alt marcas

Fundação Telefônica Vivo leva estudantes que foram destaque no Demoday do Pense Grande ao festival e lança iniciativas estratégicas

A Fundação Telefônica Vivo convidou o grupo que ficou em primeiro lugar no Demoday da 4º edição do Pense Grande para um experiência imersiva: participar do Festival Social Good Brasil. A ideia foi dar aos jovens alunos da ETEC André Bogasian, de Osasco (SP) a oportunidade de continuar os aprendizados, entrando em contato com as atividades e a rede de empreendedores presentes no evento, realizado em Florianópolis.

O projeto criado pelos estudantes propõe o desenvolvimento da plataforma Women Work, especializada em combater a desigualdade no mercado de trabalho, conectando mulheres a oportunidades de emprego.

E foi um empreendimento similar, o Movimento Black Money, um banco focado no atendimento a pessoas negras, apresentado por Nina Silva no evento, que mais inspirou o grupo, já que na visão deles trouxe uma solução de impacto casado a uma apresentação muito bem montada.

“Foi simplesmente incrível, o jeito que ela falava e como apresentou foi muito marcante na noite. Teve até uma parte que ela citou que ela não estava sozinha, tinha ela e mais um navio negreiro inteiro… nossa, foi de arrepiar”, se empolga Camila Santos (16) ao relembrar.

O significado de viver em uma era de tecnologias exponenciais foi o questionamento que norteou as discussões da 7ª edição do Social Good Brasil. O evento aconteceu em Florianópolis no início de setembro reuniu referências nas áreas de tecnologia e impacto social.

A edição não se preocupou apenas em apresentar, mas também buscou estimular as competências que cercam o mundo da tecnologia com a realização de workshops, palestras e oficinas sobre os instrumentos necessários para construir um mundo conectado e colaborativo.

 

Percepções sobre o Festival

A expectativa dos jovens estudantes em participar do evento era grande. “A gente ficou sabendo da viagem no dia do Demoday. Até então, não tínhamos ouvido falar muito sobre o Festival, mas à medida que fomos pesquisando ficamos cada vez mais ansiosos. Sabíamos que seria uma oportunidade única para nós e para o projeto. Eu esperava que fosse representar uma grande oportunidade, e no final acabou sendo mesmo”, conta Juliana Lima (16).

“Tinha a expectativa de que seria grande, mas nada comparado ao que foi para mim. O que vivi, vi e aprendi lá vou levar comigo para o resto da vida, com certeza!”, acrescenta Giovanna Godinho (16), que também integra o grupo Women Work. “Foi como se estivéssemos em casa. As pessoas são muito receptivas e dá para perceber que todos estão comprometidos em construir um mundo melhor”, finaliza.

Camila Santos (16) conta também ter ficado impressionada com a organização, ressaltando os espaços projetados para incentivar atividades interativas. “Até mesmo os lugares de descanso, traziam a oportunidade de conhecer novas pessoas”.

 

“Durante uma roda de conversa no Festival Social Good, lembro de imaginei que um dia seríamos nós sete ali na frente, falando do nosso projeto e levantando nossa bandeira”, diz a estudante Juliana, do Pense Grande

Para o grupo, a motivação para dar continuidade ao projeto só cresceu, sobretudo tendo em vista a inspiração provocada pelo Festival. “O evento todo, para mim, foi uma experiência única. Aprendemos muitas coisas novas que vão acrescentar muito ao Woman Work”, conclui Isabelle Gomes (16).

 

Integrantes do Women Work, primeiro colocado do Demoday, evento que premia
os projetos de mais destaque do Pense Grande,  embarcando para Florianópolis

 

Outros destaques no Social Good Brasil

Desde a primeira edição, em 2012, o Festival Social Good Brasil conta com a parceria da Fundação Telefônica Vivo. Neste ano, também o evento também serviu para divulgação da pesquisa Juventude Conectada, edição especial de empreendedorismo, desenvolvida pela Fundação Telefônica Vivo junto com o IBOPE Inteligência e a Rede Conhecimento Social, lançada em agosto.

Disponível para download gratuito, o estudo amplia o olhar sobre o ecossistema do empreendedorismo no Brasil, com o objetivo de mapear e compreender o empreendedor jovem, reunindo informações, analisando distribuições geográficas e outros conteúdos.

Outra novidade mostrada em Florianópolis foi o PenseGrande.DOC, um documentário com 26 histórias inspiradoras de jovens empreendedores brasileiros, que estreia dia 27 de setembro no Canal Futura, parceiro do projeto, e também estará disponível no canal oficial da Fundação Telefônica Vivo no YouTube. Seis casos retratados fazem parte do Programa Pense Grande.

E, por fim, o terceiro destaque foi o lançamento do movimento Data For Good, uma iniciativa em parceria entre Social Good Brasil e Fundação Telefônica Vivo, para acelerar o impacto positivo e a solução de problemas da sociedade através do desenvolvimento de soluções de conectividade e compartilhamento de dados.

 

Américo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Brasil, está em pé, apoiado por muletas, no palco do festival Social Good Brasil
Edgard Gouveia Jr, mestre de cerimônias do festival SGB, está em cima do palco, abraçados a outros palestantes
 Nuno Arcanjo lê poema no palco do festival Social Good Brasil
Dois palestrantes dividem palco do festival Social Good Brasil. Há um intérprete de Libras, em pé
Na imagem, grupo de cerca de 12 pessoas movimentam seus corpos em uma espécie de dança, durante o festival Social Good Brasil

setembro 10th, 2018

Posted In: Fique por Dentro, Destaque

Tags:

Leave a Comment

Conversamos com participantes do programa sobre o estudo Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo, e como eles enxergam a realidade do empreendedorismo

Já está no ar a edição especial de empreendedorismo da pesquisa Juventude Conectada. Desenvolvido pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o IBOPE Inteligência e a Rede Conhecimento Social, o estudo amplia o olhar sobre o setor no Brasil, tendo como principal ponto de partida a visão dos jovens brasileiros.

