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Os adolescentes Gabriel Moura (18) e João Vitor Macedo (17) posam para foto abraçados

O projeto Horta Inteligente foi desenvolvido durante o Pense Grande e pretende ajudar a manter horta comunitária em São Paulo

Administrar uma horta de maneira sustentável, sobretudo em uma grande cidade como São Paulo, pode ser desafiador. Focado justamente em romper as dificuldades com cuidados e infraestrutura, o projeto Horta Inteligente foi criado por dois jovens estudantes para ajudar na tarefa de irrigar de plantações.

Gabriel Moura (18) e João Vitor Macedo (17), estudantes do 3º ano na ETEC Professor Horácio Augusto da Silveira, estavam à procura de uma ideia para realizar como trabalho de conclusão do curso técnico de Eletrônica. E foi durante as oficinas do Pense Grande que surgiu a ideia e a oportunidade.

“O maior incentivo veio da nossa professora Janaína, que é voluntária na Horta das Flores, e nos levou até lá para conhecer as dificuldades em controlar a umidade e a hora certa para regar as plantas”, diz Gabriel sobre o desenvolvimento do Horta Inteligente.

A Horta das Flores, localizada na Mooca, zona leste paulistana, é um espaço da Prefeitura. Porém, diante do abandono, foi assumido pela comunidade que, com a ajuda de voluntários, se compromete a não deixar o terreno sem cuidado.

Após visitarem o terreno e entenderem o que poderia ser melhorado, os estudantes decidiram abraçar a causa e construir um microcontrolador, atualmente em fase de protótipo, para automatizar a rega das plantas.

 

A inspiração: Horta das Flores

A Horta das Flores fica trancada durante a semana e sem manutenção. Foi justamente isso que inspirou o projeto Horta Inteligente. “Somente aos sábados os voluntários abrem para ajudar. Boa parte do que se planta é perdido por conta disso”, comenta Janaína Campos Venditti, professora de Biologia que apresentou a iniciativa aos meninos.

A foto mostra voluntários usando bonés e trabalhando em meio a plantação na Horta das Flores, onde o projeto Horta Inteligente será empregado

 

Diante dessa necessidade, os jovens pensaram em melhorar a realidade das hortas comunitárias. Com a ajuda de Janaína, criaram um canteiro nos jardins da própria escola a fim de simular o espaço e realizar todos os processos, desde o preparo da terra, o adubo até a plantação de fato. Ao final dessas etapas, chegaram à ideia do dispositivo que checa a umidade das plantas.

“Tanto o tempo de rega, quanto o intervalo entre as checagens é configurado por bluetooth. Os dados sobre a plantação são ajustados no aparelho e, a cada três horas, se o índice de umidade estiver abaixo de 25% do valor indicado, ele abre a torneira por 15 segundos”, explica João Vitor sobre o funcionamento.

A parte mais desafiadora, segundo eles, foi entender as particularidades de cada solo e planta para ajustar o equipamento, que ainda está em desenvolvimento e passa por mudanças constantes.

 

Fechando o negócio com a horta

 Com a problemática resolvida, os administradores voluntários da Horta das Flores pediram que os estudantes apresentassem um orçamento para a instalação do aparelho.

“Estipulamos o preço máximo de R$ 1.000, mas estamos sempre em busca de minimizar essa quantia. A comunidade aceitou e pediu para que a gente avise assim que o aparelho estiver pronto”, continua João Vitor.

Apesar do interesse imediato, o grupo e o coordenador do curso de Eletrônica entraram em um acordo para adiar o prazo da venda, a fim de usar o segundo semestre de 2018 como período de aprimoramento do protótipo. Além disso, falta preparar a documentação e é preciso dar uma pausa no projeto Horta Inteligente para que os jovens se dediquem ao vestibular.

agosto 13th, 2018

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Empreendimentos apresentados no encerramento do programa Pense Grande foram orientados a trabalhar com a agenda das Nações Unidas em pautas sobre igualdade de gênero, cuidados com idosos, política, saúde mental e acessibilidade

Centenas de pés batiam ritmados no chão do auditório da ETEC Sebrae, na região central de São Paulo, onde acontecia o Demoday 2018, evento que encerra o ciclo do programa Pense Grande e premia os empreendimentos de destaque.

Assim que o primeiro lugar foi anunciado, os tambores improvisados se transformaram em gritos, aplausos e choro. O grupo Women Work, que propõe uma plataforma para conectar mulheres a oportunidades de emprego, conquistou o bicampeonato para a ETEC Prof. André Bogasian, de Osasco. “A gente veio de uma escola muito humilde e nos esforçamos muito durante todo o processo”, conta emocionada Giovanna Godinho, de 16 anos.

O segundo lugar foi para a equipe da ETEC Dr. Julio Cardoso (Franca-SP) e o conceito inovador do TIPMES, aplicativo que dispara alerta por meio de um colar e garante mais autonomia a idosos e pessoas sob cuidados especiais. “Recebemos auxilio de nosso professor Washington sobre a programação. Juntamos fundos, vendemos até amendoim na escola para conseguir arcar com os custos do primeiro protótipo. Agora ele está em fase de programação e finalização”, diz o aluno Leonardo Faleiros.

