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Resolver várias questões em um único projeto. Esta é apenas uma das façanhas da turma da Eco Garopaba, associação que leva o nome de sua cidade sede, no litoral de Santa Catarina.

Criada pelo casal Carolina e Jairo Lumertz, a iniciativa tem como missão conscientizar as pessoas da necessidade de preservação do meio ambiente, da redução na produção diária de lixo e sua correta destinação, da reutilização e reciclagem de materiais, além de incentivar a prática esportiva e a inclusão social por meio do surf. E eles fazem tudo isso a partir de uma invenção de Jairo, gaúcho e surfista desde os 11 anos de idade: uma prancha feita de garrafas pet.

Em uma experiência no Havaí, em 2007, Jairo teve a ideia de desenhar a prancha com o uso destes materiais. Foi ao ver garrafas de plástico boiando no mar que pensou como poderia tirá-las dos oceanos. Quando retornou ao Brasil, em 2011, e conheceu Carolina, criou o Prancha Ecológica, que hoje é apenas uma das vertentes da Eco Garopaba. Desde 2012, o projeto já chegou a mais de 40 cidades brasileiras, envolvendo 20 mil crianças.

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Onda de sustentabilidade

De lá para cá, a dupla desenvolveu uma parceria com a Prefeitura de Garopaba e começou a capacitar professores para o reaproveitamento de resíduos, além de receber escolas e realizarem um trabalho para atender a comunidade. “As nossas palestras são voltadas para a reciclagem, então conseguem atingir um grande número de protetores ambientais”, dizem.

E é da própria comunidade que vem o material utilizado para a confecção das pranchas. “Dizemos que somos caçadores de garrafas pets”, conta Carolina. Eles calculam que já transformaram 15 mil garrafas em pranchas, e ainda criaram um modelo para deficientes físicos.

Em junho de 2017, eles saíram de Garopaba e levaram a prancha como ferramenta para falar dos problemas que o lixo causa no planeta a mais de 5.000 crianças de 18 cidades em quatro Estados brasileiros. A ideia agora é lançar um livro e um documentário sobre o projeto.

O sucesso da Prancha Ecológica é tanto que já surfou nas ondas de Israel, Argentina, Peru, Chile, México, Nova Zelândia, Indonésia, Austrália, França, Inglaterra, Portugal e Tailândia.

Empreendedorismo na veia

O espírito empreendedor do Jairo não para por aí. Shaper profissional, ele fabrica pranchas no modelo tradicional e ainda lançou um novo composto por 60% de material reciclado. A criação e consertos de pranchas é uma das formas como o casal se mantém financeiramente, visto que por enquanto apenas uma empresa contribui para as despesas da Associação.

Carol também concilia as atividades da organização com trabalhos de fotografia e venda de produtos feitos de fibras de garrafas pet. O carinho e zelo com a iniciativa transbordam quando os dois contam do projeto. “Queremos entrar em todas as escolas do mundo para levar esta mensagem positiva de amor e de cuidado com a natureza”, finaliza Carol.

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novembro 29th, 2017

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Facilidade na abertura de empresa e um mercado reduzido fazem da Nova Zelândia o sonho de quem quer incubar projetos e testar ideias

A Nova Zelândia, com população de 4,6 milhões de habitantes, menor que a da cidade de São Paulo, foi o primeiro país a criar um visto exclusivo para empreendedores sociais – o Global Impact Visa (GIVs). A iniciativa inédita, colocada em prática neste ano, reforçou a vocação do lugar como um dos melhores para empreender no mundo.

Na terra dos kiwis, como são conhecidos os neozelandeses, o tempo médio para se abrir uma empresa é de um dia, e o processo pode ser feito inteiramente online, com todos os impostos e trâmites detalhados para facilitar a vida de quem preenche.

Possibilidades

Para atrair cada vez mais empreendedores de diversas partes do mundo, além do visto, foi criada também a bolsa Edmund Hillary Fellowship. Ela oferece um programa de até três anos para empreendedores desenvolverem seus protótipos sociais na Nova Zelândia. “No país, existe uma cultura de colaboração grande e um mercado pequeno, o que o torna uma nação ideal para incubar novas ideias”, explica a empreendedora brasileira Sandra Chemin, que mora há quatro anos no país da Oceania. Ela trabalha na Enspiral, uma rede internacional de colaboradores voltada para o desenvolvimento de ideias de transformação social.

O critério de seleção mais importante é o impacto: o empreendedor deve ter uma ideia de alto impacto global e mostrar que é capaz de gerenciá-la tanto no nível técnico quanto de manutenção. A cada semestre, 50 empreendedores podem se candidatar.

