um dos jovens ganhadores recebeu o prêmio de acordo com sua classificação: o primeiro lugar recebeu R$ 500,00, o segundo lugar R$ 300,00 e o terceiro lugar R$ 100,00.

A premiação, que aconteceu do período da tarde até à noite, foi um misto de concentração e alegria com direito a show musical de encerramento, realizado pelo cantor Luan Lacerda, ex- participante do programa, que se destacou no reality show musicalThe X-Factor Brasil.

novembro 18th, 2016

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