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Imagem mostra quatro pessoas assistindo a formação de professores. Um homem segurando um lápis aparece em primeiro plano.

Quatro encontros serão realizados nas ETECs participantes do programa de apoio ao empreendedorismo social para formar cerca de 60 professores

Valorizar a formação de professores e prepará-los para orientar os alunos em sua trajetória empreendedora é também uma preocupação do Pense Grande. Para dar ainda mais suporte ao desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes, o programa inverte o foco para os educadores, propondo integrá-los à metodologia aplicada aos jovens das ETECs participantes do programa.

Serão quatro encontros formativos com cerca de 60 professores. As atividades aprofundarão o olhar sobre os seguintes eixos temáticos: o Indivíduo, Empreendedorismo e Tecnologia, Comunidade e Pitch do Professor. O primeiro encontro aconteceu em setembro, na ETEC Irmã Agostina, zona sul de São Paulo, e trabalhou a perspectiva como indivíduo e profissional.

O objetivo da iniciativa é justamente fazer com que os educadores dialoguem com o que foi aprendido por seus alunos no Pense Grande, provocando reflexão sobre suas estratégias pedagógicas a fim de darem maior sustentação no desenvolvimento de empreendimentos sociais. “Se o aluno entra em contato com toda uma metodologia e não encontra eco em sala de aula, se desestimula”, diz Mônica Mandaji, consultora do Instituto Conhecimento para Todos e responsável pela formação.

 

Pedagogia da transformação

Durante o primeiro encontro os participantes foram convidados a descobrir novidades sobre eles mesmos por meio de dinâmicas interativas. Focaram em traçar o perfil profissional, estabeleceram conexões com outros colegas e, para finalizar, realizaram a atividade “Você se lembra?”. Nela, cada participante relembrou o porquê de ter escolhido a profissão, além de falar sobre qual professor foi mais marcante em sua formação.

A intenção é trazer inspirações e trocas de conhecimento para basear cada etapa. São ao todo 32 horas de formação, divididas entre encontros presenciais e à distância. O lúdico é o elemento que norteia todo o processo. À medida que os professores conquistam novos desafios, são premiados com os chamados “superpoderes”, que vão desde tolerância até o uso da tecnologia, para transformá-los em profissionais mais antenados e com olhar ampliado.

“O professor irá vivenciar as principais etapas do Pense Grande, inclusive o pitch. No último encontro, cada educador apresentará o seu pitch e compartilhará o seu projeto ou a didática que colocou em prática. A ideia é que percebam que podem inovar e empreender em sala de aula”, conta Mandaji sobre a programação metodológica da formação.

 

O que dizem os professores?

Para Patrícia Matarazo, da ETEC Prof. André Bogasian, foi justamente o engajamento que a motivou a procurar a formação de professores. “Na minha escola, os professores estão começando a se envolver mais com o Pense Grande. Eles estão mais curiosos e interessados em aprender a metodologia”, relata a educadora, acrescentando que outros seis colegas participam da iniciativa.

Já o professor Jacy Ferreira Brada, da Fatec Guarulhos, enxerga a oportunidade como uma extensão para a transformação, não só do ensino dos alunos, mas também como indivíduo. “Vejo essa oferta como um auxílio a cobrir a lacuna de atualização que o professor sempre precisa. É um processo: mudar a sala de aula vai elevar a mudança em quem está em formação, ansioso para se transformar em alguém que faz a diferença”, conta.

O encerramento dos encontros contará com a apresentação das ideias de práticas pedagógicas inovadoras desenvolvidas pelos professores e será em novembro na ETEC Parque da Juventude, na zona norte de São Paulo. Até lá, será formada uma rede de aprendizado e fortalecimento para ampliar ainda mais os recursos de jovens empreendedores!

outubro 18th, 2018

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Criadores de iniciativas que participaram do Pense Grande Incubação 2018 são referência e inspiração para outros jovens

Cerca de 30 jovens empreendedores de todo o país se reuniram em São Paulo para a 2ª imersão do Pense Grande Incubação 2018. Esse foi o segundo encontro de uma das etapas promovidas pelo programa, que ajuda a desenvolver projetos de impacto social por meio de oficinas, assessorias personalizadas, mentorias, imersões presenciais e capital semente para empreendimentos selecionados.

A semana de atividades na capital paulista contou com vários momentos de troca, visitas a empresas inovadoras, oficinas e sessões de feedback com especialistas. Além disso, também foram revelados os mentores de cada projeto, como Adriana Barbosa , da Feira Preta, e Augusto Gogola , da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). Os mentores são responsáveis por ajudar os jovens a traçar os caminhos que serão percorridos para alcançar as metas, além de compartilhar anseios e motivar os participantes.

O parceiro executor do Pense Grande Incubação é a Aliança Empreendedora. Na imersão, eles utilizam uma metodologia baseada em três pilares: quem sou, o que sei e quem conheço. As atividades envolvem reflexões sobre os empreendimentos e projetos de vida.

Os jovens também participaram de tarefas práticas, que vão do aprimoramento de habilidades como pitch de vendas, até consultas com especialistas em áreas como marketing digital, desenvolvimento de produtos e proposta de valor.

 

Lições aprendidas na incubação

Jovens empreendedores do Pense Grande Incubação 2018 estão sentados em duplas um de frente para o outro

Jovens empreendedores do Pense Grande Incubação 2018 participam de dinâmica para aprimorar pitch de vendas

 

Instigado, energizado, criativo, pensante, reflexivo, mais aberto, desafiado, esclarecido, encorajado e provocado foram algumas das palavras usadas pelos participantes para definir a jornada da imersão do Pense Grande na aberturado quarto dia de atividades.