Como também é embaixadora do Edmund Hillary Fellowship, Sandra está a caminho do Brasil, para conhecer alguns empreendedores e empreendedoras que desejam se inscrever. E está animada!  “O empreendedor brasileiro está entre os mais criativos do mundo. Por não contar com apoio para a abertura de empresa, enfrentar burocracia e ter poucas fontes de investimento público, ele constantemente precisa reinventar o seu negócio para que ele sobreviva. Vai ser incrível contar com brasileiros no time de empreendedores que querem mudar o mundo!”

novembro 21st, 2017

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Conheça o empreendedor por trás dessa ideia que já conta com 400 negócios cadastrados em 18 estados

No Brasil, 51% dos empreendedores são negros. É o que mostra uma publicação do Sebrae de outubro de 2016, baseada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada entre 2001 e 2014. Segundo os dados do levantamento, houve um crescimento de 47% no número de donos de negócio negros no país durante o período, passando de 8,7 milhões para 12,8 milhões de pessoas.

São comerciantes e prestadores de serviço em geral, como artesãos e cabelereiros, que ainda vivem em situação de invisibilidade. Pensando em uma maneira de chamar a atenção para esse mercado, o jovem Vítor Coff Del Rey, de 32 anos, criou a plataforma Kilombu, que conecta produtores e consumidores afro-brasileiros. “Pesquisando na internet, percebi que havia uma grande quantidade de páginas e grupos no Facebook voltados para o afroempreendedorismo, mas sem nenhum tipo de interação e conexão entre elas”, conta.

A proposta é simples: unir empreendedores a consumidores interessados em utilizar os seus serviços ou produtos. Para participar, basta instalar o aplicativo gratuito disponível para Android, criar uma conta pessoal e cadastrar o negócio.

Como surgiu

Nascido em uma comunidade em Nova Iguaçu (RJ), Vítor iniciou seus estudos em Ciências Sociais pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, após conseguir uma bolsa pela Educafro

A convite de uma professora, o jovem começou a participar de um projeto no laboratório de práticas jurídicas da faculdade, que prestava consultoria gratuita a empreendedores de comunidades na região para ajudá-los a formalizarem os seus negócios. O jovem fazia a ponte entre os alunos e as pessoas da comunidade.

Dois anos e meio depois de trabalhar como voluntário, Vítor percebeu que o perfil dos empreendedores era parecido, e que, mesmo com todo potencial, a maioria não sabia como cuidar do seu próprio negócio.

O incômodo com a situação transformou-se em uma ideia. Em janeiro de 2016, o empreendedor convidou os colegas Kizzy Terra e Hallison Paz, ambos engenheiros de computação e mestres em matemática, para colocar o projeto em prática. Em fevereiro de 2016, o Kilombu já estava no ar.

Mais do que um aplicativo

Para contribuir com a qualificação profissional dos empreendedores e promover a sustentabilidade do negócio, o projeto oferece cursos de capacitação e aulas de como gerir o próprio negócio, por meio de parcerias com universidades. “Não adianta eles divulgarem os próprios negócios, se não tiverem conhecimento em áreas como marketing ou finanças para mantê-los”, afirma Vitor.

Após a chegada de novos integrantes, o projeto contará com mudanças que envolvem melhorias como a inserção de fotos, serviço de avaliação entre empreendedores e uma moeda digital própria para transações na plataforma.

“Queremos atrair empreendedores de todos os tipos, tamanhos e lugares, tornando-os ainda mais qualificados em suas áreas de atuação e promovendo uma maior igualdade de oportunidades”, conclui Vitor.

Pedimos ao Vítor que nos contasse seus principais aprendizados após tirar sua ideia empreendedora do papel. Confira as dicas!

“Submeta o que você faz para o olhar de outra pessoa e aceite as críticas, mesmo que doam. É daí que você pode extrair melhorias para o seu projeto”.

“Cuidado com excesso de otimismo. Seja realista e foque em objetivos de médio e longo prazo.”

“Trabalhe com uma equipe multidisciplinar e com pessoas com pontos de vista diferentes do seu.”

“Seja honesto consigo mesmo sobre suas reais motivações para fazer determinado projeto.”

“Busque o apoio de sua família e amigos. Se eles sonharem junto com você, fica mais fácil”

outubro 25th, 2017

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Conheça o negócio social que cria peças com tecidos reaproveitados

A Colibrii é um empreendimento social de Porto Alegre que cria produtos com materiais que certamente seriam descartados. A iniciativa surgiu em 2013, quando as idealizadoras Gabriela Ruiz Gonçalves e Marília dos Reis Martins, que hoje não participa mais da iniciativa, estavam em busca de um propósito maior na carreira. “Queríamos empreender e ao mesmo tempo, trazer um impacto positivo para sociedade”, conta Gabriela, hoje com 31 anos.

