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Dinâmica realizada nas oficinas do Pense Grande por todo país mobilizou mais de 30 mil jovens em 2017

Imagine um jogo de tabuleiro em que não há vencedores. Divididos em equipes, os participantes precisam resolver desafios do cotidiano em temas como trabalho, lazer e sala de aula, utilizando os recursos que têm nas mãos e as competências de um personagem pré-estabelecido.

Essa é a proposta do jogo “Se Vira”, uma dinâmica que mistura conceitos de RPG com situações da vida real e que fez sucesso durante as oficinas do Programa Pense Grande realizadas em 2017.

A oficina Pense Grande foi criada com o objetivo de despertar o conceito de empreender na vida de jovens de diferentes contextos sociais e territórios brasileiros, incentivando-os a pensarem soluções de impacto social em suas vidas ou de suas comunidades.

“A metodologia gamificada, seguida de uma roda de conversa, funcionou tanto para quem nunca teve contato com empreendedorismo social, quanto para quem já era engajado em alguma iniciativa”, diz Kelly Lima, colaboradora do Instituto Crescer, parceiro executor do programa.

As oficinas do Pense Grande transitaram por diversos públicos, como jovens do ensino médio e técnico profissionalizante, universitários, e até participantes fora do público usual do Programa, como alunos do Educação de Jovens e Adultos (EJA) e até a tripulação de um barco que leva informação e tecnologia para as comunidades ribeirinhas do Pará.

Metodologia multiplicada

A metodologia do jogo “Se Vira” é uma criação conjunta de jovens empreendedores que participaram de outras edições do Pense Grande com o Imagina Coletivo e acompanhamento do Instituto Crescer.

Para aplicar a dinâmica em diversas regiões do país, foram selecionados 36 multiplicadores com experiências variadas, como a jovem Emanuelly de Oliveira, fundadora do Projeto Social Brasilis e participante do Pense Grande Incubação.

“Eu sempre começava as oficinas contando um pouco da minha trajetória de vida e participação no programa. Acho que trazer uma história real e a experiência de alguém que viveu o processo na íntegra ajudou os jovens a entenderem que o empreendedorismo é possível a todos”, observa.

Confira os depoimentos de participantes das oficinas de diferentes regiões do país:

 

Colocar as ideias em prática e refletir sobre o quanto somos capazes, foram alguns pontos de destaque do encontro. O interessante foi saber que as ideias não podem ficar apenas em nossas mentes, temos que realizá-las

Alex Santos, jovem participante da oficina no Rio de Janeiro

 

Foi muito rico para os nossos alunos perceberem que existe a possibilidade de uma continuidade do projeto de vida após os estudos e jogo despertou neles essa atitude empreendedora

Marisa de Freitas, Supervisora Educação de Integral da Secretaria Municipal de Educação de Juiz de Fora – MG)

 

Como espectadora da oficina foi muito positivo observar o envolvimento e o nível de amadurecimento dos alunos pelas decisões tomadas em grupo. Aos enfrentar as situações da dinâmica, eles puderam exercer competências do século XXI como proatividade e raciocínio lógico

Sandra Passos, Diretora da Escola Estadual Presidente Médici de Naviraí- MS

 

Realizar a oficina do Pense Grande pela primeira vez na Feira de Tecnologia foi uma experiência muito produtiva e inovadora para o público participante do evento”.

Vinicius Moreira, Diretor Técnico da Fundação Parque Tecnológico de Campina Grande – PB

 

As oficinas do Pense Grande tiveram tudo a ver com o propósito da nossa iniciativa e nos permitiram pensar fora da caixa, integrando pessoas de diferentes classes sociais em torno de um mesmo objetivo

Kamila Brito, Fundadora do Barco Hacker – Pará

janeiro 18th, 2018

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Fundo Zona Leste Sustentável aposta em microempreendedores e oferece condições amigáveis de financiamento

Com uma população de mais de três milhões de habitantes, pouco menos que a população do Uruguai, a Zona Leste de São Paulo abriga um dos maiores grupos de trabalhadores da cidade, que muitas vezes sofrem com a falta de emprego e também com a distância, muitas horas do dia se deslocando para os empregos no centro da cidade.

