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Michelle Fernandes

BOUTIQUE DE KRIOULA

Para começar a empreender cada um tem uma motivação diferente, dependendo de onde está sua quebrada e quem são as pessoas que cresceram junto com você. Mas para conseguir transformar esse bico num trabalho mais estável, todo mundo tem que fazer a mesma coisa: ficar de olho em todos os detalhes. A Michelle Fernandes, afroempreendedora da Boutique de Krioula, por exemplo, começou vendendo alguns acessórios por internet, com a ideia de empoderar mulheres negras que não se viam representadas pelas grandes marcas. E se a internet ajudou a vender os produtos, também ajudou (e muito) com as burocracias existentes para abrir uma empresa. Bastou uma rápida pesquisa na web para descobrir como criar o MEI (Micro Empreendedor Individual) e juntar todos os documentos para fazer da Boutique de Krioula uma verdadeira loja online. Existem informações detalhadas em sites como o do SEBRAE e também é possível contar com a ajuda de quem já passou por isso, em grupos e fóruns de discussão, por exemplo. A partir daí, é só tomar conta dos processos, organizar tudo e ter controle das entradas e saídas da grana para conseguir vender para todo o Brasil e até fora dele. Na Boutique de Krioula, tudo é produzido ali mesmo, pela Michelle e com a ajuda do marido. Além da venda online, ela vai atrás de feiras, festivais e qualquer evento em que possa montar uma mesa e exibir suas criações, que vão desde turbantes até brincos e acessórios com inspirações afro. No fim, se a Michelle começou seu próprio negócio para ajudar suas amigas e vizinhas a se sentirem melhores com seus corpos, hoje ela pode levar essa energia para milhares de mulheres e meninas de todas as comunidades, ganhando dinheiro fazendo aquilo que ela ama e sem dor de cabeça: ela colocou o trampo na rua através do computador de casa.

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