As oficinas funcionam como espaço para validação de ideias: os jovens trocam experiências sobre questões que envolvem os negócios, trazendo casos específicos e entendendo como melhorar e definir o modelo de negócio mais apropriado.

“O que mais custa no seu negócio é o seu tempo. Se você tem o privilégio de não precisar receber salário todo mês, há mais espaço para arriscar”. Essas foram algumas lições ensinadas nas oficinas do  facilitador Thiago HC, CEO da Ideia no Ar, parceira da Aliança Empreendedora.

Juliana Martins, uma das jovens participantes do Pense Grande Incubação 2018, acrescenta que as oficinas despertam questões sobre as quais jamais pensaria sozinha. “Toda a orientação que vem deles soma demais. Se eu fosse buscar esse conhecimento fora, teria de investir muito alto. Coisa que para uma jovem de baixa renda, de periferia, é inacessível. Tenho muita gratidão!”, afirma a jovem de 23 anos, idealizadora do projeto Fico com a cria.

 

Jovens empreendedores e referências

Jovens empreendedores estão sentados no chão, em grupos de cinco pessoas debatendo durante dinâmica da imersão do Pense Grande

Jovens empreendedores participam de dinâmica em grupo na 2ª imersão do Pense Grande

A riqueza da troca de experiência foi um ponto central da imersão do Pense Grande. “Ver que todo mundo está passando pela mesma coisa, com as mesmas dificuldades faz com que a gente se ajude”, afirma Ana Karine, 22 anos, do projeto Fala Aí.

Patrícia da Silva Amorim, integrante do Cinequebrada, tem uma visão parecida.“Esses dias que estamos passando aqui têm despertado bastante coisa e aberto o leque para ações. A gente consegue ter novas ideias, fazer melhorias. É uma troca muito rica diferentes para todos”, enumera a jovem de 22 anos.

“A vida de empreendedor não é só um mar de rosas”, alerta Monique Silveira, que quer, ao lado da irmã Jéssyca, incluir mulheres negras em empresas por meio da RAP, Rede de Afro Profissionais. “Tem várias questões, de conhecimento, investimento. Estar aqui dá um impulso muito grande de continuar no projeto, porque todo mundo acredita na gente”, finaliza a empreendedora.

No encerramento da imersão, os jovens receberam a visita de Americo Mattar, diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo, que falou sobre empatia e protagonismo. “Alguém que é muito ativo, quer fazer muito, mas sem empatia com o outro, sai atropelando todo mundo e não se importa com o que vai fazer. Por isso a importância desses dois conceitos juntos”, discursou.

Americo também comentou sobre o papel que os atuais participantes do Pense Grande Incubação 2018 desempenham como guia de futuros participantes. “A gente quer levar essa metodologia para dentro da escola pública, para dentro do ensino médio. E vocês são referências para outros jovens agora. Tenho muito orgulho de ver este grupo sair daqui com esta energia bacana”, elogiou o diretor-presidente.

Fique ligado! Você pode saber mais sobre empreendimentos que passaram pelo Pense Grande assistindo ao Pense Grande.doc, que conta com alguns projetos participantes do programa.Os episódios vão ao ar, todas as quintas-feiras, às 22h15,  pelo canal Futura.

outubro 8th, 2018

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A história de Jéssica Pereira, dona e chef do Bellatucci Café, é contada no segundo episódio do Pense Grande.doc, exibido pelo Canal Futura em parceria com Fundação Telefônica Vivo

 Uma portinha discreta no Cambuci, bairro central de São Paulo, e a lousa de boas-vindas são mais do que chamarizes para o Bellatucci Café, um espaço de inclusão. O lugar, assim como os cafés, os bolos e o já famoso nhoque de mandioquinha, representa a materialização do sonho da proprietária e responsável pelas delícias: Jéssica Pereira, que tem 26 anos e Síndrome de Down.

Além de comandar o próprio negócio, em parceria com a irmã e o cunhado, Jéssica ainda dá emprego para outros jovens com deficiência e sonha em fazer faculdade de gastronomia. “Minha família me dá muito apoio”, disse Jéssica no evento de lançamento do Pense Grande.DOC.

O dia a dia da chef, e sua luta pela inclusão, serão exibidos no próximo episódio da série Pense Grande.doc, uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura que traz cases de jovens empreendedores de sucesso.

O Bellatucci Café é o segundo dos 26 episódios que compõem a série e vai ao ar na próxima quinta-feira (04/10), às 22h15. Além da exibição no Canal Futura, o episódio também ficará disponível no canal do Youtube da Fundação Telefônica e no Futura Play. Também é possível acessar curiosidades de bastidores e mais informações no site pensegrandedoc.org.br

 

Jovens que fazem acontecer

Caroline Monteiro Araújo, jornalista que montou o episódio sobre o Bellatucci Café olha para a câmera. Ela tem cabelos cacheados e está sorrindo.

Jornalista Caroline Monteiro Araújo foi a produtora responsável pelo episódio do Bellatucci Café

O trabalho por trás das câmeras também foi feito por uma jovem. Caroline Monteiro Araújo foi a responsável por contar a jornada de Jéssica e considera a inclusão um tema urgente no Brasil, assim como debater as dificuldades de entrada no mercado de trabalho.