Por terem surpreendido e se destacado nos pitches, três projetos dividiram o terceiro lugar. O Livrentura, da ETEC Julio de Mesquita, com criação de uma livraria móvel com apoio de um aplicativo para vender livros adaptados em braile e incluir deficientes visuais. O 4 Estações, da ETEC Cidade Tiradentes, por um aplicativo que traz bem-estar mental com compartilhamento de experiências, práticas de relaxamento e meditação, além de dicas de exercícios físicos. E, finalmente o Politeia, da ETEC Prof. Camargo Aranha, por uma plataforma online que rastreia e compartilha dados públicos de políticos brasileiros.

 

 

A premiação coroou o fim da 4ª edição do Pense Grande, que teve a participação de alunos de 31 Etecs e Fatecs espalhadas pelo estado de São Paulo. Foram 60 horas de formação, com 14 oficinas e 192 empreendimentos criados, dos quais 18 foram mostrados pelos jovens na etapa final à banca julgadora por meio de pitches, apresentações de cinco minutos que resumem com objetividade os projetos.

 

Rubem Saldanha, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo, definiu o Demoday 2018. “O momento de celebração nunca reflete toda a caminhada, é uma fotografia. Mas a fotografia é muito bonita, porque dá para ver o brilho nos olhos, a determinação, o senso de responsabilidade e o frio na barriga”.

Experiência única

Protagonismo e resiliência são os maiores aprendizados para quem participa do Pense Grande, defende o professor Gislayno Monteiro, do Centro Paula Souza, parceiro ao lado da Impact Hub na execução do programa da Fundação Telefônica Vivo. “Os alunos que passam por essa formação aprendem a ser protagonistas de suas vidas e agentes de mudança, além de adquirirem competências técnicas e socioemocionais que farão toda a diferença quando ingressarem no mercado de trabalho”, afirma.

Para a diretora Sônia Espindola, da ETEC Prof. André Bogasian, a metodologia do Pense Grande transformou a instituição, de onde saiu o projeto vencedor, ao engajar os alunos em causas sociais. “Esse é o segundo ano do projeto na nossa escola e eu posso dizer que o impacto sobre os adolescentes é muito forte. Eles levam muito a sério e encaram os desafios com responsabilidade”, afirmou, ainda emocionada pela conquista de seus estudantes.

Turbilhão de emoções

Orientados a explorar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, os grupos criaram soluções que visam combater assédio, reduzir desperdícios, desmistificar transtornos mentais e promover sustentabilidade.

A estudante Cecília Ribeiro de Almeida, de 15 anos, aparece em pé com microfone na mão e sorrindo durante apresentação do projeto 4 Estações

 

Cecília Ribeiro de Almeida, de 15 anos, emocionou a todos com um relato pessoal sobre as dificuldades em ser portadora do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), o que a motivou a criar, sozinha, o 4 estações.

“Não teve uma noite em que não fiquei trabalhando no projeto. Sei onde o problema está, por isso estou muito motivada a seguir com o projeto. Tenho muito carinho pelo o que estou fazendo”, declarou a estudante da ETEC Cidade Tiradentes, em São Paulo, que ficou entre os contemplados em 3º lugar.

O legado do Pense Grande dura muito mais que o período formativo e garante prêmios maiores que os distribuídos no Demoday, como enfatiza Rubem Saldanha: “talvez os negócios não virem, talvez eles não sejam empreendedores no futuro, mas o que esses jovens aprenderam durante o Pense Grande, levam para o resto da vida”.

 

Box traz informações sobre os vencedores do Demoday 2018: projeto Women Work, em 1º lugar; projeto Tipmes, em 2º lugar, e os projetos 4 Estações, Livrentura e Politeia em terceiro lugar

 

 

agosto 3rd, 2018

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Samantha Ferreira, Thais Krohn, Thayane Ramos e Victoria Vieira, jovens do Pense Grande tiveram oficinas para desenvolver modelos e testar produtos e serviços

Para aprender sobre a importância da prototipação, jovens do Pense Grande tiveram oficinas para desenvolver modelos e testar produtos e serviços

Uma vez estabelecidos os conhecimentos que servirão como base para a estruturação de um projeto empreendedor, vem uma das etapas mais divertida e trabalhosas: por a mão na massa! Esse momento é conhecido como a fase de prototipação.

Dentro do Programa Pense Grande, esta fase é dividida em duas oficinas, que se propõem justamente a dar ferramentas para que os jovens possam materializar tudo o que foi idealizado ao longo do ano. Com a orientação dos mentores, os grupos precisam detalhar o modelo de negócios escolhido e simular o funcionamento de suas iniciativas.

Trata-se de um momento decisivo, já que a  partir das apresentação desses resultados, a comissão de jurados avalia os projetos e seleciona os melhores para a o Demoday – última etapa, na qual os finalistas de todas as ETEC’s participantes apresentam suas iniciativas.

Uma livraria móvel voltada para deficientes visuais e um jogo que estimula doações de recursos para pessoas de baixa renda. Estes foram alguns dos protótipos inovadores desenvolvidos pelos jovens que participam da etapa de prototipação do Pense Grande 2018.

 

O protótipo é o modelo construído para testar um produto ou um serviço. Ele é resultado das pesquisas iniciais relativas a uma ideia ou suposição e, também, uma base para que novas mudanças e implementações dessa ideia possam ser realizadas. Os critérios de avaliação para essa fase são: inovação, viabilidade financeira, tecnologia, clareza, apresentação e impacto socioambiental. Veja mais na Metodologia Pense Grande.

