alt marcas

Antes de começar a empreender é necessário conhecer sobre o mercado, concorrentes, investimento entre muitos outros pontos importantes. Mas também é interessante ler histórias de alguns empreendedores. Você pode se surpreender com o caminho percorrido por outras pessoas que, como você, querem ter seu próprio negócio.

Uma das histórias é do paulistano Kauê Russo, que aos 16 anos abriu seu primeiro negócio, que quebrou e um ano por falta de planejamento financeiro. Aos 18, montou uma nova empresa, fechada pouco depois por falta de estratégia. Hoje, aos 25, é dono de uma agência de marketing, uma startup de imóveis de leilão e está prestes a abrir um mercado especializado em vender produtos próximos ao vencimento a preços vantajosos.

Aos 25 anos, o empreendedor Kauê Russo comanda três negócios

Kauê faz parte de um grupo de jovens que cada vez mais cedo vislumbra comandar o próprio negócio. Isso se reflete na sala de aula da professora Letícia Menegon, coordenadora do centro de empreendedorismo da ESPM-SP. “Na semana, perguntei quem pretendia empreender, 40% dos meus alunos levantaram a mão. Isso é reflexo de uma geração que busca flexibilidade e não gosta da organização hierárquica do trabalho”, diz.

 

Um país de empreendedores

Pesquisa realizada pela startup norte-americana Expert Market, em 2017, mostra que o Brasil ficou em 5º no ranking com mais pessoas dispostas a empreender, em um ranking com 15 países.

E com mais gente empreendendo, as perspectivas também melhoram. O Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro, realizado em 2016 pela Confederação dos Jovens Empreendedores (Conaje), apontou que os jovens estão empreendendo mais e cada vez mais cedo. E suas empresas estão mais duradouras e estáveis: 49% de quem respondeu declaram ter um negócio há pelo menos cinco anos. Foram ouvidas cinco mil pessoas de 18 a 39 anos de todo o Brasil.

Para quem tem o sonho de ter o próprio empreendimento, saiba que não é preciso esperar pelo momento ideal. É preciso começar, prestando atenção em algumas dicas:

 

1. Não espere pela grande ideia

Vale mais um empreendedor na mão do que uma ideia de um milhão de dólares voando.

Um bom ponto de partida é pensar no que ninguém está fazendo ainda, mesmo que o negócio não seja novo. “Se você muda a forma de abordar o cliente, inova nos processos ou cria novas experiências, vai longe”, diz a especialista da ESPM.

 

2. Encontre sua real motivação

Sua vontade é ganhar dinheiro ou trabalhar menos? Não se iluda: na prática, o empreendedor tende a trabalhar mais do que um funcionário comum e pode levar algum tempo para ter retorno.

“Só para pagar pelo o que investiu são pelo menos seis meses. Para começar a ter lucro, de um ano e meio a três”, explica Augusto Aielo, vice-institucional do Fórum de Jovens Empreendedores (FJE) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O segredo é encontrar aquilo pelo que você tem paixão, e fazer disso sua motivação.

 

3. Dinheiro para que?

Seis de cada dez jovens empreendedores não buscaram nenhum investimento inicial para abrir suas empresas, diz a pesquisa do Conaje. De acordo com o levantamento, isso se deve ao fato de a maioria dos novos negócios ser do setor de serviços, que, em geral, demanda um capital inicial menor. “Montei minha agência com R$ 700, uma blusa que troquei por um computador e uma guitarra que troquei por mesas”, relembra Kauê Russo.

A pesquisa Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro mostra 40% dos jovens buscam capitalização para abrir seu negócio. A alternativa de financiamento bancário ficou em primeiro lugar (54%), seguida pelo apoio de família e/ou amigos (39%), investimento-anjo (5%) e fundos de capital de risco (2%). Na hora de escolher, é importante ter um plano de negócios detalhado, além de conhecer os juros e condições de pagamento de cada modalidade.