A jornalista destaca o poder despertado pela história de superação da jovem com Síndrome de Down. “No dia da hamburgada no café, toda a equipe experimentou os lanches do Bellatucci – deliciosos, por sinal. A Abacateiro (produtora) postou nas redes sociais e alguns amigos foram até o local para prestigiar o trabalho do Bellatucci Café. É uma corrente de inspiração que não tem fim”, conta Caroline sobre os bastidores da gravação.

Ela já havia produzido episódios da primeira edição do Janelas de Inovação, outro fruto de parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e Canal Futura. Agora comandou o episódio do Pense Grande.doc sobre o Bellatucci Café após imersão audiovisual pelo programa Geração Futura Universidades Parceiras.

Fique ligado!

Além de inclusão, o Pense Grande.doc também vai falar ao longo do mês sobre intercâmbio cultural, com a história de Joanna Ibrahim, refugiada da Síria e criadora do projeto Open Taste, uma iniciativa que convida empreendedores refugiados a divulgarem sua cultura e seus negócios através da gastronomia. Esse episódio vai ao ar dia 18 de outubro.

O Pense Grande.doc vai levantar outras importantes discussões ao longo dos episódios, como a moda como meio para redução de impacto ambiental, com o Cajuera, e facilitação ao acesso à água potável, com o Aqualuz.

Confira as datas de exibição de cada episódio:
04/10 – Bellatucci
11/10 – Cajuera
18/10 – Open Taste
25/10 – Aqualuz

outubro 4th, 2018

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Bia Santos, Marden Rodrigues e Wallace Rodrigues, do Barkus, um dos projetos do Pense Grande.doc, posam à beira de uma marina, com barcos ao fundo

Série vai ao ar nesta quinta-feira, dia 27, traz 26 episódios sobre jovens empreendedores, e conta com 6 empreendimentos do programa Pense Grande

Como resultado de parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura, o Pense Grande.doc estreia às 22h15 nesta quinta-feira, dia 27, destacando em 26 episódios casos de sucesso de jovens empreendedores e transformadores de realidades.

Dentre os projetos apresentados, seis foram incubados pelo Programa Pense Grande. Um deles é o Barkus Educacional, primeiro episódio da série. A iniciativa nasceu em 2012 no Rio de Janeiro, pelas mãos de Bia Santos, Marden Rodrigues e Wallace Rodrigues.

Os três resolveram dividir conhecimento por uma plataforma online dedicada a auxiliar outros jovens a atingir objetivos financeiros. A ideia é oferecer uma mentoria, o que envolve aulas e acompanhamento especial sobre finanças, dicas de investimento e empreendedorismo.

Rayan Chinellato e Eduardo Schemes foram os responsáveis por capturar e contar na tela a trajetória do Barkus. Os dois jovens participaram da Oficina de Produção Audiovisual do programa Geração Futura, e tiveram a oportunidade de reunir conceitos e técnicas aprendidas durante o laboratório para fazer construir essa história.

“O processo com os jovens da Barkus foi muito legal, porque eles já estão muito acostumados a estarem em meios de comunicação. Têm o costume de dar palestras, aulas e conversar com muitas pessoas. Isso foi um facilitador”, afirma o realizador Rayan Chinellato sobre o processo de criação do episódio, explicando que foi preciso entender como foi concebido o projeto Barkus para montar um roteiro bacana.

“Por exemplo, eles nos contaram que o grande divisor de águas na trajetória como empreendedores foi quando deram uma palestra para 200 jovens na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Aí a gente parou para pensar: isso tem de estar no documentário!”, diz Chinellato, já adiantando o que será mostrado na estreia.

Jovem do projeto Barkus está de costas para a câmera e segura um suporte com um smartphone acoplado. Ele está em uma marina e tem barcos ao fundo da foto

 

Referência para futuros empreendedores

O documentário une dois programas: o Pense Grande, voltado para jovens interessados em ampliar suas possibilidades de futuro, a partir do desenvolvimento de empreendimentos sociais, e o Geração Futura Universidades Parceiras, que oferece aos estudantes uma imersão em audiovisual.

Segundo a pesquisa Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo, que ouviu 400 jovens e foi lançada pela Fundação Telefônica Vivo junto do IBOPE Inteligência e Rede Conhecimento Social, há uma carência de referências que façam os jovens enxergarem o empreendedorismo como caminho. Com o desafio de modificar esse cenário, o Pense Grande.doc vai mostrar, em episódios de 15 minutos, como jovens conseguiram superar barreiras e construir um negócio próprio.

A apresentação fica sob o comando da atriz e cantora carioca Lellêzinha, 21 anos, uma empreendedora das artes que começou a ter popularidade no Dream Team do Passinho.

 

Juventude em foco

“O Pense Grande.doc foi todo pensado no jovem, desde a seleção de empreendedores, passando pela apresentação e pela linguagem utilizada. Isso foi importante para nós porque facilita o diálogo e cria referência midiática para este público”, conta Américo Mattar, diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo, sobre o processo de produção da série.

A proposta é estimular o protagonismo jovem na frente e atrás das câmeras com uma diversidade de temas abordados, desde a redução de impactos ambientais através da moda, até a inclusão mostrando um café administrado por uma jovem com Síndrome de Down.

Lellêzinha é filmada para o Pense Grande.doc por equipe formada por dois homens enquanto caminha na rua, com muro grafitado ao fundo

 

Após exibição, às quintas no Canal Futura, o conteúdo também fica disponível no canal do Youtube da Fundação Telefônica Vivo e no Futura Play. Também é possível ter informações sobre sinopses, bastidores e curiosidades de cada projeto retratado no site PenseGrande.doc.