Assim, com o objetivo de mapear e compreender o empreendedorismo, foram ouvidas 400 pessoas de 15 a 29 anos das classes A, B e C, de todas as regiões do país, além de jovens empreendedores e especialistas da área.

Um dos temas que mais aparecem no estudo é o empreendedorismo como propósito de vida e como ele é abordado nas escolas e faculdades. Por isso, resolvemos ir um pouco além nestes dois temas.

A maioria dos entrevistados na pesquisa, 61%, dizem que buscam trabalhar com algo em que acreditam, visando a realização de um sonho, tentando alinhar a profissão à satisfação, a um propósito pessoal ou coletivo. Além disso, eles concordam que a definição de empreendedorismo passa pelos conceitos de propósito de vida, protagonismo e impacto social.

Na imagem, aparecem logo do estudo Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo

 

Você pode baixar a versão completa agora da pesquisa Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo

E quem empreende também compartilha conhecimento. Quase metade dos entrevistados, ou 42%, concordam que o empreendedor orienta e ensina pessoas ao seu redor. No entanto, jovens e especialistas ouvidos afirmam que ainda falta um acesso maior a conteúdos sobre empreendedorismo na escola, ou seja, esse tema não é levado em conta na preparação para o mercado de trabalho.

 

É nesse contexto, que a Metodologia Pense Grande pode ser uma grande aliada ao oferecer ferramentas estratégicas para o desenvolvimento da cultura empreendedora e estruturação de ações sociais e transformadoras para quem busca um propósito de vida por meio do empreendedorismo.

Mas, para saber um pouco mais dessa relação entre empreendedorismo, conhecimento e propósito de vida, precisamos ouvir o que mais jovens que já estão atuando neste universo têm a dizer. Por isso, conversamos com cinco participantes do Programa Pense Grande. A seguir eles contam como enxergam esta realidade e o significado em suas vidas.

 

Gabriela Nunes Cavalieri, 18 anos, do Sistema Filantrópico, uma ferramenta organizacional para otimizar o tempo de ONGs com automação de atividades como atualização cadastral e controle de dados de voluntários e membros.
“Acredito que empreender transcende o conceito de abrir um negócio e ganhar dinheiro. É se empenhar para realizar uma tarefa, superar os diversos obstáculos e colocar suas habilidades à prova. Com certeza o assunto empreendedorismo deve ser explorado desde cedo! O tema empreendedorismo estimula diversas competências como autonomia emocional e financeira. Além disso, trabalha a relação interpessoal, desenvolve a criatividade e possibilita explorar a capacidade do indivíduo para resolução de problemas. Participar do Pense Grande é uma transformação de mentalidade, é enxergar como a atitude local impacta a sociedade de maneira global. O programa cria uma rede de contato com pessoas maravilhosas e inspiradoras! Por meio do empreendedorismo é possível realizar sonhos e propósitos de vida. Admiro muito, o renomado Dr. Daisaku Ikeda, que diz: ‘Sem esforços tenazes, os sonhos terminarão em meras fantasias’. Empreender é trabalhoso e exige muito esforço, porém quando atrelado a realizações pessoais se torna uma atividade engajada e motivadora”.

Jéssyca Silveira, 26 anos, integrante da RAP, Rede de Afro Profissionais, empresa de recrutamento que foca diversidade racial e formou uma rede de 14.500 mulheres negras.
“Empreender vai além de enxergar uma necessidade ou oportunidade de negócio. Para alguns significa não passar fome, para outros é uma salvação em meio à falta de trabalho. Para mim, tem significado me descobrir capaz de gerar algo que pode mudar a vida das pessoas! Significa apostar no meu talento e no de outras profissionais negras para impactar positivamente a sociedade. Participar do Pense Grande ajuda, porque o conhecimento está organizado e é apresentado como uma metodologia a ser aplicada à nossa ideia. A geração atual tem essa ideia de propósito, de buscar a felicidade no trabalho. É uma ruptura com as gerações anteriores. Sou parte disso e vivo numa linha tênue, porque existe a vontade de ser feliz profissionalmente e também existe a necessidade de ganhar dinheiro com urgência. Então busco o equilíbrio entre esses interesses”.

Reuel Scherrer Xavier, 24 anos, da GrowTech, que fornece equipamento moderno que facilita o cultivo de alimentos saudáveis, como hortaliças e temperos, em casa.
“Empreender é correr atrás dos próprios sonhos. Mais que isso: é inovar, pensar em coisas que ninguém pensou e realizar sonhos através disso. É preciso pensar grande. Com certeza é um tema a ser explorado desde cedo. É essencial, enquanto brasileiros, é um dever da nova geração pensar em caminhos alternativos, criar novas rotas e modelos. A nossa única chance de parear com país altamente desenvolvido é criando. O que pode alavancar um futuro melhor para o Brasil são empreendedores mais conscientes, mais inovadores. O Pense Grande é essencial para mostrar que o empreendedorismo social é possível, sim! Que não é uma coisa surreal, inalcançável. O programa pega uma ideia embrionária, uma sementinha e nos guia a caminhos melhores. Empreendedorismo é mais do que ter propósito. É unificar sonhos e propósitos em uma única jornada. E isso a gente aprende no Pense Grande, em como alinhar bem os nossos sonhos com nossos propósitos. Em como sintonizar a equipe nesse foco. Isso mudou muito a nossa mentalidade, por isso somos muito gratos”.

Carla Francischette, 18 anos, do Integra Mais, site com informações de escolas adaptadas a vagas de emprego, para auxiliar nos cuidados e no cotidiano de pessoas com deficiência.
“Empreender significa criar coisas boas, que irão ajudar alguém, alguma causa ou inovar. É fazer ideias e sonhos acontecerem de alguma forma. Até da forma mais maluca, porque empreender também é criatividade. É um assunto a ser tratado em escolas, com jovens e crianças. Desde pequenos nos perguntam o que queremos ser quando crescermos, mas sempre pensamos em trabalhar para alguém, em realizar o sonho de outra pessoa. Empreender tem muita ligação com um propósito. Quando se empreende, se sonha, se cria, se inova, nada disso é possível sem um propósito. Por trás de toda criação existe um problema a ser resolvido. O coração do negócio é sempre o que o mantém vivo!”.

