alt marcas

Dedicar esforço e tempo para fazer do seu negócio um gerador de impacto social é o caminho para uma jornada de transformação. Mas com toda essa dedicação também vem o cansaço, o esgotamento mental e a cobrança. A responsabilidade do empreendedor, que se vê como o principal agente desse processo, faz com que sobre pouco tempo para repensar como está sendo feita essa construção. Por isso é tão importante falar sobre saúde mental no empreendedorismo.

Segundo dados lançados em outubro pela plataforma de psicologia Vittude, aproximadamente 86% da população brasileira sofre de transtornos como depressão (59%), ansiedade (63%) e estresse (37%). Cerca de 492.790 pessoas responderam a pesquisa entre outubro de 2016 e abril de 2019. A maior parte delas atribuiu os problemas ao ambiente ou ao ritmo de trabalho. Há uma solução para essa aparente crise da saúde mental no Brasil?

Em meio a tantas responsabilidades, prazos e contas para pagar, dar espaço ao autocuidado é essencial para levar uma vida mais saudável. Esse conceito envolve tudo aquilo que faz você encontrar um tempo para se cuidar, relaxar e dedicar esforços para estar em contato com suas próprias necessidades. E para quem não quer descuidar do trabalho, esse tempo tem a ver com produtividade também! Ao garantir sua saúde física e mental, o resultado alcançado em suas atividades profissionais é mais efetivo.

Confira nossa lista com alguns passos que podem lhe ajudar a encontrar a forma de autocuidado que melhor se adequa à sua rotina! Afinal, para cuidar dos outros precisamos estar em dia com a nossa própria saúde, certo?

Autoconhecimento

Antes de falarmos em autocuidado, primeiro precisamos discutir o autoconhecimento. As formas de cuidar de si mesmo variam de pessoa para pessoa e vão depender de vários fatores determinantes como: tempo, rotina, contexto social, condições financeiras e gostos pessoais. A regra geral é buscar entender e respeitar o seu ritmo de vida para só então encontrar aquilo que faça o tempo dedicado a você valer a pena.

Acompanhamento Psicológico

Em meio à correria do dia a dia é difícil analisar nossos próprios hábitos, por isso o autoconhecimento é o primeiro passo para garantir a saúde mental no empreendedorismo. Ter um acompanhamento psicológico pode ser um caminho. Na terapia é possível trabalhar maneiras de aliviar o estresse, acalmar a ansiedade e aprender a estabelecer limites.

Alguns coletivos e grupos fazem esse acompanhamento a preços mais baixos em relação ao mercado, mantendo a qualidade do tratamento como prioridade. O Terapretas fica no Rio de Janeiro e atende mulheres negras; o Amma Psique e Negritude trata de questões como racismo e discriminação; já o  Divam fica em São Paulo e traz a perspectiva feminista para as mulheres atendidas. Além disso, universidades como USP, São Judas e Cruzeiro do Sul oferecem terapia gratuita.

Investir no sono

Fala-se muito em investimento no universo do empreendedorismo. Por outro lado, o debate sobre como dormir bem pode aumentar a produtividade ainda não atingiu o mesmo patamar. Investir no sono e garantir pelo menos oito horas de descanso por dia é contribui também para potencializar sua memória, criatividade e disposição para o dia seguinte. Isso sem contar que recarregar as energias ajudará a diminuir o estresse do corpo e da mente.

Praticar exercícios regulares

Você provavelmente já deve ter ouvido a recomendação de praticar exercícios para ter uma vida saudável. Mas, além de criar hábitos saudáveis, cuidar da parte física também ajuda a combater o estresse e a ansiedade, pois aumenta a produção de hormônios, liberando a famosa endorfina, responsável pela sensação de bem-estar.

Se você não gosta de academia ou de corrida, tudo bem! Existem outras possibilidades: dança, esportes e yoga, por exemplo.  Volte ao item um e reflita sobre qual deles se adequa melhor à sua rotina. O importante é se sentir bem com você mesmo!

Trocar experiências e vivências

Até o momento falamos sobre muitas dicas individuais para os empreendedores se conectarem às suas necessidades. Contudo, é preciso levar em conta que somos seres coletivos e por isso precisamos da troca de experiências e vivências para nos sentirmos completos.