O primeiro contato dela com o empreendedorismo se deu em projetos sociais, trabalhos voluntários e formações para jovens lideranças. Foi assim que ela conheceu a comunidade do Morro da Cruz, na capital gaúcha, e um grupo de artesãs locais. “Começamos a ir semanalmente para entender qual era a realidade e como a gente poderia contribuir naquele grupo”, diz.

Foi a união do desejo de empreender das jovens estudantes com a história destas artesãs que fez nascer seis meses depois a Colibrii. Gabriela e Marília perceberam que elas poderiam contribuir com a venda dos produtos manufaturados pelas artesãs, aproximando quem compra de quem faz.

Desde então, as costureiras não são apenas “mão-de-obra”, mas cocriam cada produto. Elas estão incluídas no processo criativo e recebem uma remuneração justa pelo trabalho realizado. “As costureiras realmente se reconhecerem no produto final. É um produto que faz sentido para quem compra e para quem esta produzindo”, explica Gabriela.

Design e sustentabilidade

O diferencial dos produtos Colibrii é o design arrojado somado aos materiais reaproveitados, como, por exemplo, tecido de guarda-chuva, sacas de café, calças jeans usadas, refugos da indústria têxtil e o que mais a criatividade permitir. “Não faz sentido colocar mais material no mundo, sendo que já existe essa quantidade enorme de materiais a serem reaproveitados. Buscamos reduzir ao máximo o impacto ambiental que o universo da moda causa”, conta Gabriela.

O olhar aguçado para a possibilidade de incorporar novos materiais reaproveitados veio das próprias artesãs. A costureira Natalia Soares lembra que ela estava dentro do ônibus quando viu no meio de um lixo um guarda-chuva quebrado. “Pensei na hora que tinha que pegar esse guarda-chuva, tirar aquilo da rua”, conta Natalia. Sua parceira de trabalho Eni Leal diz que quando surgiu a ideia de fazer mochilas, ela sugeriu que fossem feitas também com jeans usado. Atualmente, esses dois tecidos fazem parte dos materiais utilizados nos artigos da Colibrii, seja como forro de nécessaires e mochilas, seja nas capas de pranchas de surf confeccionadas em uma parceria com a marca Surfari.

Trabalho e autoestima

Para além da melhoria dos ganhos financeiros para as artesãs, e da satisfação para a idealizadora de trabalhar com algo que responde profundamente a seus propósitos de contribuir com a sociedade, a Colibrii também gera um efeito muito positivo para as mulheres da comunidade Morro da Cruz.

“É notável como afeta positivamente a autoestima das mulheres. Elas participam de um processo criativo coletivo, colocando em prática seus conhecimentos e com um grande reconhecimento em relação ao trabalho realizado, tanto por parte dos familiares quanto dos clientes”, diz Gabriela.

Para a empreendedora, o maior desafio é manter a coerência nos negócios de forma sustentável sem perder os valores. Por isso, ela destaca: “o autoconhecimento é essencial para conhecer seus pontos fortes, para assim saber de que forma podemos melhorar e desenvolver, contribuindo para um mundo melhor”.

outubro 25th, 2017

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A maratona de pitches do Programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo, se encerrou em São Paulo, cujo parceiro executor é o Arrastão. No evento, jovens universitários apresentaram negócios sociais inovadores desenvolvidos dentro do ambiente acadêmico.

O perfil do jovem universitário mudou. Até alguns anos atrás, a maioria sonhava com uma formação acadêmica para ser contratado por uma empresa, buscando principalmente a estabilidade e as possibilidades de ascensão na carreira. Atualmente, além do diploma, muitos estudantes vêm tentando unir sua escolha profissional com o propósito fazer a diferença no mundo.

Mariana Silva é um exemplo de quem arregaçou as mangas em nome do empreendedorismo social. Enquanto trabalhava na área de Segurança de Saúde, a universitária percebeu as dificuldades de transporte que pessoas com deficiência permanente ou temporária enfrentavam. Foi assim que ela idealizou a startup Manobra Saúde, que tem como objetivo oferecer um meio de transporte mais humanizado e qualificado para os pacientes. Sua iniciativa foi uma das ganhadoras do pitch (apresentação de projetos com até 5 minutos de duração) promovido pelo Programa Pense Grande em São Paulo, em parceria com a ONG Arrastão.