 

4. Arregace as mangas

Como é o mercado? Quem é o público-alvo, do que ele precisa e como se comporta? Para encontrar essas e outras respostas, é preciso muito estudo e planejamento. Conversar com quem trabalha no ramo e com outros jovens empreendedores é fundamental. Inclusive com quem já quebrou, para aprender com os erros dos outros.

 

5. Busque mentores

Eles são um ponto de apoio importante. Vale, inclusive, alguém da sua família. “Essa pessoa vai olhar de fora e apontar caminhos que não conseguimos enxergar quando estamos muito apaixonados pelo negócio”, indica Russo. Endeavor, Cubo, Google e incubadoras de startups costumam ter boas oportunidades de mentoria.

 

6. Persista

É preciso ter preparo psicológico para seguir o caminho do próprio negócio. Você vai ouvir muitos ‘nãos’, encontrar portas fechadas, ter que lidar com a burocracia brasileira e impostos de desanimar. “A grande característica do empreendedor é a resiliência. A gente vive de mudar, errar, quebrar e aprender”, explica Augusto Aielo.

março 22nd, 2018

Posted In: Notícias, Destaque

Tags:

Leave a Comment

Natural da Bahia, Sergio Bispo chegou a São Paulo em 1989 e desde a infância trabalha como catador. Ele poderia ter tido o destino de tantos outros colegas de ofício, que batalham diariamente em meio ao trânsito puxando carroças pesadas, mas graças ao gosto por aprender acabou tornando-se um empreendedor socioambiental, e em 2014 começou o projeto Kombosa Seletiva.

“Quando tinha meu carrinho, comecei a participar de eventos e palestras a respeito da importância do nosso trabalho. Em um dos eventos, os técnicos me deram uma grande ideia”, lembra ele, mais conhecido como Bispo.

A ideia era basicamente uma oportunidade de mercado na cidade de São Paulo: oferecer serviço de coleta particular para quem, pela quantidade de resíduos gerados por dia – mais de 200 litros – não pode utilizar o serviço púbico.

Sem saber ler e nem escrever, Bispo se sentiu estimulado a ampliar seus negócios: se alfabetizou, tirou habilitação e comprou uma Kombi, com incentivo e apoio financeiro do sociólogo Pedro Tavares Nogueira, do produtor de eventos Bruno Aga e de Áurea Barros, do Instituto Viva Melhor.

Sergio Bispo em seu novo furgão: “lixo não existe” é um de seus lemas

 

Atualmente, a Kombosa conta com cinco catadores e faz o gerenciamento de resíduos em 45 pontos de São Paulo, entre condomínios e estabelecimentos comerciais. São 15 coletas por dia, e a antiga Kombi deu lugar a um furgão mais moderno.

A renda do trabalho inclui também eventos e palestras, nas quais Bispo, autodidata no aprendizado sobre gestão de resíduos, difunde a cultura da sustentabilidade. “Há muita técnica nesse setor, mas ninguém ensina os catadores. Muita gente não sabe o que fazer para avançar na vida, mas eu busquei a ajuda desses especialistas.”

O empreendimento pensado por Bispo permitiu a ele juntar dinheiro e comprar sua casa: aos 60 anos, com oito filhos e dois netos.  Agora, ele deseja deixar um futuro mais sustentável não só para sua família e para todos as crianças e adolescentes. Usando sua importante atividade como exemplo. “É preciso valorizar sempre o trabalho dos catadores e pensar nas futuras gerações que cuidarão do planeta, para a construção de um mundo sem desigualdade social e ambiental.”

Kombi usada por Bispo no começo do projeto

fevereiro 20th, 2018

Posted In: Notícias, Destaque

Tags:

Leave a Comment

Você toma um caldo de cana e, indiretamente, acaba ajudando moradores de rua a terem uma nova oportunidade. É exatamente isso que faz o projeto Arte e Luz da Rua, que usa o bagaço que seria jogado fora para fazer luminárias e devolver a cidadania a quem antes vivia excluído da sociedade.