 

Leitura e Inclusão

 As estudantes da ETEC Júlio de Mesquita Samantha Ferreira, Thais Krohn, Thayane Ramos e Victoria Vieira, de 15 anos, foram uma das finalistas selecionadas. O grupo de Santo André criou o Livrentura, uma livraria móvel focada na venda de livros adaptados em braile para a inclusão de deficientes visuais.

“A nossa ideia é montar, com um triciclo, uma livraria móvel. Não escolhemos pontos fixos porque queríamos facilitar o acesso do deficiente visual, que estará conectado com a gente através de um aplicativo personalizado”, explica Thayanne Ramos, uma das idealizadoras. O aplicativo permitirá ao usuário sugerir es espaços públicos por onde o triciclo deve circular.

Durante a prototipagem, o grupo se dividiu para construir a maquete do triciclo, desenvolver o aplicativo e buscar patrocínio. O engajamento das meninas trouxe o apoio da Editora WG, que fornecerá livros em braile para serem comercializados.

“Em uma semana desenhamos as telas do aplicativo, e na outra aprendemos a mexer em um site chamado App Inventor, que ensina através de um joguinho, parecido com a montagem de um lego, a desenvolver um sistema”, conta Samantha Ferreira sobre o processo que considerou desafiador.

 

Mobilização e Tecnologia

Um dos compromissos do Pense Grande é trabalhar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODs) da ONU, inspirando muitas iniciativas a buscarem soluções dentro dessas metas. O grupo formado por seis estudantes da ETEC Juscelino Kubitschek, em Diadema, seguiu a tendência, criando o PAMF (Programa de Ajuda aos Menos Favorecidos).

A iniciativa prevê um aplicativo que mobiliza a população a fazer doações. Ainda sem definição sobre o modelo de negócio, a plataforma propõe um game e uma modela virtual, o “Pamfinho”, que engaja os jogadores ao mesmo tempo que propõe a doação solidária.

O projeto não foi selecionado para a última etapa, mas as oficinas trouxeram momentos importantes de aprendizado, como relata Sarah Gouveia, de 14 anos: “Toda nossa trajetória foi para esse dia. Foi incrível ver como o projeto foi evoluindo e se moldando com o passar de cada oficina”.

Com as dicas dos tutores, o grupo pretende continuar desenvolvendo o aplicativo. Para Rayane Lima, de 14 anos, participar do Pense Grande foi uma experiência única: “Por mais que a gente olhe para a nossa sociedade e veja que ela precisa de mudanças, eu nunca tinha tido a oportunidade de desenvolver algo que pudesse mudar a vida das pessoas”.

agosto 2nd, 2018

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Foto mostra vários grupos de jovens conversando em volta de computadores

Para jovens que querem começar ou manter um negócio próprio, ter apoio é fundamental. E acreditando nisso, a Fundação Telefônica Vivo entra como parceira da Secretaria Municipal do Trabalho e da Agência São Paulo de Desenvolvimento (Ade Sampa) com o Vai Tec, que está com inscrições abertas até o dia 05 de agosto, focado especialmente em incentivar a manutenção e crescimento de iniciativas que envolvam tecnologia e tenham surgido em zonas periféricas de São Paulo.

Serão selecionados 24 negócios inovadores ou de tecnologia de jovens maiores de 18 anos para um programa de 6 meses,  que oferece capacitações, acesso a rede de contatos e recurso de R$ 32 mil por empreendimento. Nesta 3ª edição, haverá o diferencial de não só fornecer recurso financeiro, mas também apoiar com uma metodologia para acompanhar e complementar os projetos selecionados.

Foi a partir dessa ideia que a Ade Sampa convidou a Fundação Telefônica Vivo para agregar com a vivência do programa Pense Grande e sua metodologia, que já atendeu a mais de 41.000 jovens, a oferecer apoio e incubação de negócios a 45 empreendimentos de todo o Brasil

“A ideia da parceria é exatamente a de somar a experiência que a Fundação adquiriu como ponto de partida, adaptando para a realidade do empreendedor das periferias”, afirma Guilherme Ralisch, Gerente de Programas e Projetos na Agencia São Paulo De Desenvolvimento.

 

Como será na prática

A metodologia Pense Grande, baseada nos pilares de empreendedorismo, tecnologia e comunidade vai ao encontro do compromisso estabelecido pela 3ª edição do Vai Tec: proporcionar aos jovens de baixa renda mecanismos e acompanhamento para impulsionar seus negócios, o que é também determinado pela lei municipal que regulamenta o programa.

As oficinas e etapas do programa, que começa em setembro de 2018 e vai até março de 2019, serão distribuídas pelas próprias regiões periféricas, como uma forma de estimular outros empreendedores que já inovam em suas comunidades. Isso não exclui o deslocamento até outros polos do ecossistema empreendedor da cidade, já estabelecidos no mercado. O objetivo é trazer referencial que poderá ser revertido, adaptado e reformulado para aplicação nos negócios.

 

Informações importantes para quem se interessou sobre o Vai Tec

Quem pode participar?

