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Uma das facilitadoras do Impact Hub está comemorando, com os punhos para cima e segurando um caderno durante atividade do programa Pense Grande, que incentiva o empreendedorismo social.

O Pense Grande se consolida na grade de turmas de mais de 20 instituições públicas do Estado de São Paulo

Pense Grande está com tudo! A 6ª edição que acontece nas escolas do Centro Paula Souza selecionou nove instituições para receber o projeto no primeiro semestre de 2019. A metodologia será aplicada para alunos do 1º e 2º ano do Ensino Médio nas ETECs de Carapicuíba, Mauá, Poá, Francisco Morato, Guarulhos, Mairiporã, Polivalente de Americana e nas FATECs de Osasco e Ipiranga, no contraturno ou na grade curricular.

Os jovens participam de diversas oficinas e mentorias com acesso a ferramentas,e estratégias inovadoras voltadas ao empreendedorismo social. O Programa Pense Grande da Fundação Telefônica Vivo se mobiliza para manter o trabalho de multiplicar sua metodologia dentro do espaço escolar para garantir um alcance cada vez maior do público, que continua focado no diálogo com o jovem. Para isso, reforça o compromisso de formar alunos e educadores, sem perder de vista a qualidade da metodologia consolidada ao longo de seis anos.

Até o fim de 2019, estão previstas a participação de 20 ETECs e Fatecs no programa, além de 14 oficinas semanais durante a formação dos jovens.  No final do processo formativo é realizado o Demoday, um evento em que os jovens apresentam seus projetos. O da 6ª edição acontecerá  no dia 27 de julho e encerra o ciclo premiando os empreendimentos de destaque.

 

Empreendedorismo social e os jovens

Segundo Daniel Quinteto, coordenador do Impact Hub, parceiro executor do projeto Pense Grande, os encontros estão superando as expectativas. “Em Guarulhos, por exemplo, precisamos chamar mais facilitadores, pois o número de alunos inscritos foi bem grande e isso chama atenção para como o tema empreendedorismo está presente entre os jovens”, comenta.

Para que a instituição receba a metodologia do Pense Grande é necessário que professores, coordenadores e diretores participem de uma sensibilização sobre o tema. Nesse encontro é apresentado o histórico do projeto e algumas das ferramentas aplicadas com os alunos durante o processo de aprendizagem. Sendo assim, os próprios professores, assim como os diretores, têm a oportunidade de vivenciarem uma oficina do Pense Grande.

Jovens de ETECs estão agrupados em fila durante uma das oficina do programa Pense Grande.
Os estudantes interessados em participar devem se inscrever na Oficina 0, uma hackatona para incentivar os alunos a pensarem em um dos problemas dos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Nações Unidas.

Em seguida, os participantes são estimulados a colocarem a mão na massa e escolhem um contexto para guiar a solução de problemas que afetem suas realidades. No Demoday de  agosto de 2018, os grupos premiados trabalharam temas como igualde de gênero, saúde mental, política e acessibilidade.

Em alguns casos, esse roteiro é aplicado no contraturno das instituições, em outros, o Pense Grande está inserido na grade e a metodologia é aplicada dentro de uma disciplina de projetos, acompanhada pelo professor. Quem auxilia na aplicação dessa metodologia são os facilitadores do Impact Hub.

Segundo Daniel, os alunos que estão sendo apresentados ao tema empreendedorismo e se adaptam rapidamente às dinâmicas do programa. “Isso prova que é uma demanda presente na vida desses jovens que podem finalmente pôr em prática o que desejam realizar”, diz o coordenador.

Em sua fala aos jovens do evento que encerrou a 5ª edição do Pense Grande, Americo Mattar, diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo, falou sobre o principal objetivo do programa. “O Pense Grande mostra aos jovens que não há complexidade no processo de aprender a empreender. Vê-los colocando projetos em prática, é o maior fator de sucesso e realização. O objetivo é permitir que estruturem seus sonhos para fazê-los realidade”.

O Demoday que aconteceu em novembro celebrou a participação de dois mil jovens formados pela metodologia ao longo de 2018 nas ETECs e FATECs de São Paulo.

Na ocasião, os dez melhores empreendimentos foram selecionados entre 130 projetos para disputar o 1º lugar, que foi conquistado por alunos da ETEC Albert Einstein, da região norte de São Paulo . O grupo EcoCrie desenvolveu um aplicativo para ensinar a criar brinquedos com materiais recicláveis.

Infográfico traz as instituições que receberão o Pense Grande no primeiro semestre de 2019: Etecs Carapicuíba, Mauá, Poá, Francisco Morato, Guarulhos, Mairiporã, Polivalente de Americana; além das Fatecs Osasco e Ipiranga. Também lista as instituições que receberão o programa no segundo semestres de 2019: Etecs de Embu, Coronel Fernando Febeliano da Costa, Fernando Prestes, Cotia, Dep Ary de Camargo Pedroso, Caieiras, Rubens de Faria e Souza e José Martimiano da Silva, Além da Fatec Itaquera II.

maio 6th, 2019

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Imagem mostra três jovens posando para a câmera. Eles usam camiseta onde se vê o logo do projeto Integra Mais.

Após ter sua ideia aprovada e incubada pelo Pense Grande, Carla Boaretto agora ajuda na formação de jovens na metodologia dentro das Etecs.

Nas horas vagas, Carla Francischette Boaretto assiste a filmes de super-heróis, romances “água com açúcar” e adora ouvir música. O que parece um dia comum para uma jovem de 18 anos, tem ficado cada vez mais comprometido pelas atividades abraçadas por ela, mas por um bom motivo.

Há dois anos, Carla apresentou sua ideia empreendedora para um projeto voltado a pessoas com deficiência, na ETEC São Mateus, em São Paulo (SP), quando participou do Programa Pense Grande. Hoje, ela é responsável por capacitar jovens na metodologia dentro da sala de aula. Além disso, está em processo de finalização do seu próprio aplicativo e cursa licenciatura em Matemática.

Além das expectativas

Quando se inscreveu para o programa, Carla considerava que aquela seria apenas uma nova aula extracurricular. Na época, Carla estava no segundo ano do Ensino Médio e dividia o seu tempo entre as matérias comuns e o curso integrado de Informática para Internet.

“Só sabia que o Pense Grande se tratava de um projeto para impactar realidades por meio do empreendedorismo social. E o que acabava me contendo nas ideias era o pessimismo e medo das coisas darem errado. Mas depois do programa, eu decidi me jogar de cabeça”, conta a jovem.

Enquanto participava da formação na ETEC, Carla criou o projeto Integra Mais, site e aplicativo que tem como objetivo auxiliar pessoas com algum tipo de deficiência, mostrando serviços como escolas com acessibilidade, vagas de emprego em empresas adaptadas e locais de lazer, além de dicas e outras informações. “Pensamos em um tema que, infelizmente, não é valorizado na sociedade. E vimos que pessoas com deficiência precisavam desse tipo de serviço”, explica.

A ideia fez sucesso e chamou atenção do júri que participou do Demoday, evento que encerra o ciclo do programa Pense Grande e premia os empreendimentos de destaque de jovens de ETECs do Estado.

Incubação transformadora

Foi a hora de dar um passo além. Junto com o grupo de amigos formado na sala do Ensino Médio, Carla se inscreveu o projeto no Pense Grande Incubação 2018. O projeto foi aprovado e, a partir daí, novos desafios passaram a fazer parte do negócio. “Chegamos muito imaturos. E ao longo do processo a gente percebeu que precisava crescer para fazer o projeto acontecer”, revela.

Ao lado de outros jovens de diversos Estados do país, Carla conta um pouco de sua jornada empreendedora na Websérie Pense Grande, que traz relatos de experiências transformadoras vivenciadas por participantes do programa. Os vídeos foram gravados ao longo do Pense Grande Incubação 2018 com os integrantes dos projetos incubados e mostram o percurso dos jovens, seus sonhos, aprendizados, desafios e amadurecimento.