Ana Karine, 22 anos, uma das sócias fundadoras do Fala Aí, startup focada em auxiliar o desenvolvimento da fala na infância por meio de um app que identifica distúrbios fonológicos.
“Empreender é contribuir para transformar a realidade dos outros, e a sua própria, baseado no que se acredita. Ser capaz de pensar além da caixa e se permitir experimentar e crescer constantemente. Não existe incentivo ao empreendedorismo, especialmente na graduação, a passos de se entrar no mercado. Muita coisa boa fica engavetada porque somos preparados para trabalhar em projetos de outros. Vejo o Pense Grande como uma porta de entrada para mudar esse pensamento. Para mostrar que toda ideia, quando é bem trabalhada, vira sim um negócio. Se você quer empreender, o negócio depende do seu interesse em fazer acontecer. Então é preciso ter um propósito. Mas esse pensamento pode se tornar vazio se o propósito for apenas o de ganhar dinheiro. Isso é tão pouco comparado às vidas que podem ser mudadas! Propósitos também precisam ser realimentados. Qual é o próximo passo após atingir os objetivos atuais?”.

agosto 27th, 2018

Posted In: Fique por Dentro, Destaque

Tags:

Leave a Comment

Os adolescentes Gabriel Moura (18) e João Vitor Macedo (17) posam para foto abraçados

O projeto Horta Inteligente foi desenvolvido durante o Pense Grande e pretende ajudar a manter horta comunitária em São Paulo

Administrar uma horta de maneira sustentável, sobretudo em uma grande cidade como São Paulo, pode ser desafiador. Focado justamente em romper as dificuldades com cuidados e infraestrutura, o projeto Horta Inteligente foi criado por dois jovens estudantes para ajudar na tarefa de irrigar de plantações.

Gabriel Moura (18) e João Vitor Macedo (17), estudantes do 3º ano na ETEC Professor Horácio Augusto da Silveira, estavam à procura de uma ideia para realizar como trabalho de conclusão do curso técnico de Eletrônica. E foi durante as oficinas do Pense Grande que surgiu a ideia e a oportunidade.

“O maior incentivo veio da nossa professora Janaína, que é voluntária na Horta das Flores, e nos levou até lá para conhecer as dificuldades em controlar a umidade e a hora certa para regar as plantas”, diz Gabriel sobre o desenvolvimento do Horta Inteligente.

A Horta das Flores, localizada na Mooca, zona leste paulistana, é um espaço da Prefeitura. Porém, diante do abandono, foi assumido pela comunidade que, com a ajuda de voluntários, se compromete a não deixar o terreno sem cuidado.

Após visitarem o terreno e entenderem o que poderia ser melhorado, os estudantes decidiram abraçar a causa e construir um microcontrolador, atualmente em fase de protótipo, para automatizar a rega das plantas.

 

A inspiração: Horta das Flores

A Horta das Flores fica trancada durante a semana e sem manutenção. Foi justamente isso que inspirou o projeto Horta Inteligente. “Somente aos sábados os voluntários abrem para ajudar. Boa parte do que se planta é perdido por conta disso”, comenta Janaína Campos Venditti, professora de Biologia que apresentou a iniciativa aos meninos.

A foto mostra voluntários usando bonés e trabalhando em meio a plantação na Horta das Flores, onde o projeto Horta Inteligente será empregado

 

Diante dessa necessidade, os jovens pensaram em melhorar a realidade das hortas comunitárias. Com a ajuda de Janaína, criaram um canteiro nos jardins da própria escola a fim de simular o espaço e realizar todos os processos, desde o preparo da terra, o adubo até a plantação de fato. Ao final dessas etapas, chegaram à ideia do dispositivo que checa a umidade das plantas.

“Tanto o tempo de rega, quanto o intervalo entre as checagens é configurado por bluetooth. Os dados sobre a plantação são ajustados no aparelho e, a cada três horas, se o índice de umidade estiver abaixo de 25% do valor indicado, ele abre a torneira por 15 segundos”, explica João Vitor sobre o funcionamento.

A parte mais desafiadora, segundo eles, foi entender as particularidades de cada solo e planta para ajustar o equipamento, que ainda está em desenvolvimento e passa por mudanças constantes.

 

Fechando o negócio com a horta

 Com a problemática resolvida, os administradores voluntários da Horta das Flores pediram que os estudantes apresentassem um orçamento para a instalação do aparelho.

“Estipulamos o preço máximo de R$ 1.000, mas estamos sempre em busca de minimizar essa quantia. A comunidade aceitou e pediu para que a gente avise assim que o aparelho estiver pronto”, continua João Vitor.

Apesar do interesse imediato, o grupo e o coordenador do curso de Eletrônica entraram em um acordo para adiar o prazo da venda, a fim de usar o segundo semestre de 2018 como período de aprimoramento do protótipo. Além disso, falta preparar a documentação e é preciso dar uma pausa no projeto Horta Inteligente para que os jovens se dediquem ao vestibular.

agosto 13th, 2018

Posted In: Fique por Dentro

Tags:

Leave a Comment

Empreendimentos apresentados no encerramento do programa Pense Grande foram orientados a trabalhar com a agenda das Nações Unidas em pautas sobre igualdade de gênero, cuidados com idosos, política, saúde mental e acessibilidade

Centenas de pés batiam ritmados no chão do auditório da ETEC Sebrae, na região central de São Paulo, onde acontecia o Demoday 2018, evento que encerra o ciclo do programa Pense Grande e premia os empreendimentos de destaque.