Mas apesar de sua complexidade e diversos distritos com elevados índices de pobreza, a Zona Leste têm muito a ensinar. Abriga diversos projetos que surgem das adversidades, impulsionados por poucos recursos e muita criatividade. E para dar força a essas iniciativas, o Fundo Zona Leste Sustentável (FZLS), aceleradora criada em 2010 pela Fundação Tide Setúbal, financia ideias de microempreendedores, oferecendo empréstimos condizentes com a realidade financeira da região.

“Temos na Zona Leste um alto índice de desemprego. Mas temos também incríveis mobilizações acontecendo, como hortas comunitárias, cooperativas de feira e projetos de meio-ambiente”, relata Greta Salvi, coordenadora do Fundo. Segundo ela, o objetivo é fortalecer o comércio local, com um olhar especial para o pequeno empresário: do vendedor de tapioca às mulheres que abrem buffets para festas em casa.

O valor a ser emprestado pelo fundo varia de acordo com a necessidade de cada projeto e não pode ser usado para pagar salários, apenas para possibilitar melhorias estruturais no negócio, como compra de equipamentos.  A maior vantagem é que os empreendedores têm seis meses de carência e pagam o valor em 36 vezes, com flexibilidade maior do que em empréstimos convencionais.

Depois de cinco anos apoiando projetos pequenos e de ganho pessoal, o fundo agora está se transformando. O último edital, realizado em 2016, escolheu cinco mulheres empreendedoras para investir, apostando em negócios com impacto social no território. Além de verba, as escolhidas receberam capacitação oferecida pelo Senac.

Um exemplo é a Feira Afro Meninas Mahin, idealizada por Géssica Cardoso. Foi identificando uma carência local que a empreendedora teve a ideia de criação de seu negócio. “Itaquera é um lugar que não tem ocupação cultural específica para o público negro”, explica. Com mais de 30 edições desde 2016, a feira é focada na produção de empreendedoras afro-brasileiras.

Para 2018, o Fundo Zona Leste Sustentável tem como intenção voltar ainda mais suas iniciativas para os negócios periféricos, apostando principalmente na capacitação do público jovem. “O adolescente que mora dentro de periferias muitas vezes não conhece o seu próprio potencial. Não sabe como suas ideias podem virar um modelo de negócio. Queremos ir até ele e ajudá-lo a construir essa autoestima, incentivando o comércio local na Zona Leste”, finaliza Greta.

janeiro 11th, 2018

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Conheça o Beta, Malalai e outras iniciativas feitas por mulheres, para mulheres.   

Nunca se discutiu tanto equidade de gêneros e de direitos. O número de mulheres empreendedoras vem crescendo cada vez mais levando até a ONU a criar uma data especial: o dia mundial do empreendedorismo feminino, comemorado em 19 de novembro.

As mulheres hoje empreendem mais que homens no Brasil: estão por trás de 51,5% dos novos negócios, mostra uma pesquisa do Sebrae de 2016. Mais do que garantir serviços personalizados, o empreendedorismo feminino gera renda e possibilita o empoderamento de outras mulheres. Abaixo você confere histórias de iniciativas feitas por e para as mulheres:

Serviços nas redes

M’Ana – Mulher conserta para Mulher: Duas jovens de 26 anos se uniram para oferecer serviços de manutenção residencial. Foi em 2015 que a dupla se conheceu, quando Ana Luisa Monteiro começou a fazer consertos para complementar a renda – ela viu essa necessidade após ser assediada dentro de casa por um entregador de gás. A arquiteta Katherine Cristine Pavvloski conheceu o serviço por um folheto e virou sócia do empreendimento, que hoje tem quatro funcionárias e já atendeu mais de 2 mil mulheres, que em geral pedem o serviço via redes sociais.