Durante os encontros, o Integra Mais ganhou novos ares. “Encontramos um diferencial. Pensamos em uma plataforma mais inclusiva e que acompanhe a pessoa com deficiência durante todo o processo de inclusão”, comenta Carla. Com auxílio dos mentores do Pense Grande e o investimento financeiro que a incubação oferece, a ideia finalmente saiu do papel. Agora, a ferramenta está em fase de desenvolvimento e deve ser lançada em breve.

 

Compartilhando conhecimento

Passada a fase de formações e incubação do programa, uma pergunta ainda martelava a cabeça de Carla: “Como compartilhar esse conhecimento”?

Ela que sempre sonhou em trabalhar com educação encontrou uma oportunidade no projeto de Voluntários do Pense Grande.

“Estou buscando uma forma de devolver para o ecossistema o que eu aprendi. Ter uma atitude empreendedora é compartilhar o conhecimento”, acredita a jovem.

Depois de participar de um evento em que deu seu depoimento sobre o processo que viveu durante a incubação, Carla foi convidada a fazer parte do grupo de multiplicadores do Pense Grande, além de atuar como voluntária nas capacitações.

O encontro com o grupo de agentes disseminadores da metodologia é conduzido pela Impact Hub, parceiros na execução do programa da Fundação Telefônica Vivo e acontece durante quatro meses. Em cada um deles, os multiplicadores recebem instruções para aplicarem as metodologias nos grupos de jovens das Etecs, que recebem o Pense Grande na grande curricular.

Carla já promoveu uma oficina e o resultado foi bem além do que ela idealizava. Para o futuro, ela pretende continuar a disseminar o pensamento empreendedor e seguir o caminho que ama: ensinar. “Está sendo muito gratificante. Sempre quis estar na sala de aula e falar de um assunto que eu gosto tanto para outras pessoas que querem empreender me deixa muito feliz”, conclui.

maio 3rd, 2019

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Conheça o Mãe&Mais e o Embarcar, dois projetos que surgiram a partir de vivências de seus criadores e hoje fazem a diferença na vida de muita gente

As experiências de vida e a realidade dos jovens Thaís Ferreira e Taissir Carvalho despertaram neles o desejo de empreender e resultaram na criação dos projetos Mães&Mais e Embarcar, apresentados em março na série Pense Grande.Doc, feita em parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura.

Thaís, de 29 anos, perdeu um bebê devido a problemas de negligência médica e motivada por essa vivência, se questionou: “O que acontece com uma mãe que perde um filho?” Segundo ela, a resposta não veio e foi preciso transformar a dor em algo que fizesse sentido. “Eu resignifiquei o luto através da luta. Ao olhar para fora percebi o impacto que a falta de acesso a serviços de saúde de qualidade pode causar”, diz.

Meses na fila de espera, horas para consulta e exames, falta de especialistas, alta vulnerabilidade dos pacientes em ambientes pouco adaptados para mulheres, mães e crianças. Tudo isso, motivou a criação do Mãe&Mais, um modelo de clínica popular com serviços de atenção à saúde de forma acolhedora e humanizada no Rio de Janeiro. A iniciativa itinerante percorre bairros carentes da cidade, contribuindo para um maior alcance, e é voltada para o público de mães, de 15 a 35 anos, e crianças de 0 a 6 anos.

Entre os desafios de sustentar o projeto, a empreendedora luta para que nenhuma mulher em estado de maternidade sofra violações. Hoje, Thaís tem dois filhos e busca recursos para que o empreendimento ganhe novas dimensões. “A inovação não pode se pautar apenas pela tecnologia, mas sim para inovar curando o que é urgente. E o que é mais urgente que a vida?”, afirma.

App para população ribeirinha

A imagem mostra o detalhe de duas mãos segurando um celular onde na tela se vê a interface no aplicativo Embarcar

Taissir Carvalho é um jovem morador de Santarém/PA, que vem facilitando a vida da população local por meio do Embarcar, um empreendimento digital que permite aos usuários da Amazônia o acesso rápido às informações sobre embarcações disponíveis, rotas, horários, valor da passagem, tempo de viagem, lotação, escalas e melhores ofertas dos transportes hidroviários da região. “O Embacar vem como um propósito de mostrar para outras pessoas que é possível empreender aqui na Amazônia. Hoje, ele é a minha vida.”, comenta Taissir.

A ideia surgiu em 2014, durante a participação em um evento de empreendedorismo de sua região. A plataforma faz toda diferença na vida da população ribeirinha. As informações são visualizadas na tela de um smartphone ou na versão da web Basta inserir a localidade de onde está saindo e informar um destino. Em seguida, aparece a lista com os resultados de embarcações para o destino selecionado.

“Às vezes chegamos a um local para procurar um barco, mas o veículo está distante de onde estamos e essa dificuldade que enfrentamos me estimulou muito. Eu acredito muito na transformação social que esse aplicativo traz e na mudança de hábito da população por meio da facilidade de acesso a essas informações”, afirma Taissir Carvalho.

 

No último episódio da série PenseGrande.Doc você irá conhecer a Infopreta, uma iniciativa que surgiu a partir da falta de oportunidade de diversidade no mercado de tecnologia. A empresa é um potente motor de transformação social e presta serviços de reparo em notebooks a preços acessíveis, emprega minorias e recupera computadores para doá-los a mulheres negras, mães, de baixa renda e pessoas matriculadas no ensino superior. Além disso, oferece cursos de manutenção básica até a especializada, voltados principalmente para mulheres, mas sendo aberto para todos os públicos.

 

Quer saber mais sobre cada um desses projetos? Assista ao Pense Grande.Doc, que vai ao ar todas as quintas-feiras pelo Canal Futura e podem ser acessados pelo canal do Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

março 18th, 2019

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Grupo de jovens do Programa Pense Grande Incubação posa, para a foto

Diego Silva, que passou pelo programa do Pense Grande dá depoimento e dicas para você inscrever sua ideia ou negócio de impacto social

A Parafuso Educomunicação foi uma das iniciativas selecionadas, em 2017, para participar da Incubação do Programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo. Pra quem não sabe, a Parafuso é o coletivo curitibano no qual eu, a Juliana Cordeiro e a Paula Nishizima somos co-fundadores, e que promove o engajamento e a participação cidadã de adolescentes e jovens nas decisões em sociedade por meio da comunicação, educação e tecnologia. Foram nove meses incríveis de bastante aprendizado e desenvolvimento pessoal e do nosso empreendimento social também (:

Inclusive, eles estão com as inscrições abertas para quem quiser concorrer a uma das 30 vagas para empreendimentos a serem incubados. Clique aqui para acessar o regulamento e visite o site de inscrições, onde é possível encontrar um infográfico com o passo a passo do processo seletivo. Mas corre! O prazo final para se inscrever é dia 15 de Março de 2019!!!

Pra incentivar você a não deixar essa oportunidade passar, listei 10 motivos essenciais pra você inscrever a sua ideia no Pense Grande Incubação!

1. Você pode receber assessorias presenciais e online do início ao fim do período em que estiver incubado.

2. Você pode conhecer lugares incríveis durante as atividades de imersão. Nós, por exemplo, visitamos as sedes do Google Brasil e do Facebook Brasil, em São Paulo.

3. Você passa a se conectar com uma rede fantástica de jovens abertos a compartilhar sonhos, ideias e até as angústias dessa jornada que é empreender.

4. Várias oportunidades de conhecer e conversar com convidados(as) incríveis vão surgir. A gente conheceu inúmeras pessoas como as fundadoras do Think Olga, por exemplo. Mas quando voltamos para nossas comunidades, tecemos novas redes e conhecemos pessoas maravilhosas testando novos formatos e metodologias, como no lançamento da experiência #ParafusoLab

5. Você vai ter a paz necessária para parar tudo o que está fazendo na vida e se concentrar em desenvolver o seu negócio com a sua equipe.

O jovem Diego Silva posa para foto com outras duas colegas

 

6. O desenvolvimento do negócio vai caminhar junto com o seu desenvolvimento pessoal. Empreender também é uma jornada de autoconhecimento.