Assim que o primeiro lugar foi anunciado, os tambores improvisados se transformaram em gritos, aplausos e choro. O grupo Women Work, que propõe uma plataforma para conectar mulheres a oportunidades de emprego, conquistou o bicampeonato para a ETEC Prof. André Bogasian, de Osasco. “A gente veio de uma escola muito humilde e nos esforçamos muito durante todo o processo”, conta emocionada Giovanna Godinho, de 16 anos.

O segundo lugar foi para a equipe da ETEC Dr. Julio Cardoso (Franca-SP) e o conceito inovador do TIPMES, aplicativo que dispara alerta por meio de um colar e garante mais autonomia a idosos e pessoas sob cuidados especiais. “Recebemos auxilio de nosso professor Washington sobre a programação. Juntamos fundos, vendemos até amendoim na escola para conseguir arcar com os custos do primeiro protótipo. Agora ele está em fase de programação e finalização”, diz o aluno Leonardo Faleiros.

Por terem surpreendido e se destacado nos pitches, três projetos dividiram o terceiro lugar. O Livrentura, da ETEC Julio de Mesquita, com criação de uma livraria móvel com apoio de um aplicativo para vender livros adaptados em braile e incluir deficientes visuais. O 4 Estações, da ETEC Cidade Tiradentes, por um aplicativo que traz bem-estar mental com compartilhamento de experiências, práticas de relaxamento e meditação, além de dicas de exercícios físicos. E, finalmente o Politeia, da ETEC Prof. Camargo Aranha, por uma plataforma online que rastreia e compartilha dados públicos de políticos brasileiros.

 

 

A premiação coroou o fim da 4ª edição do Pense Grande, que teve a participação de alunos de 31 Etecs e Fatecs espalhadas pelo estado de São Paulo. Foram 60 horas de formação, com 14 oficinas e 192 empreendimentos criados, dos quais 18 foram mostrados pelos jovens na etapa final à banca julgadora por meio de pitches, apresentações de cinco minutos que resumem com objetividade os projetos.

 

Rubem Saldanha, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo, definiu o Demoday 2018. “O momento de celebração nunca reflete toda a caminhada, é uma fotografia. Mas a fotografia é muito bonita, porque dá para ver o brilho nos olhos, a determinação, o senso de responsabilidade e o frio na barriga”.

Experiência única

Protagonismo e resiliência são os maiores aprendizados para quem participa do Pense Grande, defende o professor Gislayno Monteiro, do Centro Paula Souza, parceiro ao lado da Impact Hub na execução do programa da Fundação Telefônica Vivo. “Os alunos que passam por essa formação aprendem a ser protagonistas de suas vidas e agentes de mudança, além de adquirirem competências técnicas e socioemocionais que farão toda a diferença quando ingressarem no mercado de trabalho”, afirma.

Para a diretora Sônia Espindola, da ETEC Prof. André Bogasian, a metodologia do Pense Grande transformou a instituição, de onde saiu o projeto vencedor, ao engajar os alunos em causas sociais. “Esse é o segundo ano do projeto na nossa escola e eu posso dizer que o impacto sobre os adolescentes é muito forte. Eles levam muito a sério e encaram os desafios com responsabilidade”, afirmou, ainda emocionada pela conquista de seus estudantes.

Turbilhão de emoções

Orientados a explorar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, os grupos criaram soluções que visam combater assédio, reduzir desperdícios, desmistificar transtornos mentais e promover sustentabilidade.

A estudante Cecília Ribeiro de Almeida, de 15 anos, aparece em pé com microfone na mão e sorrindo durante apresentação do projeto 4 Estações

 

Cecília Ribeiro de Almeida, de 15 anos, emocionou a todos com um relato pessoal sobre as dificuldades em ser portadora do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), o que a motivou a criar, sozinha, o 4 estações.

“Não teve uma noite em que não fiquei trabalhando no projeto. Sei onde o problema está, por isso estou muito motivada a seguir com o projeto. Tenho muito carinho pelo o que estou fazendo”, declarou a estudante da ETEC Cidade Tiradentes, em São Paulo, que ficou entre os contemplados em 3º lugar.

O legado do Pense Grande dura muito mais que o período formativo e garante prêmios maiores que os distribuídos no Demoday, como enfatiza Rubem Saldanha: “talvez os negócios não virem, talvez eles não sejam empreendedores no futuro, mas o que esses jovens aprenderam durante o Pense Grande, levam para o resto da vida”.

 

Box traz informações sobre os vencedores do Demoday 2018: projeto Women Work, em 1º lugar; projeto Tipmes, em 2º lugar, e os projetos 4 Estações, Livrentura e Politeia em terceiro lugar

 

 

agosto 3rd, 2018

Posted In: Fique por Dentro

Tags:

Leave a Comment

Samantha Ferreira, Thais Krohn, Thayane Ramos e Victoria Vieira, jovens do Pense Grande tiveram oficinas para desenvolver modelos e testar produtos e serviços

Para aprender sobre a importância da prototipação, jovens do Pense Grande tiveram oficinas para desenvolver modelos e testar produtos e serviços

Uma vez estabelecidos os conhecimentos que servirão como base para a estruturação de um projeto empreendedor, vem uma das etapas mais divertida e trabalhosas: por a mão na massa! Esse momento é conhecido como a fase de prototipação.

Dentro do Programa Pense Grande, esta fase é dividida em duas oficinas, que se propõem justamente a dar ferramentas para que os jovens possam materializar tudo o que foi idealizado ao longo do ano. Com a orientação dos mentores, os grupos precisam detalhar o modelo de negócios escolhido e simular o funcionamento de suas iniciativas.

Trata-se de um momento decisivo, já que a  partir das apresentação desses resultados, a comissão de jurados avalia os projetos e seleciona os melhores para a o Demoday – última etapa, na qual os finalistas de todas as ETEC’s participantes apresentam suas iniciativas.

Uma livraria móvel voltada para deficientes visuais e um jogo que estimula doações de recursos para pessoas de baixa renda. Estes foram alguns dos protótipos inovadores desenvolvidos pelos jovens que participam da etapa de prototipação do Pense Grande 2018.