Pense Grande.doc
Estreia:
27 de setembro (quinta-feira), às 22h15
Exibição: quintas-feiras, às 22h15
Duração: 15 min
Classificação: LIVRE

setembro 27th, 2018

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Na imagem, jovens conversam em roda durante a oficina Pense Grande que fortalece atitude empreendedora

A Hackatona é uma oficina do Programa Pense Grande e acontece nas Escolas Técnicas de São Paulo (ETECs)

Uma maratona em que jovens precisam encontrar soluções de impacto social com forte atitude empreendedora. Essa é a proposta da Hackatona, a oficina que apresenta a metodologia do Programa Pense Grande para alunos das Escolas Técnicas (ETECs) de São Paulo.

A partir da escolha de um dos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODs), os jovens precisam criar uma solução acessível para um dos problemas propostos pela dinâmica, estimulando a empatia e desenvolvendo competências como criatividade, atitude empreendedora e o uso de diferentes tecnologias.

“A oficina foi muito agregadora porque mudou a ideia que eu tinha de que resolver problemas e pensar em soluções viáveis era algo inalcançável. Além disso, percebi que empreender é mais simples do que imaginava”, diz João Pedro Gonçalves da Silva, 17 anos, estudante da ETEC Suzano.

Imagem da jovem Beatriz Oliveira de Sousa entrevistada sobre a oficina

Beatriz Oliveira de Sousa

Para a jovem Beatriz Oliveira de Sousa, de 17, anos, a oficina foi uma experiência única. “Adorei participar da oficina porque me fez mudar o ângulo de visão e sair da zona de conforto. Eu tenho certeza de que vou fazer a diferença dentro do Pense Grande”,afirma.

Beatriz está no 3º ano de Meio Ambiente na ETEC de Suzano e pretende trabalhar com algo que envolva inovação e criatividade. Ela conta que já faz parte de sua rotina realizar tarefas da forma mais sustentável possível para preservar a natureza. “Atitude empreendedora para mim é inovar e se dispor a mudar algo ao nosso redor”, diz.

 

 

Iniciativa e mobilização

Beatriz e João Pedro já colocaram em prática o que aprenderam na primeira oficina. Os jovens compartilharam a experiência com os outros alunos e tiveram a ideia de convidar outras turmas da escola para participar do Pense Grande. “Fomos de sala em sala contar sobre o projeto e incentivar os outros alunos a frequentarem as oficinas”, comenta Beatriz.

Jovem João Pedro Gonçalves da Silva entrevistado sobre a oficina sorri para foto

João Pedro Gonçalves da Silva

Segundo João Pedro, a iniciativa surgiu para que todos na escola saibam como fazer parte do programa. “Ficamos tão felizes com as oficinas que não queremos que ninguém perca essa oportunidade na escola”, ressalta.

Entrar em contato com os outros estudantes da escola também ajudou os jovens a trabalhar a empatia. “Foi bom para percebemos como é lidar diretamente com os alunos da nossa escola, principalmente com aqueles que não temos contato. Também descobrimos que nós temos que ir atrás do que queremos para juntos conseguir fazer a diferença”, conclui João Pedro.

 

O Pense Grande busca estimular atitudes empreendedoras nos jovens para que eles sejam protagonistas de suas vidas e possam contribuir com novas soluções e oportunidades para eles e para suas comunidades.Conheça a Metodologia Pense Grande

setembro 26th, 2018

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Na imagem, jovens estão olhando para tabuleiro do jogo Se Vira, que fortalece a cultura empreendedora

Programa Pense Grande amplia sua atuação nas ETECs de SP e em outros Estados por meio do jogo “Se Vira” e de formação de multiplicadores

Sabe o que mais de 10 mil jovens estudantes de Escolas Técnicas de São Paulo têm em comum? Em 2018 eles foram impactos pelas oficinas do Pense Grande e conheceram o jogo “Se Vira”.

A parceria entre o Programa e o Centro Paula Souza, órgão que administra as 223 ETECs, foi pensada para incentivar os estudantes a terem atitudes empreendedoras que contribuam com novas soluções e oportunidades para eles e para as comunidades onde vivem.

As atividades se intensificaram ainda mais com a chegada das oficinas de 100 minutos do Pense Grande, momento em que é realizado o jogo “Se Vira” (clique e veja como ele funciona), um game que mistura ficção e realidade para despertar no jovem o espírito empreendedor.

“As oficinas servem como um esquenta para a formação de 60 horas que o programa também oferece. Não que a atividade seja obrigatória, mas a gente tem percebido que os jovens que participam da dinâmica se sentem mais preparados para a formação presencial e ainda têm esse despertar para uma atitude empreendedora que estava mais presente no dia a dia deles do que imaginavam”, afirma Rubem Saldanha, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo.

Jogo Se Vira

Imagine um jogo de tabuleiro em que não há vencedores. Divididos em equipes, os participantes precisam resolver desafios do cotidiano em temas como trabalho, lazer e sala de aula, utilizando os recursos que têm nas mãos e as aptidões de um personagem pré-estabelecido.

A versatilidade das oficinas pode ser observada pelo trabalho da mediadora Karina Gigliozi, uma das responsáveis pela aplicação do jogo com alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos) em Guarulhos (SP). Em uma turma diversa, com alunos acima de 29 anos e algumas pessoas recém matriculadas na escola que ainda não sabiam ler ou escrever, o desafio foi ainda maior.