7. De acordo com a apresentação de resultados, seu acesso a um capital semente pode ser maior! Todos(as) recebem aporte financeiro necessário para desenvolver produtos e serviços. Entretanto, mais itens da sua solicitação podem ser aprovados se você colocar a mão na massa!

8. O acompanhamento da evolução do negócio e os encontros presenciais de imersão acontecem através de metodologias gamificadas. É tipo um jogo mesmo, em que os(as) participantes são motivados(as) a avançar cada uma das fases.

9. Fica mais fácil compreender onde você tá errando, o que é preciso melhorar e o que já está bom. Os feedbacks são constantes e boas verdades são ditas com amor. Tudo com o objetivo de impulsionar o crescimento do empreendimento de forma saudável e ágil.

10. Impossível sair do processo de incubação do mesmo jeito que entrou. É sério.
 

Tenho outros motivos pra te indicar a se jogar nessa oportunidade, mas a lista ia ficar muito grande. Mas vamos parar por aqui, pois acredito já há motivos suficientes, né não? ;D #PenseGrande #todospodemempreender

*Este artigo foi originalmente publicado no blog do Diego Silva

março 11th, 2019

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Na imagem professores estão sentando em volta de uma mesa participando de uma dinâmica que envolve uso de objetos como elásticos, papéis e bexigas.

Professores se colocam no papel de alunos e se reinventam ao entrar em contato com a metodologia do programa Pense Grande

A melhor maneira de entender a cultura empreendedora é colocar a mão na massa, como descobriu um grupo de professores de 20 ETECs do estado de São Paulo. Na última semana, eles participaram do primeiro encontro de Formação de Multiplicadores do Centro Paula Souza do Pense Grande, que ocorreu na ETEC Parque da Juventude, na zona norte de São Paulo.

A capacitação explorou a metodologia do Pense Grande, projeto da Fundação Telefônica Vivo em parceria com o Impact Hub e o Centro Paula Souza, que apoia jovens no desenvolvimento de competências empreendedoras e na criação de empreendimentos sociais que transformem suas vidas e comunidade.

A ideia é que os educadores se apropriem de ferramentas que possibilitem ações inovadoras nas disciplinas de projetos das instituições onde trabalham. A formação vem para fortalecer a cultura do empreendedorismo social com os jovens e estruturar um projeto em rede com engajamento de diversos atores.

“Nosso trabalho indireto com os professores das escolas técnicas existe há muitos anos, mas a formação específica para que possam ser multiplicadores da metodologia abre a possibilidade para que muitos mais jovens participem e até outros professores. Nossa expectativa é ampliar cada vez mais essa rede e também aprender com quem lida com os jovens no dia a dia”, explica Mila Gonçalves, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo.

Ao todo, 95 professores e coordenadores se inscreveram para a capacitação, dividida em cinco encontros que acontecem até o final de abril. A cada reunião, serão apresentadas novas ferramentas da metodologia do Pense Grande e será vivenciado na prática tudo o que muitos alunos das ETECs vinculadas ao programa conhecem bem.

“Minha escola participa do projeto há três anos e sempre acompanhei de perto”, relata a orientadora educacional Tania Maria Bernardes de Almeida, da ETEC Benedito Storani, de Jundiaí (SP). “O que percebo é que os alunos são mais receptivos e os professores, mais resistentes a metodologias inovadoras. Por outro lado, é muito interessante quando o professor está engajado, porque busca um melhor resultado com a classe. Todo mundo saí ganhando”, complementa.

Os professores serão acompanhados de perto pela equipe da Impact Hub e da Fundação Telefônica Vivo. Além das capacitações, haverá tutorias online e presenciais para que tirem dúvidas e discutam o andamento das atividades realizadas com os alunos.

 

É hora de aprender

Professores que participaram da formação posam para foto.

A primeira etapa de formação durou o dia inteiro e os participantes puderam aprender seis ferramentas diferentes. Entre elas o World Café – que fomenta o diálogo entre os indivíduos e o respeito entre diferentes pontos de vista para construir uma inteligência coletiva – e o Ikigai. Traduzida como ‘razão de ser’, é uma forma de trabalhar temas como autoconhecimento, missão, vocação, profissão e paixões.

Júlio Cesar da Silva, professor da ETEC Abdias do Nascimento prestes a completar trinta anos de profissão, viu um significado especial no dia de aprendizado. “Aqui, no papel de aluno, tenho oportunidade de me reinventar. Gosto de trabalhar metodologias voltadas para adolescentes porque consigo rejuvenescer a minha prática”, afirma.

Como de praxe, a formação do Pense Grande começou com dinâmicas quebra-gelo, na qual os participantes falaram sobre expectativas e discutiram a importância da cultura empreendedora para os jovens do século XXI.

Mais tarde, já reunidos em grupos, levantaram alguns problemas enfrentados no dia a dia, como dificuldade de captar a atenção do aluno, falta de infraestrutura, distanciamento das famílias e dúvidas sobre como agregar tecnologia às aulas.

A partir do levantamento, os grupos receberam a missão de criar uma solução para os problemas elencados e prototipá-la com materiais lúdicos, como palitos, bexiga, barbante, massinha e caneta colorida. Em seguida, os grupos defenderam o projeto em um pitch de 30 segundos.

Surgiram as mais diferentes ideias: captação de parcerias para a criação de laboratórios mão na massa; projeto interdisciplinar para apoio dos pais; mandala com novas ferramentas de trabalho para o professor; indicadores que ajudam a desenvolver empatia e acolhimento e a criação de empresas juniores para demandas internas e externas.

Por fim, os grupos foram estimulados a contextualizar os projetos com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Nós percebemos que boa parte das ODS podem ser resolvidas com a mudança da educação. Por isso a importância de trabalhar com metodologias ativas, sala de aula invertida e novos jeitos de pensar”, disse Jefferson Jeansmonodo, professor da ETEC Sapopemba.

Foi o primeiro contato do educador com o Pense Grande. “O que não dá é para a gente continuar com a receita do século XVIII, com a sala de aula antiquada. Por isso foi muito importante participar dessa capacitação, que permite a mudança de visão e ajuda a ir além das limitações estruturais”, disse Jefferson, ressaltando que a maioria dos professores de seu convívio já busca mudar suas práticas.

 

O aluno no centro do aprendizado

Desde o início de 2018, a metodologia Pense Grande faz parte da grade curricular como disciplina de apoio de algumas ETECs e Fatecs. Além de desenvolver competências importantes para o mercado de trabalho, a cultura empreendedora amplia o protagonismo, a capacidade de mobilização do aluno, além de incrementar as habilidades socioemocionais e a criatividade.

Para o professor Monteiro, que faz parte da Assessoria de Inovação do Centro Paula Souza, os professores hoje precisam ser responsáveis e desenvolver atitude empreendedora para poderem contribuir com uma mudança de mindset dos alunos.

“A capacitação do Pense Grande é um trabalho que reforça o papel do profissional do século XXI. É um projeto que leva para dentro da sala de aula a produção de conteúdo que faz sentido para professores e alunos, além de permitir que os estudantes sejam protagonistas, formando novas lideranças para o Brasil”, diz Monteiro

A ETEC Professora Maria Cristina Medeiros, de Ribeirão Pires (SP), incluiu a metodologia em duas disciplinas no ano passado. A coordenadora Sirlei Rodrigues, que estava participando da formação de multiplicadores, exaltou os resultados. “O ensino do empreendedorismo é fundamental para que os estudantes enxerguem outras possibilidades de futuro, tenham atitude mais positiva, desenvolvam habilidades que nem sabiam que tinham e, assim, reinventem o mercado de trabalho”, contou.

Já a professora Beatriz Giannella, orientadora pedagógica na ETEC Irmã Agostina, de São Paulo, participou do programa piloto da formação de multiplicadores no fim do ano passado e já aplicou algumas oficinas com os alunos.