Participar de rodas de conversa com outros empreendedores pode ser um caminho interessante para trabalhar frustrações, lidar melhor com os fracassos e encontrar soluções colaborativas. Mesmo um encontro casual com amigos e colegas ajuda a organizar suas perspectivas, traz novos olhares e descontração.

novembro 6th, 2019

Posted In: Sem categoria, Fique por Dentro, Destaque

Tags:

Leave a Comment

Cinco competidores estão sentados em cadeiras em um palco durante um slam. Entre eles estão Kimani, Léo Rios e Gustavo Arranjus, iluminados pelo pôr-do-sol.

Uma batalha de poesia falada. A definição de dicionário de um Slam é simples assim, mas basta acompanhar uma delas para entender que a arte, liderada por jovens das periferias das capitais brasileiras, é também uma forma de reconhecimento, empatia, militância política e social, união e resistência.

O Slam foi criado em Chicago, nos Estados Unidos, na década de 80, na esteira da popularização do hip hop.  Por aqui chegou só nos anos 2000, e desde então ganha cada vez mais adeptos. Só em São Paulo há mais de 60 grupos organizados.

As batalhas normalmente acontecem em espaços públicos, ao ar livre ou em centros culturais, e seguem algumas regrinhas básicas: são quatro ou cinco rodadas, dependendo do número de competidores. Cada slammer tem 3 minutos para declamar sua poesiae, no máximo, 10 segundos de tolerância para finalizar.

Os jurados, escolhidos aleatoriamente na plateia, dão notas de 0 a 10. Dos slams regionais saem competidores para os campeonatos estaduais. Os vencedores disputam o Slam BR, que normalmente acontece no final do ano. O finalista representa o Brasil na Copa do Mundo de Slam, disputada em Paris, na França.

Na linguagem do slam

Slammaster: mestre de cerimônia que conduz a competição

Slammer: poeta competidor

Correr: nome dado ao ato de declamar a poesia para o público

Pow: grito da plateia para celebrar a nota máxima, 10.

Credo: grito da plateia para as notas de 9.5 a 9.9.

 

Militância em foco

A cantora, compositora e poetisa Cinthya Santos, conhecida como Kimani, mora no Grajaú, zona sul da capital paulista. Participa do Slam desde 2017, quando descobriu a poesia de militância como uma forma de entender suas raízes e encontrar o seu espaço no mundo.

A jovem de 26 anos é conhecida nas competições. Já ganhou algumas delas e foi finalista do Slam BR. “O slam é um processo terapêutico, quase de cura mesmo. Os poetas são muito verdadeiros em relação às suas vivências. Tem gente falando sobre como foi violentada, sobre ter enfrentado a depressão, sobre opressões diárias. A gente cria um vínculo forte entre todos que estão ali”.

 

Kimani explica que os slams brasileiros costumam ser mais politizados, enquanto os norte-americanos “falam sobre passarinhos”. “São três minutos para passar a mensagem, ninguém quer desperdiçar sem se posicionar. Por isso o Slam se assemelha muito com o rap e com o hip hop. Nós bebemos da mesma fonte”.

Cinthya Santos, conhecida como Kimani, está no palco durante um evento de slam. Ela está apontando com o dedo indicador para a pele do seu braço direito, tem os cabelos longos e trançados e está de vestido preto e tênis.

 

Rotina e ancestralidade

O cotidiano – e suas discrepâncias sociais – é fonte riquíssima para os poetas da periferia. O bar da esquina, a feira, o trajeto no metrô, o aperto do ônibus lotado, as situações vividas no trabalho.

Mas há também espaço para falar de amor, de festas e até de pagode, como fez a escritora e poetisa Aline Anaya, durante o Pocket Slam que aconteceu dia 27/07, na Casa de Cultura Municipal do Ipiranga – Chico Science:

Para Aline, o slam desperta uma conexão com sua ancestralidade. “Eu tenho um forte vínculo com a oralidade. Eu não tenho registros fotográficos da minha família. Tudo o que sei sobre meus bisavós, por exemplo, é o que meu pai me conta. Então essa oralidade para mim é ancestralidade”.

A hora e a vez da quebrada

Léo Rios está sentado com as pernas cruzadas no palco de um evento de slam, enquanto fala ao microfone. Ele tem os cabelos curtos, usa regata e ao fundo é possível ver outros competidores.


Léo Rios tem 21 anos e é de Tatuí, interior de São Paulo. Até mudar para São Paulo, era um dos organizadores do slam que acontecia em sua cidade natal e do Slam Boituva.

No vídeo abaixo ele define a potência do slam como um espaço de pertencimento e escuta:

Apesar de reconhecer a importância dos slams que acontecem no centro de São Paulo, pela acessibilidade, ele costuma participar das batalhas que acontecem nas periferias da cidade, especialmente pela rede de apoio que se cria com o movimento.