O projeto começou com a vinda da alemã Hedwig Knist ao Brasil, 27 anos atrás. Hoje com 53 anos, a ativista chegou por aqui aos 26 para realizar trabalhos voluntários ligados à Igreja Católica. A experiência, que duraria seis meses, se prolongou até os dias de hoje e teve como fruto o projeto que transforma resíduos da cana em artesanato e inclusão.

Sediada no Brás, em São Paulo, a iniciativa surgiu efetivamente em 2000, quando Hedwig e parceiros da Pastoral do Povo de Rua. Em 2012, quando saiu da Pastoral, a idealizadora seguiu com as atividades de maneira independente, o que resultou na transformação das oficinas em um empreendimento social de geração de renda.

“Um dos objetivos é a reintegração social dessas pessoas, pois muitas vezes elas conseguem emprego, mas não se adaptam por falta de postura adequada”, explica Hedwig.

Quando se acostumam a seguir regras e rotinas no projeto, os participantes conseguem se reinserir no mercado de trabalho com mais facilidade. “Esse é o maior aprendizado: ter de chegar a um local, na hora marcada, e desempenhar atividades com começo, meio e fim”, comentou a idealizadora.

Como funciona

Uma vez por semana, o grupo se organiza para buscar bagaço de cana em feiras e pastelarias. Levada à oficina, a fibra da casca é separada e processada. Por fim, ela é aplicada em uma estrutura de arame quadriculada, de acordo com o molde da luminária.

As luminárias são vendidas em feiras de artesanato, eventos ou sob encomenda, gerando renda para os participantes e a oportunidade de aprender um novo ofício.

“É um desafio trabalhar com população de baixa renda. A economia solidária também enfrenta dificuldades em relação ao comprador, que muitas vezes quer desconto, sendo que não temos uma margem grande de lucro. Apesar disso, é emocionante acompanhar a transformação positiva dos participantes”, diz Hedwig.

fevereiro 19th, 2018

Posted In: Notícias, Destaque

Tags:

Leave a Comment

Gustavo Warzocha, um dos fundadores do aplicativo Monitora, Brasil! compartilha sua experiência, conquistas e metas

Em 2013, dois cientistas da computação se uniram e resolveram usar as ferramentas digitais disponíveis com um objetivo em mente: melhorar a política no Brasil. Naquele ano, ficaram em 2º lugar em uma competição realizada pela Câmara com o aplicativo Monitora, Brasil!, e hoje já conquistaram mais de 50 mil downloads na Play Store com a iniciativa, que inclui também uma versão para desktop, uma página no Facebook  e um canal no Whatsapp.

O app lista todos os deputados federais e senadores do Brasil, trazendo uma ficha completa de cada um deles, comparativos, gastos da cota parlamentar, faltas nas sessões e até envolvimento na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Mas como eles chegaram até esse formato? Quais são seus principais desafios para seguir empreendendo e causando impacto social?

Gustavo Warzocha, de 36 anos, cientista da computação e mestre em ciência política explica um pouco mais sobre como ele e Geraldo Augusto de Morais, de 37 anos, seu parceiro, estão caminhando em busca da sustentabilidade do projeto, que você também pode conhecer melhor na página da Fundação Telefônica Vivo.

Fundadores do aplicativo: Geraldo Augusto de Morais (à esquerda) e Gustavo Warzocha

1 – Por que vocês decidiram criar o projeto, em 2013, qual o estímulo e a proximidade de vocês com a política?

Nós somos entusiastas do uso das novas tecnologias da informação pela política. As manifestações de 2013 despertaram o nosso interesse e nos fizeram acreditar que poderíamos promover mudanças por meio do fomento à transparência e a participação política.

2 – Como o projeto se sustenta financeiramente?