Jovens acima de 18 anos que estão desenvolvendo negócios inovadores em estágios iniciais e tenham dificuldades de investir tempo e recursos para dar os próximos passos na jornada empreendedora.

É necessário residir em algumas das seguintes prefeituras regionais:

Zona Norte: Casa Verde/Cachoeirinha, Freguesia/Brasilândia, Perus, Pirituba, Jaçanã/Tremembé;

Zona Leste: São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, São Mateus, Guaianases, Cidade Tiradentes, Itaquera, Vila Prudente, Penha, Sapopemba;

Zona Sul: Parelheiros, Capela do Socorro, M´Boi Mirim, Campo Limpo, Cidade Ademar.

Quando?

As inscrições ficam abertas até dia 05 de agosto.

Como são feitas?

Pelo site da Ade Sampa.

Os critérios adotados levam em consideração o estágio de andamento do projeto (clareza de objetivos, os desafios já superados, estrutura do modelo de negócios) e também o grau de dedicação dos jovens à iniciativa que pretendem investir.

Outras datas importantes:

No dia 17 de agosto serão anunciados os selecionados para a primeira fase do Vai Tec.

O programa tem início em 17 de setembro de 2018 e dura 6 meses.

Fique atento ao cronograma detalhado no site.

O que é oferecido?

Bolsa de R$ 32 mil por empreendimento, além de capacitações e acesso a redes de contato.

julho 31st, 2018

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Encontro entre ETECs e Fatecs reuniu 450 alunos do Programa Pense Grande

Encontro entre 30 ETECs e Fatecs reuniu 450 alunos que integram o Programa Pense Grande

Promover conexão, estimular a troca de experiências e estreitar o diálogo sobre empreendedorismo foram os objetivos do Encontro Empreendedor entre ETECs e Fatecs parceiras do Pense Grande, programa da Fundação Telefônica Vivo de difusão do empreendedorismo de impacto social com o uso de tecnologias digitais.

Os eventos tiveram a participação de cerca de 450 alunos, de cerca de 30 escolas e faculdades técnicas, que apresentaram seus projetos, falaram sobre os desafios de criar um negócio sustentável e conheceram histórias inspiradoras de empreendedores

Foi o caso de José Carlos Lima, de 46 anos, que além de empreendedor é também estudante da Fatec de Itaquera. Ele apresentou aos alunos o Projeto Granja, que transforma resíduos orgânicos em ração para aves que são criadas em casa. Em um bate-papo que aconteceu na ETEC Professor Horário Augusto da Silveira, que fica na zona norte de São Paulo, ele tirou dúvidas e construiu um mini viveiro com a ajuda dos participantes.

“Foi gratificante saber que um projeto aparentemente simples, como o meu, despertou tanto interesse na rapaziada mais jovem. Eles nem imaginavam que era possível a criação de aves dentro de pequenos espaços na cidade grande”, conta.

Para ele, encontros como estes são ótimas oportunidades para intercâmbio de experiências. “Juntos a gente descobre como usar melhor os recursos, além de aliar o conhecimento que já temos com os conhecimentos das novas tecnologias que essa moçada nova traz. Foi muito bom”, avalia.

 

Exposição e feedbacks

Programa Pense Grande reuniu 450 alunos de ETECs e Fatecs

Não faltou oportunidade para que os alunos mostrassem seus projetos aos demais participantes do encontro. Em um pitch, o jovem Lucas Henrique Maluf, de 15 anos, apresentou a Impex, solução voltada para pessoas tetraplégicas e paraplégicas. “Pesquisamos um sensor que recebe comando neural. A nossa ideia é criar uma roupa específica feita de cobre com esse sensor, permitindo que o usuário consiga fazer diversos movimentos”, explica.

Já o desenvolvimento sustentável foi o foco do grupo do jovem José Eduardo, da ETEC do Professor Camargo Aranha, Sâo Paulo. “Nossa ideia é fazer um aplicativo para centralizar todas as informações sobre os políticos. O usuário terá uma visão geral do que esse político fez e o que planeja fazer em seu mandato caso seja eleito”. A intenção do grupo é também desenvolver uma árvore genealógica dos políticos para identificar se há parentes no governo.

 

Inspiração e aprendizado

O sonho de empreender parece mais palpável quando se ouve histórias de sucesso e motivação. No encontro ocorrido na ETEC Bartolomeu da Silva, em Santana do Parnaíba (SP), os alunos conheceram a luta do artista plástico Elcio Torres para promover impacto em uma comunidade da zona leste de São Paulo.

Com o projeto Ateliê Azu, ele cria e instala cerâmicas feitas de azulejos que ressignificam espaços urbanos deteriorados. “Convidei os moradores para pintar os azulejos e colocar na escadaria da comunidade. Isso desperta a sensação de pertencimento”, descreve Torres.

 

Leandro Araújo, um dos jovens inspiradores do Programa Pense Grande, é da equipe do Ateliê Azul. Saiba mais sobre a história dele aqui.

 

Já o encontro promovido na ETEC Júlio de Mesquita, de Santo André, na Grande São Paulo, trouxe a história de Rafael Câmera, fundador da Pandora Lab, startup criada para incentivar e expandir a cultura maker no Brasil através da produção de conteúdo com dicas de programação, soldagem e kits de eletrônica. “Qualquer pessoa pode baixar o nosso conteúdo e começar a fazer várias coisas de tecnologia em casa sozinho”, explicou aos ouvintes atentos.