“Os estudantes tiveram mais dificuldades para entender as regras do jogo, mas em compensação houve mais ajuda e trabalho em equipe para que todos pudessem participar. Depois que o jogo foi entendido por todos, os alunos ficaram bastante empolgados”, conta.

Já a mediadora Júlia Manfredini teve uma de suas turmas composta por surdos e contou com o apoio de uma intérprete de Libras (Língua Brasileiras de Sinais) para realizar a atividade. “Foi uma experiência bem legal e produtiva. A professora e os alunos adoram o jogo e colocaram a dinâmica como uma forma de inclusão”, afirma.

Formação de Multiplicadores

Além das ETECs, outras instituições interessadas em aplicar a cultura empreendedora do Pense Grande, como as oficinas e o “Se Vira”, já estão sendo preparadas para aplicaram a metodologia do programa.

“Estamos formando educadores com potencial multiplicador em lugares onde ainda não conseguimos chegar com uma equipe própria. Assim, a gente dá autonomia para que cada vez mais pessoas possam trabalhar o empreendedorismo com os jovens, ampliando a abrangência do projeto no país”, afirma Rubem.

Depois de jovens formados no Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) em Salvador (BA), novos multiplicadores já estão em processo de formação nesse semestre. O programa Pense Grande agora também tem parceria para formar educadores nos FabLabs e Telecentros da Prefeitura de São Paulo, além de orientar voluntários da ONG Atados, que receberão formação na metodologia do programa.

setembro 24th, 2018

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Na imagem, voluntário José Vicente Teixeira Junior faz homenagem ao Pense Grande em montanha na Bolívia

Voluntário do programa leva para a altitude parte da experiência como formador

Ainda que estivesse a 1.200 quilômetros de distância e 6.000 metros de altitude quando os jovens apresentaram seus projetos de empreendedorismo social, foi com uma homenagem ao Pense Grande que o colaborador do Grupo Telefônica José Vicente Teixeira Junior (36) prestigiou o trabalho que realizaram juntos ao longo do ano.

Comprometido com um curso de alpinismo na Bolívia, o formador voluntário não pôde comparecer à etapa final, em São Paulo. No entanto, como forma de se fazer presente, JJ, como é carinhosamente conhecido pelos colegas, decidiu levar para o alto das montanhas parte de sua experiência.

A estreia de José Vicente no programa coincidiu com o primeiro ano em que o Pense Grande foi levado também para ONG’s. Envolvido nessa edição especial, ele ficou responsável por formar os jovens da CTC Digital, que atua na promoção de inclusão digital.

“Foi muito marcante! Espero ter conseguido ajudar os jovens com algum ensinamento, mas posso dizer que também aprendi bastante vendo a satisfação deles em aprender de uma forma diferente, leve”, comenta JJ sobre a experiência.

Após as capacitações que recebeu junto do grupo de colaboradores, o voluntário ficou responsável por facilitar o processo de assimilação do conteúdo. A cada encontro, eram realizados exercícios, debates e orientações que, segundo conta José, foram muito bem recebidos pelos jovens justamente pelo dinamismo.

“Acompanhando bem de perto a trajetória deles, nós conseguimos notar essa preocupação dos grupos em gerar impacto, mais até do que retorno financeiro”, comenta JJ sobre o perfil dos projetos desenvolvidos durante a edição que participou.

 

Em 2018 o Programa Pense Grande está presente em 17 turmas nas Fatecs Zona Leste, Guarulhos, Ribeirão Preto, São Caetano e Itaquera, além da ETEC Professora Maria Cristina Medeiros, em Ribeirão Pires, interior de São Paulo. Saiba mais sobre o programa que apoia o empreendedorismo social

Quanto ao acompanhamento, ele reforça o que é fundamental para a principal missão como voluntário: expandir conhecimento. Foi através do aprendizado nas oficinas que foi capaz de enxergar a evolução desses jovens e de seus ideais empreendedores.

 

Curso de Gelo

Após 16 dias de aventura na Bolívia, que resultaram na escalada das montanhas Chacaltaya (5.395 metros), Glacial Charquini (5.390 metros) e, para terminar, a Huayna Potosi (6.088 metros).

  Sem contar para ninguém, pensei em levar comigo a camiseta do programa. Assim eu poderia me desculpar por não estar presente, mas mostrar que eles estavam lá comigo”, conta JJ sobre a homenagem ao Pense Grande.

 

Na imagem, voluntário José Vicente Teixeira Junior veste camisa em homenagem ao Pense Grande em montanha na Bolívia

José Vicente Teixeira levou a camiseta em homenagem ao Pense Grande a montanhas na Bolívia.

setembro 13th, 2018

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Fundação Telefônica Vivo leva estudantes que foram destaque no Demoday do Pense Grande ao festival e lança iniciativas estratégicas

A Fundação Telefônica Vivo convidou o grupo que ficou em primeiro lugar no Demoday da 4º edição do Pense Grande para um experiência imersiva: participar do Festival Social Good Brasil. A ideia foi dar aos jovens alunos da ETEC André Bogasian, de Osasco (SP) a oportunidade de continuar os aprendizados, entrando em contato com as atividades e a rede de empreendedores presentes no evento, realizado em Florianópolis.

O projeto criado pelos estudantes propõe o desenvolvimento da plataforma Women Work, especializada em combater a desigualdade no mercado de trabalho, conectando mulheres a oportunidades de emprego.

