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Encontros de sensibilização do programa Pense Grande, realizados em março, impactaram mais de 7 mil estudantes de Etecs e Fatecs de São Paulo

Já pensou em um amigo virtual que ajuda as crianças a se alimentarem bem e praticarem exercícios? Estudantes da Escola Técnica Estadual (ETEC) Takashi Morita, na Zona Sul de Paulo, pensaram, após participarem das oficinas de sensibilização e da Hacktona realizadas pelo Pense Grande, em março.

Com duração de duas horas, as oficinas apresentaram o programa a 7.650 alunos do 2º e 3º ano de 27 ETECs e 4 Faculdades de Tecnologia (Fatecs). Já a Hacktona, contou com a presença de 1.557 desses estudantes, desenvolvendo protótipos de empreendedorismo social baseados nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Os encontros foram mediados por facilitares do Impact Hub, parceiros executores da Fundação Telefônica Vivo. Os facilitadores conheceram os alunos, ajudaram na formação de grupos e apresentaram uma série de conceitos da cultura empreendedora. Os ODS orientaram o desenvolvimento inicial dos projetos, apoiados por outras ferramentas, como prototipação.

Tecnologias digitais

Uma vez por dentro de alguns conceitos, estudantes colocaram a mão na massa e soltaram a criatividade. E as sugestões engenhosas para problemas socioeconômicos e ambientais não demoraram a aparecer. “Na Hacktona os alunos já têm ideias muito boas. Muitos já sabem até o nome técnico das coisas. Foi a primeira vez, por exemplo, que vi proporem um wearable”, diz a formadora Vitória Dias de Freitas, 26, do Impact Hub.

Com wearable (termo em inglês referente a “tecnologias de vestir”), ela estava falando do projeto de estudantes da ETEC Takashi Morita. Após escolherem o ODS número 3 (Saúde e Bem-Estar) durante a dinâmica de prototipação, eles resolveram enfrentar o problema da obesidade infantil.

A ideia apresentada pelo grupo foi criar um relógio inteligente (smartwatch) que funcione como um amigo virtual a ser cuidado pelas crianças. Para que ele se mantenha saudável, as crianças teriam que comer bem e praticar os exercícios estipulados para colega imaginário, adotando novos hábitos de uma maneira lúdica.

 

Na Etec Irmã Agostina, da Mooca, Zona Leste de São Paulo, os alunos também se valeram do potencial das soluções digitais. Eles escolheram trabalhar com o ODS 10 (Redução das Desigualdades), criando o protótipo de um aplicativo com um personagem chamado X. A cada jogada, é possível descobrir o gênero, a identidade sexual e outras características de X, discutindo estereótipos e fomentando a cultura da diversidade.

A ideia de acolhimento também esteve presente na ETEC Cidade Tiradentes, outra representante da Zona Leste de São Paulo. Estudantes da escola propuseram o desenvolvimento do aplicativo “Psicólogo Online”, que visa facilitar o acompanhamento profissional de pessoas com depressão.

Ganhos para as escolas

Na visão do diretor da ETEC Takashi Morita, Marcelo Coelho de Souza, o Pense Grande traz o lado prático do que é ensinado nas aulas, estimulando entre os alunos a cooperação, o raciocínio e uma postura proativa diante de problemas reais.

“O programa pode trazer muitos ganhos para o aperfeiçoamento didático das escolas. Trata-se de uma situação de aprendizagem aberta e dinâmica, que possibilita a inovação, a troca de experiências e a construção de conhecimentos”, diz.

ETECs

Administradas pelo Centro Paula Souza, as Etecs atendem 213 mil estudantes nos Ensinos Técnico, Médio e Técnico Integrado ao Médio, com 138 cursos técnicos para os setores industrial, agropecuário e de serviços, incluindo habilitações nas modalidades semipresencial, online, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e especialização técnica.

abril 17th, 2018

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Com apoio da Fundação Telefônica Vivo, três estudantes de escolas públicas de São Paulo tiveram a chance de realizar intercâmbio cultural transformador

Três estudantes e uma professora de escolas estaduais do interior de São Paulo ganharam uma viagem para conhecer a Exporecerca Jove, feira de ciências e tecnologia de Barcelona. Eles foram ao país catalão aprender um pouco mais sobre o que jovens da educação básica de todo o mundo estão desenvolvendo em suas escolas em termos de pesquisa.