Um dos alunos participantes, Felipe Amorim, da ETEC Júlio de Mesquita, em São Paulo, ressaltou que a importância da troca de ideias com outros integrantes do Pense Grande. “Foi muito bom conversar com quem está fazendo o mesmo processo, falamos sobre as metodologias e como cada um pode melhorar o seu projeto”, destacou.

julho 5th, 2018

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Jovem do Pense Grande desenvolveu aplicativo para facilitar o transporte público e a locomoção de pessoas em São Paulo

Participante do Pense Grande , Vinicius Tavares Iunes, do 3°ano de Eletrônica da ETEC Júlio de Mesquita, conquistou o terceiro lugar no 2º  Hackathon Belas Artes, no Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, que trouxe um desafio sobre mobilidade urbana. Cerca de 100 jovens do Ensino Médio participaram do evento e desenvolveram soluções inovadoras sobre o tema.

O projeto de Vinicius, de 17 anos, foi um app de mobilidade urbana, chamado Muve, para facilitar o transporte público e a locomoção de pessoas em São Paulo. O app possui um sistema de crowdsourcing e gamificação entre os usuários, que de forma colaborativa ajudam a traçar as melhores rotas para chegar ao destino solicitado.

Os participantes tiveram 1 hora e meia para desenvolver a ideia do projeto, o nome e um vídeo de apresentação. Apesar do pouco tempo, Vinicius disse que não encontrou dificuldades, pois já havia feito atividades semelhantes no Pense Grande, programa da Fundação Telefônica Vivo que visa difundir a cultura do empreendedorismo de impacto social com tecnologia digital a jovens brasileiros.

A palavra Hackathon vem da junção de duas outras palavras em inglês: “hack”, que significa programar com excelência, e “marathon”, de maratona. Traduzindo o conceito para o português, Hackathon é uma maratona de programação, que pode durar horas ou dias, com o objetivo de promover o trabalho em equipe, a investigação e a solução de um problema proposto.

“A diferença foi apenas o tema: no Pense Grande, abordamos os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU). Na Belas Artes, falamos sobre as Inteligências para melhorar a Mobilidade Urbana”, disse o participante.

Para desenvolver a ideia no Hackathon, Vinícius utilizou a metodologia Canvas – Modelo de Negócio. “Muita coisa que eles pediram já tinha feito durante as oficinas do Pense Grande. Ter feito o Canvas me ajudou a pensar mais rápido e a identificar o que estava certo ou não no projeto, além de já ter experiência com o picth”, comenta Vinícius.

 

Premiação

Imagem mostra Victor Favaro, Vinicius Iunes e integrante do 2º Hackathon Belas Artes, no Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, que trouxe um desafio sobre mobilidade urbana. Jovem do Pense Grande desenvolveu app de mobilidade

De camiseta branca, Vinícius posa ao lado de companheiro de equipe Victor Favaro e de integrante do Hackathon.

 

Pelo terceiro lugar, cada estudante ganhou um curso livre na Belas Artes, no valor de R$ 1 mil, além de uma sessão de coaching, voltado para a orientação educacional. Caso queira estudar na faculdade, o vencedor também ganha 50% de desconto na matrícula.

 

Pense Grande

No Pense Grande, Vinicius está desenvolvendo o projeto Go Bike, relacionado com o ODS Cidades e Comunidades Sustentáveis. O aplicativo contém mapeamento de ciclovias, com o objetivo de auxiliar o ciclista no dia a dia.

“Percebi que os dois projetos estão muito ligados. A diferença é que o Go Bike está mais avançado e vamos começar a prototipação nas oficinas. Já o Muve foi uma ideia que surgiu no Hackaton”, comentou.

Para Vinicius, a experiência com o Pense Grande não colaborou apenas no evento, mas o ensinou a estruturar ideias, de maneira geral. “Agora sei olhar para uma situação e fazer uma análise real, ver os pontos fracos e os pontos fortes. Isso pode ser aplicado a tudo. Vou levar essa experiência para toda a vida e quero colocar no meu currículo que participei do Pense Grande”, celebrou.

junho 28th, 2018

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Formadores do Pense Grande posam para foto sorrindo

Transformar a realidade de muitos jovens: esta é a motivação do time de voluntários do Grupo Telefônica que estão participando do programa Pense Grande.

 

Mais de 200 colaboradores do Grupo Telefônica estão mobilizados na participação do Pense Grande 2018 para levar conhecimento sobre empreendedorismo social à jovens que querem ampliar suas possibilidades de vida no futuro.

O projeto Voluntários Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo, teve início no ano passado em ETECs (Escolas Técnicas Estaduais) e esse ano tem uma nova atuação em ONGs (Organizações não Governamentais). As instituições selecionadas para 2018 são:

Aldeias Infantis (Unidade Rio Bonito – São Paulo, SP)

 

Formadores do Pense Grande em Aldeias Infantis

 

 

Centro Social Carisma (Osasco, SP) – Organização não governamental e sem fins lucrativos que promove ações na defesa e garantia dos direitos de crianças, adolescentes e jovens por meio de uma atuação de desenvolvimento sócio comunitário.

