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Após anunciar uma nova estrutura para a 5º edição do programa de Incubação e selecionar 30 projetos para participar desta jornada, o próximo passo foi reunir os empreendedores, vindos de todas as regiões do Brasil, para o primeiro encontro da Imersão Pense Grande, que ocorreu no interior de São Paulo. Ao longo de cinco dias em agosto, os jovens trocaram conhecimentos e vivências em um processo intenso de autoconhecimento.

“São muitas histórias potentes e fortes, que mexem muito com a gente! Esse é o ponto alto da imersão: Encontrar outros empreendedores que partiram do mesmo lugar, ou de lugares ainda mais adversos que o seu, e transformaram as dores e dificuldades em impacto social”, conta Amanda Aguiar, de 26 anos, que está à frente do empreendimento Grana Preta. “Podemos ouvir outras pessoas falando pela gente, as mesmas coisas que a gente enfrenta”, reflete.

A semana da Imersão Pense Grande inclui dinâmicas, atividades e palestras não apenas sobre empreendedorismo, mas também trabalho em equipe e, sobretudo, desenvolvimento pessoal. Nesse processo, muitos aspectos das trajetórias dos jovens empreendedores foram detalhados e isso cria identificação entre os participantes.

“Pude me abrir mais, me senti acolhido. Muitas das circunstâncias ruins que os outros jovens vivenciaram batiam com o que eu tinha passado. E, de repente, eu tenho com quem conversar sobre isso!”, acrescenta Lucas Felippe, fundador do Cooltivando “Curitiba, por exemplo, é uma capital que tem poucos negros, então o meu círculo social é predominantemente branco. Ali, pude falar sobre as coisas que me frustravam por estar em um ambiente não representativo”.

Jovens dos 30 empreendimentos escolhidos para a Imersão do Pense Grande estão em pé formando um círculo sob luminárias em formato de estrelas.

Acolhimento de referências empreendedoras

Com apoio da equipe da Aliança Empreendedora, parceira executora da Fundação Telefônica Vivo, foram desenvolvidas atividades para os empreendedores trabalharem juntos, e desenvolverem, a partir de situações diversas, condições para agir. Nesta atividade mão na massa”. registrada em vídeo, os jovens tiveram que colocar uma invenção para funcionar utilizando todo tipo de material. Confira:

Além do acolhimento proporcionado pelas atividades de troca, os participantes contaram com a presença de outros empreendedores sociais da periferia, que trouxeram reflexões sobre os desafios enfrentados e referências para os negócios sociais incubados pelo Pense Grande.

A convidada Ana Carolina Martins, do Visionários da Quebrada foi uma delas e falou, durante a atividade Aquário, sobre o “eu” empreendedor, rotinas e autocuidado. Ela deu um depoimento potente que dialogou com a realidade diária da maioria dos empreendedores que estão participando da Imersão Pense Grande.

 

Cinco jovens que participam da Imersão do Pense Grande estão posando lado a lado da empreendedora Ana Carolina Martins, que usa blusa amarela embaixo de camisa azul claro e foi a empreendedora referência da atividade do Aquário.

Um dos maiores desafios que eu enfrentei no meu negócio partiu de uma perspectiva pessoal: quem sou eu como empreendedora” relatou Ana Carolina Martins, que na foto veste camisa clara e jaqueta amarela. No vídeo abaixo, você confere um trecho da conversa que ela teve com os jovens empreendedores.

Atividades que impactaram realidades

Para Larissa Dornelles, fundadora da Brado Instrutoria, um negócio social voltado para educação financeira acessível, a atividade mais marcante da imersão foi o momento em que os empreendedores foram convidados a apresentar o modelo de negócios de seus projetos e receber feedbacks, em tempo real, dos colegas.

“Às vezes tem coisas que estão tão integradas com o que a gente faz, que esquecemos de comunicar isso para as pessoas. Por isso, é importante receber feedback, principalmente porque são pessoas que partem de um histórico muito diverso, de áreas diferentes”, relata a empreendedora, que tem 27 anos e também é professora. Ela deixou um depoimento sobre a experiência:

Já Lucas Felippe saiu impactado pela atividade do propósito-almofada: “Teve um exercício sobre propósito, em que ele era representado por uma almofada, e você tinha que chegar até ela. No caminho, você tinha que convencer os outros participantes a darem passagem e ir atrás da sua realização. Foi desafiador, porque foi preciso convencer cada um de uma maneira diferente, sem desistir! Se eu pudesse ficaria um mês em imersão!”.

Tiago Bicalho, do projeto Centro Criativo e também participante da Incubação Pense Grande fez o relato abaixo em vídeo sobre a mesma atividade:

Motivação e desconstrução

Amanda Aguiar conta, ainda, que ao conversar com os outros jovens durante a Imersão Pense Grande percebeu que algumas dinâmicas desconstruíram realidades. Trouxeram à tona questões importantes sobre identidade e impactaram profundamente a perspectiva pessoal dos empreendedores. Os termos técnicos sobre empreendedorismo foram deixados um pouco de lado e a humanização dos processos foi o tópico principal das atividades.

“Saí de lá transformada! Sempre saio das imersões com outro gás, pensando que eu tenho que focar cem por cento no Grana Preta! Saio acreditando muito mais no meu negócio e na minha capacidade de levá-lo adiante, de ser sustentável financeiramente, de viver do empreendimento”, relata.

A partir de agora, os empreendedores já começam a orçar todos os recursos de que precisam para fazer com que o negócio funcione. Eles contarão com um investimento que permitirá tirar os planos do papel. O mais interessante, para Amanda, é que os encontros abriram portas para futuras parcerias entre os empreendimentos. “Já estou considerando os serviços de outros empreendedores que conheci nessa rede. A possibilidade de estar fortalecendo outros negócios de impacto social é incrível!”, acrescenta.

“Agradecemos a Amanda Aguiar, Lucas Felippe, Larissa Dornello e Thiago Bicalho, participantes da Imersão Pense Grande, por compartilharem imagens, vídeos e um pouquinho do seu olhar para esta pauta”!

setembro 6th, 2019

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Imagem mostra um jovem de tranças, de braços erguidos, olhando para um celular que está em suas mãos

O programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo, se une a cinco coletivos de comunicação: Alma Preta, Desenrola e Não Me Enrola, Historiorama, Periferia em Movimento e Agência Mural, e convida jovens moradores da periferia de São Paulo a contarem, por meio de um clique, a história de como sua quebrada está sendo transformando positivamente em São Paulo.

Qual é o projeto que inspira o bairro em que você mora? Quem é a pessoa que luta por melhorias? Essas são perguntas que podem guiar a sua participação no concurso cultural Pense Grande a Sua Quebrada

Queremos saber pelo olhar de jovens entre 15 e 29 anos, que residem em bairros da periferia de São Paulo, histórias de pessoas ou projetos que estejam empreendendo e gerando impacto positivo, mudando para melhor o seu entorno.

Serão até cinco fotografias premiadas, que devem ser enviadas de 3 a 30 de setembro. Além de ganhar um celular no valor de até R$ 1.000, você ainda terá a sua história contada por todos os coletivos que apoiam o Pense Grande Sua Quebrada!

Anderson Meneses, da Agência Mural, resume a importância do projeto ao destacar os empreendedores sociais que já estão nas periferias há muito tempo e ainda dar visibilidade aos jovens.

“A Agência Mural tem essa missão de mostrar o protagonismo dos moradores das periferias. O nosso papel é encontrar esses personagens, quem já empreende e mostrar exemplos. Queremos mostrar jovens que estão criando, produzindo, gerando economia. A periferia é mais que os estereótipos impostos!”, explica.

A potência da periferia

Thais Siqueira, jornalista e cocriadora do Desenrola e Não Me Enrola, chama a atenção para a união de todos os coletivos, o que possibilitou a realização de um concurso cultural que dialogue diretamente com os jovens das periferias.

O coletivo em que atua é engajado em criar e ressignificar a produção de conteúdo, pesquisa e formação com o conhecimento presente nos diferentes contextos sociais que dão forma às periferias de São Paulo.

“Muitos jovens da cidade de São Paulo desenvolvem ações afirmativas nos territórios onde moram e atuam. A aproximação do Pense Grande Sua Quebrada potencializa essa conexão com a juventude periférica”, afirma Thais.