Atualmente o projeto é sustentado por mim e pelo Geraldo. Todos os códigos são software livre – abertos para quem quiser utilizar. O desenvolvimento dos aplicativos é realizado pelo Geraldo e envolve custos financeiros de um servidor para hospedar os aplicativos. São, aproximadamente, R$ 100 por mês.

O projeto também envolveu custos para o desenvolvimento do portal, criação a manutenção da página no Facebook, criação de páginas e vídeos para as campanhas das Ideias Legislativas no E-cidadania do Senado Federal. O desenvolvimento do portal custou R$ 1.500 reais e cada página (Monitora Brasil – 10 Medidas e Super Cidadão), com o respectivo vídeo, custou R$ 1 mil. Os posts diários da página do Facebook custam R$ 2 mil por mês.

Os valores acima incluem os principais custos e despesas do Monitora, Brasil!, sem considerar os gastos indiretos com o projeto.

 

3 – Quantas pessoas trabalham no Monitora, Brasil?

Nós temos um publicitário, o Ismael Lima, que fica responsável pelos posts diários na página do Facebook. Ele recebe pelos posts diários mas também faz trabalho voluntário para o Monitora, Brasil!

Ismael desenvolveu a parte de telas do Super Cidadão (jogo que compara desempenho de políticos), faz os roteiros dos vídeos para as campanhas e ajuda em todas as decisões sobre o Monitora, Brasil!

4 – Que modelos vocês estudam para conseguir recursos?

O projeto ainda não gera renda. Estamos procurando qual a melhor forma de institucionalizá-lo: ONG, Startup, Crowdfunding ou outra. Em junho de 2017, fomos selecionados como projeto de inovação social pelo Des-conferência: hackeando a burocracia.

A seleção foi importante para mostrar que estamos no caminho, mas não foi suficiente para definirmos qual o melhor modelo de negócio para o Monitora, Brasil! Nossa pretensão atual é tornar o Monitora, Brasil! sustentável.

5 – Quais os principais desafios para empreender nessa área e que dica vocês dariam para jovens empreendedores?

O grande desafio nessa área consiste em mobilizar e engajar as pessoas. Existe um caminho difícil a ser percorrido para transformar a indignação em transformações sociais efetivas. Precisamos prover meios para que as pessoas acreditem e participem ativamente das decisões que afetam suas vidas e o futuro do Brasil.

Para os jovens empreendedores, antes de dar uma dica, primeiro damos os parabéns pela coragem e determinação: vocês são o futuro do Brasil. Como dica, sugerimos que se envolvam nos problemas de suas comunidades, criem novas ideias e exijam renovação política. O mundo está desta forma porque as pessoas o fizeram assim e vocês tem o poder de mudar isso.

fevereiro 6th, 2018

Posted In: Notícias

Tags:

Leave a Comment

Dinâmica realizada nas oficinas do Pense Grande por todo país mobilizou mais de 30 mil jovens em 2017

Imagine um jogo de tabuleiro em que não há vencedores. Divididos em equipes, os participantes precisam resolver desafios do cotidiano em temas como trabalho, lazer e sala de aula, utilizando os recursos que têm nas mãos e as competências de um personagem pré-estabelecido.

Essa é a proposta do jogo “Se Vira”, uma dinâmica que mistura conceitos de RPG com situações da vida real e que fez sucesso durante as oficinas do Programa Pense Grande realizadas em 2017.

A oficina Pense Grande foi criada com o objetivo de despertar o conceito de empreender na vida de jovens de diferentes contextos sociais e territórios brasileiros, incentivando-os a pensarem soluções de impacto social em suas vidas ou de suas comunidades.

“A metodologia gamificada, seguida de uma roda de conversa, funcionou tanto para quem nunca teve contato com empreendedorismo social, quanto para quem já era engajado em alguma iniciativa”, diz Kelly Lima, colaboradora do Instituto Crescer, parceiro executor do programa.