Além da Manobra Saúde, outros quatro projetos foram premiados em cerimônia que aconteceu na universidade Uninove nos dias 2 e 3 de dezembro de 2016, em São Paulo (SP). Entre eles estava o Taxa Exata, startup que busca transparecer o valor a ser recebido pelos comerciários depois de descontadas as taxas dos cartões. Outro empreendimento reconhecido foi o Caçadores de Dívidas, startup que prima por criar relações mais simpáticas entre devedores e credores. Os empreendimentos receberam R$ 1.000,00 para começarem seus negócios.

Projetos de estudantes de Ensino Médio também foram contempladosAlém dos projetos desenvolvidos pelos estudantes da universidade, empreendimentos de estudantes de Ensino Médio, realizadas em parceria com a organização CAMP Oeste, também foram avaliadas pela banca de especialistas durante o evento.

Os alunos responsáveis pela Vescola, plataforma criada para facilitar a interação entre professores e alunos, e pelo Sem Vergonha, um aplicativo para ajudar tímidos a se relacionarem, foram os premiados. Cada iniciativa recebeu R$ 500,00 para dar continuidade ao trabalho.

O evento representa a concretização de uma experiência inovadora entre oPrograma Pense Grande e a Uninove, durante a qual os estudantes da universidade puderam refletir sobre seu entorno e desenvolver soluções em empreendedorismo e negócios sociais.

O projeto contou com duas fases, desenvolvidas tanto pelos educadores da ONG Arrastão parceira executora do projeto em São Paulo, quanto por consultores experientes nas áreas de empreendedorismo e inovaçãoarticulados pelo Pense Grande: na primeira, os alunos da Uninove tiveram um ciclo de 16 horas de imersão em práticas empreendedoras e nos problemas que desejavam solucionar. Já na segunda fase houve um afunilamento para aqueles que queriam investir tempo na lapidação de seus negócios, em um ciclo de 72 horas.

Na premiação, os universitários tinham cinco minutos para convencer uma banca de especialistas, entre eles Luis Guggenberger, gerente de Projetos Sociais da Fundação Telefônica Vivo. Para o coordenador Henrique Alberto Eder, do Arrastão, o que os convidados puderam presenciar foi uma “quebra de paradigma”. “Normalmente os jovens estão se preparando para o mercado de trabalho, valorizando o certificado e imaginando algo seguro. Gradativamente, nós o ajudamos a perceber que podem empreender, que tem ideias e que conseguem visualizar soluçõesimportantes para problemas que vivem na própria pele”.

Não é um processo simples convencer o jovem de seu potencial e que pode optar por não se aventurar em um emprego convencional. O professor Thiago Graziano falou sobre este sentimento de hesitação e também sobre a necessidade da universidade se estabelecer como um ambiente prolífero para o empreendedorismo. “Eu já fui esse jovem que saiu da universidade empreendendo e que também sentiu falta de apoio dentro da faculdade. Hoje o empreendedorismo não é necessidade, é uma obrigação acadêmica, porque existem coisas que nós só aprendemos na prática”.

Luis Guggenberger, após parabenizar os projetos apresentados, incentivou os jovens a continuarem investindo em seus projetos e se possível, considerarem inscrevê-los na próxima fase de incubação (Eixo Apoiar) do Pense Grande, que começará a receber novos projetos em fevereiro de 2017. Para o gerente, qualquer iniciativa de transformar o Brasil em um país empreendedor tem que passar pela universidade, e é por isso que o Eixo Formar do Pense Grande aposta em parcerias como essa. “Se não tivermos esse olhar de trazer conteúdo, provocação e inspiração para os educadores repensarem novos formatos dentro das faculdades, não vamos ser uma nação de empreendedores inovadores. Essa experiência foi muito rica para olharmos a metodologia do Pense Grande e incidirmos cada vez mais em universidades e escolas públicas de todo país”.

Ainda que nem todos os jovens tenham sido contemplados pelo prêmio, nota-se que o aprendizado os faz querer perseguir uma carreira empreendedora ou, pelo menos, assumir uma postura de liderança dentro de negócios mais convencionais. Seja Mariana, que contou entusiasmada sobre os próximos passos em uma área onde ela está “fazendo a diferença”, ou o Rafael Augusto, jovem da área de tecnologia e um dos concorrentes para o prêmio, que afirmou que somente com o empreendedorismo social ele é capaz de “ver a felicidade em que está ajudando”, empreender se configura com um caminho para que sejam protagonistas de suas próprias realidades.

dezembro 13th, 2016

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