“Fiz o bingo da empatia com uma sala que estava com problemas de relacionamento. Eles demoraram para entender a proposta, mas depois gostaram porque tiveram a chance de conversar com colegas que não conheciam”, relata Beatriz. Após repetir a dinâmica no primeiro dia a de aula de 2019, ela espera que a formação a faça se aprofundar ainda mais nas ferramentas do programa. “É muita coisa nova para a gente assimilar, mas o potencial é incrível!”.

Números do Pense Grande

– Em 2016, o programa aconteceu em 5 instituições, impactando 103 alunos;

– Em 2017, foram 18 instituições, com mais de 600 alunos beneficiados;

– Em 2018, o programa chegou a 48 instituições, impactando 2.088 jovens.

março 1st, 2019

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Conheça o MovaNos e o Biricutico, dois projetos que fazem a diferença na vida de muitos jovens da periferia no Rio de Janeiro e em Brasília

A arte e o desejo de que todos possam ter acesso à educação e à cultura motivaram a criação dos projetos Movanos e Biricutico, que serão apresentados em fevereiro no Pense Grande.Doc, série de documentários feita em parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura.

Ativismo criativo e empreendedorismo andam de mãos dadas no Movanos, criado pelos cariocas Hudson Batista, de 26 anos, e Lu Fortunato, 37 anos, na Vila Vintém, periferia do Rio de Janeiro.

No formato de uma casa de cultura, o espaço funciona como um movimento de arte e cultura, que utiliza a linguagem do teatro para fazer a diferença na vida de muitos jovens.

A ideia saiu do papel em 2015 e desde então permeia temáticas étnico-raciais até assuntos como empreendedorismo e pedagogia. “Falávamos sobre diversos tipos de preconceito, focando principalmente na questão racial”, complementa Hudson. Logo, os amigos perceberam era preciso pensar em algo maior para o futuro.

 

Apoio para expansão do projeto

Na imagem, jovens do projeto Movanos fazem uma dinâmica

 

Em 2016, a Movanos passou por um período de incubação no Pense Grande – programa da Fundação Telefônica Vivo voltado para jovens interessados em ampliar suas possibilidades de futuro, a partir do desenvolvimento de empreendimentos sociais.

Assim, a iniciativa encontrou outro objetivo: levar conscientização para dentro da sala de aula por meio de peças teatrais e atuar pela consolidação da Lei 10.639, que estimula o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana na rede pública.

Hoje atua com estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e privadas da zona oeste do Rio, utilizando uma metodologia chamada Jornada teatro-corpo.

 

Está aberto o edital de inscrição para a incubação do programa Pense Grande. Se você é jovem e tem uma ideia para empreender, um negócio social e iniciativa já em funcionamento, que busca resolver alguma necessidade de sua comunidade e utiliza tecnologia digital, essa é uma ótima oportunidade! Saiba mais e inscreva-se!

São 90 horas de formação no contraturno, período para atividades extras na escola, nas quais os alunos têm contato com jogos, discussões importantes e técnicas de atuação, respiração e meditação. Ao final do curso, produzem peças de teatro.

“Para nós foi muito importante esse processo de incubação do Pense Grande. Foi um ano em que fomos acarinhados. As metodologias, o tratamento com as nossas ideias e nossos negócios foi fundamental. Deram uma diretriz. Foi um divisor de águas na forma de empreender”, comenta Hudson Batista.

O grande desafio é fazer com que as pessoas deem valor ao trabalho realizado. “Empreender nunca é fácil, são muitos altos e baixos. Temas como o nosso são mais difíceis de obter resultados tangíveis, porque trabalhamos com a formação de pessoas“, pondera Hudson.

Biricutico na “veia”

Jovens integrantes do projeto Biricutico posam para foto

 

Os jovens João Carlos e Matheus Santana começaram a idealizar a Biricutico no final de 2017, em Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal.

“O Biricutico surge de uma urgência. Na periferia, muita gente não tem acesso a algumas coisas que para outras pessoas chegam de forma natural. Sempre tive essa necessidade e não fazia porque não existia esse espaço”, comenta Matheus.

Com a missão de levar conhecimento, empoderamento e emancipação para quem mora fora do centro, a dupla começou a promover ações e a criar eventos junto com quem é da periferia.

Passaram a produzir conteúdo e levar cursos e eventos culturais para diversas regiões periféricas, de modo a dar oportunidade de aprendizado, troca e desenvolvimento de competências a jovens de áreas afastadas do centro de Brasília.

O espaço de atuação do Biricutico é o Beco Underground, um galpão cedido por um patrocinador. Nos dois primeiros meses de operação, foram promovidas aulas de inglês e capoeira e um evento que reuniu batalhas de rap com poesia.

 

Quer saber mais sobre cada um desses projetos? Assista ao Pense Grande.Doc, que vai ao ar todas as quintas-feiras pelo Canal Futura e podem ser acessados pelo Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

Confira as datas de exibição de cada episódio em fevereiro:

07/02 – Empreende Aí

14/02 – Movanos

21/02 – Biricutico

28/02 – Instituto Alinha

fevereiro 15th, 2019

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Jovens que participaram do Pense Grande Incubação 2018 posam para foto em grupo

Chegou a hora dos jovens participarem da última imersão da Incubação PG, momento de muita reflexão sobre sua jornada empreendedora. 

Entre os dias 21 a 24 de janeiro, cerca de trinta jovens empreendedores estiveram reunidos para a última imersão da Turma 2018 do Pense Grande Incubação. Juntos em São Paulo e depois em São Roque, eles trocaram experiências sobre a jornada empreendedora de cada um, além de participarem de mentorias personalizadas e rodas de conversas. A imersão marca o fim de um período de 10 meses de muita correria e mão na massa.

Logo no segundo dia de encontro, os jovens empreendedores tiveram a oportunidade de apresentar seus negócios a uma banca composta por representantes de investidoras e aceleradoras alinhadas com iniciativas de impacto social, como Creditas, Sitawi, Bemtevi, Facebook, Rede Anjos Brasil e Nesst.

Em três minutos, eles precisavam falar de seus empreendimentos, o que conseguiram realizar durante a jornada empreendedora e quais seus planos para o futuro. O momento que viria depois era ainda mais desafiador: ouvir o feedback da banca. O encontro ocorreu na Wayraaceleradora de startups do Grupo Telefônica – e foi registrado pela Feel Filmes, parceira executora da Fundação Telefônica Vivo, que irá produzir uma web série sobre esse momento da vida dos jovens empreendedores.

“É o terceiro ano que participo da imersão e é muito interessante ver que, a cada turma, os empreendimentos estão mais diversos e estruturados. Cada projeto é único, possui necessidades únicas e nossa função ali é impulsionar os negócios sociais e mostrar que o empreendedorismo é uma opção de vida possível”, considera Eduardo Pedote, sócio-diretor da Bemtevi e um dos participantes da banca avaliadora.

Ficou curioso para conhecer mais sobre os empreendimentos? Você pode conferir algumas iniciativas incubadas pelo Pense Grande e outros projetos inspiradores no Pense Grande.doc, documentário que vai ao ar todas as quinta-feiras, às 22h15, no canal Futura.

Marina Egg Batista, Diretora de Desenvolvimento Humano da Aliança Empreendedora, parceira executora do programa, avalia que tanto a jornada de dez meses, quanto a última imersão foram muito positivas para o futuro dos jovens e de seus empreendimentos.

“A terceira imersão marca o fim de um ciclo. É o último momento de olhar a trajetória dos negócios e dos próprios empreendedores. Eles tiveram a chance de ter um retorno muito importante de pessoas que não acompanharam os negócios desde o início e foi interessante ver que a banca acreditou nos empreendimentos, compartilhou contatos e, o mais importante, deu dicas de como potencializar as ideias daqui em diante”, conta.

Sob o olhar dos jovens

Para os idealizadores do Cinequebrada, um negócio que aposta em produções audiovisuais acessíveis para a construção de espaços de fala e visibilidade, a imersão serviu como reflexão sobre os dez meses de acompanhamento do Pense Grande.