E foi um empreendimento similar, o Movimento Black Money, um banco focado no atendimento a pessoas negras, apresentado por Nina Silva no evento, que mais inspirou o grupo, já que na visão deles trouxe uma solução de impacto casado a uma apresentação muito bem montada.

“Foi simplesmente incrível, o jeito que ela falava e como apresentou foi muito marcante na noite. Teve até uma parte que ela citou que ela não estava sozinha, tinha ela e mais um navio negreiro inteiro… nossa, foi de arrepiar”, se empolga Camila Santos (16) ao relembrar.

O significado de viver em uma era de tecnologias exponenciais foi o questionamento que norteou as discussões da 7ª edição do Social Good Brasil. O evento aconteceu em Florianópolis no início de setembro reuniu referências nas áreas de tecnologia e impacto social.

A edição não se preocupou apenas em apresentar, mas também buscou estimular as competências que cercam o mundo da tecnologia com a realização de workshops, palestras e oficinas sobre os instrumentos necessários para construir um mundo conectado e colaborativo.

 

Percepções sobre o Festival

A expectativa dos jovens estudantes em participar do evento era grande. “A gente ficou sabendo da viagem no dia do Demoday. Até então, não tínhamos ouvido falar muito sobre o Festival, mas à medida que fomos pesquisando ficamos cada vez mais ansiosos. Sabíamos que seria uma oportunidade única para nós e para o projeto. Eu esperava que fosse representar uma grande oportunidade, e no final acabou sendo mesmo”, conta Juliana Lima (16).

“Tinha a expectativa de que seria grande, mas nada comparado ao que foi para mim. O que vivi, vi e aprendi lá vou levar comigo para o resto da vida, com certeza!”, acrescenta Giovanna Godinho (16), que também integra o grupo Women Work. “Foi como se estivéssemos em casa. As pessoas são muito receptivas e dá para perceber que todos estão comprometidos em construir um mundo melhor”, finaliza.

Camila Santos (16) conta também ter ficado impressionada com a organização, ressaltando os espaços projetados para incentivar atividades interativas. “Até mesmo os lugares de descanso, traziam a oportunidade de conhecer novas pessoas”.

 

“Durante uma roda de conversa no Festival Social Good, lembro de imaginei que um dia seríamos nós sete ali na frente, falando do nosso projeto e levantando nossa bandeira”, diz a estudante Juliana, do Pense Grande

Para o grupo, a motivação para dar continuidade ao projeto só cresceu, sobretudo tendo em vista a inspiração provocada pelo Festival. “O evento todo, para mim, foi uma experiência única. Aprendemos muitas coisas novas que vão acrescentar muito ao Woman Work”, conclui Isabelle Gomes (16).

 

Integrantes do Women Work, primeiro colocado do Demoday, evento que premia
os projetos de mais destaque do Pense Grande,  embarcando para Florianópolis

 

Outros destaques no Social Good Brasil

Desde a primeira edição, em 2012, o Festival Social Good Brasil conta com a parceria da Fundação Telefônica Vivo. Neste ano, também o evento também serviu para divulgação da pesquisa Juventude Conectada, edição especial de empreendedorismo, desenvolvida pela Fundação Telefônica Vivo junto com o IBOPE Inteligência e a Rede Conhecimento Social, lançada em agosto.

Disponível para download gratuito, o estudo amplia o olhar sobre o ecossistema do empreendedorismo no Brasil, com o objetivo de mapear e compreender o empreendedor jovem, reunindo informações, analisando distribuições geográficas e outros conteúdos.

Outra novidade mostrada em Florianópolis foi o PenseGrande.DOC, um documentário com 26 histórias inspiradoras de jovens empreendedores brasileiros, que estreia dia 27 de setembro no Canal Futura, parceiro do projeto, e também estará disponível no canal oficial da Fundação Telefônica Vivo no YouTube. Seis casos retratados fazem parte do Programa Pense Grande.

E, por fim, o terceiro destaque foi o lançamento do movimento Data For Good, uma iniciativa em parceria entre Social Good Brasil e Fundação Telefônica Vivo, para acelerar o impacto positivo e a solução de problemas da sociedade através do desenvolvimento de soluções de conectividade e compartilhamento de dados.

 

Américo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Brasil, está em pé, apoiado por muletas, no palco do festival Social Good Brasil
Edgard Gouveia Jr, mestre de cerimônias do festival SGB, está em cima do palco, abraçados a outros palestantes
 Nuno Arcanjo lê poema no palco do festival Social Good Brasil
Dois palestrantes dividem palco do festival Social Good Brasil. Há um intérprete de Libras, em pé
Na imagem, grupo de cerca de 12 pessoas movimentam seus corpos em uma espécie de dança, durante o festival Social Good Brasil

setembro 10th, 2018

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Conversamos com participantes do programa sobre o estudo Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo, e como eles enxergam a realidade do empreendedorismo

Já está no ar a edição especial de empreendedorismo da pesquisa Juventude Conectada. Desenvolvido pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o IBOPE Inteligência e a Rede Conhecimento Social, o estudo amplia o olhar sobre o setor no Brasil, tendo como principal ponto de partida a visão dos jovens brasileiros.

Assim, com o objetivo de mapear e compreender o empreendedorismo, foram ouvidas 400 pessoas de 15 a 29 anos das classes A, B e C, de todas as regiões do país, além de jovens empreendedores e especialistas da área.