Já Pedro Borges acredita que é importante incentivar os jovens a continuarem a promover ações para transformar territórios como os que são retratados pela agência de jornalismo Alma Preta, onde ele atua.

“É muito importante esse tipo de concurso, porque você acaba incentivando a molecada a continuar fazendo. Principalmente com a questão das fotografias por celular, algo que as meninas e meninos nas periferias têm dominado. É importante que tenham seu trabalho reconhecido”, opina.

Empreendedorismo como caminho

Contar sobre caminhos possíveis, explorar e compartilhar as riquezas e soluções, muitas vezes consideradas caseiras, mas que impactam a vida das pessoas que estão ao nosso lado e usar a sabedoria de quem vive no entorno são aspectos valorizados pelo Periferia em Movimento. O coletivo traz o olhar específico e aprofundado de pensar a juventude a partir do extremo sul de São Paulo.

Para Aline Rodrigues, que integra a agência de jornalismo, o Pense Grande Sua Quebrada vem para trazer uma provocação e traduzir a discussão sobre empreendedorismo. Muitas vezes, o jovem que se sente à margem não se vê capaz de ser protagonista das mudanças que sonha para si e seu entorno.

“(O concurso) É mais do que explicar, é refletir com o jovem quais são as possibilidades de pensar em empreendedorismo dentro do histórico de vida dele, das pessoas à sua volta, do território e das coisas que ele acessa. Muitas vezes a juventude periférica é conduzida para ter somente uma alternativa de vida e não percebe seus talentos e a chance de fazer por conta, de fazer acontecer!”, reflete Aline.

QUER PARTICIPAR?

Faça uma foto significativa e inspiradora da pessoa ou projeto da sua quebrada. Serão consideradas a representação do tema empreendedorismo social, a relação da foto com a legenda e a descrição de até 280 caracteres, que precisa ser explicativa e coerente.

Além disso, será levada em conta a criatividade, a nitidez, o foco e a composição artística da fotografia.

Acesse a página do Pense Grande Sua Quebrada e leia com atenção o regulamento Espalhe essa ideia e enalteça sua quebrada pelo mundo!

setembro 3rd, 2019

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Alunos, pais, formadores e colaboradores do Pense Grande estão reunidos no palco do Demoday, evento que premia jovens empreendedores formados na metodologia Pense Grande.

Dois aplicativos pensados por jovens empreendedores: um que visa aumentar a autoestima de crianças e combater o estigma do vitiligo, doença não transmissível que causa manchas na pele; outro que tem por missão conectar refugiados a empresas, gerando renda a quem teve de deixar seu país de origem. Esses foram os projetos destacados na 6ª edição do Demoday Pense Grande, que aconteceu no dia 27 de julho, em São Paulo.

A edição de 2019 trouxe uma novidade. Além de envolver os alunos de nove ETECs e Fatecs do Estado de São Paulo, também participaram jovens atendidos por ONGs e que receberam aulas de voluntários multiplicadores da metodologia Pense Grande.

Infográfico mostra organização da 6ª edição do Demoday Pense Grande, que contou com a participação de jovens empreendedores apoiados pelas ONGs Liga Solidária, Isbet, Naia e Verdescola.

Mila Gonçalves, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo e que compôs as bancas de jurados, explicou a inclusão dos espaços não escolares e agradeceu aos parceiros Atados,Impact Hub e o Centro Paula Souza, que fazem essa experiência acontecer.

“O Pense Grande nasceu fora da escola como um programa de desenvolvimento de empreendedores. Ao longo dos anos, e muito provocados também pelo Centro Paula Souza, nos aproximamos das escolas. Hoje, temos aqui duas frentes de atuação do nosso programa: os jovens das ETECs e Fatecs e os jovens atendidos pelas ONGs. As frentes andam em paralelo e juntá-las neste evento faz todo o sentido, porque é um processo similar, mas em instituições de naturezas distintas”, resumiu na fala de abertura.

 

O evento marca o fim da jornada iniciada no primeiro semestre do ano tanto nas escolas técnicas e faculdades de tecnologia, quanto nas instituições não governamentais. Ao longo dela, são formados jovens empreendedores por meio da metodologia Pense Grande e ferramentas como Design Thinking e Teoria U. Eles são provocados a criar soluções de impacto social que envolvam tecnologia e estejam alinhadas a um ou mais dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

 

Combatendo estigmas contra o vitiligo

No Demoday, cada grupo das escolas técnicas e ONGs teve cinco minutos para fazer um pitch, ou seja, para apresentar seu projeto a uma banca composta por cinco profissionais com sólida trajetória no mundo dos negócios. Os jurados escolhem os dois grupos que melhor se destacam nos critérios Inovação, Atitude Empreendedora, Impacto na Comunidade, Clareza na Apresentação e Tecnologia.

O primeiro lugar entre as escolas técnicas e faculdades de tecnologia ficou com o M.Q.M., ou Minhas Queridas Manchas, um aplicativo que visa dar visibilidade e representatividade a pessoas com vitiligo,uma doença não contagiosa que causa manchas na pele.  Apesar de o Brasil registrar 150 mil novos casos ao ano, o tema é pouco discutido e, segundo pesquisa feita pelo grupo, 90% das pessoas acreditam que quem possui vitiligo sofre preconceito e alguma forma de rejeição.

O aplicativo foca no público infantil e pretende disponibilizar acesso a psicólogos e atividades com fotógrafos para resgatar a autoestima dos pequenos. A renda virá da venda de produtos como camisetas, agendas e bonecas, personagens dariam representatividade às crianças.

Imagem mostra uma boneca de vestido vermelho e outra de vestido amarelo, com manchas no corpo. Os protótipos são do grupo de jovens empreendedores Minhas Queridas Manchas, projeto que visa resgatar a autoestima de quem tem vitiligo.

A aluna Bruna Marques Oliveira, representante da equipe da ETEC de Poá, fez o discurso de agradecimento: “queria agradecer ao Pense Grande pela oportunidade de fazer algo palpável para ajudar uma parte da sociedade.Muitas vezes é o que a gente quer fazer, mas a maior parte das pessoas não sabe por onde começar. Não há produtos assim nas lojas, por isso pensamos no público infantil, que pode já crescer se sentindo representado. Queremos fazer as crianças se sentirem bonitas, porque são bonitas do jeito que são!”.

Ela também destacou a participação da família no processo. “As bonecas que trouxemos de protótipo, minha avó quem fez.Ela é uma artista fantástica!”, continuou a jovem apontando para a plateia.

A mãe de Bruna, Cibele Aparecida Marques, exaltou o grupo: “Daqui para frente é continuar! Ninguém falou que seria fácil, mas é preciso lutar sempre! Estão todos de parabéns: professores, alunos, pais”.

O segundo lugar da categoria ficou com o projeto NeuroEduca, da ETEC de Mauá, que propõe formações continuadas para professores e educadores usando conceitos da neuroeducação e do neuromarketing.

 

Trabalhando pela inclusão de refugiados

Entre os grupos de jovens atendidos por ONGs, o primeiro lugar ficou com o ID=M, ou IDEM, que lançou luz sobre a dificuldade de adaptação de refugiados em outros países. Segundo o grupo, cerca de 69 milhões de pessoas deixam seus países todos os anos. A maior parte dos que chegam ao Brasil tem alta escolaridade e 79% tem interesse em empreender.

Por isso, a proposta é a criação de um aplicativo que conecte refugiados que queiram vender algum serviço a empresas ou pessoas. Ou seja, é uma ponte entre os refugiados e os contratantes. Por ser um público em situação muitas vezes vulnerável, a ideia é que a plataforma conte a história de cada um deles.

Segundo os jovens empreendedores do grupo, os voluntários da Isbet foram fundamentais. “Os nossos multiplicadores ajudaram muito nesse processo, deram dicas para a apresentação e proporcionaram isso pra gente!”, agradeceu Gabriele Nascimento.

E o grupo pensa no futuro: “já estamos procurando formas de levar para frente este aplicativo.Pegamos feedbacks de algumas pessoas que podem ajudar”, afirma Gabriele. “A gente acredita nele, então não vai parar aqui!”, complementa Larissa Ferreira, sua colega no IDEM.