Os alunos foram selecionados pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo com base em critérios como frequência nas aulas e participação em outras feiras de ciências e receberam apoio da Fundação Telefônica Vivo na premiação: a viagem.

Eles são de duas escolas diferentes, mas com uma coisa em comum: estão desbravando desde cedo a área da pesquisa e empreendedorismo social, com descobertas que podem trazer um relevante impacto socioambiental.

Larissa Souza Galvão, Mariana Oliveira da Costa Silva, ambas de 16 anos, e Guilherme Barbosa Marcondes, de 17 anos, ficaram entre os 30 finalistas da Feira de Ciências das Escolas Estaduais de São Paulo (FeCEESP).

Larissa e Mariana, que estudam na Escola Estadual Professor Gabriel Pozzi, em Limeira, desenvolveram uma telha ecológica de baixo custo usando como matéria-prima o bagaço da laranja: alternativa para habitações populares e para gerar menos resíduos na construção.

Guilherme Barbosa, da Escola Estadual Afonso Cafaro, de Fernandópolis, desenvolveu uma massa sustentável para a construção civil, feita com triturado de garrafa PET. Além de diminuir o impacto ambiental, o produto é mais barato e leve, reduzindo o esforço dos trabalhadores na instalação.

 

Novas experiências

Durante os quatro dias de viagem, o grupo brasileiro conheceu de perto os trabalhos expostos na feira e bateu papo com estudantes de vários lugares do mundo. Ainda teve tempo para explorar a cultura local e as belas paisagens da capital catalã.

“Conhecemos pessoas interessantes e vimos que os problemas que elas enfrentam por lá são muito diferentes dos nossos”, conta Guilherme, que se sentiu empolgado ao perceber que, como ele, muitos jovens lutam para solucionar problemas ambientais. “Tem mais gente do que imaginamos querendo construir um mundo melhor”.

Para Larissa, a viagem internacional expandiu seu conhecimento. “Sinto que amadureci”, diz a estudante, entusiasmada em continuar suas investidas em projetos científicos. “Tenho um grande carinho pela área de exatas, penso em cursar engenharia civil.”

Mariana, que pretende fazer faculdade de arquitetura, disse que ficou encantada com Barcelona. “Tive a oportunidade de ver projetos e edifícios tão lindos que me motivaram ainda mais a seguir na área que escolhi.”

 

 

A educadora Fernanda Cristina Aléssio Miranda acompanhou os adolescentes na viagem. Diretora da Escola Estadual José Belucio, ela criou há dois anos a Mostra de Ciências e Tecnologia de Fernandópolis e região, com a intenção de levar ao interior de São Paulo um evento que só ficava na capital.  A iniciativa foi recompensada pelo que presenciou na Espanha:

“Durante a Exporecerca, eu pude ver os olhinhos de encantamento deles. É muito transformador ver estudantes com poucos recursos financeiros tendo a oportunidade de conhecer o mundo”, relata Fernanda, que hoje é exerce o cargo de diretora da E.E. José Belucio. “Eles são um exemplo a ser replicado para outros adolescentes, para que eles acreditem que é possível alcançar seus sonhos”, conclui.

abril 6th, 2018

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Primeiro Acessa Campus surge em parceria entre Fundação Telefônica Vivo, Governo do Estado e o Centro Paula Souza

O governo de São Paulo lançou em fevereiro na capital paulista, com o apoio da Fundação Telefônica Vivo, um projeto piloto de coworking. O local de trabalho compartilhado está inserido no programa de inclusão digital AcessaSP.

Chamado de Acessa Campus, ele funcionar no espaço do AcessaSP na Escola Técnica Estadual (ETEC) Parque da Juventude, em Santana, na zona norte da cidade. O Centro Paula Souza, que administra as escolas técnica no Estado, também é parceiro na iniciativa.