Um dos temas que mais aparecem no estudo é o empreendedorismo como propósito de vida e como ele é abordado nas escolas e faculdades. Por isso, resolvemos ir um pouco além nestes dois temas.

A maioria dos entrevistados na pesquisa, 61%, dizem que buscam trabalhar com algo em que acreditam, visando a realização de um sonho, tentando alinhar a profissão à satisfação, a um propósito pessoal ou coletivo. Além disso, eles concordam que a definição de empreendedorismo passa pelos conceitos de propósito de vida, protagonismo e impacto social.

Na imagem, aparecem logo do estudo Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo

 

Você pode baixar a versão completa agora da pesquisa Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo

E quem empreende também compartilha conhecimento. Quase metade dos entrevistados, ou 42%, concordam que o empreendedor orienta e ensina pessoas ao seu redor. No entanto, jovens e especialistas ouvidos afirmam que ainda falta um acesso maior a conteúdos sobre empreendedorismo na escola, ou seja, esse tema não é levado em conta na preparação para o mercado de trabalho.

 

É nesse contexto, que a Metodologia Pense Grande pode ser uma grande aliada ao oferecer ferramentas estratégicas para o desenvolvimento da cultura empreendedora e estruturação de ações sociais e transformadoras para quem busca um propósito de vida por meio do empreendedorismo.

Mas, para saber um pouco mais dessa relação entre empreendedorismo, conhecimento e propósito de vida, precisamos ouvir o que mais jovens que já estão atuando neste universo têm a dizer. Por isso, conversamos com cinco participantes do Programa Pense Grande. A seguir eles contam como enxergam esta realidade e o significado em suas vidas.

 

Gabriela Nunes Cavalieri, 18 anos, do Sistema Filantrópico, uma ferramenta organizacional para otimizar o tempo de ONGs com automação de atividades como atualização cadastral e controle de dados de voluntários e membros.
“Acredito que empreender transcende o conceito de abrir um negócio e ganhar dinheiro. É se empenhar para realizar uma tarefa, superar os diversos obstáculos e colocar suas habilidades à prova. Com certeza o assunto empreendedorismo deve ser explorado desde cedo! O tema empreendedorismo estimula diversas competências como autonomia emocional e financeira. Além disso, trabalha a relação interpessoal, desenvolve a criatividade e possibilita explorar a capacidade do indivíduo para resolução de problemas. Participar do Pense Grande é uma transformação de mentalidade, é enxergar como a atitude local impacta a sociedade de maneira global. O programa cria uma rede de contato com pessoas maravilhosas e inspiradoras! Por meio do empreendedorismo é possível realizar sonhos e propósitos de vida. Admiro muito, o renomado Dr. Daisaku Ikeda, que diz: ‘Sem esforços tenazes, os sonhos terminarão em meras fantasias’. Empreender é trabalhoso e exige muito esforço, porém quando atrelado a realizações pessoais se torna uma atividade engajada e motivadora”.

Jéssyca Silveira, 26 anos, integrante da RAP, Rede de Afro Profissionais, empresa de recrutamento que foca diversidade racial e formou uma rede de 14.500 mulheres negras.
“Empreender vai além de enxergar uma necessidade ou oportunidade de negócio. Para alguns significa não passar fome, para outros é uma salvação em meio à falta de trabalho. Para mim, tem significado me descobrir capaz de gerar algo que pode mudar a vida das pessoas! Significa apostar no meu talento e no de outras profissionais negras para impactar positivamente a sociedade. Participar do Pense Grande ajuda, porque o conhecimento está organizado e é apresentado como uma metodologia a ser aplicada à nossa ideia. A geração atual tem essa ideia de propósito, de buscar a felicidade no trabalho. É uma ruptura com as gerações anteriores. Sou parte disso e vivo numa linha tênue, porque existe a vontade de ser feliz profissionalmente e também existe a necessidade de ganhar dinheiro com urgência. Então busco o equilíbrio entre esses interesses”.

Reuel Scherrer Xavier, 24 anos, da GrowTech, que fornece equipamento moderno que facilita o cultivo de alimentos saudáveis, como hortaliças e temperos, em casa.
“Empreender é correr atrás dos próprios sonhos. Mais que isso: é inovar, pensar em coisas que ninguém pensou e realizar sonhos através disso. É preciso pensar grande. Com certeza é um tema a ser explorado desde cedo. É essencial, enquanto brasileiros, é um dever da nova geração pensar em caminhos alternativos, criar novas rotas e modelos. A nossa única chance de parear com país altamente desenvolvido é criando. O que pode alavancar um futuro melhor para o Brasil são empreendedores mais conscientes, mais inovadores. O Pense Grande é essencial para mostrar que o empreendedorismo social é possível, sim! Que não é uma coisa surreal, inalcançável. O programa pega uma ideia embrionária, uma sementinha e nos guia a caminhos melhores. Empreendedorismo é mais do que ter propósito. É unificar sonhos e propósitos em uma única jornada. E isso a gente aprende no Pense Grande, em como alinhar bem os nossos sonhos com nossos propósitos. Em como sintonizar a equipe nesse foco. Isso mudou muito a nossa mentalidade, por isso somos muito gratos”.