“Vivemos uma semana de muita animação junto com outros jovens empreendedores. Foi um período super importante para o futuro do Cinequebrada porque nós recomeçamos o negócio quase do zero. O Pense Grande proporcionou maturidade para nós como empreendedores e, também, como pessoas, porque uma coisa não está separada da outra”, opina Wesley Xavier, um dos idealizadores do Cinequebrada.

Durante a imersão, uma das palavras mais mencionadas por eles e por quem acompanhou o processo de desenvolvimento dos negócios, foi amadurecimento.


“Atingimos nosso maior objetivo durante o Pense Grande: sair da fase de ideação do negócio para a de pré-operação. Éramos os empreendedores mais jovens da Turma 2018. Desenvolvemos e amadurecemos muito, tanto o negócio, quanto nós mesmos. Incentivamos que mais jovens participem do Pense Grande, porque é um programa para quem quer, realmente, fazer acontecer!”, acredita Carla Francischette, uma das idealizadoras da IntegraMais.

Momento de seguir em frente

Com o ciclo Pense Grande Incubação 2018 encerrado, começa outra etapa na vida dos jovens empreendedores que participaram do programa: o momento de juntar as avaliações, pensar no futuro dos empreendimentos, aproveitar a rede que construíram durante o processo e transformar os medos e receios em ação.

Em 2019, desafios como pensar a sustentabilidade financeira do negócio, testar os produtos ou serviços desenvolvidos e impactar suas comunidades estarão ainda mais presentes na vida dos jovens empreendedores.

Pense Grande Incubação 2019 vem aí: prepare-se! 

Se você também tem uma ideia de empreendimento social para desenvolver ou tirar do papel, inscreva-se para Pense Grande Incubação 2019. Mais informações estarão disponíveis, em breve, no site do Pense Grande. Fique de olho!

fevereiro 6th, 2019

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Com oficinas, metodologia, incubação de negócios e produção de conteúdo, o programa celebra mais um ano inspirando jovens a empreender. Confira algumas histórias de quem teve a vida transformada pelo Pense Grande em 2018

O ano de 2018 foi de muito trabalho para os jovens que se engajam na jornada empreendedora. Isso porque não basta ter propósito e iniciativa. Tirar uma ideia do papel exige planejamento, estudo, elaboração de metas, organização e muita mão na massa. Seja com formação ou levando inspiração, o Programa Pense Grande da Fundação Telefônica Vivo também se mobilizou para apoiar aqueles que têm o sonho de mudar a comunidade com o desenvolvimento de negócios sociais.

Foram muitas novidades. Em setembro começou o Pense Grande.doc, uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura que traz 26 episódios com casos inspiradores de jovens empreendedores, como Jéssica Perereira, que tem Síndrome de Down e é dona e chef do Bellatucci Café, e Anna Beserra, cridora do dispositivo Aqualuz, que utiliza raios ultravioletas para limpar água e garantir o acesso à população de Valente, na Bahia. Até março, os episódios estão sendo exibidos às quintas-feiras, 22h15, no Canal Futura, além de ficar disponível no Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

O Pense Grande em 2018

  • 300 beneficiários;
  • 47 escolas trabalham com a metodologia Pense Grande;
  • 2 Escolas Técnicas – ETECs –  e 7 Faculdades de Tecnologia – FATECs incorporaram a metodologia no currículo escolar;
  • 34 mil jovens sensibilizados na oficina Pense Grande Se Vira;
  • Parceria com o Programa Acessa Campos, do Governo do Estado de São Paulo, e com o Programa VAITEC, da Prefeitura de São Paulo;
  • Lançamento dos conteúdos Podcast Pense Grande e Pense Grande.doc.

Em outubro, foi a vez de lançar o Pense Grande Podcast, que trouxe histórias de vida, dicas e desabafos de jovens que passaram pela jornada empreendedora. Beatriz Santos, dona do empreendimento de controle financeiro Barkus Educacional, incubado pelo Pense Grande em 2017, teve sua jornada retratada no documentário e participou de um dos episódios do podcast.

“O documentário é inspirador, tem um ar nostálgico de um exemplo a ser seguido. Já o podcast é mais prático por trazer experiências reais de como funciona empreender, com dicas direcionadas”, conta a jovem, que se consolidou como Embaixadora de Engajamento do programa. “As duas iniciativas são muito importantes para ajudar jovens empreendedores porque elas unem o que a gente mais precisa: inspiração e dicas práticas. Às vezes, na jornada empreendedora, bate uma vontade de desistir porque as coisas ficam difíceis. Ver exemplos de jovens que fazem o mesmo corre que você e pegar dicas práticas ajuda a dar aquele gás”, diz.

 

Amadurecimento dos negócios

Em 2018, 15 empreendimentos foram incubados pelo Pense Grande. Entre eles, o TecLar, uma plataforma gameficada de inclusão digital para idosos criada pela recifense Aline Omar, de 27 anos, após perceber os apuros do pai, de 77 anos, na fila do banco para pagar contas simples.

Aline Omar, do projeto TecLar e Embaixadora de Oportunidades da Rede Pense Grande, está usando óculos, blusa preta de alça e sorri para a foto.

Aline diz que a participação no programa foi fundamental para ampliar sua visão dos negócios. “Estamos na reta final da incubação e até agora o Pense Grande nos ajudou a fazer o MPV (Mínimo Produto Viável), criar estratégias, elaborar plano de negócios e de marketing, além das mentorias e do apoio financeiro para tocarmos os negócios”.

O envolvimento foi tanto que a jovem se tornou Embaixadora de Oportunidades da Rede Pense Grande, atuando na divulgação de editais para empreendedores, além de conteúdos inspiradores e informativos.

 

Questão de oportunidade

É comum ouvir de empreendedores que o melhor momento para tirar a ideia do papel é agora. Mas, para quem está resistente ou mesmo inseguro, existem algumas maneiras de simular situações que podem aparecer pelo caminho. Um exemplo é o jogo Se Vira, que mescla conceitos de RPG com situações da vida real e  é um sucesso nas oficinas do Pense Grande.

O paulistano Marcos Dias Bonfim, de 19 anos, teve contato com o jogo há alguns meses na ESPRO – Ensino Social Profissionalizante, onde estuda administração. A participação foi determinante para que ele encontrasse caminhos para profissionalizar o empreendimento que tem com o sócio, Fabio Gonçalves da Silva, de 36 anos.

Desde 2016, eles mantém o Projeto Vila em Progresso, que prevê o acesso à educação, cultura e recreação para crianças e jovens de até 24 anos da Vila Progresso, comunidade de extrema vulnerabilidade social da zona leste de São Paulo. Através de doações, ações de voluntários e recursos próprios, o espaço oferece cursos de inglês, informática, programação, empreendedorismo, direitos humanos, reforço escolar, oficinas de autoconhecimento, reciclagem, fotografia, entre outros. Já são mais de 100 crianças e jovens atendidos.

“Nossa meta é sair da informalidade e arrumar novas parcerias. O Pense Grande nos mostrou o caminho para que nosso empreendimento se tornasse mais confiável”, relata Marcos.

Fabio complementa: “A participação no programa criou um desejo ainda mais forte de dar oportunidades às crianças e jovens, para que não fiquem em situação de rua e nem que sejam aliciados pelo tráfico, prostituição e outros males que rodeiam a comunidade. Sonhamos em ver nossos jovens perseguindo seus sonhos”.

 

Escola também é lugar de empreendedorismo

A ETEC Doutora Ruth Cardoso, em São Vicente, foi uma das que incorporou a metodologia Pense Grande na grade curricular dos segundos anos do Ensino Médio, com o objetivo de ajudar estudantes a desenvolver competências empreendedoras. A iniciativa foi um sucesso, com vantagens para a escola, que fortaleceu o relacionamento com os alunos, e para o engajamento de professores e alunos.

A diretora Kelly Renata Mariano da Silva Senne lista algumas mudanças percebidas após a inclusão da metodologia. “A capacidade de organização, tanto das atividades, do material, do tempo e da divisão de tarefas, foi bem perceptível. O trabalho coletivo e o respeito entre a turma também se intensificaram. Muitos estudantes melhoram a capacidade de expressão oral”. Ela também ressalta maior engajamento com as ações voluntárias que já são tradição na ETEC, como visita a lar de idosos e creches.

