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17 de abril de 2018

Encontros de sensibilização do programa Pense Grande, realizados em março, impactaram mais de 7 mil estudantes de Etecs e Fatecs de São Paulo

Já pensou em um amigo virtual que ajuda as crianças a se alimentarem bem e praticarem exercícios? Estudantes da Escola Técnica Estadual (ETEC) Takashi Morita, na Zona Sul de Paulo, pensaram, após participarem das oficinas de sensibilização e da Hacktona realizadas pelo Pense Grande, em março.

Com duração de duas horas, as oficinas apresentaram o programa a 7.650 alunos do 2º e 3º ano de 27 ETECs e 4 Faculdades de Tecnologia (Fatecs). Já a Hacktona, contou com a presença de 1.557 desses estudantes, desenvolvendo protótipos de empreendedorismo social baseados nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Os encontros foram mediados por facilitares do Impact Hub, parceiros executores da Fundação Telefônica Vivo. Os facilitadores conheceram os alunos, ajudaram na formação de grupos e apresentaram uma série de conceitos da cultura empreendedora. Os ODS orientaram o desenvolvimento inicial dos projetos, apoiados por outras ferramentas, como prototipação.

Tecnologias digitais

Uma vez por dentro de alguns conceitos, estudantes colocaram a mão na massa e soltaram a criatividade. E as sugestões engenhosas para problemas socioeconômicos e ambientais não demoraram a aparecer. “Na Hacktona os alunos já têm ideias muito boas. Muitos já sabem até o nome técnico das coisas. Foi a primeira vez, por exemplo, que vi proporem um wearable”, diz a formadora Vitória Dias de Freitas, 26, do Impact Hub.

Com wearable (termo em inglês referente a “tecnologias de vestir”), ela estava falando do projeto de estudantes da ETEC Takashi Morita. Após escolherem o ODS número 3 (Saúde e Bem-Estar) durante a dinâmica de prototipação, eles resolveram enfrentar o problema da obesidade infantil.

A ideia apresentada pelo grupo foi criar um relógio inteligente (smartwatch) que funcione como um amigo virtual a ser cuidado pelas crianças. Para que ele se mantenha saudável, as crianças teriam que comer bem e praticar os exercícios estipulados para colega imaginário, adotando novos hábitos de uma maneira lúdica.

 

Na Etec Irmã Agostina, da Mooca, Zona Leste de São Paulo, os alunos também se valeram do potencial das soluções digitais. Eles escolheram trabalhar com o ODS 10 (Redução das Desigualdades), criando o protótipo de um aplicativo com um personagem chamado X. A cada jogada, é possível descobrir o gênero, a identidade sexual e outras características de X, discutindo estereótipos e fomentando a cultura da diversidade.

A ideia de acolhimento também esteve presente na ETEC Cidade Tiradentes, outra representante da Zona Leste de São Paulo. Estudantes da escola propuseram o desenvolvimento do aplicativo “Psicólogo Online”, que visa facilitar o acompanhamento profissional de pessoas com depressão.

Ganhos para as escolas

Na visão do diretor da ETEC Takashi Morita, Marcelo Coelho de Souza, o Pense Grande traz o lado prático do que é ensinado nas aulas, estimulando entre os alunos a cooperação, o raciocínio e uma postura proativa diante de problemas reais.

“O programa pode trazer muitos ganhos para o aperfeiçoamento didático das escolas. Trata-se de uma situação de aprendizagem aberta e dinâmica, que possibilita a inovação, a troca de experiências e a construção de conhecimentos”, diz.

ETECs

Administradas pelo Centro Paula Souza, as Etecs atendem 213 mil estudantes nos Ensinos Técnico, Médio e Técnico Integrado ao Médio, com 138 cursos técnicos para os setores industrial, agropecuário e de serviços, incluindo habilitações nas modalidades semipresencial, online, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e especialização técnica.



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