“É uma cena recente, mas ela tem muita força. São pequenos grupos que vão se aliando para se fortalecer, é a força da periferia. Então os poetas criam vínculos com quem tem uma marca criada na periferia, com quem escreve zine, com o pessoal do audiovisual que está começando. É como uma escada, todo mundo vai subindo junto”.

“Tem muita gente que pensa que porque viemos da favela nos contentamos com pouco. Nós estamos nos profissionalizando e criamos uma rede para ajudar nesse processo. Se antes nós mal conseguíamos ler, hoje a gente escreve, produz e cobra por isso”, descreve Kimani sobre a arte feita “na quebrada”.

Uma questão de empatia

Quem vê o Gustavo soltar sua poesia pela arena do Slam não imagina que faz apenas sete meses que começou a participar de batalhas. E foi longo o caminho até esse momento. Ele conta que apesar de compor poesias desde os 7 anos de idade, sempre lutou contra o preconceito.

“Várias vezes me disseram que poesia não era coisa de menino. Acho que hoje em dia as pessoas entendem mais a literatura marginal. Ainda há outras tantas barreiras sociais que precisamos superar, mas a arte nos ajuda nisso”, diz ele.

Aos 30 anos, o poeta encontrou no slam acolhimento e empatia. “No slam rola muito de você sentir exatamente aquilo que outro poeta está descrevendo. É uma sensação de pertencimento que é difícil de explicar com palavras. Tem muita verdade ali, as pessoas dão tudo de si quando estão com o microfone na mão. Eu mesmo fico mais leve depois que saio do placo, como se tivesse tirado três botijões de gás das minhas costas”.

Gustavo Arranjos está com o microfone na boca, usa óculos escuros, camisa estampada e botas, enquanto declama versos durante um evento de slam.

O público costuma ser parte importante da empatia que envolve o slam. É comum dar força aos poetas que se mostram mais nervosos na arena, sem contar toda a vibração com a revelação das notas, como mostra o vídeo abaixo gravado no Slam Capão, que ocorreu também no dia 27/07, na Fábrica de Cultura do Capão Redondo.

Júnior dos Santos, de 32 anos, é de São Sebastião. Topou por acaso com o slam, parou para ouvir e se encantou. “Os artistas trazem muita verdade. A gente consegue perceber a personalidade de cada um quando eles falam. Tem uma autenticidade na experiência. É algo muito sensível que faz a gente se reconhecer e vibrar junto”.

**Todos os poemas são de livre expressão e responsabilidade dos artistas e não refletem a voz da Fundação Telefônica Vivo.

Acompanhe!

Há slams espalhados por todo o Brasil, mas São Paulo ainda ostenta o título de capital nacional do Slam. O site do Sesc SP levantou oito batalhas que acontecem pela cidade.

agosto 15th, 2019

Posted In: Sem categoria, Fique por Dentro, Destaque

Leave a Comment

Imagem traz grupo de jovens sentados conversando em uma sala. Ao fundo é possível ver um logo grande e iluminado do Pense Grande.

Apoiar jovens de periferia a transformarem suas ideias em negócios sociais. Esta é a razão de ser do Pense Grande Incubação, que iniciou no dia 1º de julho a 5º edição do programa, trazendo novidades em sua estrutura que vão da ampliação de empreendimentos e criação de nova fase até formações e assessorias ao longo do processo seletivo.

Pela primeira vez, desde 2015, o Pense Grande Incubação contará com empreendedores de todas as regiões do Brasil. Além disso, em vez de incubar 15 empreendimentos de impacto social, o programa fará a incubação de 30 projetos. A iniciativa da Fundação Telefônica Vivo, em parceria com a Aliança Empreendedora, expandiu o processo seletivo, incluindo também uma nova fase: a pré-incubação.

“Até o ano passado a gente tinha o processo dividido em duas fases, atuando em algumas cidades específicas”, explica Marina Egg, consultora da Aliança Empreendedora. “Mas nesta edição, abrimos o programa para todas as capitais do Brasil e suas regiões metropolitanas. Essa diversidade regional é muito rica para o processo, porque a gente trabalha com a troca entre os empreendedores, parte fundamental do desenvolvimento dos projetos.”