Carla Francischette, 18 anos, do Integra Mais, site com informações de escolas adaptadas a vagas de emprego, para auxiliar nos cuidados e no cotidiano de pessoas com deficiência.
“Empreender significa criar coisas boas, que irão ajudar alguém, alguma causa ou inovar. É fazer ideias e sonhos acontecerem de alguma forma. Até da forma mais maluca, porque empreender também é criatividade. É um assunto a ser tratado em escolas, com jovens e crianças. Desde pequenos nos perguntam o que queremos ser quando crescermos, mas sempre pensamos em trabalhar para alguém, em realizar o sonho de outra pessoa. Empreender tem muita ligação com um propósito. Quando se empreende, se sonha, se cria, se inova, nada disso é possível sem um propósito. Por trás de toda criação existe um problema a ser resolvido. O coração do negócio é sempre o que o mantém vivo!”.

Ana Karine, 22 anos, uma das sócias fundadoras do Fala Aí, startup focada em auxiliar o desenvolvimento da fala na infância por meio de um app que identifica distúrbios fonológicos.
“Empreender é contribuir para transformar a realidade dos outros, e a sua própria, baseado no que se acredita. Ser capaz de pensar além da caixa e se permitir experimentar e crescer constantemente. Não existe incentivo ao empreendedorismo, especialmente na graduação, a passos de se entrar no mercado. Muita coisa boa fica engavetada porque somos preparados para trabalhar em projetos de outros. Vejo o Pense Grande como uma porta de entrada para mudar esse pensamento. Para mostrar que toda ideia, quando é bem trabalhada, vira sim um negócio. Se você quer empreender, o negócio depende do seu interesse em fazer acontecer. Então é preciso ter um propósito. Mas esse pensamento pode se tornar vazio se o propósito for apenas o de ganhar dinheiro. Isso é tão pouco comparado às vidas que podem ser mudadas! Propósitos também precisam ser realimentados. Qual é o próximo passo após atingir os objetivos atuais?”.

agosto 27th, 2018

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Os adolescentes Gabriel Moura (18) e João Vitor Macedo (17) posam para foto abraçados

O projeto Horta Inteligente foi desenvolvido durante o Pense Grande e pretende ajudar a manter horta comunitária em São Paulo

Administrar uma horta de maneira sustentável, sobretudo em uma grande cidade como São Paulo, pode ser desafiador. Focado justamente em romper as dificuldades com cuidados e infraestrutura, o projeto Horta Inteligente foi criado por dois jovens estudantes para ajudar na tarefa de irrigar de plantações.

Gabriel Moura (18) e João Vitor Macedo (17), estudantes do 3º ano na ETEC Professor Horácio Augusto da Silveira, estavam à procura de uma ideia para realizar como trabalho de conclusão do curso técnico de Eletrônica. E foi durante as oficinas do Pense Grande que surgiu a ideia e a oportunidade.

“O maior incentivo veio da nossa professora Janaína, que é voluntária na Horta das Flores, e nos levou até lá para conhecer as dificuldades em controlar a umidade e a hora certa para regar as plantas”, diz Gabriel sobre o desenvolvimento do Horta Inteligente.

A Horta das Flores, localizada na Mooca, zona leste paulistana, é um espaço da Prefeitura. Porém, diante do abandono, foi assumido pela comunidade que, com a ajuda de voluntários, se compromete a não deixar o terreno sem cuidado.

Após visitarem o terreno e entenderem o que poderia ser melhorado, os estudantes decidiram abraçar a causa e construir um microcontrolador, atualmente em fase de protótipo, para automatizar a rega das plantas.

 

A inspiração: Horta das Flores

A Horta das Flores fica trancada durante a semana e sem manutenção. Foi justamente isso que inspirou o projeto Horta Inteligente. “Somente aos sábados os voluntários abrem para ajudar. Boa parte do que se planta é perdido por conta disso”, comenta Janaína Campos Venditti, professora de Biologia que apresentou a iniciativa aos meninos.

A foto mostra voluntários usando bonés e trabalhando em meio a plantação na Horta das Flores, onde o projeto Horta Inteligente será empregado

 

Diante dessa necessidade, os jovens pensaram em melhorar a realidade das hortas comunitárias. Com a ajuda de Janaína, criaram um canteiro nos jardins da própria escola a fim de simular o espaço e realizar todos os processos, desde o preparo da terra, o adubo até a plantação de fato. Ao final dessas etapas, chegaram à ideia do dispositivo que checa a umidade das plantas.

“Tanto o tempo de rega, quanto o intervalo entre as checagens é configurado por bluetooth. Os dados sobre a plantação são ajustados no aparelho e, a cada três horas, se o índice de umidade estiver abaixo de 25% do valor indicado, ele abre a torneira por 15 segundos”, explica João Vitor sobre o funcionamento.

A parte mais desafiadora, segundo eles, foi entender as particularidades de cada solo e planta para ajustar o equipamento, que ainda está em desenvolvimento e passa por mudanças constantes.

 

Fechando o negócio com a horta

 Com a problemática resolvida, os administradores voluntários da Horta das Flores pediram que os estudantes apresentassem um orçamento para a instalação do aparelho.

“Estipulamos o preço máximo de R$ 1.000, mas estamos sempre em busca de minimizar essa quantia. A comunidade aceitou e pediu para que a gente avise assim que o aparelho estiver pronto”, continua João Vitor.

Apesar do interesse imediato, o grupo e o coordenador do curso de Eletrônica entraram em um acordo para adiar o prazo da venda, a fim de usar o segundo semestre de 2018 como período de aprimoramento do protótipo. Além disso, falta preparar a documentação e é preciso dar uma pausa no projeto Horta Inteligente para que os jovens se dediquem ao vestibular.

agosto 13th, 2018

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