 

 

Formadores do Pense Grande em Social Carisma

 

 

Centro Taiguara Digital (Centro – São Paulo, SP) – Organização da Sociedade Civil com objetivo é de fomentar, incentivar e disseminar a cultura, o esporte, a educação, a tecnologia e a formação para o trabalho, através de projetos que promovam acessibilidade, integração social e a sustentabilidade.

 

Formadores do Pense Grande em Centro Taiguara Digital

 

 

Liga Solidária (Jardim Educandário – São Paulo, SP) -Projeto desenvolvido com o objetivo de tirar crianças e adolescentes das ruas, oferecendo-lhes cuidados de saúde e educação, além de atividades culturais.

 

Formadores do Pense Grande em liga Solidária

 

 

Projeto Casulo (Real Parque – São Paulo, SP) – Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que desenvolve programas socioeducativos e de cidadania que beneficiam mais de 10.000 crianças, adolescentes, adultos e idosos.

 

Formadores do Pense Grande em Casulo

 

O Casulo é uma organização da sociedade civil (OSC) que atua com crianças, adolescentes, jovens e famílias das comunidades do Real Parque e Jardim Panorama, oferecendo atividades socioeducativas, culturais, de educação para o trabalho e interação comunitária.

 

 

No primeiro encontro do time foi apresentada a proposta do programa, responsabilidades e datas de formações. São oito capacitações, que habilitam os voluntários a entrarem em sala de aula.

A consultora de marketing Andreia Matos está participando do Pense Grande pela segunda vez e acredita na importância de incentivar o protagonismo do jovem. “A principal vantagem em participar do programa é o lado humano. Doar um pouco do seu tempo a alguém que talvez não tenha tido as mesmas oportunidade que tivemos”, disse Andreia.

Para ela, a segunda vantagem é receber uma reciclagem profissional a partir da formação com a metodologia Pense Grande. “Aprendemos algumas metodologias bem contemporâneas, como Design Thinking, que utilizamos bastante no dia-a-dia do trabalho”, completou.

Tendo participado do processo completo no ano passado, a consultora de marketing disse que é interessante lidar com uma realidade muito diferente da própria e sentir o entusiasmo dos jovens com as oficinas.

Nelas, os voluntários apresentam os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como uma fonte inspiradora. “A partir disso, pedimos que os jovens reflitam sobre a realidade social deles e tentem criar projetos que sejam ligados a esses objetivos, considerando diversos temas, como educação, segurança pública, saúde e igualdade de gênero”, disse.

Em 2018, o trabalho já começou, com a primeira oficina para integração. “Estão surgindo inúmeros projetos, com problemas com transporte público, descarte de lixo e falta de acesso à saúde”, comentou a voluntária.

Com o fim das oficinas, será realizada uma apresentação dos projetos desenvolvidos, são os chamados pitches (uma apresentação de 3 a 5 minutos). Uma banca examinadora composta por acadêmicos e profissionais reconhecidos pelo mercado irá avaliar os projetos apresentados em um evento conhecido pelo nome de Demoday.

Já o consultor de negócios Raphael Augusto Oliveira Zara participa como voluntário do Pense Grande pela primeira vez. “Está sendo um grande aprendizado retomar algumas dinâmicas de interação e desenvolvimento de ideias que acabo aplicando no dia-a-dia. Está sendo muito rico. Embora seja intitulado como voluntário, sou um beneficiado do programa.”

Raphael também ressaltou a importância da interação entre os colegas da empresa. “Eu ainda não participei de nenhuma oficina com os jovens, mas a expectativa é bastante positiva. Quero aplicar meus conhecimentos de empreendedorismo e trocar com esse público.”

junho 5th, 2018

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Desenvolvido por três jovens do Ensino Médio que participaram do Pense Grande, o app Find Lost pretende divulgar informações para ajudar a solucionar casos junto as autoridades

Maiala Safira, Vittoria Zachi e Vitória Mazoni, alunas de 17 anos da ETEC André Boasin, em Osasco, na Grande São Paulo, criaram um projeto que busca divulgar informações úteis para solucionar casos de desaparecimento em parceria com autoridades.

A ideia do app Find Lost surgiu quando as estudantes do curso Técnico em Administração, integrado ao Ensino Médio, participaram do Programa Pense Grande. Orientadas pelo professor Miguel del Barco, as adolescente levaram o projeto para o  Demoday (termo em inglês que significa “dia de demonstração”), em dezembro de 2017, e surpreenderam a todos com a iniciativa, conquistando o primeiro lugar entre as apresentações.

O aplicativo funciona da seguinte forma: cruza dados disponíveis na internet com aqueles registrados em instituições públicas, como hospitais e delegacias. Para isso, a ferramenta fornece uma ficha para ser preenchida com informações pessoais, características físicas, dia do desaparecimento e última localização.

Essas informações, que passariam por checagem, facilitariam o processo de busca por desaparecidos, hoje sob a responsabilidade do Ministério da Justiça. Além disso, o Find Lost mapearia os possíveis destinos da pessoa em uma situação hipotética, baseando-se na localização onde foi vista pela última vez.

 

Brasil registrou oito desaparecimentos por hora nos últimos dez anos, segundo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

 

“Foi uma surpresa ganhar o Demoday. No início não imaginávamos que éramos capazes, a todo o momento ouvíamos pitchs incríveis durante as oficinas”, conta Maiala Safira sobre a experiência compartilhada com os outros 16 grupos de jovens que participaram das apresentações.