Desenvolvimento desde a seleção

Além de diversidade garantida, o programa também buscou adequar o processo seletivo à uma lógica de desenvolvimento, oferecendo desafios e assessoria especializada antes mesmo de a incubação começar. A primeira fase contou com 248 inscrições válidas, que levaram em consideração os seguintes critérios: inovação, motivação e competências empreendedoras.

Após a avaliação da proposta, 140 empreendimentos foram selecionados para a segunda fase, na qual os empreendedores passaram por capacitações e tiveram quatro desafios para resolver. Com base nos resultados, 40 projetos passaram para a nova fase de pré-incubação, que organizou encontros regionais, palestras, assessorias especializadas, tudo para ajudá-los a pensar em um protótipo para seus negócios.

O resultado destes exercícios levou à seleção de 30 incubados que começaram a trilha de desenvolvimento no dia 1º de julho. Dentre eles, 16 projetos são liderados por mulheres e são localizados em 18 cidades diferentes, distribuídas em 12 estados.

Os números do Pense Grande Incubação 1ª fase Inscrições válidas recebidas: 248 Critérios: inovação, motivação e competências empreendedoras 2ª fase Empreendimentos selecionados para segunda fase: 140 Projetos passaram por capacitações e resolveram 4 desafios Fase Pré-Incubação Selecionados: 40 Participaram de encontros regionais, palestras e assessorias especializadas para a construção de protótipos para os negócios Seleção final: Incubados: 30 16 liderados por mulheres 18 cidades diferentes em 12 estados

Conheça cinco empreendimentos que participarão da 5º edição do Pense Grande Incubação:

NORTE

Imagem mostra rapaz de camiseta branca sorrindo para a câmera.

MadTech

A experiência de Melquisedec Corrêa, de 24 anos, como voluntário nas regiões periféricas de Belém (PA), abriram seus olhos para os desafios locais. Já na faculdade, entrou em contato com ONGs e projetos sociais que trabalhavam com catadores de materiais recicláveis. “Lá pude ver o baixo rendimento que eles têm na atividade de “catação”, além de toda a questão da poluição residual. Belém, por exemplo, vivia uma crise do lixo e não tinha uma solução eficaz”, explica o jovem empreendedor.

Pensando na realidade daquela comunidade, ele decidiu unir empreendedorismo, ação social e a graduação em engenharia para criar a MadTech, uma empresa que se dedica a transformar resíduos plásticos e agroindustriais em novos produtos. A proposta é desenvolver uma madeira biossintética, feita a partir do plástico reciclável e fibras do caroço de açaí, para produção de móveis ecológicos e exclusivos.

Como é participar do Pense Grande Incubação?

“Minha experiência com o Pense Grande foi, e está sendo, a melhor possível! Vi os depoimentos de quem já tinha participado do programa e compreendi o compromisso e a seriedade no desenvolvimento de startups. Na hora tive a certeza de que a MadTech precisava estar lá, e conseguimos!”.

NORDESTE

Imagem mostra jovem de óculos usando vestido colorido

Grana Preta

Inspirando-se na família, que sempre apostou nos negócios próprios para complementar a renda, Amanda Aguiar teve a oportunidade de desenvolver a veia empreendedora desde cedo. Nascida em Salvador (BA), a jovem de 26 anos aprendeu a aliar impacto social e comunicação por meio das iniciativas que participou durante sua formação. A ideia de gerar conteúdos sobre finanças para jovens negros surgiu algum tempo depois, pela inquietude com relação à situação socioeconômica do país.

“Eu não queria apenas reclamar dos problemas, queria poder apresentar soluções que pudessem ajudar a garantir certo tipo de conforto e segurança financeira”, conta a empreendedora. “Então, o Grana Preta surge como uma ferramenta para as pessoas resolverem seus problemas econômicos de forma mais autônoma, sem depender de soluções políticas”. Os conteúdos de educação financeira e empreendedorismo serão disponibilizados por meio de ferramentas como o Instagram e Google Classroom, junto da venda de cursos digitais de educadores negros, funcionando como um marketplace.

Como é participar do Pense Grande Incubação? 

-“Todos os desafios e a validação da minha ideia foram novos para mim. O passo-a-passo serviu para eu me entender enquanto empreendedora. Não sabia o quanto esse processo de autoconhecimento seria fundamental para mim! E por isso já sou muito grata ao Pense Grande!”.