 

O protótipo é o modelo construído para testar um produto ou um serviço. Ele é resultado das pesquisas iniciais relativas a uma ideia ou suposição e, também, uma base para que novas mudanças e implementações dessa ideia possam ser realizadas. Os critérios de avaliação para essa fase são: inovação, viabilidade financeira, tecnologia, clareza, apresentação e impacto socioambiental. Veja mais na Metodologia Pense Grande.

 

Leitura e Inclusão

 As estudantes da ETEC Júlio de Mesquita Samantha Ferreira, Thais Krohn, Thayane Ramos e Victoria Vieira, de 15 anos, foram uma das finalistas selecionadas. O grupo de Santo André criou o Livrentura, uma livraria móvel focada na venda de livros adaptados em braile para a inclusão de deficientes visuais.

“A nossa ideia é montar, com um triciclo, uma livraria móvel. Não escolhemos pontos fixos porque queríamos facilitar o acesso do deficiente visual, que estará conectado com a gente através de um aplicativo personalizado”, explica Thayanne Ramos, uma das idealizadoras. O aplicativo permitirá ao usuário sugerir es espaços públicos por onde o triciclo deve circular.

Durante a prototipagem, o grupo se dividiu para construir a maquete do triciclo, desenvolver o aplicativo e buscar patrocínio. O engajamento das meninas trouxe o apoio da Editora WG, que fornecerá livros em braile para serem comercializados.

“Em uma semana desenhamos as telas do aplicativo, e na outra aprendemos a mexer em um site chamado App Inventor, que ensina através de um joguinho, parecido com a montagem de um lego, a desenvolver um sistema”, conta Samantha Ferreira sobre o processo que considerou desafiador.

 

Mobilização e Tecnologia

Um dos compromissos do Pense Grande é trabalhar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODs) da ONU, inspirando muitas iniciativas a buscarem soluções dentro dessas metas. O grupo formado por seis estudantes da ETEC Juscelino Kubitschek, em Diadema, seguiu a tendência, criando o PAMF (Programa de Ajuda aos Menos Favorecidos).

A iniciativa prevê um aplicativo que mobiliza a população a fazer doações. Ainda sem definição sobre o modelo de negócio, a plataforma propõe um game e uma modela virtual, o “Pamfinho”, que engaja os jogadores ao mesmo tempo que propõe a doação solidária.

O projeto não foi selecionado para a última etapa, mas as oficinas trouxeram momentos importantes de aprendizado, como relata Sarah Gouveia, de 14 anos: “Toda nossa trajetória foi para esse dia. Foi incrível ver como o projeto foi evoluindo e se moldando com o passar de cada oficina”.

Com as dicas dos tutores, o grupo pretende continuar desenvolvendo o aplicativo. Para Rayane Lima, de 14 anos, participar do Pense Grande foi uma experiência única: “Por mais que a gente olhe para a nossa sociedade e veja que ela precisa de mudanças, eu nunca tinha tido a oportunidade de desenvolver algo que pudesse mudar a vida das pessoas”.

agosto 2nd, 2018

Posted In: Fique por Dentro

Tags:

Leave a Comment

Foto mostra vários grupos de jovens conversando em volta de computadores

Para jovens que querem começar ou manter um negócio próprio, ter apoio é fundamental. E acreditando nisso, a Fundação Telefônica Vivo entra como parceira da Secretaria Municipal do Trabalho e da Agência São Paulo de Desenvolvimento (Ade Sampa) com o Vai Tec, que está com inscrições abertas até o dia 05 de agosto, focado especialmente em incentivar a manutenção e crescimento de iniciativas que envolvam tecnologia e tenham surgido em zonas periféricas de São Paulo.

Serão selecionados 24 negócios inovadores ou de tecnologia de jovens maiores de 18 anos para um programa de 6 meses,  que oferece capacitações, acesso a rede de contatos e recurso de R$ 32 mil por empreendimento. Nesta 3ª edição, haverá o diferencial de não só fornecer recurso financeiro, mas também apoiar com uma metodologia para acompanhar e complementar os projetos selecionados.

Foi a partir dessa ideia que a Ade Sampa convidou a Fundação Telefônica Vivo para agregar com a vivência do programa Pense Grande e sua metodologia, que já atendeu a mais de 41.000 jovens, a oferecer apoio e incubação de negócios a 45 empreendimentos de todo o Brasil

“A ideia da parceria é exatamente a de somar a experiência que a Fundação adquiriu como ponto de partida, adaptando para a realidade do empreendedor das periferias”, afirma Guilherme Ralisch, Gerente de Programas e Projetos na Agencia São Paulo De Desenvolvimento.

 

Como será na prática

A metodologia Pense Grande, baseada nos pilares de empreendedorismo, tecnologia e comunidade vai ao encontro do compromisso estabelecido pela 3ª edição do Vai Tec: proporcionar aos jovens de baixa renda mecanismos e acompanhamento para impulsionar seus negócios, o que é também determinado pela lei municipal que regulamenta o programa.

As oficinas e etapas do programa, que começa em setembro de 2018 e vai até março de 2019, serão distribuídas pelas próprias regiões periféricas, como uma forma de estimular outros empreendedores que já inovam em suas comunidades. Isso não exclui o deslocamento até outros polos do ecossistema empreendedor da cidade, já estabelecidos no mercado. O objetivo é trazer referencial que poderá ser revertido, adaptado e reformulado para aplicação nos negócios.

 

Informações importantes para quem se interessou sobre o Vai Tec

Quem pode participar?

Jovens acima de 18 anos que estão desenvolvendo negócios inovadores em estágios iniciais e tenham dificuldades de investir tempo e recursos para dar os próximos passos na jornada empreendedora.

É necessário residir em algumas das seguintes prefeituras regionais:

Zona Norte: Casa Verde/Cachoeirinha, Freguesia/Brasilândia, Perus, Pirituba, Jaçanã/Tremembé;

Zona Leste: São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, São Mateus, Guaianases, Cidade Tiradentes, Itaquera, Vila Prudente, Penha, Sapopemba;

Zona Sul: Parelheiros, Capela do Socorro, M´Boi Mirim, Campo Limpo, Cidade Ademar.

