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Comunidade
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Contexto

A jornada empreendedora é um processo, uma construção: iniciamos olhando para o “eu”, para a história de vida desses(as) jovens, seus interesses e potências. No Tema 2, olhamos para as tecnologias digitais, que vão além das redes sociais no celular, e refletimos sobre como elas podem colaborar para ideias inovadoras, utilizando poucos recursos e muita criatividade. Também falamos da importância de se ter atitude empreendedora nesse processo.

Neste terceiro Tema, trataremos do que está à volta dos(as) jovens. Vamos olhar para o entorno, onde eles(as) vivem e circulam, quais são os desafios dessas localidades e as oportunidades para empreenderem.

O eixo Comunidade, um dos pilares do Pense Grande, busca que o(a) jovem desenvolva não só uma atitude empreendedora na vida, mas também que ele(a) tenha um olhar mais crítico e propositivo em relação aos problemas de seu entorno. Caso queira desenvolver um empreendimento, além de se preocupar com a sustentabilidade da iniciativa, ele(a) também deve pensar no impacto social, que seja uma proposta de solução a desafios de seu território. Vamos ver que é bem possível!

O que entendemos por Impacto Social?
Consideramos que o empreendimento trará impacto social na comunidade quando apresentar pelo menos uma das características abaixo:

1_Capacidade de gerar inovação na forma e estrutura dessa nova organização (como cooperativas, coletivos, movimentos organizados, etc.);

2_Capacidade de gerar inclusão no mercado de trabalho de grupos que, em condições normais, possuem mais dificuldade de inserção (pessoas com deficiência, ex-detentos(as), pessoas em situação de rua, entre outros);

3_Capacidade de incluir na cadeia de produção fornecedores que estão à margem desse ecossistema (pequenos produtores rurais, artesãos populares e indígenas, artistas de rua, etc.);

4_Capacidade de oferecer bens e serviços que representem mais qualidade de vida para grupos que normalmente não teriam acesso a eles (produtos e/ou serviços desenhados especialmente para periferias e comunidades ribeirinhas);

5_Capacidade de promover benefício social ou ambiental a partir de um produto e/ou serviço, ou seja, produtos e/ou serviços que, ao serem consumidos, diminuem o impacto negativo ou geram um impacto positivo (como a substituição de um meio de transporte por alternativas não poluentes).

Olhar para a comunidade é uma forma de estabelecer uma conexão entre o(a) jovem e as pessoas com quem ele(a) convive, sejam colegas da escola, membros da família, amigos, colegas de trabalho, grupos de interesse, habitantes da mesma comunidade e/ou cidade, etc. Essa conexão permitirá que os futuros empreendimentos respondam e aos desafios dessas comunidades e os superem, melhorando a qualidade de vida não somente do(a) empreendedor(a), mas também de quem está à sua volta.

Essa conexão do(a) jovem com sua comunidade permite também que ele(a) compreenda melhor o seu público-alvo e proponha soluções mais adequadas e certeiras. Para que isso aconteça, propomos que ele(a) aprenda a mapear seu entorno, identificando seus desafios e interligando-os com temas da agenda global.

O que este capítulo propõe:

_Como conhecer a realidade da sua comunidade de forma mais aprofundada;
_Como identificar desafios e relacioná-los com possíveis soluções (mapeamento da comunidade);
_A relação entre desafios da comunidade e desafios globais (ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável);