MEDINDO SEU IMPACTO

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Ter um propósito claro e medir, continuamente, se esse propósito está sendo atingido é um daqueles pontos essenciais quando o assunto é colocar em prática uma ideia. Quando a gente está começando um projeto, um empreendimento, a gente ainda não sabe exatamente como as coisas vão ser. O que a gente vai, de verdade, fazer para os nossos clientes? Como o nosso sonho vai ser realizado?

Mas tem duas coisas muito importantes de fazer logo no começo:

1 Ter uma missão clara: por que, afinal, estamos empreendendo isso? Que mudança na sociedade a gente quer ajudar a realizar?
Vamos dizer que a razão pela qual você tá começando seu empreendimento seja “reduzir a desnutrição entre jovens mães na periferia de Salvador”. Essa é uma missão muito bem pensada porque descreve o que você quer fazer e para quem, de um jeito bem específico, mas que não é restrito demais. Pode até ser que, um dia, tudo dê muito certo, e você passe a resolver o problema da desnutrição também dos filhos ou comece a trabalhar em outras cidades. Tudo bem, as coisas mudam mesmo. Mas aí é outro papo. No início é importante ter algum foco. Então, lá vai a segunda dica:

2 Colher informações sobre a situação inicial do problema que você quer resolver. Quantas jovens mães existem na periferia de Salvador? Qual o grau e o tipo de desnutrição que elas enfrentam? Que iniciativas já existem para atacar esse problema? Que queixas elas fazem?


Um outro exemplo: imagine que você começou a trabalhar em um empreendimento que tenha a ver com saúde bucal, e que a população da comunidade que você quer atingir seja de 5.000 pessoas. Bom, antes de começar, é bem importante reunir o máximo de dados e evidências sobre o estado da saúde bucal dessas pessoas. Só assim você vai poder comparar o antes e o depois e, possivelmente, comprovar seu impacto nessa comunidade.


O difícil é saber, bem no início, quais dados coletar, visto que, muitas vezes, ainda nem sabemos direito como vai ser nosso empreendimento no futuro. Normal, é difícil mesmo. Mas que tal pensarmos em algumas métricas básicas, como a ocorrência de certas doenças ou o número de dentistas que atendem pessoas dali? Que tal coletar alguns depoimentos desses dentistas para entendermos, também de maneira qualitativa, o estado inicial das coisas? Pode ser um ótimo começo!