Quando?

As inscrições ficam abertas até dia 05 de agosto.

Como são feitas?

Pelo site da Ade Sampa.

Os critérios adotados levam em consideração o estágio de andamento do projeto (clareza de objetivos, os desafios já superados, estrutura do modelo de negócios) e também o grau de dedicação dos jovens à iniciativa que pretendem investir.

Outras datas importantes:

No dia 17 de agosto serão anunciados os selecionados para a primeira fase do Vai Tec.

O programa tem início em 17 de setembro de 2018 e dura 6 meses.

Fique atento ao cronograma detalhado no site.

O que é oferecido?

Bolsa de R$ 32 mil por empreendimento, além de capacitações e acesso a redes de contato.

julho 31st, 2018

Posted In: Fique por Dentro

Tags:

Leave a Comment

Encontro entre ETECs e Fatecs reuniu 450 alunos do Programa Pense Grande

Encontro entre 30 ETECs e Fatecs reuniu 450 alunos que integram o Programa Pense Grande

Promover conexão, estimular a troca de experiências e estreitar o diálogo sobre empreendedorismo foram os objetivos do Encontro Empreendedor entre ETECs e Fatecs parceiras do Pense Grande, programa da Fundação Telefônica Vivo de difusão do empreendedorismo de impacto social com o uso de tecnologias digitais.

Os eventos tiveram a participação de cerca de 450 alunos, de cerca de 30 escolas e faculdades técnicas, que apresentaram seus projetos, falaram sobre os desafios de criar um negócio sustentável e conheceram histórias inspiradoras de empreendedores

Foi o caso de José Carlos Lima, de 46 anos, que além de empreendedor é também estudante da Fatec de Itaquera. Ele apresentou aos alunos o Projeto Granja, que transforma resíduos orgânicos em ração para aves que são criadas em casa. Em um bate-papo que aconteceu na ETEC Professor Horário Augusto da Silveira, que fica na zona norte de São Paulo, ele tirou dúvidas e construiu um mini viveiro com a ajuda dos participantes.

“Foi gratificante saber que um projeto aparentemente simples, como o meu, despertou tanto interesse na rapaziada mais jovem. Eles nem imaginavam que era possível a criação de aves dentro de pequenos espaços na cidade grande”, conta.

Para ele, encontros como estes são ótimas oportunidades para intercâmbio de experiências. “Juntos a gente descobre como usar melhor os recursos, além de aliar o conhecimento que já temos com os conhecimentos das novas tecnologias que essa moçada nova traz. Foi muito bom”, avalia.

 

Exposição e feedbacks

Programa Pense Grande reuniu 450 alunos de ETECs e Fatecs

Não faltou oportunidade para que os alunos mostrassem seus projetos aos demais participantes do encontro. Em um pitch, o jovem Lucas Henrique Maluf, de 15 anos, apresentou a Impex, solução voltada para pessoas tetraplégicas e paraplégicas. “Pesquisamos um sensor que recebe comando neural. A nossa ideia é criar uma roupa específica feita de cobre com esse sensor, permitindo que o usuário consiga fazer diversos movimentos”, explica.

Já o desenvolvimento sustentável foi o foco do grupo do jovem José Eduardo, da ETEC do Professor Camargo Aranha, Sâo Paulo. “Nossa ideia é fazer um aplicativo para centralizar todas as informações sobre os políticos. O usuário terá uma visão geral do que esse político fez e o que planeja fazer em seu mandato caso seja eleito”. A intenção do grupo é também desenvolver uma árvore genealógica dos políticos para identificar se há parentes no governo.

 

Inspiração e aprendizado

O sonho de empreender parece mais palpável quando se ouve histórias de sucesso e motivação. No encontro ocorrido na ETEC Bartolomeu da Silva, em Santana do Parnaíba (SP), os alunos conheceram a luta do artista plástico Elcio Torres para promover impacto em uma comunidade da zona leste de São Paulo.

Com o projeto Ateliê Azu, ele cria e instala cerâmicas feitas de azulejos que ressignificam espaços urbanos deteriorados. “Convidei os moradores para pintar os azulejos e colocar na escadaria da comunidade. Isso desperta a sensação de pertencimento”, descreve Torres.

 

Leandro Araújo, um dos jovens inspiradores do Programa Pense Grande, é da equipe do Ateliê Azul. Saiba mais sobre a história dele aqui.

 

Já o encontro promovido na ETEC Júlio de Mesquita, de Santo André, na Grande São Paulo, trouxe a história de Rafael Câmera, fundador da Pandora Lab, startup criada para incentivar e expandir a cultura maker no Brasil através da produção de conteúdo com dicas de programação, soldagem e kits de eletrônica. “Qualquer pessoa pode baixar o nosso conteúdo e começar a fazer várias coisas de tecnologia em casa sozinho”, explicou aos ouvintes atentos.

Um dos alunos participantes, Felipe Amorim, da ETEC Júlio de Mesquita, em São Paulo, ressaltou que a importância da troca de ideias com outros integrantes do Pense Grande. “Foi muito bom conversar com quem está fazendo o mesmo processo, falamos sobre as metodologias e como cada um pode melhorar o seu projeto”, destacou.

julho 5th, 2018

Posted In: Fique por Dentro

Tags:

Leave a Comment

Jovem do Pense Grande desenvolveu aplicativo para facilitar o transporte público e a locomoção de pessoas em São Paulo

Participante do Pense Grande , Vinicius Tavares Iunes, do 3°ano de Eletrônica da ETEC Júlio de Mesquita, conquistou o terceiro lugar no 2º  Hackathon Belas Artes, no Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, que trouxe um desafio sobre mobilidade urbana. Cerca de 100 jovens do Ensino Médio participaram do evento e desenvolveram soluções inovadoras sobre o tema.