As oficinas do Pense Grande transitaram por diversos públicos, como jovens do ensino médio e técnico profissionalizante, universitários, e até participantes fora do público usual do Programa, como alunos do Educação de Jovens e Adultos (EJA) e até a tripulação de um barco que leva informação e tecnologia para as comunidades ribeirinhas do Pará.

Metodologia multiplicada

A metodologia do jogo “Se Vira” é uma criação conjunta de jovens empreendedores que participaram de outras edições do Pense Grande com o Imagina Coletivo e acompanhamento do Instituto Crescer.

Para aplicar a dinâmica em diversas regiões do país, foram selecionados 36 multiplicadores com experiências variadas, como a jovem Emanuelly de Oliveira, fundadora do Projeto Social Brasilis e participante do Pense Grande Incubação.

“Eu sempre começava as oficinas contando um pouco da minha trajetória de vida e participação no programa. Acho que trazer uma história real e a experiência de alguém que viveu o processo na íntegra ajudou os jovens a entenderem que o empreendedorismo é possível a todos”, observa.

Confira os depoimentos de participantes das oficinas de diferentes regiões do país:

 

Colocar as ideias em prática e refletir sobre o quanto somos capazes, foram alguns pontos de destaque do encontro. O interessante foi saber que as ideias não podem ficar apenas em nossas mentes, temos que realizá-lasAlex Santos, jovem participante da oficina no Rio de Janeiro

 

Foi muito rico para os nossos alunos perceberem que existe a possibilidade de uma continuidade do projeto de vida após os estudos e jogo despertou neles essa atitude empreendedora

Marisa de Freitas, Supervisora Educação de Integral da Secretaria Municipal de Educação de Juiz de Fora – MG)

 

Como espectadora da oficina foi muito positivo observar o envolvimento e o nível de amadurecimento dos alunos pelas decisões tomadas em grupo. Aos enfrentar as situações da dinâmica, eles puderam exercer competências do século XXI como proatividade e raciocínio lógico

Sandra Passos, Diretora da Escola Estadual Presidente Médici de Naviraí- MS

 

Realizar a oficina do Pense Grande pela primeira vez na Feira de Tecnologia foi uma experiência muito produtiva e inovadora para o público participante do evento”.

Vinicius Moreira, Diretor Técnico da Fundação Parque Tecnológico de Campina Grande – PB

 

As oficinas do Pense Grande tiveram tudo a ver com o propósito da nossa iniciativa e nos permitiram pensar fora da caixa, integrando pessoas de diferentes classes sociais em torno de um mesmo objetivo

Kamila Brito, Fundadora do Barco Hacker – Pará

 

janeiro 18th, 2018

Posted In: Notícias

Tags:

Leave a Comment

Fundo Zona Leste Sustentável aposta em microempreendedores e oferece condições amigáveis de financiamento

Com uma população de mais de três milhões de habitantes, pouco menos que a população do Uruguai, a Zona Leste de São Paulo abriga um dos maiores grupos de trabalhadores da cidade, que muitas vezes sofrem com a falta de emprego e também com a distância, muitas horas do dia se deslocando para os empregos no centro da cidade.

Mas apesar de sua complexidade e diversos distritos com elevados índices de pobreza, a Zona Leste têm muito a ensinar. Abriga diversos projetos que surgem das adversidades, impulsionados por poucos recursos e muita criatividade. E para dar força a essas iniciativas, o Fundo Zona Leste Sustentável (FZLS), aceleradora criada em 2010 pela Fundação Tide Setúbal, financia ideias de microempreendedores, oferecendo empréstimos condizentes com a realidade financeira da região.

“Temos na Zona Leste um alto índice de desemprego. Mas temos também incríveis mobilizações acontecendo, como hortas comunitárias, cooperativas de feira e projetos de meio-ambiente”, relata Greta Salvi, coordenadora do Fundo. Segundo ela, o objetivo é fortalecer o comércio local, com um olhar especial para o pequeno empresário: do vendedor de tapioca às mulheres que abrem buffets para festas em casa.