A professora da ETEC Irmã Agostina e vencedora do Demoday Formação de Professores do programa Pense Grande, Renata Borges, está usando blusa azul clara de mangas curtas, cabelos compridos soltos e sorrindo para a foto.

A professora Renata Borges, que leciona Gestão de Pessoas no curso de Administração da ETEC Irmã Agostina, de São José dos Campos, observa que jovens que participam de programas que fomentam empreendedorismo e inovação desenvolvem competências que os deixam mais preparados para a vida, como dinamismo, autoconhecimento e resiliência. “O Pense Grande oferece uma escolha que vai além do que está ali disponível no mercado de trabalho”, diz.

Por acreditar no potencial do ensino de empreendedorismo, ela resolveu participar do primeiro Demoday Formação de Professores, que aconteceu em dezembro de 2018 com o objetivo de mostrar como a cultura empreendedora também serve de inspiração para novas metodologias de ensino e aprendizagem. “Fiquei muito empolgada com a possibilidade de ter acesso a conteúdos atuais e que melhorem a minha atuação docente”.

O que ela não esperava era que seu projeto ficasse em primeiro lugar, dentre os 26 participantes. A proposta do empreendimento criado por ela, batizado de Espaço Zen, era oferecer ambientes confortáveis e acolhedores para alunos por meio da reutilização, reaproveitamento e reciclagem de materiais, como pufes feitos com pneus de carros.

Segundo a educadora, duas coisas foram determinantes para sua vitória: “A dedicação às oficinas, sempre relatando no diário de bordo o aprendizado das atividades propostas, e a humildade para aprender”, diz a professora.

“A maior vantagem de participar da iniciativa foi confirmar a percepção de que posso sempre aprender com meus alunos. Essa prática empática de me colocar no lugar deles, de pensar como eles se sentem quando participam de programas como esses, o que eles são capazes de realizar foi muito importante para o meu desenvolvimento pessoal e profissional”.

Mão na massa e engajamento

Se os professores tiveram o primeiro contato com o Demoday em 2018, os estudantes estão mais do que acostumados com o evento, que marca o encerramento do Pense Grande. A 5ª edição aconteceu em novembro, celebrando a participação dos dois mil jovens formados pela metodologia ao longo do ano nas ETECs e FATECs de São Paulo.

Na ocasião, os dez melhores empreendimentos foram selecionados entre 130 projetos para disputar o 1º lugar, que foi conquistado por alunos da ETEC Albert Einstein, da região norte de São Paulo. Criado por Beatriz Adas, de 16 anos, Júlio Rubio e Milleny Saud, de 15 anos, o EcoCrie é um aplicativo que ensina a criar brinquedos a partir de materiais recicláveis. O app também propõe maior tempo de qualidade entre pais e filhos, já que disponibiliza vídeos e oficinas de conscientização e cultura maker.

“Nós aprendemos muita coisa com o projeto, mas o principal foi resolver grandes problemas a partir de pequenos atos”, conta Milleny. “Essa é uma experiência que meus colegas e eu vamos levar para toda a vida. Cada etapa do processo do Pense Grande valeu muito a pena”, conclui a jovem, que após a participação no programa, considera virar empreendedora.

janeiro 14th, 2019

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Conheça o Social Brasilis e o Librol, duas iniciativas que terão suas histórias contadas no documentário Pense Grande.Doc, uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura.

Aos nove anos de idade, a garota Emanuelly Oliveira, resolveu em ajudar famílias e crianças subnutridas na cidade Quixadá-CE, localizada no semiárido sertão cearense. Tendo sua mãe como grande inspiração, ela começou a organizar visitas e doações de cestas básicas para sua comunidade.

A iniciativa foi se desenvolvendo na adolescência até culminar na primeira configuração do que viria a ser seu negócio social. O objetivo era ir além do assistencialismo, deixando um legado a partir da educação e integração da cultura local. Hoje, Emanuelly Oliveira é educadora da rede pública do estado do Ceará e fundadora do projeto Social Brasilis. Aos 31 anos, ela tornou-se um exemplo para outros jovens de como ser um empreendedor social.

Depois de ter participado do programa Geração Muda Mundo da organização Ashoka, aos 18 anos, a jovem foi cursar Letras na Universidade Federal do Ceará e quis aprofundar sua experiência com a educação. Foi como professora da rede pública que ela descobriu a porta de entrada para o empreendedorismo.

A jovem conta que foi através dos conhecimentos adquiridos no Social Good Lab e no ano seguinte, quando resolveu inscrever o projeto no Programa Pense Grande e participou da incubação durante 10 meses, que o projeto se desenvolveu. “A história do SB se divide em antes e depois do Pense Grande. Eu acredito que se não tivéssemos passado pelo programa, a gente não teria esse nível de maturidade que temos enquanto negócio e equipe”, afirma a empreendedora.

Atualmente, o Social Brasilis desenvolve programas educacionais que prepararam as pessoas para novas abordagens no mercado de trabalho e na comunidade, através de uma plataforma digital personalizada.

Na imagem, Emanuelly Oliveira do Social Brasilis fala em um microfone durante apresentação.

“As pessoas realizavam ações interessantes nas periferias e não tinham acesso à tecnologia e às redes sociais para divulgar o trabalho que faziam. Ninguém de fato conhecia o que o bairro tinha para oferecer” afirma Emanuelly Oliveira.

Traduzindo realidades

Foi a partir da observação da realidade de sua comunidade no interior da Bahia, que Raíra de Carvalho (22) também encontrou motivação para empreender. Em 2013, aos 16 anos, a jovem de Vitória da Conquista e então estudante do curso técnico de Informática no Instituto Federal da Bahia, interessou-se em saber mais sobre o processo desgastante de aprendizagem de um colega de classe com deficiência auditiva.

Ele não conseguia ler a prova e responder sem o auxílio da tradutora. Quando ela não estava, ele ficava completamente perdido, pois o português que ele traduz através das Libras é muito diferente do usado pelo professor em sala de aula”, conta a jovem que, incomodada com essa lacuna, procurou a tradutora do colega para entender o processo.

Com a ajuda de mais dois outros colegas e um professor, nasceu o protótipo do Librol. Utilizando textos trabalhados dentro da sala de aula, os jovens encontraram padrões na maneira de traduzir a linguagem de Libras para o português, como os verbos sempre no infinitivo, ausência de conjunções a e simplificação de conceitos.

A princípio, a ideia era diminuir a evasão escolar de pessoas com deficiência auditiva, tornando o ambiente mais inclusivo e o acesso à informação igualitário a partir da instalação de um software nos computadores da escola. Criar um empreendimento social não estava nos planos; o grupo se separou e Raíra só retomou o projeto em 2015, quando notou a repercussão da iniciativa.

 

Aprendendo a empreender

Mas afinal, o que é ser um empreendedor social? Para os jovens fundadores de duas iniciativas de impacto, inclusão é palavra chave. Além de ser um negócio bem sucedido, para o Social Brasilis e o Librol, a motivação, a observação e o compartilhamento são indicadores mais representativos em uma trajetória marcada pelo desenvolvimento social.

Na imagem jovem  do projeto Librol fala para uma câmera durante gravação do documentário Pense Grande.Doc

Em 2018, mais de 3200 pessoas foram impactadas diretamente pelo Librol e 31 mil pessoas consumiram o conteúdo orgânico indiretamente.

Raíra só teve seu primeiro contato com esse universo no ano de 2015, quando apresentou a ideia na Campus Party e foi premiada. Desde então, juntou-se com colegas da universidade, André Ivo (20) e Jennifer Brito (23), para somar conhecimentos ao projeto, desenvolvendo um software adaptável aos sistemas operacionais mais diversos, funcionando em formato de aplicativo gratuitamente.

Já Emanuelly não se enxergava como empreendedora social e tampouco seu projeto como negócios. “O Social Brasilis de hoje é uma releitura do que seria o projeto que pensei na adolescência e representa um amadurecimento”, conclui a educadora.