O projeto de Vinicius, de 17 anos, foi um app de mobilidade urbana, chamado Muve, para facilitar o transporte público e a locomoção de pessoas em São Paulo. O app possui um sistema de crowdsourcing e gamificação entre os usuários, que de forma colaborativa ajudam a traçar as melhores rotas para chegar ao destino solicitado.

Os participantes tiveram 1 hora e meia para desenvolver a ideia do projeto, o nome e um vídeo de apresentação. Apesar do pouco tempo, Vinicius disse que não encontrou dificuldades, pois já havia feito atividades semelhantes no Pense Grande, programa da Fundação Telefônica Vivo que visa difundir a cultura do empreendedorismo de impacto social com tecnologia digital a jovens brasileiros.

A palavra Hackathon vem da junção de duas outras palavras em inglês: “hack”, que significa programar com excelência, e “marathon”, de maratona. Traduzindo o conceito para o português, Hackathon é uma maratona de programação, que pode durar horas ou dias, com o objetivo de promover o trabalho em equipe, a investigação e a solução de um problema proposto.

“A diferença foi apenas o tema: no Pense Grande, abordamos os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU). Na Belas Artes, falamos sobre as Inteligências para melhorar a Mobilidade Urbana”, disse o participante.

Para desenvolver a ideia no Hackathon, Vinícius utilizou a metodologia Canvas – Modelo de Negócio. “Muita coisa que eles pediram já tinha feito durante as oficinas do Pense Grande. Ter feito o Canvas me ajudou a pensar mais rápido e a identificar o que estava certo ou não no projeto, além de já ter experiência com o picth”, comenta Vinícius.

 

Premiação

Imagem mostra Victor Favaro, Vinicius Iunes e integrante do 2º Hackathon Belas Artes, no Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, que trouxe um desafio sobre mobilidade urbana. Jovem do Pense Grande desenvolveu app de mobilidade

De camiseta branca, Vinícius posa ao lado de companheiro de equipe Victor Favaro e de integrante do Hackathon.

 

Pelo terceiro lugar, cada estudante ganhou um curso livre na Belas Artes, no valor de R$ 1 mil, além de uma sessão de coaching, voltado para a orientação educacional. Caso queira estudar na faculdade, o vencedor também ganha 50% de desconto na matrícula.

 

Pense Grande

No Pense Grande, Vinicius está desenvolvendo o projeto Go Bike, relacionado com o ODS Cidades e Comunidades Sustentáveis. O aplicativo contém mapeamento de ciclovias, com o objetivo de auxiliar o ciclista no dia a dia.

“Percebi que os dois projetos estão muito ligados. A diferença é que o Go Bike está mais avançado e vamos começar a prototipação nas oficinas. Já o Muve foi uma ideia que surgiu no Hackaton”, comentou.

Para Vinicius, a experiência com o Pense Grande não colaborou apenas no evento, mas o ensinou a estruturar ideias, de maneira geral. “Agora sei olhar para uma situação e fazer uma análise real, ver os pontos fracos e os pontos fortes. Isso pode ser aplicado a tudo. Vou levar essa experiência para toda a vida e quero colocar no meu currículo que participei do Pense Grande”, celebrou.

junho 28th, 2018

Posted In: Fique por Dentro

Tags:

Leave a Comment

Formadores do Pense Grande posam para foto sorrindo

Transformar a realidade de muitos jovens: esta é a motivação do time de voluntários do Grupo Telefônica que estão participando do programa Pense Grande.

 

Mais de 200 colaboradores do Grupo Telefônica estão mobilizados na participação do Pense Grande 2018 para levar conhecimento sobre empreendedorismo social à jovens que querem ampliar suas possibilidades de vida no futuro.

O projeto Voluntários Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo, teve início no ano passado em ETECs (Escolas Técnicas Estaduais) e esse ano tem uma nova atuação em ONGs (Organizações não Governamentais). As instituições selecionadas para 2018 são:

Aldeias Infantis (Unidade Rio Bonito – São Paulo, SP)

 

Formadores do Pense Grande em Aldeias Infantis

 

 

Centro Social Carisma (Osasco, SP) – Organização não governamental e sem fins lucrativos que promove ações na defesa e garantia dos direitos de crianças, adolescentes e jovens por meio de uma atuação de desenvolvimento sócio comunitário.

 

 

Formadores do Pense Grande em Social Carisma

 

 

Centro Taiguara Digital (Centro – São Paulo, SP) – Organização da Sociedade Civil com objetivo é de fomentar, incentivar e disseminar a cultura, o esporte, a educação, a tecnologia e a formação para o trabalho, através de projetos que promovam acessibilidade, integração social e a sustentabilidade.

 

Formadores do Pense Grande em Centro Taiguara Digital

 

 

Liga Solidária (Jardim Educandário – São Paulo, SP) -Projeto desenvolvido com o objetivo de tirar crianças e adolescentes das ruas, oferecendo-lhes cuidados de saúde e educação, além de atividades culturais.

 

Formadores do Pense Grande em liga Solidária

 

 

Projeto Casulo (Real Parque – São Paulo, SP) – Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que desenvolve programas socioeducativos e de cidadania que beneficiam mais de 10.000 crianças, adolescentes, adultos e idosos.

 

Formadores do Pense Grande em Casulo

 

O Casulo é uma organização da sociedade civil (OSC) que atua com crianças, adolescentes, jovens e famílias das comunidades do Real Parque e Jardim Panorama, oferecendo atividades socioeducativas, culturais, de educação para o trabalho e interação comunitária.

 

 

No primeiro encontro do time foi apresentada a proposta do programa, responsabilidades e datas de formações. São oito capacitações, que habilitam os voluntários a entrarem em sala de aula.

A consultora de marketing Andreia Matos está participando do Pense Grande pela segunda vez e acredita na importância de incentivar o protagonismo do jovem. “A principal vantagem em participar do programa é o lado humano. Doar um pouco do seu tempo a alguém que talvez não tenha tido as mesmas oportunidade que tivemos”, disse Andreia.