CENTRO-OESTE

Imagem mostra jovem usando capacete branco. Ela sorri para a câmera e usa camisa branca.
Deu Obra

“O Mundo sem Pobreza” de Muhammad Yunus, foi a porta de entrada de Melania Pires para descobrir o mundo dos negócios sociais. Formada em Engenharia Civil e voluntária em ações sociais, a jovem descobriu três coisas: a rotina das grandes construtoras não se encaixava em seu perfil, o empreendedorismo era um caminho possível e, em Goiânia (GO), a taxa de desempregados no ramo da construção civil tinha se tornado assustadoramente alta.

Foi aí que surgiu o Deu Obra, empreendimento que promove a construção de edificações pequenas e de baixo custo, investindo o lucro obtido na capacitação de desempregados da construção civil. A ideia é absorver estes profissionais para as obras realizadas, e propor parcerias a outras construtoras para que ofereçam oportunidades a eles. “Percebi que podia conectar a minha profissão a algo que transformasse a vida das pessoas”.

Como é participar do Pense Grande Incubação?

“A incubação do Pense Grande faz você compreender melhor o seu negócio, te dá mais maturidade. As fases do programa e os profissionais são excelentes! Existe todo um cuidado e uma conexão com os projetos envolvidos. Eu me sinto privilegiada por estar entre eles!”.

SUL

Imagem mostra rapaz de camisa xadrez e avental azul por cima

Cooltivando

Descendente de índigenas guaranis, Lucas Felippe se orgulha de dizer que seu instinto o levou para o caminho certo. Sempre adorou brincar ao ar livre, trabalhar com a terra, cuidar de plantas, e tudo que envolvia a agricultura. Por morar em Parque Guarani, região periférica de Joinville (SC), ele se viu sem incentivo e oportunidade de trabalhar nesta área. Anos mais tarde, buscando encontrar seu lugar no mundo, o jovem mudou para Curitiba (PR) e decidiu cursar Agronomia.

Percebeu que todo o mercado era voltado para uma lógica de devastação ambiental, agronegócio e transgenia, com a qual não concordava. Pensando nisso, buscou se aproximar da agricultura orgânica e aprender com a realidade de famílias de agricultores locais. Depois de apresentar uma tese como conclusão de curso, estruturou um sistema de consultoria de dados para pequenos agricultores “O modelo de negócios do Cooltivando é pensado para o desenvolvimento sustentável e empoderamento do pequeno agricultor”, diz Lucas.

Como é participar do Pense Grande Incubação?

“Passar já na primeira fase foi muito significativo para mim, pois eu acreditei que o que eu queria fazer não era loucura, era possível! É mais do que o investimento tecnológico, é chance de ampliar o impacto da rede que tenho. Ser amparado e valorizado pelo Pense Grande está trazendo um aprendizado muito grande como empreendedor e como pessoa”.

SUDESTE

Jornada Exponencial

A psicóloga organizacional Anna Paula Sampaio, de 28 anos, e a sócia, Renata Machado, de 36 anos, já trabalham com empreendedorismo há cerca de dois anos. Juntas fundaram a Ludo Thinking uma empresa que desenvolve treinamento personalizado utilizando jogos de tabuleiro, digitais e realidade aumentada. Notando que os serviços estavam muito voltados para grandes empresas de Vila Velha (ES), decidiram apostar em um público que estivesse entrando agora no mercado de trabalho.

“O Jornada Exponencial nasceu da necessidade de causar impacto social positivo”, explica a psicóloga. “Começamos a pensar em produtos mais acessíveis, que pudessem ensinar sobre liderança exponencial e comportamento esperado para pequenos empreendedores, estagiários e trainees”. O jogo de tabuleiro já existe, e foi todo pensado para estar conectado com um aplicativo que distribui missões diárias com o objetivo de salvar uma empresa. Parte do lucro já obtido pela Ludo seria revertido para disponibilizar o conteúdo gratuitamente.

Como é participar do Pense Grande Incubação?

“O nosso objetivo é que o Pense Grande nos ajude a tornar esse impacto social possível e sustentável. Nesse período de incubação, a gente já recebeu orientação e esperamos usá-la para tornar nosso produto escalável e alcançar mais gente!”

julho 31st, 2019

Posted In: Sem categoria, Fique por Dentro, Destaque

Tags:

Leave a Comment

A Rolo de Filme é uma produtora e aceleradora audiovisual que nasce da vontade de romper com os estereótipos sobre a periferia carioca. Ela trabalha em duas frentes: acelerando a carreira de profissionais de audiovisual, capacitando-os e criando com eles uma rede criativa para inseri-los no mercado, e também produzindo vídeos de marketing para Startups.

novembro 24th, 2017

Posted In: Sem categoria

Leave a Comment