O valor a ser emprestado pelo fundo varia de acordo com a necessidade de cada projeto e não pode ser usado para pagar salários, apenas para possibilitar melhorias estruturais no negócio, como compra de equipamentos.  A maior vantagem é que os empreendedores têm seis meses de carência e pagam o valor em 36 vezes, com flexibilidade maior do que em empréstimos convencionais.

Depois de cinco anos apoiando projetos pequenos e de ganho pessoal, o fundo agora está se transformando. O último edital, realizado em 2016, escolheu cinco mulheres empreendedoras para investir, apostando em negócios com impacto social no território. Além de verba, as escolhidas receberam capacitação oferecida pelo Senac.

Um exemplo é a Feira Afro Meninas Mahin, idealizada por Géssica Cardoso. Foi identificando uma carência local que a empreendedora teve a ideia de criação de seu negócio. “Itaquera é um lugar que não tem ocupação cultural específica para o público negro”, explica. Com mais de 30 edições desde 2016, a feira é focada na produção de empreendedoras afro-brasileiras.

Para 2018, o Fundo Zona Leste Sustentável tem como intenção voltar ainda mais suas iniciativas para os negócios periféricos, apostando principalmente na capacitação do público jovem. “O adolescente que mora dentro de periferias muitas vezes não conhece o seu próprio potencial. Não sabe como suas ideias podem virar um modelo de negócio. Queremos ir até ele e ajudá-lo a construir essa autoestima, incentivando o comércio local na Zona Leste”, finaliza Greta.

janeiro 11th, 2018

Posted In: Notícias

Tags:

Leave a Comment

Conheça o Beta, Malalai e outras iniciativas feitas por mulheres, para mulheres.   

Nunca se discutiu tanto equidade de gêneros e de direitos. O número de mulheres empreendedoras vem crescendo cada vez mais levando até a ONU a criar uma data especial: o dia mundial do empreendedorismo feminino, comemorado em 19 de novembro.

As mulheres hoje empreendem mais que homens no Brasil: estão por trás de 51,5% dos novos negócios, mostra uma pesquisa do Sebrae de 2016. Mais do que garantir serviços personalizados, o empreendedorismo feminino gera renda e possibilita o empoderamento de outras mulheres. Abaixo você confere histórias de iniciativas feitas por e para as mulheres:

Serviços nas redes

M’Ana – Mulher conserta para Mulher: Duas jovens de 26 anos se uniram para oferecer serviços de manutenção residencial. Foi em 2015 que a dupla se conheceu, quando Ana Luisa Monteiro começou a fazer consertos para complementar a renda – ela viu essa necessidade após ser assediada dentro de casa por um entregador de gás. A arquiteta Katherine Cristine Pavvloski conheceu o serviço por um folheto e virou sócia do empreendimento, que hoje tem quatro funcionárias e já atendeu mais de 2 mil mulheres, que em geral pedem o serviço via redes sociais.

Beta:  Beta é um robô feminista que utiliza a programação para responder todo tipo de dúvida relacionada ao universo feminino via Messenger, o chat do Facebook. Um exemplo foi o debate sobre a PEC 181, que criava novas restrições ao aborto. “Tivemos mais de 1500 pessoas falando com o chatbot por minuto e mais de 10.000 e-mails foram enviados para os deputados”, conta Mariana Ribeiro, uma das criadoras da plataforma. Atualmente, as curtidas na página superam as 19 mil e mais de 45.000 pessoas já falaram com a Beta.

Tecnologia a favor da mobilidade para mulheres

Lady Driver: O assédio dentro serviços de transporte por aplicativo levou ao surgimento do Lady Driver, app que conecta motoristas e passageiras mulheres. Formada em nutrição, Gabriela Correa decidiu criar o app após uma experiência negativa com empresas de transporte.