“Posso dizer que hoje sou uma pessoa totalmente diferente de quando entrei no Pense Grande”, acrescenta Vittória Zachi, que superou o nervosismo em prol do projeto e das ideias nas quais acredita. “Aprendi que todos nós temos potencial para transformar o mundo”.

 

Vittoria Zachi e Vitória Mazoni durante apresentação do projeto na Fundação Telefônica Vivo.

 

Do particular ao universal

A ideia de trabalhar com a questão da busca por pessoas desaparecidas nasceu a partir de vivências experimentadas pelas meninas. Em 2017, a irmã de Maiala desapareceu por dois dias, quando foi à farmácia. Em outra ocasião, um colega da turma também demorou a aparecer em casa após sair da escola, mobilizando todos os alunos.

“Essa foi a segunda vez que sentimos a angústia e o desespero de não saber onde uma pessoa estava”, diz Vitória Mazoni. “As pessoas não sabem o que fazer como ajudar”, acrescentou Maiala. Partindo dessa observação, as três decidiram transformar o projeto em conscientização.

As jovens estão em busca de parcerias com órgãos e instituições municipais para começar a divulgar o app, e contam que este é um dos maiores desafios para dar continuidade ao projeto. Recentemente, elas estiveram na Câmara de Osasco e foram reconhecidas pelo projeto desenvolvido na região.

Enquanto as parcerias não se concretizam, as jovens já estão ativas nas redes sociais e por e-mail, divulgando dicas e informações sobre a legislação a respeito do tema. “A ideia é funcional, mas não adianta divulgarmos enquanto a população não se conscientizar sobre o tamanho do problema. Então, nossa primeira estratégia é orientar as pessoas para que elas saibam como agir”, afirmam.

Você já ouviu falar no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas? A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados no final de 2017, e em tramitação no Senado, assume o compromisso de tornar mais eficiente o processo de busca pelas pessoas desaparecidas em todos os Estados do país.  A previsão é que, assim como o aplicativo Find Lost, haja um cruzamento de informações, a nível nacional, compartilhada com a descrição física, fotos e um espaço com dados genéticos para os investigadores do caso.

maio 3rd, 2018

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Desde março, estudantes de nível médio e superior de duas instituições públicas do Estado de São Paulo estão tendo aulas de projeto com a metodologia do programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo.

O programa de difusão da cultura do empreendedorismo de impacto social foi adotado oficialmente na grade curricular da Escola Técnica Estadual (ETEC) Dra. Ruth Cardoso, em São Vicente, litoral de São Paulo, e na Faculdade de Tecnologia (Fatec) Itaquera, na zona leste da capital paulista.

Agora, os estudantes dessas duas instituições terão a chance de conhecer melhor a cultura empreendedora e testar suas ferramentas, visando o desenvolvimento de empreendimentos próprios com impacto onde moram.

A ideia de incorporar o Pense Grande à grade surgiu após as diretoras das instituições perceberem que algumas disciplinas de projetos estavam saturadas, desestimulando os alunos, piorando o desempenho escolar e causando até mesmo desistências.

Para reverter esse quadro, as matérias foram modificadas no primeiro semestre de 2018, abrigando o conteúdo do programa Pense Grande.  Trata-se de uma forma de estimular os adolescentes a desenvolverem uma série de competências, como criatividade, trabalho em grupo e articulação social.

Na prática

Na ETEC Dra. Ruth Cardoso, também conhecida como ETEC São Vicente, a disciplina Projeto Técnico-Científico passou a abrigar a metodologia do Pense Grande e agora é lecionada para 80 alunos do 2°ano do ensino médio regular.

“Mesmo com poucos encontros, já é possível perceber que os alunos participantes apresentam melhor desenvoltura em suas falas e não encaram as aulas como uma rotina”, diz a professora de informática da ETEC Ana Paula Di Carmo. Foi ela que sugeriu o Pense Grande à escola e agora é responsável por acompanhar o programa, junto a um facilitador.

A metodologia será trabalhada por meio de 16 encontros no semestre, divididos em três eixos: Pensar, Sentir e Agir. Com o empreendedorismo social no currículo, serão vistos conceitos que vão do mapeamento da comunidade, apresentação de pitches (apresentações curtas de projetos para investidores). Veja abaixo o conteúdo das oficinas:

Grade na ETEC

Etapa Pensar: 

Mini Hackatona – Maratona de soluções baseada em três pilares do Pense Grande: atitude empreendedora, tecnologia e impacto na comunidade

Projeto de Vida – Empatia

Criatividade e Tecnologia e Solução de Problema

Propósito – Círculo Dourado

Mapeamento de Comunidade

Jornada de usuário

 

Etapa Sentir:

Canvas – Cultura Maker: Conhecendo Inovação

Teste fumaça: pesquisa de campo

Estudo de Mercado e Marketing

 

Etapa Agir:

Estruturação Pitch e Planejamento MVP (Produto Mínimo Viável)

Conexão Empreendedor e Apresentação Pitch

Prototipação – validação de Valor

MVP – Produto Mínimo Viável

 

Na Fatec Itaquera, o Pense Grande foi incorporado ao projeto Atividade Multidisciplinar (AM), que envolve todos os cursos. O projeto se tornou disciplina obrigatória no primeiro semestre para os 78 alunos dos cursos de Refrigeração, Ventilação e Ar-condicionado, e Processos de Sondagem.