Entre os projetos ligados às ONGs, o segundo lugar ficou com o Lady Jobs, uma plataforma que tem o objetivo de empoderar mulheres e combater a desigualdade de gênero por meio de oficinas e inserção no mercado de trabalho.

Os projetos premiados com o primeiro lugar receberão o curso Abraço Cultural e uma imersão no evento BlastU 2019. Já os que ficaram em segundo lugar ganham um curso online da Perestroika.

Mila Gonçalves, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo, está de jaqueta jeans falando ao microfone em cima do palco do Demoday do Pense Grande, evento que premia jovens empreendedores.

Ao término, a gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo, Mila Gonçalves, deixou um conselho aos jovens: “zelem muito pelas relações, as relações de confiança, de colaboração. Os números passam, mas o que você constrói com as outras pessoas é o que mais importa”.

Ela também ressaltou a importância da tecnologia e adiantou os planos do Programa Pense Grande em levar a uma plataforma digital toda essa experiência da jornada empreendedora, de desenvolvimento de projeto, apresentação de pitch e avaliação por uma banca de jurados. A intenção é multiplicar oportunidades a mais jovens empreendedores.

“A gente tem cerca de 50 milhões de jovens no Brasil. Desses, 11 milhões não estudam e não têm um trabalho ou uma ocupação formal. Nosso país só vai se desenvolver quando aproveitar o potencial da população e a gente sabe que a juventude é o nosso motor. Tem para todo mundo e quanto mais a gente ajudar o outro, mais vai crescer!”, encerrou Mila Gonçalves.

Infográfico mostra grupos empreendedores jovens que ficaram em primeiro e segundo lugar no Demoday Pense Grande: 1º lugar para os grupos Minhas Queridas Manchas, da ETEC de Poá, e Idem, da Isbet; segundo lugar para os grupos NeuroEduca, da ETEC de Mauá, e Lady Jobs.

julho 29th, 2019

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Uma das facilitadoras do Impact Hub está comemorando, com os punhos para cima e segurando um caderno durante atividade do programa Pense Grande, que incentiva o empreendedorismo social.

Pense Grande está com tudo! A 6ª edição que acontece nas escolas do Centro Paula Souza selecionou nove instituições para receber o projeto no primeiro semestre de 2019. A metodologia será aplicada para alunos do 1º e 2º ano do Ensino Médio nas ETECs de Carapicuíba, Mauá, Poá, Francisco Morato, Guarulhos, Mairiporã, Polivalente de Americana e nas FATECs de Osasco e Ipiranga, no contraturno ou na grade curricular.

Os jovens participam de diversas oficinas e mentorias com acesso a ferramentas,e estratégias inovadoras voltadas ao empreendedorismo social. O Programa Pense Grande da Fundação Telefônica Vivo se mobiliza para manter o trabalho de multiplicar sua metodologia dentro do espaço escolar para garantir um alcance cada vez maior do público, que continua focado no diálogo com o jovem. Para isso, reforça o compromisso de formar alunos e educadores, sem perder de vista a qualidade da metodologia consolidada ao longo de seis anos.

Até o fim de 2019, estão previstas a participação de 20 ETECs e Fatecs no programa, além de 14 oficinas semanais durante a formação dos jovens.  No final do processo formativo é realizado o Demoday, um evento em que os jovens apresentam seus projetos. O da 6ª edição acontecerá  no dia 27 de julho e encerra o ciclo premiando os empreendimentos de destaque.

Empreendedorismo social e os jovens

Segundo Daniel Quinteto, coordenador do Impact Hub, parceiro executor do projeto Pense Grande, os encontros estão superando as expectativas. “Em Guarulhos, por exemplo, precisamos chamar mais facilitadores, pois o número de alunos inscritos foi bem grande e isso chama atenção para como o tema empreendedorismo está presente entre os jovens”, comenta.

Para que a instituição receba a metodologia do Pense Grande é necessário que professores, coordenadores e diretores participem de uma sensibilização sobre o tema. Nesse encontro é apresentado o histórico do projeto e algumas das ferramentas aplicadas com os alunos durante o processo de aprendizagem. Sendo assim, os próprios professores, assim como os diretores, têm a oportunidade de vivenciarem uma oficina do Pense Grande.

Jovens de ETECs estão agrupados em fila durante uma das oficina do programa Pense Grande.
Os estudantes interessados em participar devem se inscrever na Oficina 0, uma hackatona para incentivar os alunos a pensarem em um dos problemas dos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Nações Unidas.

Em seguida, os participantes são estimulados a colocarem a mão na massa e escolhem um contexto para guiar a solução de problemas que afetem suas realidades. No Demoday de  agosto de 2018, os grupos premiados trabalharam temas como igualde de gênero, saúde mental, política e acessibilidade.

Em alguns casos, esse roteiro é aplicado no contraturno das instituições, em outros, o Pense Grande está inserido na grade e a metodologia é aplicada dentro de uma disciplina de projetos, acompanhada pelo professor. Quem auxilia na aplicação dessa metodologia são os facilitadores do Impact Hub.

Segundo Daniel, os alunos que estão sendo apresentados ao tema empreendedorismo e se adaptam rapidamente às dinâmicas do programa. “Isso prova que é uma demanda presente na vida desses jovens que podem finalmente pôr em prática o que desejam realizar”, diz o coordenador.

Em sua fala aos jovens do evento que encerrou a 5ª edição do Pense Grande, Americo Mattar, diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo, falou sobre o principal objetivo do programa. “O Pense Grande mostra aos jovens que não há complexidade no processo de aprender a empreender. Vê-los colocando projetos em prática, é o maior fator de sucesso e realização. O objetivo é permitir que estruturem seus sonhos para fazê-los realidade”.

O Demoday que aconteceu em novembro celebrou a participação de dois mil jovens formados pela metodologia ao longo de 2018 nas ETECs e FATECs de São Paulo.

Na ocasião, os dez melhores empreendimentos foram selecionados entre 130 projetos para disputar o 1º lugar, que foi conquistado por alunos da ETEC Albert Einstein, da região norte de São Paulo . O grupo EcoCrie desenvolveu um aplicativo para ensinar a criar brinquedos com materiais recicláveis.

Infográfico traz as instituições que receberão o Pense Grande no primeiro semestre de 2019: Etecs Carapicuíba, Mauá, Poá, Francisco Morato, Guarulhos, Mairiporã, Polivalente de Americana; além das Fatecs Osasco e Ipiranga. Também lista as instituições que receberão o programa no segundo semestres de 2019: Etecs de Embu, Coronel Fernando Febeliano da Costa, Fernando Prestes, Cotia, Dep Ary de Camargo Pedroso, Caieiras, Rubens de Faria e Souza e José Martimiano da Silva, Além da Fatec Itaquera II.

maio 6th, 2019

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Imagem mostra três jovens posando para a câmera. Eles usam camiseta onde se vê o logo do projeto Integra Mais.

Nas horas vagas, Carla Francischette Boaretto assiste a filmes de super-heróis, romances “água com açúcar” e adora ouvir música. O que parece um dia comum para uma jovem de 18 anos, tem ficado cada vez mais comprometido pelas atividades abraçadas por ela, mas por um bom motivo.

Há dois anos, Carla apresentou sua ideia empreendedora para um projeto voltado a pessoas com deficiência, na ETEC São Mateus, em São Paulo (SP), quando participou do Programa Pense Grande. Hoje, ela é responsável por capacitar jovens na metodologia dentro da sala de aula. Além disso, está em processo de finalização do seu próprio aplicativo e cursa licenciatura em Matemática.

Além das expectativas

Quando se inscreveu para o programa, Carla considerava que aquela seria apenas uma nova aula extracurricular. Na época, Carla estava no segundo ano do Ensino Médio e dividia o seu tempo entre as matérias comuns e o curso integrado de Informática para Internet.

“Só sabia que o Pense Grande se tratava de um projeto para impactar realidades por meio do empreendedorismo social. E o que acabava me contendo nas ideias era o pessimismo e medo das coisas darem errado. Mas depois do programa, eu decidi me jogar de cabeça”, conta a jovem.