 

Projetos

No início de março, foram anunciados os projetos selecionados para participarem do Acessa Campus 2018. Das 88 equipes inscritas, 30 dividirão o espaço colaborativo, e 58 o espaço de aceleração.

Por 10 meses, as 256 pessoas envolvidas nos projetos, entre alunos de escolas técnicas a professores, terão acesso ao espaço de trabalho, wi-fi e apoio de profissionais das áreas de gestão, marketing e jurídica para o desenvolvimento de suas iniciativas de forma gratuita.

Destes selecionados, 60 serão acompanhados pela Fundação Telefônica Vivo por meio do programa Pense Grande. Elas receberão capacitações, assessoria e mentoria, participarão também de conversas com empreendedores, além de ter acesso a diversas ferramentas para desenvolverem seus projetos.

Os projetos inscritos são de diferentes temas, como ensino de inglês para jovens da periferia, moda sustentável, jogo para conscientização ambiental, projetos de acessibilidade para deficientes auditivos e visuais, e até uma plataforma de financiamento coletivo e microcrédito.

A Metodologia Pense Grande traz todos os passos para que os jovens possam fazer a diferença por meio do empreendedorismo social. Dividida em dez grandes temas, a publicação propõe atividades práticas e indica conceitos importantes sobre o tema. Baixe agora gratuitamente e coloque a mão na massa!

abril 2nd, 2018

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360 Coworking potencializa projetos de jovens ao fazer ponte entre startups e maior centro acadêmico do país

Um ambiente de trabalho compartilhado, que estimula o desenvolvimento de projetos e a circulação de ideias. Esse é o propósito do 360 Coworking, que une dois conceitos para estimular jovens empreendedores e startups a tirar seus projetos do papel: um espaço colaborativo e tecnológico, ao lado da Universidade de São Paulo (USP), maior centro de pesquisa do Brasil.

A ideia é de Adne Righi, que fundou o lugar em setembro de 2017. Pós-doutora em Biologia pela própria universidade, ela viu essa oportunidade de mercado após circular entre dois mundos: o acadêmico, e o do empreendedorismo. Aproveitou então as pesquisas e os equipamentos de sua primeira startup, dedicada à realidade virtual, para abrir o espaço.

O sobrado do 360 Coworking está localizado a 100 metros da portaria principal da USP e a 8 metros do metrô Butantã, na zona oeste de São Paulo. Com opções de planos diários e mensais, os preços variam de acordo com as necessidades do profissional ou empresa. Há salas separadas ou compartilhadas, recepcionista, internet ilimitada e laboratórios modernos: de realidade virtual (FABLAB e VR), programação, prototipagem e impressão em 3D.

A arquitetura foi pensada não só para estimular o trabalho, mas também o descanso. Para isso, há uma sala de descompressão, ideal para debates e encontros, com livros inspiradores e pufes confortáveis. Na área externa, uma horta coletiva estimula a caminhada até a copa, e o conforto do jardim ajuda no espírito colaborativo. Até a ausência de ar condicionado foi pensada para favorecer a inspiração e a fluidez.

“A gente vê outros coworkings famosos que são caixotes fechados, aqui nossa proposta é outra. É um ambiente com cara de casa, mas não só cara. Tem um clima gostoso de trabalho”, diz Adne.

 

 

Preconceitos desfeitos

Para os coworkers, essa sensação também é vista como um diferencial. Wellington Oliveira, que ao lado do sócio Ricardo decidiu acompanhar a tendência do mercado, trouxe a startup Exito Studio, consultoria na área de marketing digital, para o 360 coworking.

Procurando uma alternativa para o home office, considerou a proposta  do 360 interessante, especialmente pela proximidade com a USP e pela rede de networking, que gera possibilidades de integrar seus serviços aos dos segmentos desenvolvidos pelos demais coworkers. Estamos sempre motivados a falar com os demais. Essa integração faz toda diferença.