Beta:  Beta é um robô feminista que utiliza a programação para responder todo tipo de dúvida relacionada ao universo feminino via Messenger, o chat do Facebook. Um exemplo foi o debate sobre a PEC 181, que criava novas restrições ao aborto. “Tivemos mais de 1500 pessoas falando com o chatbot por minuto e mais de 10.000 e-mails foram enviados para os deputados”, conta Mariana Ribeiro, uma das criadoras da plataforma. Atualmente, as curtidas na página superam as 19 mil e mais de 45.000 pessoas já falaram com a Beta.

Tecnologia a favor da mobilidade para mulheres

Lady Driver: O assédio dentro serviços de transporte por aplicativo levou ao surgimento do Lady Driver, app que conecta motoristas e passageiras mulheres. Formada em nutrição, Gabriela Correa decidiu criar o app após uma experiência negativa com empresas de transporte.

Hoje, já são 11 mil motoristas cadastradas em São Paulo, Guarulhos e Rio de Janeiro. Ao todo, 150 mil passageiras já foram atendidas. Independência financeira e quebra de preconceitos estão entre as conquistas, diz a fundadora.

Malalai:  aplicativo que ajuda mulheres a escolherem caminhos seguros na rua, com informações como iluminação, presença de lojas e portarias. Também avisa a uma pessoa indicada pela usuária sobre a sua localização de forma automática. O nome é uma homenagem a Malala Yousafzai, jovem paquistanesa que ganhou o Nobel da Paz em 2014.

Empreendedorismo materno

Maternativa: a rede para mães empreendedoras nasceu no Facebook em junho de 2015 e, desde então, tornou um espaço de inteligência coletiva sobre mercado de trabalho e empreendedorismo materno. Hoje, contribui com mais de 20 mil mães por meio de encontros e trocas, além de uma plataforma de marketplace.

janeiro 2nd, 2018

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Focado em desenvolvimento de negócios de impacto, Guia 2.5 tem participação do Programa Pense Grande

O Guia 2.5 para desenvolvimento de negócios de impacto, elaborado em outubro de 2015 pelo Instituto Quintessa, ganhou uma nova versão em 2017. Agora é possível visualizar o perfil detalhado de 34 iniciativas de organizações dedicadas a apoiar empreendimentos de impacto social em diversas etapas e áreas. O interessado pode fazer um teste online para verificar qual organização mais se adequa ao seu perfil.

A edição de 2017 foi lançada no último dia 13 de dezembro, no Unibes Cultural, em São Paulo, para um público de empreendedores e representantes das organizações que fazem parte do Guia 2.5, como a Fundação Telefônica Vivo.  A instituição foi uma das convidadas para participar do projeto por meio do Programa Pense Grande, iniciativa que apoia empreendimentos sociais de jovens em diversas regiões do país.

Pense Grande Incubação

Na fase Incubação do Pense Grande, jovens de 18 a 29 anos podem inscrever suas ideias ou iniciativas já em andamento voltadas para soluções de impacto social. Ao serem selecionados, os jovens recebem assessorias online e presenciais exclusivas, orientações com mentores e apoio financeiro em uma etapa que tem 10 meses de duração. Conheça todos os benefícios do Pense Grande Incubação.

A diretora executiva do Instituto Cidadania Empresarial, Célia Cruz, patrocinador do Guia, destacou a importância da entrada de novos atores na publicação para estimular os negócios de impacto e o trabalho das incubadoras e aceleradoras neste processo.

“Queremos criar um ecossistema estruturado que fortaleça os intermediários, para que os empreendedores façam melhor o seu trabalho. É preciso que o Guia seja um movimento que nos ajude a resolver problemas sociais e mensurar impactos em uma linguagem única”, disse.

A nova edição do Guia 2.5 estará disponível em breve no site http://www.guiadoisemeio.com.br.

dezembro 22nd, 2017

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Participantes do Pense Grande mostraram suas ideias de impacto social no demoday

O que 700 jovens de São Paulo têm em comum? Desde Cidade Tiradentes, na Zona Leste, ou Pirituba, Zona Oeste, estas centenas de adolescentes participam do Programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo, e podem enxergar para seu futuro um novo caminho, repleto de protagonismo e iniciativa por meio do empreendedorismo social.