Enquanto participava da formação na ETEC, Carla criou o projeto Integra Mais, site e aplicativo que tem como objetivo auxiliar pessoas com algum tipo de deficiência, mostrando serviços como escolas com acessibilidade, vagas de emprego em empresas adaptadas e locais de lazer, além de dicas e outras informações. “Pensamos em um tema que, infelizmente, não é valorizado na sociedade. E vimos que pessoas com deficiência precisavam desse tipo de serviço”, explica.

A ideia fez sucesso e chamou atenção do júri que participou do Demoday, evento que encerra o ciclo do programa Pense Grande e premia os empreendimentos de destaque de jovens de ETECs do Estado.

Incubação transformadora

Foi a hora de dar um passo além. Junto com o grupo de amigos formado na sala do Ensino Médio, Carla se inscreveu o projeto no Pense Grande Incubação 2018. O projeto foi aprovado e, a partir daí, novos desafios passaram a fazer parte do negócio. “Chegamos muito imaturos. E ao longo do processo a gente percebeu que precisava crescer para fazer o projeto acontecer”, revela.

Ao lado de outros jovens de diversos Estados do país, Carla conta um pouco de sua jornada empreendedora na Websérie Pense Grande, que traz relatos de experiências transformadoras vivenciadas por participantes do programa. Os vídeos foram gravados ao longo do Pense Grande Incubação 2018 com os integrantes dos projetos incubados e mostram o percurso dos jovens, seus sonhos, aprendizados, desafios e amadurecimento.

Durante os encontros, o Integra Mais ganhou novos ares. “Encontramos um diferencial. Pensamos em uma plataforma mais inclusiva e que acompanhe a pessoa com deficiência durante todo o processo de inclusão”, comenta Carla. Com auxílio dos mentores do Pense Grande e o investimento financeiro que a incubação oferece, a ideia finalmente saiu do papel. Agora, a ferramenta está em fase de desenvolvimento e deve ser lançada em breve.

Compartilhando conhecimento

Passada a fase de formações e incubação do programa, uma pergunta ainda martelava a cabeça de Carla: “Como compartilhar esse conhecimento”?

Ela que sempre sonhou em trabalhar com educação encontrou uma oportunidade no projeto de Voluntários do Pense Grande.

“Estou buscando uma forma de devolver para o ecossistema o que eu aprendi. Ter uma atitude empreendedora é compartilhar o conhecimento”, acredita a jovem.

Depois de participar de um evento em que deu seu depoimento sobre o processo que viveu durante a incubação, Carla foi convidada a fazer parte do grupo de multiplicadores do Pense Grande, além de atuar como voluntária nas capacitações.

O encontro com o grupo de agentes disseminadores da metodologia é conduzido pela Impact Hub, parceiros na execução do programa da Fundação Telefônica Vivo e acontece durante quatro meses. Em cada um deles, os multiplicadores recebem instruções para aplicarem as metodologias nos grupos de jovens das Etecs, que recebem o Pense Grande na grande curricular.

Carla já promoveu uma oficina e o resultado foi bem além do que ela idealizava. Para o futuro, ela pretende continuar a disseminar o pensamento empreendedor e seguir o caminho que ama: ensinar. “Está sendo muito gratificante. Sempre quis estar na sala de aula e falar de um assunto que eu gosto tanto para outras pessoas que querem empreender me deixa muito feliz”, conclui.

maio 3rd, 2019

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As experiências de vida e a realidade dos jovens Thaís Ferreira e Taissir Carvalho despertaram neles o desejo de empreender e resultaram na criação dos projetos Mães&Mais e Embarcar, apresentados em março na série Pense Grande.Doc, feita em parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura.

Thaís, de 29 anos, perdeu um bebê devido a problemas de negligência médica e motivada por essa vivência, se questionou: “O que acontece com uma mãe que perde um filho?” Segundo ela, a resposta não veio e foi preciso transformar a dor em algo que fizesse sentido. “Eu resignifiquei o luto através da luta. Ao olhar para fora percebi o impacto que a falta de acesso a serviços de saúde de qualidade pode causar”, diz.

Meses na fila de espera, horas para consulta e exames, falta de especialistas, alta vulnerabilidade dos pacientes em ambientes pouco adaptados para mulheres, mães e crianças. Tudo isso, motivou a criação do Mãe&Mais, um modelo de clínica popular com serviços de atenção à saúde de forma acolhedora e humanizada no Rio de Janeiro. A iniciativa itinerante percorre bairros carentes da cidade, contribuindo para um maior alcance, e é voltada para o público de mães, de 15 a 35 anos, e crianças de 0 a 6 anos.

Entre os desafios de sustentar o projeto, a empreendedora luta para que nenhuma mulher em estado de maternidade sofra violações. Hoje, Thaís tem dois filhos e busca recursos para que o empreendimento ganhe novas dimensões. “A inovação não pode se pautar apenas pela tecnologia, mas sim para inovar curando o que é urgente. E o que é mais urgente que a vida?”, afirma.

App para população ribeirinha

A imagem mostra o detalhe de duas mãos segurando um celular onde na tela se vê a interface no aplicativo Embarcar

Taissir Carvalho é um jovem morador de Santarém/PA, que vem facilitando a vida da população local por meio do Embarcar, um empreendimento digital que permite aos usuários da Amazônia o acesso rápido às informações sobre embarcações disponíveis, rotas, horários, valor da passagem, tempo de viagem, lotação, escalas e melhores ofertas dos transportes hidroviários da região. “O Embacar vem como um propósito de mostrar para outras pessoas que é possível empreender aqui na Amazônia. Hoje, ele é a minha vida.”, comenta Taissir.

A ideia surgiu em 2014, durante a participação em um evento de empreendedorismo de sua região. A plataforma faz toda diferença na vida da população ribeirinha. As informações são visualizadas na tela de um smartphone ou na versão da web Basta inserir a localidade de onde está saindo e informar um destino. Em seguida, aparece a lista com os resultados de embarcações para o destino selecionado.

“Às vezes chegamos a um local para procurar um barco, mas o veículo está distante de onde estamos e essa dificuldade que enfrentamos me estimulou muito. Eu acredito muito na transformação social que esse aplicativo traz e na mudança de hábito da população por meio da facilidade de acesso a essas informações”, afirma Taissir Carvalho.

No último episódio da série PenseGrande.Doc você irá conhecer a Infopreta, uma iniciativa que surgiu a partir da falta de oportunidade de diversidade no mercado de tecnologia. A empresa é um potente motor de transformação social e presta serviços de reparo em notebooks a preços acessíveis, emprega minorias e recupera computadores para doá-los a mulheres negras, mães, de baixa renda e pessoas matriculadas no ensino superior. Além disso, oferece cursos de manutenção básica até a especializada, voltados principalmente para mulheres, mas sendo aberto para todos os públicos.

Quer saber mais sobre cada um desses projetos? Assista ao Pense Grande.Doc, que vai ao ar todas as quintas-feiras pelo Canal Futura e podem ser acessados pelo canal do Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

março 18th, 2019

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Grupo de jovens do Programa Pense Grande Incubação posa, para a foto

A Parafuso Educomunicação foi uma das iniciativas selecionadas, em 2017, para participar da Incubação do Programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo. Pra quem não sabe, a Parafuso é o coletivo curitibano no qual eu, a Juliana Cordeiro e a Paula Nishizima somos co-fundadores, e que promove o engajamento e a participação cidadã de adolescentes e jovens nas decisões em sociedade por meio da comunicação, educação e tecnologia. Foram nove meses incríveis de bastante aprendizado e desenvolvimento pessoal e do nosso empreendimento social também (:

Inclusive, eles estão com as inscrições abertas para quem quiser concorrer a uma das 30 vagas para empreendimentos a serem incubados. Clique aqui para acessar o regulamento e visite o site de inscrições, onde é possível encontrar um infográfico com o passo a passo do processo seletivo. Mas corre! O prazo final para se inscrever é dia 15 de Março de 2019!!!

Pra incentivar você a não deixar essa oportunidade passar, listei 10 motivos essenciais pra você inscrever a sua ideia no Pense Grande Incubação!