Eles terão que fazer uma apresentação no final do semestre com o que aprenderam, mas a diretora Anna Cristina adianta que a metodologia já está rendendo bons frutos. “Os alunos estão enfrentando de uma forma mais tranquila suas atividades e conseguem perceber a possibilidade de desenvolver negócios com seu curso”, diz.

A inclusão da metodologia Pense Grande também serviu para estimular os calouros a permanecer no curso, complementa o professor Fabio Conte, coordenador do Curso de Refrigeração, Ventilação e Ar Condicionado.

A inclusão da metodologia Pense Grande na ETEC e na Fatec serão avaliados ao final do semestre pelo Impact Hub, parceiro executor da Fundação Telefônica Vivo. Além da atitude empreendedora, o proposito é que tanto os universitários, quanto os estudantes de ensino médio, saiam desse novo processo transformados como cidadãos.

“A sistematização do programa, em parceria com um componente curricular, tira o aluno do seu status de observador das diversidades sociais e o coloca como um dos atores do processo, com foco na mudança da sociedade”, diz Sabrina Rodero Ferreira Gomes, supervisora educacional do Centro Paula Souza (CPS) responsável pelas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) da região Sul da Grande São Paulo e Baixada Santista.

 

abril 25th, 2018

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Encontros de sensibilização do programa Pense Grande, realizados em março, impactaram mais de 7 mil estudantes de Etecs e Fatecs de São Paulo

Já pensou em um amigo virtual que ajuda as crianças a se alimentarem bem e praticarem exercícios? Estudantes da Escola Técnica Estadual (ETEC) Takashi Morita, na Zona Sul de Paulo, pensaram, após participarem das oficinas de sensibilização e da Hacktona realizadas pelo Pense Grande, em março.

Com duração de duas horas, as oficinas apresentaram o programa a 7.650 alunos do 2º e 3º ano de 27 ETECs e 4 Faculdades de Tecnologia (Fatecs). Já a Hacktona, contou com a presença de 1.557 desses estudantes, desenvolvendo protótipos de empreendedorismo social baseados nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Os encontros foram mediados por facilitares do Impact Hub, parceiros executores da Fundação Telefônica Vivo. Os facilitadores conheceram os alunos, ajudaram na formação de grupos e apresentaram uma série de conceitos da cultura empreendedora. Os ODS orientaram o desenvolvimento inicial dos projetos, apoiados por outras ferramentas, como prototipação.

Tecnologias digitais

Uma vez por dentro de alguns conceitos, estudantes colocaram a mão na massa e soltaram a criatividade. E as sugestões engenhosas para problemas socioeconômicos e ambientais não demoraram a aparecer. “Na Hacktona os alunos já têm ideias muito boas. Muitos já sabem até o nome técnico das coisas. Foi a primeira vez, por exemplo, que vi proporem um wearable”, diz a formadora Vitória Dias de Freitas, 26, do Impact Hub.

Com wearable (termo em inglês referente a “tecnologias de vestir”), ela estava falando do projeto de estudantes da ETEC Takashi Morita. Após escolherem o ODS número 3 (Saúde e Bem-Estar) durante a dinâmica de prototipação, eles resolveram enfrentar o problema da obesidade infantil.

A ideia apresentada pelo grupo foi criar um relógio inteligente (smartwatch) que funcione como um amigo virtual a ser cuidado pelas crianças. Para que ele se mantenha saudável, as crianças teriam que comer bem e praticar os exercícios estipulados para colega imaginário, adotando novos hábitos de uma maneira lúdica.

 

Na Etec Irmã Agostina, da Mooca, Zona Leste de São Paulo, os alunos também se valeram do potencial das soluções digitais. Eles escolheram trabalhar com o ODS 10 (Redução das Desigualdades), criando o protótipo de um aplicativo com um personagem chamado X. A cada jogada, é possível descobrir o gênero, a identidade sexual e outras características de X, discutindo estereótipos e fomentando a cultura da diversidade.

A ideia de acolhimento também esteve presente na ETEC Cidade Tiradentes, outra representante da Zona Leste de São Paulo. Estudantes da escola propuseram o desenvolvimento do aplicativo “Psicólogo Online”, que visa facilitar o acompanhamento profissional de pessoas com depressão.

Ganhos para as escolas

Na visão do diretor da ETEC Takashi Morita, Marcelo Coelho de Souza, o Pense Grande traz o lado prático do que é ensinado nas aulas, estimulando entre os alunos a cooperação, o raciocínio e uma postura proativa diante de problemas reais.

“O programa pode trazer muitos ganhos para o aperfeiçoamento didático das escolas. Trata-se de uma situação de aprendizagem aberta e dinâmica, que possibilita a inovação, a troca de experiências e a construção de conhecimentos”, diz.

ETECs

Administradas pelo Centro Paula Souza, as Etecs atendem 213 mil estudantes nos Ensinos Técnico, Médio e Técnico Integrado ao Médio, com 138 cursos técnicos para os setores industrial, agropecuário e de serviços, incluindo habilitações nas modalidades semipresencial, online, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e especialização técnica.

abril 17th, 2018

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