Wellington conta também que, antes de partir para um espaço compartilhado, tinha outra visão sobre esse tipo de ambiente. Pensava que estar em um coworking afetaria a credibilidade da minha empresa, mas é o contrário: quanto mais agradável o ambiente, mais atraímos startups e fazemos negociações.”

 


 

Troca de experiências

Luciana Vasques, professora e pesquisadora da USP, também é uma das coworkers que manifesta interesse em cruzar os conhecimentos. Ela acabou de abrir a Molecolare, empresa que se dedica a oferecer cursos para escolas, alunos e professores na área de Biologia Molecular. “Estou começando do zero. Era pesquisadora e de repente estou montando meu site. O que acho legal do coworking é isso: você pode ajudar alguém, e sempre tem alguém para te ajudar”.

Atualmente, o coworking abriga sete pessoas, mas já recebeu outros profissionais das áreas mais distintas possíveis: paisagismo, marketing, personal training, direito, arquitetura.  O objetivo de Adne agora é expandir as parcerias para cursos e ações dentro do 360. E, claro, ver os empreendedores da família viabilizarem seus negócios. “A gente aqui é como pai e mãe, queremos ver os filhos fazendo sucesso.”

Além do tradicional home office e dos coworkings, existem no mundo outros modelos de organizar a vida profissional unindo essas duas propostas. É a partir desse princípio que funciona a plataforma Hoffice; a ideia surgiu pela primeira vez na Suécia, e é muito utilizada na Europa e nos Estados Unidos.

Visando aumentar a produtividade do trabalho, a plataforma facilita o encontro de pequenos grupos (de até 10 pessoas) que estejam dispostos a reunir-se na casa de um organizador. O serviço é completamente gratuito, sendo responsabilidade do organizador fornecer o espaço e internet ilimitada. Já há grupos do Hoffice no Brasil, que se organizam através de grupos fechados no Facebook.

março 29th, 2018

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Antes de começar a empreender é necessário conhecer sobre o mercado, concorrentes, investimento entre muitos outros pontos importantes. Mas também é interessante ler histórias de alguns empreendedores. Você pode se surpreender com o caminho percorrido por outras pessoas que, como você, querem ter seu próprio negócio.

Uma das histórias é do paulistano Kauê Russo, que aos 16 anos abriu seu primeiro negócio, que quebrou e um ano por falta de planejamento financeiro. Aos 18, montou uma nova empresa, fechada pouco depois por falta de estratégia. Hoje, aos 25, é dono de uma agência de marketing, uma startup de imóveis de leilão e está prestes a abrir um mercado especializado em vender produtos próximos ao vencimento a preços vantajosos.

Aos 25 anos, o empreendedor Kauê Russo comanda três negócios

Kauê faz parte de um grupo de jovens que cada vez mais cedo vislumbra comandar o próprio negócio. Isso se reflete na sala de aula da professora Letícia Menegon, coordenadora do centro de empreendedorismo da ESPM-SP. “Na semana, perguntei quem pretendia empreender, 40% dos meus alunos levantaram a mão. Isso é reflexo de uma geração que busca flexibilidade e não gosta da organização hierárquica do trabalho”, diz.

 

Um país de empreendedores

Pesquisa realizada pela startup norte-americana Expert Market, em 2017, mostra que o Brasil ficou em 5º no ranking com mais pessoas dispostas a empreender, em um ranking com 15 países.

E com mais gente empreendendo, as perspectivas também melhoram. O Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro, realizado em 2016 pela Confederação dos Jovens Empreendedores (Conaje), apontou que os jovens estão empreendendo mais e cada vez mais cedo. E suas empresas estão mais duradouras e estáveis: 49% de quem respondeu declaram ter um negócio há pelo menos cinco anos. Foram ouvidas cinco mil pessoas de 18 a 39 anos de todo o Brasil.

Para quem tem o sonho de ter o próprio empreendimento, saiba que não é preciso esperar pelo momento ideal. É preciso começar, prestando atenção em algumas dicas:

 

1. Não espere pela grande ideia

Vale mais um empreendedor na mão do que uma ideia de um milhão de dólares voando.