Quer saber mais? A trajetória empreendedora das iniciativas serão contadas no Pense Grande.Doc. O documentário é resultado de uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura com o objetivo de estimular a produção audiovisual de jovens talentos brasileiros. Os episódios sobre o Social Brasilis e o Librol vão ao ar, respectivamente, nos dias 10 e 24 de janeiro, às 22h15. Acompanhe!

janeiro 8th, 2019

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Zé Pimenta e Kiko Kislansky, criadores da Euzaria, um dos destaques do Pense Grande.Doc, estão usando camisetas estampadas marca.

Empresa que ajuda na recuperação do movimento de pacientes e iniciativa que financia a educação de jovens por meio da moda são destaques do documentário

O uso da tecnologia para recuperação de pacientes e o investimento de recursos da moda para a educação são missões dos projetos Neurobots e Euzaria, destaques do Pense Grande.Doc em dezembro. O documentário exibe semanalmente cases de jovens empreendedores e é fruto de parceria entre o Canal Futura e a Fundação Telefônica Vivo.

Se antes o controle da mente era considerado um superpoder restrito a filmes e quadrinhos, o desenvolvimento da ciência tornou isso possível. É nesse cenário que surge a Neurobots para ajudar pacientes a reaver os movimentos perdidos após um acidente vascular cerebral (AVC).

A ideia para o projeto surgiu a partir da experiência do estudante de engenharia mecânica, Vitor Hazin, de 26 anos, que em 2015 partiu para um intercâmbio e estudou robótica na University of Reading, na Inglaterra. O jovem entrou em contato com a tecnologia chamada Interface Cérebro-Máquina, que reproduz o controle de movimentos pelo cérebro.

“Fiquei alucinado com a ideia e resolvi tentar desenvolver algo nessa área”, conta Hazin, que criou um protótipo de braço robótico controlado pelo cérebro, alcançando boa repercussão na mídia. “Muitos pacientes entraram em contato comigo para saber mais sobre essa tecnologia. Foi quando percebi que poderia transformar um projeto de faculdade em algo de fato útil”.

De volta ao Brasil, o jovem trouxe o equipamento para Recife, sua cidade natal, e formou uma startup. Com a ajuda do colega Júlio César Dantas, de 23 anos, com quem já havia trabalhado no programa estudantil Baja Sae Brasil, pensaram o conceito e fizeram um planejamento para levar aos pacientes tratamento personalizado com a ajuda da Neurobot.

 

Expansão do projeto

Zé Pimenta e Kiko Kislansky, criadores da Euzaria, um dos destaques do Pense Grande.Doc, estão usando camisetas estampadas marca.

 

Além de Vitor e Júlio, a equipe da Neurobots conta com outras cinco pessoas para inserir a tecnologia no mercado. A startup contou com capital semente privado e também fomento público através de programas de aceleração. Isso sem contar os testes em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco, onde realizaram uma pesquisa com 24 pacientes.

“O que mais nos incentiva é a vontade de fazer a diferença na sociedade, trazendo algo que impacte nacional e internacionalmente”, acrescenta Hazin sobre a expectativa para o ano de 2019, quando pretendem lançar o equipamento em clínicas de reabilitação. “Utilizando nosso exoesqueleto em conjunto com técnicas de reabilitação, esperamos que clínicas consigam potencializar a recuperação dos pacientes”.

O Pense Grande.Doc vai detalhar o funcionamento da tecnologia e a trajetória da Neurobots em episódio que vai ao ar dia 27/12, às 22h15, no Canal Futura. Após exibição, você pode assistir, na íntegra, pelo Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

 

Euzaria e a moda consciente

Em dezembro, o Pense Grande.Doc mostra também uma solução viabilizada por meio da economia criativa: a marca de camisetas Euzaria reverte o lucro das camisetas para a educação de jovens da periferia.

A ideia surgiu a partir da iniciativa de Zé Pimenta, 33 anos, que cresceu na comunidade de Santo Amaro, em Salvador-BA, e expandiu fronteiras após realizar um curso de desenho em quadrinhos oferecido por uma ONG, descobrindo no design uma área de atuação.

“Quando a gente cresce em uma comunidade, ou desenvolve algo muito positivo ou encontra outros caminhos, entre aspas, mais fáceis”, conta o sócio da Euzaria. “Me envolvi com trabalhos dentro da própria ONG e o social passou a fazer sentido no meu caminho”.

Trabalhando em uma agência de publicidade conheceu Kiko Kislansky, de 27 anos, insatisfeito com modelos tradicionais de negócios. Reunindo referências de estudo no exterior e unindo esforços com o amigo, passaram a confeccionar estampas de camisetas com mensagens positivas. Daí nasceu a Euzaria, que se consolidou com o sistema de doar uma camiseta para cada venda realizada.

“As camisas são uma forma de vestir o que você acredita. Por isso as estampas trazem mensagens para o mundo, que refletem valores”, acrescenta Zé. A iniciativa se aproximou de moradores de rua e foi por meio deles que reposicionou sua atuação.

O episódio do Pense Grande.Doc do dia 13/12 vai contar a trajetória da marca, que passou a investir em educação, custeando um dia de aula de jovens do Instituto Aliança, que atua com adolescentes de 12 a 17 anos no enfrentamento à violência social.

 

Pense Grande.Doc

Quando? Quintas-feiras, às 22h15

Onde assistir?  Canal Futura e reprise no Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

Episódios de dezembro:

06/12 – Dobra

13/12 – Euzaria

20/12 – Minerva

27/12 – Neurobots

dezembro 12th, 2018

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A imagem mostra grupo de 50 professores enfileirados durante o Demoday. Formação do Pense Grande aliou o ensino de empreendedorismo à construção de aulas

Demoday Formação de Professores – Pense Grande leva a atitude empreendedora para a prática do ensino de educadores

Como a atitude empreendedora pode contribuir para práticas pedagógicas de professores em sala de aula? Essa é a pergunta que cerca de 50 professores de Escolas Técnicas do Estado de São Paulo (ETECs) e de Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATECs) se propuseram a responder. A formação que alia o ensino de empreendedorismo à formação dos professores integra o programa Pense Grande.

Desde 2013, essa iniciativa da Fundação Telefônica Vivo já apoiou mais de 50 mil jovens no desenvolvimento de empreendimentos sociais. Mas, no dia 1° de dezembro, foi a vez dos professores mostrarem como a cultura empreendedora serviu de inspiração no desenvolvimento de novas metodologias para suas aulas.

O primeiro Demoday Formação de Professores – Pense Grande, ocorreu na ETEC Doutora Ruth Cardoso, em São Vicente, no litoral de São Paulo, marcou o encerramento da formação iniciada neste segundo semestre e reuniu a apresentação de projetos ou didáticas para sala de aula de professores de várias instituições.

O diálogo entre a metodologia Pense Grande e o papel do professor surgiu a partir de uma sugestão dos próprios gestores das ETECs e FATECs, como conta Mônica Mandaji, consultora do Instituto Conhecimento para Todos, parceiro executor da formação.

“Alguns alunos das instituições onde os professores trabalham já passaram pela formação do Pense Grande. Como foi um trabalho muito transformador, os diretores e coordenadores pediram para que fosse a vez dos educadores conhecerem mais de perto a atitude empreendedora. É como se agora eles pudessem estar em sintonia e falar a mesma língua. Com a formação, os professores podem desenvolver novas metodologias e uma nova mentalidade sobre a forma de ensinar”, considera Mônica.

Chegou a hora do Demoday!

No grande dia das apresentações, entre 26 projetos, 9 seguiriam para a etapa final. Nela, os professores mostraram seus objetivos em um pitch de cinco minutos, falando se os projetos já foram validados em sala de aula ou como pretendem executá-los.

Assim como no demoday dos alunos de ETECs e Fatecs, os jurados selecionaram os três melhores, de acordo com os critérios de inovação, viabilidade, uso de tecnologia (digital ou não), impacto no aprendizado, clareza na apresentação e processo de desenvolvimento.