Hoje, já são 11 mil motoristas cadastradas em São Paulo, Guarulhos e Rio de Janeiro. Ao todo, 150 mil passageiras já foram atendidas. Independência financeira e quebra de preconceitos estão entre as conquistas, diz a fundadora.

Malalai:  aplicativo que ajuda mulheres a escolherem caminhos seguros na rua, com informações como iluminação, presença de lojas e portarias. Também avisa a uma pessoa indicada pela usuária sobre a sua localização de forma automática. O nome é uma homenagem a Malala Yousafzai, jovem paquistanesa que ganhou o Nobel da Paz em 2014.

Empreendedorismo materno

Maternativa: a rede para mães empreendedoras nasceu no Facebook em junho de 2015 e, desde então, tornou um espaço de inteligência coletiva sobre mercado de trabalho e empreendedorismo materno. Hoje, contribui com mais de 20 mil mães por meio de encontros e trocas, além de uma plataforma de marketplace.

janeiro 2nd, 2018

Posted In: Notícias

Tags:

Leave a Comment

Focado em desenvolvimento de negócios de impacto, Guia 2.5 tem participação do Programa Pense Grande

O Guia 2.5 para desenvolvimento de negócios de impacto, elaborado em outubro de 2015 pelo Instituto Quintessa, ganhou uma nova versão em 2017. Agora é possível visualizar o perfil detalhado de 34 iniciativas de organizações dedicadas a apoiar empreendimentos de impacto social em diversas etapas e áreas. O interessado pode fazer um teste online para verificar qual organização mais se adequa ao seu perfil.

A edição de 2017 foi lançada no último dia 13 de dezembro, no Unibes Cultural, em São Paulo, para um público de empreendedores e representantes das organizações que fazem parte do Guia 2.5, como a Fundação Telefônica Vivo.  A instituição foi uma das convidadas para participar do projeto por meio do Programa Pense Grande, iniciativa que apoia empreendimentos sociais de jovens em diversas regiões do país.

Pense Grande Incubação

Na fase Incubação do Pense Grande, jovens de 18 a 29 anos podem inscrever suas ideias ou iniciativas já em andamento voltadas para soluções de impacto social. Ao serem selecionados, os jovens recebem assessorias online e presenciais exclusivas, orientações com mentores e apoio financeiro em uma etapa que tem 10 meses de duração. Conheça todos os benefícios do Pense Grande Incubação.

A diretora executiva do Instituto Cidadania Empresarial, Célia Cruz, patrocinador do Guia, destacou a importância da entrada de novos atores na publicação para estimular os negócios de impacto e o trabalho das incubadoras e aceleradoras neste processo.

“Queremos criar um ecossistema estruturado que fortaleça os intermediários, para que os empreendedores façam melhor o seu trabalho. É preciso que o Guia seja um movimento que nos ajude a resolver problemas sociais e mensurar impactos em uma linguagem única”, disse.

A nova edição do Guia 2.5 estará disponível em breve no site http://www.guiadoisemeio.com.br.

dezembro 22nd, 2017

Posted In: Notícias

Tags:

Leave a Comment

A Wayra, iniciativa ligada ao Telefónica Open Future, programa de inovação e apoio ao empreendedorismo do Grupo Telefònica, está com inscrições abertas para processo seletivo de investimento e desenvolvimento de startups que atuam com tecnologia em segmentos como Cloud, Segurança, Internet das Coisas, Big Data, entre outros.

Se a sua empresa já está na ativa criando soluções inovadoras, mas precisa de uma força e novas oportunidades, esta pode ser a sua chance de alavancar sua idea e seu negócio. Os empreendedores têm até o dia 4 de dezembro para se inscrever por meio do  link: http://bit.ly/call_wayrabr2017.

Um comitê especial analisará cada iniciativa, seus produtos ou serviços, além do modelo de negócio e a equipe ou sócios responsáveis pelo projeto.