Um bom ponto de partida é pensar no que ninguém está fazendo ainda, mesmo que o negócio não seja novo. “Se você muda a forma de abordar o cliente, inova nos processos ou cria novas experiências, vai longe”, diz a especialista da ESPM.

 

2. Encontre sua real motivação

Sua vontade é ganhar dinheiro ou trabalhar menos? Não se iluda: na prática, o empreendedor tende a trabalhar mais do que um funcionário comum e pode levar algum tempo para ter retorno.

“Só para pagar pelo o que investiu são pelo menos seis meses. Para começar a ter lucro, de um ano e meio a três”, explica Augusto Aielo, vice-institucional do Fórum de Jovens Empreendedores (FJE) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O segredo é encontrar aquilo pelo que você tem paixão, e fazer disso sua motivação.

 

3. Dinheiro para que?

Seis de cada dez jovens empreendedores não buscaram nenhum investimento inicial para abrir suas empresas, diz a pesquisa do Conaje. De acordo com o levantamento, isso se deve ao fato de a maioria dos novos negócios ser do setor de serviços, que, em geral, demanda um capital inicial menor. “Montei minha agência com R$ 700, uma blusa que troquei por um computador e uma guitarra que troquei por mesas”, relembra Kauê Russo.

A pesquisa Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro mostra 40% dos jovens buscam capitalização para abrir seu negócio. A alternativa de financiamento bancário ficou em primeiro lugar (54%), seguida pelo apoio de família e/ou amigos (39%), investimento-anjo (5%) e fundos de capital de risco (2%). Na hora de escolher, é importante ter um plano de negócios detalhado, além de conhecer os juros e condições de pagamento de cada modalidade.

 

4. Arregace as mangas

Como é o mercado? Quem é o público-alvo, do que ele precisa e como se comporta? Para encontrar essas e outras respostas, é preciso muito estudo e planejamento. Conversar com quem trabalha no ramo e com outros jovens empreendedores é fundamental. Inclusive com quem já quebrou, para aprender com os erros dos outros.

 

5. Busque mentores

Eles são um ponto de apoio importante. Vale, inclusive, alguém da sua família. “Essa pessoa vai olhar de fora e apontar caminhos que não conseguimos enxergar quando estamos muito apaixonados pelo negócio”, indica Russo. Endeavor, Cubo, Google e incubadoras de startups costumam ter boas oportunidades de mentoria.

 

6. Persista

É preciso ter preparo psicológico para seguir o caminho do próprio negócio. Você vai ouvir muitos ‘nãos’, encontrar portas fechadas, ter que lidar com a burocracia brasileira e impostos de desanimar. “A grande característica do empreendedor é a resiliência. A gente vive de mudar, errar, quebrar e aprender”, explica Augusto Aielo.

março 22nd, 2018

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No Dia Internacional da Mulher, saiba mais sobre o Planty, plataforma liderada por jovens estudantes cheias de sonhos e que acreditam muito no seu potencial.

Larissa Frazato, Julia Agustino e Thaiene Raimundo têm 17 anos e um sonho em comum. Além de compartilharem a idade e também as aulas do curso técnico de Nutrição na Etec Uirapuru, em São Paulo, as jovens querem tornar as PANCs, Plantas Alimentícias Não Convencionais, em alimentos bem mais conhecidos e presentes em nosso dia a dia.

Para isso, as estudantes desenvolveram o Planty, uma plataforma que une pequenos produtores rurais a quem quer consumir esses alimentos e ainda incentivar a plantação de hortas comunitárias.

A ideia nasceu a partir do Programa Pense Grande na Etec Uirapuru no segundo semestre de 2017. Ao longo de quatro meses, os jovens participantes desenvolveram ideias empreendedoras com alguma relação com um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, e que, ao mesmo tempo, buscasse soluções para suas comunidades e entornos.