Para ela, a segunda vantagem é receber uma reciclagem profissional a partir da formação com a metodologia Pense Grande. “Aprendemos algumas metodologias bem contemporâneas, como Design Thinking, que utilizamos bastante no dia-a-dia do trabalho”, completou.

Tendo participado do processo completo no ano passado, a consultora de marketing disse que é interessante lidar com uma realidade muito diferente da própria e sentir o entusiasmo dos jovens com as oficinas.

Nelas, os voluntários apresentam os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como uma fonte inspiradora. “A partir disso, pedimos que os jovens reflitam sobre a realidade social deles e tentem criar projetos que sejam ligados a esses objetivos, considerando diversos temas, como educação, segurança pública, saúde e igualdade de gênero”, disse.

Em 2018, o trabalho já começou, com a primeira oficina para integração. “Estão surgindo inúmeros projetos, com problemas com transporte público, descarte de lixo e falta de acesso à saúde”, comentou a voluntária.

Com o fim das oficinas, será realizada uma apresentação dos projetos desenvolvidos, são os chamados pitches (uma apresentação de 3 a 5 minutos). Uma banca examinadora composta por acadêmicos e profissionais reconhecidos pelo mercado irá avaliar os projetos apresentados em um evento conhecido pelo nome de Demoday.

Já o consultor de negócios Raphael Augusto Oliveira Zara participa como voluntário do Pense Grande pela primeira vez. “Está sendo um grande aprendizado retomar algumas dinâmicas de interação e desenvolvimento de ideias que acabo aplicando no dia-a-dia. Está sendo muito rico. Embora seja intitulado como voluntário, sou um beneficiado do programa.”

Raphael também ressaltou a importância da interação entre os colegas da empresa. “Eu ainda não participei de nenhuma oficina com os jovens, mas a expectativa é bastante positiva. Quero aplicar meus conhecimentos de empreendedorismo e trocar com esse público.”

junho 5th, 2018

Posted In: Fique por Dentro

Tags:

2 Comments

Desenvolvido por três jovens do Ensino Médio que participaram do Pense Grande, o app Find Lost pretende divulgar informações para ajudar a solucionar casos junto as autoridades

Maiala Safira, Vittoria Zachi e Vitória Mazoni, alunas de 17 anos da ETEC André Boasin, em Osasco, na Grande São Paulo, criaram um projeto que busca divulgar informações úteis para solucionar casos de desaparecimento em parceria com autoridades.

A ideia do app Find Lost surgiu quando as estudantes do curso Técnico em Administração, integrado ao Ensino Médio, participaram do Programa Pense Grande. Orientadas pelo professor Miguel del Barco, as adolescente levaram o projeto para o  Demoday (termo em inglês que significa “dia de demonstração”), em dezembro de 2017, e surpreenderam a todos com a iniciativa, conquistando o primeiro lugar entre as apresentações.

O aplicativo funciona da seguinte forma: cruza dados disponíveis na internet com aqueles registrados em instituições públicas, como hospitais e delegacias. Para isso, a ferramenta fornece uma ficha para ser preenchida com informações pessoais, características físicas, dia do desaparecimento e última localização.

Essas informações, que passariam por checagem, facilitariam o processo de busca por desaparecidos, hoje sob a responsabilidade do Ministério da Justiça. Além disso, o Find Lost mapearia os possíveis destinos da pessoa em uma situação hipotética, baseando-se na localização onde foi vista pela última vez.

 

Brasil registrou oito desaparecimentos por hora nos últimos dez anos, segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

 

“Foi uma surpresa ganhar o Demoday. No início não imaginávamos que éramos capazes, a todo o momento ouvíamos pitchs incríveis durante as oficinas”, conta Maiala Safira sobre a experiência compartilhada com os outros 16 grupos de jovens que participaram das apresentações.

“Posso dizer que hoje sou uma pessoa totalmente diferente de quando entrei no Pense Grande”, acrescenta Vittória Zachi, que superou o nervosismo em prol do projeto e das ideias nas quais acredita. “Aprendi que todos nós temos potencial para transformar o mundo”.

 

Vittoria Zachi e Vitória Mazoni durante apresentação do projeto na Fundação Telefônica Vivo.

 

Do particular ao universal

A ideia de trabalhar com a questão da busca por pessoas desaparecidas nasceu a partir de vivências experimentadas pelas meninas. Em 2017, a irmã de Maiala desapareceu por dois dias, quando foi à farmácia. Em outra ocasião, um colega da turma também demorou a aparecer em casa após sair da escola, mobilizando todos os alunos.

“Essa foi a segunda vez que sentimos a angústia e o desespero de não saber onde uma pessoa estava”, diz Vitória Mazoni. “As pessoas não sabem o que fazer como ajudar”, acrescentou Maiala. Partindo dessa observação, as três decidiram transformar o projeto em conscientização.

As jovens estão em busca de parcerias com órgãos e instituições municipais para começar a divulgar o app, e contam que este é um dos maiores desafios para dar continuidade ao projeto. Recentemente, elas estiveram na Câmara de Osasco e foram reconhecidas pelo projeto desenvolvido na região.

Enquanto as parcerias não se concretizam, as jovens já estão ativas nas redes sociais e por e-mail, divulgando dicas e informações sobre a legislação a respeito do tema. “A ideia é funcional, mas não adianta divulgarmos enquanto a população não se conscientizar sobre o tamanho do problema. Então, nossa primeira estratégia é orientar as pessoas para que elas saibam como agir”, afirmam.

Você já ouviu falar no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas? A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados no final de 2017, e em tramitação no Senado, assume o compromisso de tornar mais eficiente o processo de busca pelas pessoas desaparecidas em todos os Estados do país.  A previsão é que, assim como o aplicativo Find Lost, haja um cruzamento de informações, a nível nacional, compartilhada com a descrição física, fotos e um espaço com dados genéticos para os investigadores do caso.

maio 3rd, 2018

Posted In: Fique por Dentro

Tags:

Leave a Comment

« Página anteriorPróxima página »