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24 de setembro de 2018

Programa Pense Grande amplia sua atuação nas ETECs de SP e em outros Estados por meio do jogo “Se Vira” e de formação de multiplicadores

Sabe o que mais de 10 mil jovens estudantes de Escolas Técnicas de São Paulo têm em comum? Em 2018 eles foram impactos pelas oficinas do Pense Grande e conheceram o jogo “Se Vira”.

A parceria entre o Programa e o Centro Paula Souza, órgão que administra as 223 ETECs, foi pensada para incentivar os estudantes a terem atitudes empreendedoras que contribuam com novas soluções e oportunidades para eles e para as comunidades onde vivem.

As atividades se intensificaram ainda mais com a chegada das oficinas de 100 minutos do Pense Grande, momento em que é realizado o jogo “Se Vira” (clique e veja como ele funciona), um game que mistura ficção e realidade para despertar no jovem o espírito empreendedor.

“As oficinas servem como um esquenta para a formação de 60 horas que o programa também oferece. Não que a atividade seja obrigatória, mas a gente tem percebido que os jovens que participam da dinâmica se sentem mais preparados para a formação presencial e ainda têm esse despertar para uma atitude empreendedora que estava mais presente no dia a dia deles do que imaginavam”, afirma Rubem Saldanha, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo.

Jogo Se Vira

Imagine um jogo de tabuleiro em que não há vencedores. Divididos em equipes, os participantes precisam resolver desafios do cotidiano em temas como trabalho, lazer e sala de aula, utilizando os recursos que têm nas mãos e as aptidões de um personagem pré-estabelecido.

A versatilidade das oficinas pode ser observada pelo trabalho da mediadora Karina Gigliozi, uma das responsáveis pela aplicação do jogo com alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos) em Guarulhos (SP). Em uma turma diversa, com alunos acima de 29 anos e algumas pessoas recém matriculadas na escola que ainda não sabiam ler ou escrever, o desafio foi ainda maior.

“Os estudantes tiveram mais dificuldades para entender as regras do jogo, mas em compensação houve mais ajuda e trabalho em equipe para que todos pudessem participar. Depois que o jogo foi entendido por todos, os alunos ficaram bastante empolgados”, conta.

Já a mediadora Júlia Manfredini teve uma de suas turmas composta por surdos e contou com o apoio de uma intérprete de Libras (Língua Brasileiras de Sinais) para realizar a atividade. “Foi uma experiência bem legal e produtiva. A professora e os alunos adoram o jogo e colocaram a dinâmica como uma forma de inclusão”, afirma.

Formação de Multiplicadores

Além das ETECs, outras instituições interessadas em aplicar a cultura empreendedora do Pense Grande, como as oficinas e o “Se Vira”, já estão sendo preparadas para aplicaram a metodologia do programa.

“Estamos formando educadores com potencial multiplicador em lugares onde ainda não conseguimos chegar com uma equipe própria. Assim, a gente dá autonomia para que cada vez mais pessoas possam trabalhar o empreendedorismo com os jovens, ampliando a abrangência do projeto no país”, afirma Rubem.

Depois de jovens formados no Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) em Salvador (BA), novos multiplicadores já estão em processo de formação nesse semestre. O programa Pense Grande agora também tem parceria para formar educadores nos FabLabs e Telecentros da Prefeitura de São Paulo, além de orientar voluntários da ONG Atados, que receberão formação na metodologia do programa.



 

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