1. Você pode receber assessorias presenciais e online do início ao fim do período em que estiver incubado.

2. Você pode conhecer lugares incríveis durante as atividades de imersão. Nós, por exemplo, visitamos as sedes do Google Brasil e do Facebook Brasil, em São Paulo.

3. Você passa a se conectar com uma rede fantástica de jovens abertos a compartilhar sonhos, ideias e até as angústias dessa jornada que é empreender.

4. Várias oportunidades de conhecer e conversar com convidados(as) incríveis vão surgir. A gente conheceu inúmeras pessoas como as fundadoras do Think Olga, por exemplo. Mas quando voltamos para nossas comunidades, tecemos novas redes e conhecemos pessoas maravilhosas testando novos formatos e metodologias, como no lançamento da experiência #ParafusoLab

5. Você vai ter a paz necessária para parar tudo o que está fazendo na vida e se concentrar em desenvolver o seu negócio com a sua equipe.

O jovem Diego Silva posa para foto com outras duas colegas

6. O desenvolvimento do negócio vai caminhar junto com o seu desenvolvimento pessoal. Empreender também é uma jornada de autoconhecimento.

7. De acordo com a apresentação de resultados, seu acesso a um capital semente pode ser maior! Todos(as) recebem aporte financeiro necessário para desenvolver produtos e serviços. Entretanto, mais itens da sua solicitação podem ser aprovados se você colocar a mão na massa!

8. O acompanhamento da evolução do negócio e os encontros presenciais de imersão acontecem através de metodologias gamificadas. É tipo um jogo mesmo, em que os(as) participantes são motivados(as) a avançar cada uma das fases.

9. Fica mais fácil compreender onde você tá errando, o que é preciso melhorar e o que já está bom. Os feedbacks são constantes e boas verdades são ditas com amor. Tudo com o objetivo de impulsionar o crescimento do empreendimento de forma saudável e ágil.

10. Impossível sair do processo de incubação do mesmo jeito que entrou. É sério.
Tenho outros motivos pra te indicar a se jogar nessa oportunidade, mas a lista ia ficar muito grande. Mas vamos parar por aqui, pois acredito já há motivos suficientes, né não? ;D #PenseGrande #todospodemempreender

*Este artigo foi originalmente publicado no blog do Diego Silva

março 11th, 2019

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Na imagem professores estão sentando em volta de uma mesa participando de uma dinâmica que envolve uso de objetos como elásticos, papéis e bexigas.

A melhor maneira de entender a cultura empreendedora é colocar a mão na massa, como descobriu um grupo de professores de 20 ETECs do estado de São Paulo. Na última semana, eles participaram do primeiro encontro de Formação de Multiplicadores do Centro Paula Souza do Pense Grande, que ocorreu na ETEC Parque da Juventude, na zona norte de São Paulo.

A capacitação explorou a metodologia do Pense Grande, projeto da Fundação Telefônica Vivo em parceria com o Impact Hub e o Centro Paula Souza, que apoia jovens no desenvolvimento de competências empreendedoras e na criação de empreendimentos sociais que transformem suas vidas e comunidade.

A ideia é que os educadores se apropriem de ferramentas que possibilitem ações inovadoras nas disciplinas de projetos das instituições onde trabalham. A formação vem para fortalecer a cultura do empreendedorismo social com os jovens e estruturar um projeto em rede com engajamento de diversos atores.

“Nosso trabalho indireto com os professores das escolas técnicas existe há muitos anos, mas a formação específica para que possam ser multiplicadores da metodologia abre a possibilidade para que muitos mais jovens participem e até outros professores. Nossa expectativa é ampliar cada vez mais essa rede e também aprender com quem lida com os jovens no dia a dia”, explica Mila Gonçalves, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo.

Ao todo, 95 professores e coordenadores se inscreveram para a capacitação, dividida em cinco encontros que acontecem até o final de abril. A cada reunião, serão apresentadas novas ferramentas da metodologia do Pense Grande e será vivenciado na prática tudo o que muitos alunos das ETECs vinculadas ao programa conhecem bem.

“Minha escola participa do projeto há três anos e sempre acompanhei de perto”, relata a orientadora educacional Tania Maria Bernardes de Almeida, da ETEC Benedito Storani, de Jundiaí (SP). “O que percebo é que os alunos são mais receptivos e os professores, mais resistentes a metodologias inovadoras. Por outro lado, é muito interessante quando o professor está engajado, porque busca um melhor resultado com a classe. Todo mundo saí ganhando”, complementa.

Os professores serão acompanhados de perto pela equipe da Impact Hub e da Fundação Telefônica Vivo. Além das capacitações, haverá tutorias online e presenciais para que tirem dúvidas e discutam o andamento das atividades realizadas com os alunos.

É hora de aprender

Professores que participaram da formação posam para foto.

A primeira etapa de formação durou o dia inteiro e os participantes puderam aprender seis ferramentas diferentes. Entre elas o World Café – que fomenta o diálogo entre os indivíduos e o respeito entre diferentes pontos de vista para construir uma inteligência coletiva – e o Ikigai. Traduzida como ‘razão de ser’, é uma forma de trabalhar temas como autoconhecimento, missão, vocação, profissão e paixões.

Júlio Cesar da Silva, professor da ETEC Abdias do Nascimento prestes a completar trinta anos de profissão, viu um significado especial no dia de aprendizado. “Aqui, no papel de aluno, tenho oportunidade de me reinventar. Gosto de trabalhar metodologias voltadas para adolescentes porque consigo rejuvenescer a minha prática”, afirma.

Como de praxe, a formação do Pense Grande começou com dinâmicas quebra-gelo, na qual os participantes falaram sobre expectativas e discutiram a importância da cultura empreendedora para os jovens do século XXI.

Mais tarde, já reunidos em grupos, levantaram alguns problemas enfrentados no dia a dia, como dificuldade de captar a atenção do aluno, falta de infraestrutura, distanciamento das famílias e dúvidas sobre como agregar tecnologia às aulas.

A partir do levantamento, os grupos receberam a missão de criar uma solução para os problemas elencados e prototipá-la com materiais lúdicos, como palitos, bexiga, barbante, massinha e caneta colorida. Em seguida, os grupos defenderam o projeto em um pitch de 30 segundos.

Surgiram as mais diferentes ideias: captação de parcerias para a criação de laboratórios mão na massa; projeto interdisciplinar para apoio dos pais; mandala com novas ferramentas de trabalho para o professor; indicadores que ajudam a desenvolver empatia e acolhimento e a criação de empresas juniores para demandas internas e externas.

Por fim, os grupos foram estimulados a contextualizar os projetos com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Nós percebemos que boa parte das ODS podem ser resolvidas com a mudança da educação. Por isso a importância de trabalhar com metodologias ativas, sala de aula invertida e novos jeitos de pensar”, disse Jefferson Jeansmonodo, professor da ETEC Sapopemba.

Foi o primeiro contato do educador com o Pense Grande. “O que não dá é para a gente continuar com a receita do século XVIII, com a sala de aula antiquada. Por isso foi muito importante participar dessa capacitação, que permite a mudança de visão e ajuda a ir além das limitações estruturais”, disse Jefferson, ressaltando que a maioria dos professores de seu convívio já busca mudar suas práticas.

O aluno no centro do aprendizado

Desde o início de 2018, a metodologia Pense Grande faz parte da grade curricular como disciplina de apoio de algumas ETECs e Fatecs. Além de desenvolver competências importantes para o mercado de trabalho, a cultura empreendedora amplia o protagonismo, a capacidade de mobilização do aluno, além de incrementar as habilidades socioemocionais e a criatividade.

Para o professor Monteiro, que faz parte da Assessoria de Inovação do Centro Paula Souza, os professores hoje precisam ser responsáveis e desenvolver atitude empreendedora para poderem contribuir com uma mudança de mindset dos alunos.

“A capacitação do Pense Grande é um trabalho que reforça o papel do profissional do século XXI. É um projeto que leva para dentro da sala de aula a produção de conteúdo que faz sentido para professores e alunos, além de permitir que os estudantes sejam protagonistas, formando novas lideranças para o Brasil”, diz Monteiro

A ETEC Professora Maria Cristina Medeiros, de Ribeirão Pires (SP), incluiu a metodologia em duas disciplinas no ano passado. A coordenadora Sirlei Rodrigues, que estava participando da formação de multiplicadores, exaltou os resultados. “O ensino do empreendedorismo é fundamental para que os estudantes enxerguem outras possibilidades de futuro, tenham atitude mais positiva, desenvolvam habilidades que nem sabiam que tinham e, assim, reinventem o mercado de trabalho”, contou.