No dia 25 de novembro, 17 grupos de jovens do Pense Grande, estudantes de ETECs (Escolas Técnicas Estaduais do Estado de São Paulo) de diferentes regiões da cidade, puderam testar e validar seus projetos de impacto social desenvolvidos ao longo de quatro meses.

Eles participaram do chamado DemodayDemoday é a junção de duas palavras em inglês, que em português significam dia da demonstração – em que apresentaram suas iniciativas em pitches.

A maioria dos grupos desenvolveu projetos que tangenciam alguns dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como é o caso do projeto Planty, criado por um grupo de três alunas da ETEC Uirapuru. A iniciativa investiga as PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) e cria caixas personalizadas por assinatura com geleias e outros produtos orgânicos. O dinheiro da venda é usado na criação de hortas comunitárias dentro de periferias.

Outro projeto é o aplicativo Empaixão, criado por Marcos Silveira da ETEC Pirituba. A ferramenta é um app de mapeamento de espaços seguros para populações sujeitas à violência.

Ao fim das 17 apresentações, as equipes da Fundação Telefônica Vivo e do Impact Hub, parceiro executor do projeto, distribuíram as premiações nas seguintes categorias: melhor uso de tecnologia; melhor integração com a comunidade; e melhor atitude empreendedora.

“Se existe qualquer possibilidade de construir um Brasil mais justo, é com esses jovens do Pense Grande. São protagonistas do amanhã”, disse Odair Barros, gerente de planejamento e finanças da Fundação Telefônica Vivo.

Confira os projetos vencedores:

dezembro 22nd, 2017

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A Wayra, iniciativa ligada ao Telefónica Open Future, programa de inovação e apoio ao empreendedorismo do Grupo Telefònica, está com inscrições abertas para processo seletivo de investimento e desenvolvimento de startups que atuam com tecnologia em segmentos como Cloud, Segurança, Internet das Coisas, Big Data, entre outros.

Se a sua empresa já está na ativa criando soluções inovadoras, mas precisa de uma força e novas oportunidades, esta pode ser a sua chance de alavancar sua idea e seu negócio. Os empreendedores têm até o dia 4 de dezembro para se inscrever por meio do  link: http://bit.ly/call_wayrabr2017.

Um comitê especial analisará cada iniciativa, seus produtos ou serviços, além do modelo de negócio e a equipe ou sócios responsáveis pelo projeto.

As startups selecionadas receberão, a partir do início de 2018, investimento de pelo menos U$ 50 mil, além de outros US$ 50 mil em serviços como acesso a infraestrutura completa, mentoria, treinamentos, e consultorias por 12 meses. Além de tudo isso, passam a fazer parte de uma rede com mais de 700 startups de 17 países.

“Nosso programa de desenvolvimento e tração tem a vantagem de facilitar o acesso das startups a um ecossistema mundial de inovação, a investidores e à própria Vivo, que busca no Open Future soluções para melhorar seus processos e oferecer produtos e serviços disruptivos a seus clientes”, explica Renato Valente, country manager da Telefónica Open Future e Wayra Brasil.

dezembro 5th, 2017

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O Festival Social Good Brasil realizou sua quinta edição nos dia 27 e 28 de outubro, no Centro de Inovação – Acate, em Florianópolis (SC). Com a participação do Programa Pense Grande, o evento trouxe a seguinte pergunta: como a tecnologia pode ser uma ferramenta de melhoria social?

Nos dois dias de programação, que incluíram palestras, painéis e rodas de conversa, especialistas na área de negócios sociais trouxeram cases de sucesso e provaram que o empreendedorismo com causa pode realmente transformar o país. O Pense Grande esteve lá com um estande especial, que funcionou como uma espécie de tira-dúvidas sobre a iniciativa e o despertar da cultura empreendedora no dia a dia.

Pense Grande: projetos e oficinas

Thais Ferreira, umas das participantes do Pense Grande, foi finalista do prêmio Social Good Lab. Ela é criadora do projeto Mãe & Mais, uma solução baseada em dados para oferecer serviços e educação a mulheres e mães com menor poder aquisitivo: “Empoderar mães, essas figuras tão sub-representadas e julgadas pela sociedade, é cuidar do futuro das próximas gerações. Temos que inovar com recursos disponíveis para curar o que é urgente”, explicou Thais.