“Pudemos nos desenvolver intelectual e pessoalmente, além de assimilarmos a relevância de trabalhar em grupo e identificar que cada um possui um saber diferente do outro”, conta Julia. “Além disso, somos mulheres trabalhando juntas desenvolvendo o próprio projeto. Também aprendemos a lidar com nossas dificuldades e a confiar em nossa capacidade”, completa Larissa.

Em 2017, o Planty ficou em segundo lugar no Demoday de novembro, evento de apresentações para testar e validar os projetos dos estudantes

Desafios e oportunidades

Segundo Julia, um dos maiores desafios até o momento foi entrar em contato com os pequenos agricultores, definir a melhor forma de atendê-los e montar todo o modelo de negócio.

“É um projeto focado no cuidado com a natureza, em produtos que sejam saudáveis, sustentáveis e, ao mesmo tempo, saborosos. Como forma de garantir essa ideia, o Planty criou um serviço de assinaturas para expandir os recursos e os incentivos enviando aos assinantes caixas personalizadas com as plantas, sementes, produtos derivados e até utensílios para quem deseja realizar o plantio.

Apesar do site oficial do projeto ainda não está ar, as encomendas podem ser feitas pelo e-mail projetoplanty@gmail.com. “Temos muitas ideias para expandir o projeto e começaremos a divulgar nosso trabalho com workshops e rodas de conversa. Uma das propostas é possibilitar o plantio de hortas comunitárias nas periferias”, diz Larissa.

Com um longo caminho pela frente, as três estudantes trilham essa jornada com energia e confiança, mostrando a importância de ter recursos investidos no desenvolvimento pessoal, e principalmente os horizontes ampliados em relação às perspectivas para o futuro.

E para jovens empreendedoras como Larissa, Julia e Thaiene que pensam em por em prática seus planos de negócio, as meninas do Planty têm um recado especial: “Não pensem duas vezes! É um processo engrandecedor e muito rico. Muitas coisas são trabalhadas ao criar seu próprio negócio, inclusive sua maneira de lidar com você mesma e de acreditar no seu trabalho!”.

As PANCs são espécies que muitas vezes desconhecemos, mas podem incrementar a alimentação com nutrientes essenciais. Além disso, podem ser fáceis de encontrar até mesmo nas grandes cidades. No entanto, identificar o que é comestível ou não e atentar para as condições de produção é fundamental. Para saber mais como identificar uma PANC, clique aqui

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março 8th, 2018

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Nada mais universal do que falar da própria aldeia. A ideia, que se tornou famosa com o escritor russo Leon Tolstói, descreve bem o que estudantes de 23 Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) de São Paulo aprenderam no Pense Grande: tratar dos principais problemas de suas comunidades utilizando como referência os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os ODS surgiram depois de uma reunião de líderes mundiais em setembro de 2015. No ano seguinte, em 2016, já estavam sendo usados pelas primeiras turmas de ETECs, dentro da metodologia especialmente desenvolvida para o programa.

Entre 2016 e 2017, 683 estudantes de escolas técnicas puderam relacionar as questões que queriam abordar em seus projetos de empreendedorismo social aos eixos temáticos apontados como prioritários pela ONU, da erradicação da pobreza à água potável e saneamento; da igualdade de gênero às mudanças climáticas.

Durantes as três edições do Pense Grande nas ETECs, os jovens aprenderam sobre os ODS e incorporaram em seus projetos de impacto social. No total, 44 projetos foram apresentados em demodays – dia de apresentação, em inglês, em que os empreendimentos são mostrados para investidores. Todos eles tinham relação com um ou mais ODS.

O primeiro pitch – apresentação curta, de no máximo cinco minutos – contou com a presença de Haroldo Machado Filho, assessor sênior no Brasil do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).  Ele foi convidado como jurado e se surpreendeu.

 “Vi os jovens bem motivados, com conhecimento bastante aprofundado sobre os ODS, dispostos a aumentar a escala de seus projetos e fazer a diferença não só na sua localidade, mas no Brasil”, disse Machado.