Estudos de sistemas operacionais, desenvolvimento de competências comportamentais entre alunos de enfermagem, criação de jogos e soluções para diminuir a evasão escolar foram algumas das temáticas apresentadas.

O primeiro lugar ficou com o Espaço Zen, que busca oferecer ambientes mais confortáveis e acolhedores para os alunos por meio de reutilização, reaproveitamento e reciclagem de materiais. O objetivo é a produção de puffs feitos com pneus de carros.

Na imagem, os professores do projeto Espaço Zen estão enfileirados durante a premiação do Demoday.  A formação do Pense Grande aliou o ensino de empreendedorismo à construção de aulas.

Renata Borges, professora na ETEC Irmã Agostina e uma das criadoras do projeto vencedor, considera que a trazer o ensino de empreendedorismo para a formação dos professores transformou a prática dos educadores.

 

“Durante os quatro meses de formação do Pense Grande, entramos em contato com metodologias atuais, que podem ser aplicadas no dia a dia em sala de aula. Também tivemos certeza de que o aluno precisa ser o protagonista de seu processo de aprendizado e que isso só é possível quando os desafiamos a transformar o conhecimento em habilidade e atitude”, declara Renata.

 

Para o professor Monteiro, coordenador de projetos do Centro Paula Souza, a pluralidade de temáticas, metodologias, áreas de atuação e instituições envolvidas no Demoday dos Professores reforça que “o papel do professor no século XXI é diferente. Ele atua como um mediador entre o aluno e o conhecimento, sendo que o conteúdo precisa fazer sentido para todas as partes. Encontrar os meios para tornar os estudantes protagonistas, formando novas lideranças para o Brasil, é uma tarefa que passa pelas nossas mãos”, considera.

A imagem destaca o projeto Espaço Zen em primeiro lugar entre os premiados do Demoday de formação do Pense Grande que levou o ensino do empreendedorismo a professores.

 

Inversão de papéis

O Demoday também possibilitou que alunos formados pelo Pense Grande integrassem a banca avaliadora para selecionar os projetos finalistas.

A diretora da ETEC Doutora Ruth Cardoso, Kely Renata da Silva, considera que a metodologia Pense Grande trouxe novas formas de pensar o ensino, possibilitando maior abertura dos educadores para o uso de tecnologia em suas práticas.

“A cultura empreendedora precisa estar mais presente em sala de aula. Às vezes percebemos os alunos desenvolvendo projetos altamente inovadores e os professores precisam compartilhar desse pensamento para estarem mais próximos deles. A formação deu tão certo na ETEC que, em 2019, o tema empreendedorismo vai ser abordado no currículo, dentro da disciplina Projeto Técnico-Científico”, revela.

A imagem, professores estão sentados em grupos durante o Demoday de formação do Pense Grande que levou o ensino do empreendedorismo a professores.

O caminho para empreender

A cada mês um eixo temático da metodologia do Pense Grande foi trabalhado no ensino de empreendedorismo na formação dos professores.

A etapa “Indivíduo”, buscou refletir sobre o papel do educador, momento de ouvir receios sobre a construção de práticas de aprendizagem e de sugerir a articulação de práticas empreendedoras em sala de aula.

Num segundo encontro, o foco foi “Empreendedorismo e Tecnologia”. Por meio da cultura hacker, cultura maker e gambiarra, os educadores viram como podem ajudar os alunos a se tornarem desenvolvedores de tecnologias e não apenas consumidores.

O terceiro eixo temático trabalhado foi “Comunidade”, para estimular a reflexão sobre como problemas em suas áreas de atuação estão relacionados a desafios globais, tendo como base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU.

O último encontro, na ETEC Doutora Ruth Cardoso, tratou do tema “Oportunidades”, com compartilhamento dos pitches pelos professores e a avaliação pelos jurados.

dezembro 4th, 2018

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Na imagem os quatro integrantes do TIPMES, que promove a saúde de idosos, estão sorrindo e posando para foto em evento.

TIPMES, desenvolvido por alunos de ETEC em Franca-SP, busca trazer mais segurança e qualidade de vida para pessoas idosas

O envelhecimento da população é uma tendência mundial e o aumento da expectativa de vida, proporcionado por fatores como a melhoria das condições de saúde de idosos, faz com que essa parcela da população desenvolva novas necessidades para levar uma vida mais longa e com maior qualidade.

Somente no Brasil, entre os anos de 2012 e 2017, o número de idosos cresceu cerca de 18%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que mais de 30 milhões de brasileiros fazem parte do grupo de pessoas que estão acima dos 60 anos de idade.

Entre os idosos brasileiros, 56% são mulheres, o que significa, aproximadamente, 17 milhões de pessoas.

Já os homens compõem 44% do grupo, algo em torno de 13,3 milhões de brasileiros. Segundo dados do IBGE.

Atentos a essa demanda e orientados pelo professor Washington Souza, Pedro Paulo Mercurio, Leonardo Faleiros, Matheus Henrique Rodrigues e Paolo Ubiali, alunos do curso técnico de informática da ETEC Doutor Júlio Cardoso, em Franca-SP, criaram uma forma de auxiliar idosos em casos de emergência: o TIPMES.

E a iniciativa já foi reconhecida! Em julho, o grupo ficou no segundo lugar com o pitch apresentado no Demoday 2018 do Pense Grande, programa feito em parceria com o Impact Hub e o Centro Paula Souza (CPS). Os empreendedores foram premiados com mentoria e ganharam uma vaga para expor o projeto no TEDx Impact Hub.

 

Situação em família motivou o projeto

Além de atender a tendência mundial de envelhecimento da população, a motivação para o TIPMES veio após um episódio com um familiar de um dos idealizadores.

“Em 2017, a minha avó estava em casa, caiu e se machucou. Por sorte ela não estava sozinha e a família pôde atendê-la rapidamente, levando-a a um hospital. Mas, e se não tivesse ninguém em casa? Como teriam sido as coisas?”, indaga Pedro Paulo Mercurio.

O nome do projeto é uma sigla em inglês. A tradução é Pingente de Sistema Emergencial Portátil e, na prática, é um aparelho que constrói pontes entre pessoas idosas que estejam passando por alguma dificuldade, de saúde ou segurança, com amigos, familiares e hospitais de emergência.

A ideia central do TIPMES é melhorar a saúde de idosos, proporcionando bem-estar e contribuindo para uma vida mais livre e independente, tanto para quem usa o produto, quanto para cuidadores, amigos e familiares.

Ao utilizar um colar com o pingente desenvolvido pelos jovens, o idoso pode acionar pessoas, cadastradas previamente, para irem ao seu encontro. Para isso, basta pressionar um botão acoplado ao acessório e ter baixado em seu celular o aplicativo da TIPMES. A mensagem de emergência, contendo a localização de quem precisa de ajuda, é enviada via SMS, Whatsapp e Messenger (do Facebook).

O projeto visa dar mais liberdade e mobilidade a seus usuários. “Nossa maior contribuição para a sociedade é diminuir o tempo de socorro da pessoa idosa em caso de acidentes e, em alguns casos, diminuir possíveis sequelas decorrentes desses acontecimentos. Queremos que as pessoas se sintam mais confiantes para viverem suas vidas”, complementa Pedro Paulo Mercurio.

 

Caminho a ser trilhado

Após o período da mentoria, que se encerra ao fim do ano, os empreendedores da TIPMES já traçam planos: em fevereiro de 2019, o projeto que promove a saúde de idosos deve ser lançado para todo o Brasil, por meio de financiamento coletivo.

“A nossa expectativa é termos cerca de 100 usuários quando o lançamento for realizado. Como a plataforma da TIPMES é digital, pessoas de todo o país vão poder receber os benefícios de uma vida mais independente, confiante e, sobretudo, mais segura”, revela Leonardo Faleiros, também idealizador do empreendimento.

Outro objetivo para 2019 é expandir os cuidados da TIPMES para além do público com mais de 60 anos, focando também em pessoas que moram sozinhas ou que possuam algum tipo de deficiência, por exemplo.

novembro 30th, 2018

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