Já a professora Beatriz Giannella, orientadora pedagógica na ETEC Irmã Agostina, de São Paulo, participou do programa piloto da formação de multiplicadores no fim do ano passado e já aplicou algumas oficinas com os alunos.

“Fiz o bingo da empatia com uma sala que estava com problemas de relacionamento. Eles demoraram para entender a proposta, mas depois gostaram porque tiveram a chance de conversar com colegas que não conheciam”, relata Beatriz. Após repetir a dinâmica no primeiro dia a de aula de 2019, ela espera que a formação a faça se aprofundar ainda mais nas ferramentas do programa. “É muita coisa nova para a gente assimilar, mas o potencial é incrível!”.

Números do Pense Grande

– Em 2016, o programa aconteceu em 5 instituições, impactando 103 alunos;

– Em 2017, foram 18 instituições, com mais de 600 alunos beneficiados;

– Em 2018, o programa chegou a 48 instituições, impactando 2.088 jovens.

março 1st, 2019

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A arte e o desejo de que todos possam ter acesso à educação e à cultura motivaram a criação dos projetos Movanos e Biricutico, que serão apresentados em fevereiro no Pense Grande.Doc, série de documentários feita em parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura.

Ativismo criativo e empreendedorismo andam de mãos dadas no Movanos, criado pelos cariocas Hudson Batista, de 26 anos, e Lu Fortunato, 37 anos, na Vila Vintém, periferia do Rio de Janeiro.

No formato de uma casa de cultura, o espaço funciona como um movimento de arte e cultura, que utiliza a linguagem do teatro para fazer a diferença na vida de muitos jovens.

A ideia saiu do papel em 2015 e desde então permeia temáticas étnico-raciais até assuntos como empreendedorismo e pedagogia. “Falávamos sobre diversos tipos de preconceito, focando principalmente na questão racial”, complementa Hudson. Logo, os amigos perceberam era preciso pensar em algo maior para o futuro.

Apoio para expansão do projeto

Na imagem, jovens do projeto Movanos fazem uma dinâmica

Em 2016, a Movanos passou por um período de incubação no Pense Grande – programa da Fundação Telefônica Vivo voltado para jovens interessados em ampliar suas possibilidades de futuro, a partir do desenvolvimento de empreendimentos sociais.

Assim, a iniciativa encontrou outro objetivo: levar conscientização para dentro da sala de aula por meio de peças teatrais e atuar pela consolidação da Lei 10.639, que estimula o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana na rede pública.

Hoje atua com estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e privadas da zona oeste do Rio, utilizando uma metodologia chamada Jornada teatro-corpo.

Está aberto o edital de inscrição para a incubação do programa Pense Grande. Se você é jovem e tem uma ideia para empreender, um negócio social e iniciativa já em funcionamento, que busca resolver alguma necessidade de sua comunidade e utiliza tecnologia digital, essa é uma ótima oportunidade! Saiba mais e inscreva-se!

São 90 horas de formação no contraturno, período para atividades extras na escola, nas quais os alunos têm contato com jogos, discussões importantes e técnicas de atuação, respiração e meditação. Ao final do curso, produzem peças de teatro.

“Para nós foi muito importante esse processo de incubação do Pense Grande. Foi um ano em que fomos acarinhados. As metodologias, o tratamento com as nossas ideias e nossos negócios foi fundamental. Deram uma diretriz. Foi um divisor de águas na forma de empreender”, comenta Hudson Batista.

O grande desafio é fazer com que as pessoas deem valor ao trabalho realizado. “Empreender nunca é fácil, são muitos altos e baixos. Temas como o nosso são mais difíceis de obter resultados tangíveis, porque trabalhamos com a formação de pessoas“, pondera Hudson.

Biricutico na “veia”

Jovens integrantes do projeto Biricutico posam para foto

Os jovens João Carlos e Matheus Santana começaram a idealizar a Biricutico no final de 2017, em Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal.

“O Biricutico surge de uma urgência. Na periferia, muita gente não tem acesso a algumas coisas que para outras pessoas chegam de forma natural. Sempre tive essa necessidade e não fazia porque não existia esse espaço”, comenta Matheus.

Com a missão de levar conhecimento, empoderamento e emancipação para quem mora fora do centro, a dupla começou a promover ações e a criar eventos junto com quem é da periferia.

Passaram a produzir conteúdo e levar cursos e eventos culturais para diversas regiões periféricas, de modo a dar oportunidade de aprendizado, troca e desenvolvimento de competências a jovens de áreas afastadas do centro de Brasília.

O espaço de atuação do Biricutico é o Beco Underground, um galpão cedido por um patrocinador. Nos dois primeiros meses de operação, foram promovidas aulas de inglês e capoeira e um evento que reuniu batalhas de rap com poesia.

Quer saber mais sobre cada um desses projetos? Assista ao Pense Grande.Doc, que vai ao ar todas as quintas-feiras pelo Canal Futura e podem ser acessados pelo Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

Confira as datas de exibição de cada episódio em fevereiro:

07/02 – Empreende Aí

14/02 – Movanos

21/02 – Biricutico

28/02 – Instituto Alinha

fevereiro 15th, 2019

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Jovens que participaram do Pense Grande Incubação 2018 posam para foto em grupo

Entre os dias 21 a 24 de janeiro, cerca de trinta jovens empreendedores estiveram reunidos para a última imersão da Turma 2018 do Pense Grande Incubação. Juntos em São Paulo e depois em São Roque, eles trocaram experiências sobre a jornada empreendedora de cada um, além de participarem de mentorias personalizadas e rodas de conversas. A imersão marca o fim de um período de 10 meses de muita correria e mão na massa.

Logo no segundo dia de encontro, os jovens empreendedores tiveram a oportunidade de apresentar seus negócios a uma banca composta por representantes de investidoras e aceleradoras alinhadas com iniciativas de impacto social, como Creditas, Sitawi, Bemtevi, Facebook, Rede Anjos Brasil e Nesst.

Em três minutos, eles precisavam falar de seus empreendimentos, o que conseguiram realizar durante a jornada empreendedora e quais seus planos para o futuro. O momento que viria depois era ainda mais desafiador: ouvir o feedback da banca. O encontro ocorreu na Wayraaceleradora de startups do Grupo Telefônica – e foi registrado pela Feel Filmes, parceira executora da Fundação Telefônica Vivo, que irá produzir uma web série sobre esse momento da vida dos jovens empreendedores.

“É o terceiro ano que participo da imersão e é muito interessante ver que, a cada turma, os empreendimentos estão mais diversos e estruturados. Cada projeto é único, possui necessidades únicas e nossa função ali é impulsionar os negócios sociais e mostrar que o empreendedorismo é uma opção de vida possível”, considera Eduardo Pedote, sócio-diretor da Bemtevi e um dos participantes da banca avaliadora.

Ficou curioso para conhecer mais sobre os empreendimentos? Você pode conferir algumas iniciativas incubadas pelo Pense Grande e outros projetos inspiradores no Pense Grande.doc, documentário que vai ao ar todas as quinta-feiras, às 22h15, no canal Futura.

Marina Egg Batista, Diretora de Desenvolvimento Humano da Aliança Empreendedora, parceira executora do programa, avalia que tanto a jornada de dez meses, quanto a última imersão foram muito positivas para o futuro dos jovens e de seus empreendimentos.

“A terceira imersão marca o fim de um ciclo. É o último momento de olhar a trajetória dos negócios e dos próprios empreendedores. Eles tiveram a chance de ter um retorno muito importante de pessoas que não acompanharam os negócios desde o início e foi interessante ver que a banca acreditou nos empreendimentos, compartilhou contatos e, o mais importante, deu dicas de como potencializar as ideias daqui em diante”, conta.

Sob o olhar dos jovens

Para os idealizadores do Cinequebrada, um negócio que aposta em produções audiovisuais acessíveis para a construção de espaços de fala e visibilidade, a imersão serviu como reflexão sobre os dez meses de acompanhamento do Pense Grande.