No segundo dia de evento, aconteceu a oficina ministrada pela mineira Agatha Martins, uma das facilitadoras do programa – facilitadores são jovens de vários lugares do Brasil que têm como missão espalhar a metodologia Pense Grande. A oficina contou com a presença de 41 jovens, entre eles dois cegos e mudos, que puderam conhecer as histórias de outros empreendedores sociais do programa: Marden Nilton, do Barkus, plataforma de educação e planejamento financeiro, e Deborah de Angelo, que criou o aplicativo Sonya para pessoas com deficiência visual.

Logo em seguida, os jovens participaram do Se Vira, um jogo de tabuleiro de cenários possíveis, no qual os grupos devem procurar soluções criativas com dispositivos que têm à mão. Após a dinâmica, eles foram convidados a contar suas impressões. “É muito legal notar que não adianta ter uma solução criativa. É preciso primeiro investigar as pessoas e os lugares onde se quer atuar socialmente”, finalizou Agatha.

dezembro 4th, 2017

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Resolver várias questões em um único projeto. Esta é apenas uma das façanhas da turma da Eco Garopaba, associação que leva o nome de sua cidade sede, no litoral de Santa Catarina.

Criada pelo casal Carolina e Jairo Lumertz, a iniciativa tem como missão conscientizar as pessoas da necessidade de preservação do meio ambiente, da redução na produção diária de lixo e sua correta destinação, da reutilização e reciclagem de materiais, além de incentivar a prática esportiva e a inclusão social por meio do surf. E eles fazem tudo isso a partir de uma invenção de Jairo, gaúcho e surfista desde os 11 anos de idade: uma prancha feita de garrafas pet.

Em uma experiência no Havaí, em 2007, Jairo teve a ideia de desenhar a prancha com o uso destes materiais. Foi ao ver garrafas de plástico boiando no mar que pensou como poderia tirá-las dos oceanos. Quando retornou ao Brasil, em 2011, e conheceu Carolina, criou o Prancha Ecológica, que hoje é apenas uma das vertentes da Eco Garopaba. Desde 2012, o projeto já chegou a mais de 40 cidades brasileiras, envolvendo 20 mil crianças.

prancha-ecológica-Jairo Lumertz

Onda de sustentabilidade

De lá para cá, a dupla desenvolveu uma parceria com a Prefeitura de Garopaba e começou a capacitar professores para o reaproveitamento de resíduos, além de receber escolas e realizarem um trabalho para atender a comunidade. “As nossas palestras são voltadas para a reciclagem, então conseguem atingir um grande número de protetores ambientais”, dizem.

E é da própria comunidade que vem o material utilizado para a confecção das pranchas. “Dizemos que somos caçadores de garrafas pets”, conta Carolina. Eles calculam que já transformaram 15 mil garrafas em pranchas, e ainda criaram um modelo para deficientes físicos.

Em junho de 2017, eles saíram de Garopaba e levaram a prancha como ferramenta para falar dos problemas que o lixo causa no planeta a mais de 5.000 crianças de 18 cidades em quatro Estados brasileiros. A ideia agora é lançar um livro e um documentário sobre o projeto.

O sucesso da Prancha Ecológica é tanto que já surfou nas ondas de Israel, Argentina, Peru, Chile, México, Nova Zelândia, Indonésia, Austrália, França, Inglaterra, Portugal e Tailândia.

Empreendedorismo na veia

O espírito empreendedor do Jairo não para por aí. Shaper profissional, ele fabrica pranchas no modelo tradicional e ainda lançou um novo composto por 60% de material reciclado. A criação e consertos de pranchas é uma das formas como o casal se mantém financeiramente, visto que por enquanto apenas uma empresa contribui para as despesas da Associação.