As startups selecionadas receberão, a partir do início de 2018, investimento de pelo menos U$ 50 mil, além de outros US$ 50 mil em serviços como acesso a infraestrutura completa, mentoria, treinamentos, e consultorias por 12 meses. Além de tudo isso, passam a fazer parte de uma rede com mais de 700 startups de 17 países.

“Nosso programa de desenvolvimento e tração tem a vantagem de facilitar o acesso das startups a um ecossistema mundial de inovação, a investidores e à própria Vivo, que busca no Open Future soluções para melhorar seus processos e oferecer produtos e serviços disruptivos a seus clientes”, explica Renato Valente, country manager da Telefónica Open Future e Wayra Brasil.

dezembro 5th, 2017

Posted In: Notícias

Tags:

Leave a Comment

Resolver várias questões em um único projeto. Esta é apenas uma das façanhas da turma da Eco Garopaba, associação que leva o nome de sua cidade sede, no litoral de Santa Catarina.

Criada pelo casal Carolina e Jairo Lumertz, a iniciativa tem como missão conscientizar as pessoas da necessidade de preservação do meio ambiente, da redução na produção diária de lixo e sua correta destinação, da reutilização e reciclagem de materiais, além de incentivar a prática esportiva e a inclusão social por meio do surf. E eles fazem tudo isso a partir de uma invenção de Jairo, gaúcho e surfista desde os 11 anos de idade: uma prancha feita de garrafas pet.

Em uma experiência no Havaí, em 2007, Jairo teve a ideia de desenhar a prancha com o uso destes materiais. Foi ao ver garrafas de plástico boiando no mar que pensou como poderia tirá-las dos oceanos. Quando retornou ao Brasil, em 2011, e conheceu Carolina, criou o Prancha Ecológica, que hoje é apenas uma das vertentes da Eco Garopaba. Desde 2012, o projeto já chegou a mais de 40 cidades brasileiras, envolvendo 20 mil crianças.

prancha-ecológica-Jairo Lumertz

Onda de sustentabilidade

De lá para cá, a dupla desenvolveu uma parceria com a Prefeitura de Garopaba e começou a capacitar professores para o reaproveitamento de resíduos, além de receber escolas e realizarem um trabalho para atender a comunidade. “As nossas palestras são voltadas para a reciclagem, então conseguem atingir um grande número de protetores ambientais”, dizem.

E é da própria comunidade que vem o material utilizado para a confecção das pranchas. “Dizemos que somos caçadores de garrafas pets”, conta Carolina. Eles calculam que já transformaram 15 mil garrafas em pranchas, e ainda criaram um modelo para deficientes físicos.

Em junho de 2017, eles saíram de Garopaba e levaram a prancha como ferramenta para falar dos problemas que o lixo causa no planeta a mais de 5.000 crianças de 18 cidades em quatro Estados brasileiros. A ideia agora é lançar um livro e um documentário sobre o projeto.

O sucesso da Prancha Ecológica é tanto que já surfou nas ondas de Israel, Argentina, Peru, Chile, México, Nova Zelândia, Indonésia, Austrália, França, Inglaterra, Portugal e Tailândia.

Empreendedorismo na veia

O espírito empreendedor do Jairo não para por aí. Shaper profissional, ele fabrica pranchas no modelo tradicional e ainda lançou um novo composto por 60% de material reciclado. A criação e consertos de pranchas é uma das formas como o casal se mantém financeiramente, visto que por enquanto apenas uma empresa contribui para as despesas da Associação.

Carol também concilia as atividades da organização com trabalhos de fotografia e venda de produtos feitos de fibras de garrafas pet. O carinho e zelo com a iniciativa transbordam quando os dois contam do projeto. “Queremos entrar em todas as escolas do mundo para levar esta mensagem positiva de amor e de cuidado com a natureza”, finaliza Carol.

prancha-ecológica-onda

novembro 29th, 2017

Posted In: Notícias

Tags:

Leave a Comment

Próxima página »