“Vivemos uma semana de muita animação junto com outros jovens empreendedores. Foi um período super importante para o futuro do Cinequebrada porque nós recomeçamos o negócio quase do zero. O Pense Grande proporcionou maturidade para nós como empreendedores e, também, como pessoas, porque uma coisa não está separada da outra”, opina Wesley Xavier, um dos idealizadores do Cinequebrada.

Durante a imersão, uma das palavras mais mencionadas por eles e por quem acompanhou o processo de desenvolvimento dos negócios, foi amadurecimento.


“Atingimos nosso maior objetivo durante o Pense Grande: sair da fase de ideação do negócio para a de pré-operação. Éramos os empreendedores mais jovens da Turma 2018. Desenvolvemos e amadurecemos muito, tanto o negócio, quanto nós mesmos. Incentivamos que mais jovens participem do Pense Grande, porque é um programa para quem quer, realmente, fazer acontecer!”, acredita Carla Francischette, uma das idealizadoras da IntegraMais.

Momento de seguir em frente

Com o ciclo Pense Grande Incubação 2018 encerrado, começa outra etapa na vida dos jovens empreendedores que participaram do programa: o momento de juntar as avaliações, pensar no futuro dos empreendimentos, aproveitar a rede que construíram durante o processo e transformar os medos e receios em ação.

Em 2019, desafios como pensar a sustentabilidade financeira do negócio, testar os produtos ou serviços desenvolvidos e impactar suas comunidades estarão ainda mais presentes na vida dos jovens empreendedores.

Pense Grande Incubação 2019 vem aí: prepare-se! 

Se você também tem uma ideia de empreendimento social para desenvolver ou tirar do papel, inscreva-se para Pense Grande Incubação 2019. Mais informações estarão disponíveis, em breve, no site do Pense Grande. Fique de olho!

fevereiro 6th, 2019

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O ano de 2018 foi de muito trabalho para os jovens que se engajam na jornada empreendedora. Isso porque não basta ter propósito e iniciativa. Tirar uma ideia do papel exige planejamento, estudo, elaboração de metas, organização e muita mão na massa. Seja com formação ou levando inspiração, o Programa Pense Grande da Fundação Telefônica Vivo também se mobilizou para apoiar aqueles que têm o sonho de mudar a comunidade com o desenvolvimento de negócios sociais.

Foram muitas novidades. Em setembro começou o Pense Grande.doc, uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura que traz 26 episódios com casos inspiradores de jovens empreendedores, como Jéssica Perereira, que tem Síndrome de Down e é dona e chef do Bellatucci Café, e Anna Beserra, cridora do dispositivo Aqualuz, que utiliza raios ultravioletas para limpar água e garantir o acesso à população de Valente, na Bahia. Até março, os episódios estão sendo exibidos às quintas-feiras, 22h15, no Canal Futura, além de ficar disponível no Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

O Pense Grande em 2018

  • 300 beneficiários;
  • 47 escolas trabalham com a metodologia Pense Grande;
  • 2 Escolas Técnicas – ETECs –  e 7 Faculdades de Tecnologia – FATECs incorporaram a metodologia no currículo escolar;
  • 34 mil jovens sensibilizados na oficina Pense Grande Se Vira;
  • Parceria com o Programa Acessa Campos, do Governo do Estado de São Paulo, e com o Programa VAITEC, da Prefeitura de São Paulo;
  • Lançamento dos conteúdos Podcast Pense Grande e Pense Grande.doc.

Em outubro, foi a vez de lançar o Pense Grande Podcast, que trouxe histórias de vida, dicas e desabafos de jovens que passaram pela jornada empreendedora. Beatriz Santos, dona do empreendimento de controle financeiro Barkus Educacional, incubado pelo Pense Grande em 2017, teve sua jornada retratada no documentário e participou de um dos episódios do podcast.

“O documentário é inspirador, tem um ar nostálgico de um exemplo a ser seguido. Já o podcast é mais prático por trazer experiências reais de como funciona empreender, com dicas direcionadas”, conta a jovem, que se consolidou como Embaixadora de Engajamento do programa. “As duas iniciativas são muito importantes para ajudar jovens empreendedores porque elas unem o que a gente mais precisa: inspiração e dicas práticas. Às vezes, na jornada empreendedora, bate uma vontade de desistir porque as coisas ficam difíceis. Ver exemplos de jovens que fazem o mesmo corre que você e pegar dicas práticas ajuda a dar aquele gás”, diz.

Amadurecimento dos negócios

Em 2018, 15 empreendimentos foram incubados pelo Pense Grande. Entre eles, o TecLar, uma plataforma gameficada de inclusão digital para idosos criada pela recifense Aline Omar, de 27 anos, após perceber os apuros do pai, de 77 anos, na fila do banco para pagar contas simples.

Aline Omar, do projeto TecLar e Embaixadora de Oportunidades da Rede Pense Grande, está usando óculos, blusa preta de alça e sorri para a foto.

Aline diz que a participação no programa foi fundamental para ampliar sua visão dos negócios. “Estamos na reta final da incubação e até agora o Pense Grande nos ajudou a fazer o MPV (Mínimo Produto Viável), criar estratégias, elaborar plano de negócios e de marketing, além das mentorias e do apoio financeiro para tocarmos os negócios”.

O envolvimento foi tanto que a jovem se tornou Embaixadora de Oportunidades da Rede Pense Grande, atuando na divulgação de editais para empreendedores, além de conteúdos inspiradores e informativos.

 

Questão de oportunidade

É comum ouvir de empreendedores que o melhor momento para tirar a ideia do papel é agora. Mas, para quem está resistente ou mesmo inseguro, existem algumas maneiras de simular situações que podem aparecer pelo caminho. Um exemplo é o jogo Se Vira, que mescla conceitos de RPG com situações da vida real e  é um sucesso nas oficinas do Pense Grande.

O paulistano Marcos Dias Bonfim, de 19 anos, teve contato com o jogo há alguns meses na ESPRO – Ensino Social Profissionalizante, onde estuda administração. A participação foi determinante para que ele encontrasse caminhos para profissionalizar o empreendimento que tem com o sócio, Fabio Gonçalves da Silva, de 36 anos.

Desde 2016, eles mantém o Projeto Vila em Progresso, que prevê o acesso à educação, cultura e recreação para crianças e jovens de até 24 anos da Vila Progresso, comunidade de extrema vulnerabilidade social da zona leste de São Paulo. Através de doações, ações de voluntários e recursos próprios, o espaço oferece cursos de inglês, informática, programação, empreendedorismo, direitos humanos, reforço escolar, oficinas de autoconhecimento, reciclagem, fotografia, entre outros. Já são mais de 100 crianças e jovens atendidos.

“Nossa meta é sair da informalidade e arrumar novas parcerias. O Pense Grande nos mostrou o caminho para que nosso empreendimento se tornasse mais confiável”, relata Marcos.

Fabio complementa: “A participação no programa criou um desejo ainda mais forte de dar oportunidades às crianças e jovens, para que não fiquem em situação de rua e nem que sejam aliciados pelo tráfico, prostituição e outros males que rodeiam a comunidade. Sonhamos em ver nossos jovens perseguindo seus sonhos”.

Escola também é lugar de empreendedorismo

A ETEC Doutora Ruth Cardoso, em São Vicente, foi uma das que incorporou a metodologia Pense Grande na grade curricular dos segundos anos do Ensino Médio, com o objetivo de ajudar estudantes a desenvolver competências empreendedoras. A iniciativa foi um sucesso, com vantagens para a escola, que fortaleceu o relacionamento com os alunos, e para o engajamento de professores e alunos.

A diretora Kelly Renata Mariano da Silva Senne lista algumas mudanças percebidas após a inclusão da metodologia. “A capacidade de organização, tanto das atividades, do material, do tempo e da divisão de tarefas, foi bem perceptível. O trabalho coletivo e o respeito entre a turma também se intensificaram. Muitos estudantes melhoram a capacidade de expressão oral”. Ela também ressalta maior engajamento com as ações voluntárias que já são tradição na ETEC, como visita a lar de idosos e creches.