Carol também concilia as atividades da organização com trabalhos de fotografia e venda de produtos feitos de fibras de garrafas pet. O carinho e zelo com a iniciativa transbordam quando os dois contam do projeto. “Queremos entrar em todas as escolas do mundo para levar esta mensagem positiva de amor e de cuidado com a natureza”, finaliza Carol.

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novembro 29th, 2017

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Há dez anos, um movimento mundial era criado para de fortalecer e disseminar a cultura empreendedora. Nascia assim a Semana Global do Empreendedorismo, que acontece sempre em novembro. Só no Brasil, o evento mobilizou mais de 2,5 milhões de pessoas em 10 mil atividades nos últimos três anos.

Segundo relatório do SEBRAE, o país atingiu a segunda maior taxa total de empreendedores de sua série histórica em 2016, com 36% da população adulta envolvida com atividades empreendedoras.

Os números revelam o quanto o empreendedorismo já faz parte do DNA brasileiro. Mais do que ter o próprio negócio, empreender tornou-se uma ferramenta de mudança, capaz de transformar boas ideias em ações que geram desenvolvimento econômico social e transformam realidades.

E para incentivar ainda a mais o jovem empreendedor do Brasil a encontrar soluções para problemas de sua comunidade, o Programa Pense Grande acaba de lançar a Metodologia Pense Grande, já disponível para download gratuito aqui no site. Dividido em 10 grandes temas, o material reúne as melhores práticas e conteúdos das formações realizadas pelo programa. Agora, todos que se interessarem pelo tema podem ter acesso a uma metodologia exclusiva focada em empreendedorismo social, e assim tirarem suas ideias do papel.

“Quando o jovem conecta suas competências às necessidades de sua comunidade, ele é capaz de desenvolver uma atitude empreendedora que vai além do negócio e pode ser aplicada na vida como um todo”, explica Americo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Vivo.

A Metodologia Pense Grande reúne as melhores práticas e conteúdo para você se tornar um empreendedor social, acesse.

novembro 23rd, 2017

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Facilidade na abertura de empresa e um mercado reduzido fazem da Nova Zelândia o sonho de quem quer incubar projetos e testar ideias

A Nova Zelândia, com população de 4,6 milhões de habitantes, menor que a da cidade de São Paulo, foi o primeiro país a criar um visto exclusivo para empreendedores sociais – o Global Impact Visa (GIVs). A iniciativa inédita, colocada em prática neste ano, reforçou a vocação do lugar como um dos melhores para empreender no mundo.

Na terra dos kiwis, como são conhecidos os neozelandeses, o tempo médio para se abrir uma empresa é de um dia, e o processo pode ser feito inteiramente online, com todos os impostos e trâmites detalhados para facilitar a vida de quem preenche.

Possibilidades

Para atrair cada vez mais empreendedores de diversas partes do mundo, além do visto, foi criada também a bolsa Edmund Hillary Fellowship. Ela oferece um programa de até três anos para empreendedores desenvolverem seus protótipos sociais na Nova Zelândia. “No país, existe uma cultura de colaboração grande e um mercado pequeno, o que o torna uma nação ideal para incubar novas ideias”, explica a empreendedora brasileira Sandra Chemin, que mora há quatro anos no país da Oceania. Ela trabalha na Enspiral, uma rede internacional de colaboradores voltada para o desenvolvimento de ideias de transformação social.

O critério de seleção mais importante é o impacto: o empreendedor deve ter uma ideia de alto impacto global e mostrar que é capaz de gerenciá-la tanto no nível técnico quanto de manutenção. A cada semestre, 50 empreendedores podem se candidatar.

Como também é embaixadora do Edmund Hillary Fellowship, Sandra está a caminho do Brasil, para conhecer alguns empreendedores e empreendedoras que desejam se inscrever. E está animada!  “O empreendedor brasileiro está entre os mais criativos do mundo. Por não contar com apoio para a abertura de empresa, enfrentar burocracia e ter poucas fontes de investimento público, ele constantemente precisa reinventar o seu negócio para que ele sobreviva. Vai ser incrível contar com brasileiros no time de empreendedores que querem mudar o mundo!”

novembro 21st, 2017

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