A professora da ETEC Irmã Agostina e vencedora do Demoday Formação de Professores do programa Pense Grande, Renata Borges, está usando blusa azul clara de mangas curtas, cabelos compridos soltos e sorrindo para a foto.

A professora Renata Borges, que leciona Gestão de Pessoas no curso de Administração da ETEC Irmã Agostina, de São José dos Campos, observa que jovens que participam de programas que fomentam empreendedorismo e inovação desenvolvem competências que os deixam mais preparados para a vida, como dinamismo, autoconhecimento e resiliência. “O Pense Grande oferece uma escolha que vai além do que está ali disponível no mercado de trabalho”, diz.

Por acreditar no potencial do ensino de empreendedorismo, ela resolveu participar do primeiro Demoday Formação de Professores, que aconteceu em dezembro de 2018 com o objetivo de mostrar como a cultura empreendedora também serve de inspiração para novas metodologias de ensino e aprendizagem. “Fiquei muito empolgada com a possibilidade de ter acesso a conteúdos atuais e que melhorem a minha atuação docente”.

O que ela não esperava era que seu projeto ficasse em primeiro lugar, dentre os 26 participantes. A proposta do empreendimento criado por ela, batizado de Espaço Zen, era oferecer ambientes confortáveis e acolhedores para alunos por meio da reutilização, reaproveitamento e reciclagem de materiais, como pufes feitos com pneus de carros.

Segundo a educadora, duas coisas foram determinantes para sua vitória: “A dedicação às oficinas, sempre relatando no diário de bordo o aprendizado das atividades propostas, e a humildade para aprender”, diz a professora.

“A maior vantagem de participar da iniciativa foi confirmar a percepção de que posso sempre aprender com meus alunos. Essa prática empática de me colocar no lugar deles, de pensar como eles se sentem quando participam de programas como esses, o que eles são capazes de realizar foi muito importante para o meu desenvolvimento pessoal e profissional”.

Mão na massa e engajamento

Se os professores tiveram o primeiro contato com o Demoday em 2018, os estudantes estão mais do que acostumados com o evento, que marca o encerramento do Pense Grande. A 5ª edição aconteceu em novembro, celebrando a participação dos dois mil jovens formados pela metodologia ao longo do ano nas ETECs e FATECs de São Paulo.

Na ocasião, os dez melhores empreendimentos foram selecionados entre 130 projetos para disputar o 1º lugar, que foi conquistado por alunos da ETEC Albert Einstein, da região norte de São Paulo. Criado por Beatriz Adas, de 16 anos, Júlio Rubio e Milleny Saud, de 15 anos, o EcoCrie é um aplicativo que ensina a criar brinquedos a partir de materiais recicláveis. O app também propõe maior tempo de qualidade entre pais e filhos, já que disponibiliza vídeos e oficinas de conscientização e cultura maker.

“Nós aprendemos muita coisa com o projeto, mas o principal foi resolver grandes problemas a partir de pequenos atos”, conta Milleny. “Essa é uma experiência que meus colegas e eu vamos levar para toda a vida. Cada etapa do processo do Pense Grande valeu muito a pena”, conclui a jovem, que após a participação no programa, considera virar empreendedora.

janeiro 14th, 2019

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Aos nove anos de idade, a garota Emanuelly Oliveira, resolveu em ajudar famílias e crianças subnutridas na cidade Quixadá-CE, localizada no semiárido sertão cearense. Tendo sua mãe como grande inspiração, ela começou a organizar visitas e doações de cestas básicas para sua comunidade.

A iniciativa foi se desenvolvendo na adolescência até culminar na primeira configuração do que viria a ser seu negócio social. O objetivo era ir além do assistencialismo, deixando um legado a partir da educação e integração da cultura local. Hoje, Emanuelly Oliveira é educadora da rede pública do estado do Ceará e fundadora do projeto Social Brasilis. Aos 31 anos, ela tornou-se um exemplo para outros jovens de como ser um empreendedor social.

Depois de ter participado do programa Geração Muda Mundo da organização Ashoka, aos 18 anos, a jovem foi cursar Letras na Universidade Federal do Ceará e quis aprofundar sua experiência com a educação. Foi como professora da rede pública que ela descobriu a porta de entrada para o empreendedorismo.

A jovem conta que foi através dos conhecimentos adquiridos no Social Good Lab e no ano seguinte, quando resolveu inscrever o projeto no Programa Pense Grande e participou da incubação durante 10 meses, que o projeto se desenvolveu. “A história do SB se divide em antes e depois do Pense Grande. Eu acredito que se não tivéssemos passado pelo programa, a gente não teria esse nível de maturidade que temos enquanto negócio e equipe”, afirma a empreendedora.

Atualmente, o Social Brasilis desenvolve programas educacionais que prepararam as pessoas para novas abordagens no mercado de trabalho e na comunidade, através de uma plataforma digital personalizada.

Na imagem, Emanuelly Oliveira do Social Brasilis fala em um microfone durante apresentação.

“As pessoas realizavam ações interessantes nas periferias e não tinham acesso à tecnologia e às redes sociais para divulgar o trabalho que faziam. Ninguém de fato conhecia o que o bairro tinha para oferecer” afirma Emanuelly Oliveira.

Traduzindo realidades

Foi a partir da observação da realidade de sua comunidade no interior da Bahia, que Raíra de Carvalho (22) também encontrou motivação para empreender. Em 2013, aos 16 anos, a jovem de Vitória da Conquista e então estudante do curso técnico de Informática no Instituto Federal da Bahia, interessou-se em saber mais sobre o processo desgastante de aprendizagem de um colega de classe com deficiência auditiva.

Ele não conseguia ler a prova e responder sem o auxílio da tradutora. Quando ela não estava, ele ficava completamente perdido, pois o português que ele traduz através das Libras é muito diferente do usado pelo professor em sala de aula”, conta a jovem que, incomodada com essa lacuna, procurou a tradutora do colega para entender o processo.

Com a ajuda de mais dois outros colegas e um professor, nasceu o protótipo do Librol. Utilizando textos trabalhados dentro da sala de aula, os jovens encontraram padrões na maneira de traduzir a linguagem de Libras para o português, como os verbos sempre no infinitivo, ausência de conjunções a e simplificação de conceitos.

A princípio, a ideia era diminuir a evasão escolar de pessoas com deficiência auditiva, tornando o ambiente mais inclusivo e o acesso à informação igualitário a partir da instalação de um software nos computadores da escola. Criar um empreendimento social não estava nos planos; o grupo se separou e Raíra só retomou o projeto em 2015, quando notou a repercussão da iniciativa.

Aprendendo a empreender

Mas afinal, o que é ser um empreendedor social? Para os jovens fundadores de duas iniciativas de impacto, inclusão é palavra chave. Além de ser um negócio bem sucedido, para o Social Brasilis e o Librol, a motivação, a observação e o compartilhamento são indicadores mais representativos em uma trajetória marcada pelo desenvolvimento social.

Na imagem jovem do projeto Librol fala para uma câmera durante gravação do documentário Pense Grande.Doc

Em 2018, mais de 3200 pessoas foram impactadas diretamente pelo Librol e 31 mil pessoas consumiram o conteúdo orgânico indiretamente.

Raíra só teve seu primeiro contato com esse universo no ano de 2015, quando apresentou a ideia na Campus Party e foi premiada. Desde então, juntou-se com colegas da universidade, André Ivo (20) e Jennifer Brito (23), para somar conhecimentos ao projeto, desenvolvendo um software adaptável aos sistemas operacionais mais diversos, funcionando em formato de aplicativo gratuitamente.

Já Emanuelly não se enxergava como empreendedora social e tampouco seu projeto como negócios. “O Social Brasilis de hoje é uma releitura do que seria o projeto que pensei na adolescência e representa um amadurecimento”, conclui a educadora.

Quer saber mais? A trajetória empreendedora das iniciativas serão contadas no Pense Grande.Doc. O documentário é resultado de uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura com o objetivo de estimular a produção audiovisual de jovens talentos brasileiros. Os episódios sobre o Social Brasilis e o Librol vão ao ar, respectivamente, nos dias 10 e 24 de janeiro, às 22h15. Acompanhe!

janeiro 8th, 2019

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