O estudante Marcos Oliveira, de 16 anos, da ETEC Pirituba, esteve entre os participantes do Pense Grande nas ETECs. Ele criou o aplicativo Empaixão, inspirado na ODS 5: igualdade de gênero. O app mapeia espaços seguros para populações sujeitas à violência, como mulheres e grupos LGBT. “Sempre gostei de discutir preconceitos, principalmente ligados à sexualidade. O Pense Grande e os ODS foram a chance que eu precisava”, diz o jovem, premiado entre os oito projetos de destaque na terceira edição.

Larissa Santos, de 16 anos, da ETEC Juscelino Kubitschek, em Diadema, na Grande São Paulo também trabalhou com a metodologia.  “É uma oportunidade maravilhosa atuar em algo em que somos diretamente afetados”, disse.

Ela e outros quatro colegas desenvolveram o projeto Box Cult, um dos oito destaques da terceira etapa do Pense Grande nas ETECs, no segundo semestre de 2017.

A iniciativa, que se relaciona ao ODS 4 (Educação de Qualidade) consiste em uma caixa com conteúdos de culturas especificas (negra, nordestina, oriental) enviada para escolas públicas para que trabalhem esses temas com alunos do Ensino Fundamental.

Na página da Agenda 2030, você pode conhecer os 17 ODS estabelecidos pela ONU e as 169 metas relacionadas a eles. Confira abaixo a tabela com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

março 6th, 2018

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Imagine que foram meses de preparação. Então você já percorreu um bom caminho com o seu projeto e chegou em uma etapa decisiva: a hora de apresentar seu negócio para um investidor. Esse é o pitch, expressão em inglês usada quando nos referimos a apresentações curtas, de dois a três minutos, com o objetivo de despertar o interesse de potenciais financiadores.

Muitos dos que optaram por empreender já passaram por isso. E mesmo quem hoje brilha com negócios de sucesso, dá palestras e fala para grandes públicos, também já experimentou o friozinho na barriga das primeiras apresentações.

Por isso, ouvimos três nomes conhecidos, de diferentes áreas do empreendedorismo social, para saber como foram seus primeiros pitches e que dicas eles podem dar para quem está começando:

Diego Reeberg

Co-fundador do Catarse, uma das primeiras plataformas de financiamento coletivo do Brasil

1 – Como foi seu primeiro pitch?

Meu primeiro pitch de maior importância foi na 1ª edição do Campuseiros Empreendem, da Campus Party, bem na semana de lançamento do Catarse, em janeiro de 2011.

Fomos uma das 10 startups escolhidas para participar da competição. Como a empresa estava recém-operacional, focamos em apresentar qual problema estávamos resolvendo e quais resultados concretos já havíamos alcançado.

2 – Qual a principal dica que você daria para os jovens que estão participando de pitches agora?

Pitch é sobre ser conciso, é a arte da edição. Você vai querer falar mais do que precisa, porque tudo parece importante. Sugiro colocar tudo no papel, mas é preciso saber fazer os cortes necessários para garantir que a mensagem principal esteja clara.

3 – Que informação não pode faltar de jeito nenhum em um pitch?

A principal informação é apresentar o problema com clareza, mostrar que você entendeu bem aquele assunto.

4 – Na sua opinião, qual a melhor maneira de se preparar e controlar o nervosismo na hora da apresentação?

Eu gosto de ter a apresentação na ponta da língua, bem treinada. Não só o conteúdo, mas o ritmo, as pausas. Quando eu faço a apresentação sem improviso, me sinto mais confiante. Eu me inspirei em fazer desse jeito depois que li que o Steve Jobs e o Malcolm Gladwell (jornalista e escritor britânico) faziam apresentações com o conteúdo decorado.


Lucas Foster

Criador do Project Hub – rede que conecta startups e projetos a marcas de todo o mundo

1 – Como foi seu primeiro pitch?

Meu primeiro pitch não foi sobre a ProjectHub, mas sobre um projeto que representava menos risco ao investidor, o Creative Business Cup. O projeto tinha o apoio de organizações e parceiros que transmitiam credibilidade e segurança aos investidores. Então meu primeiro pitch foi um “treino” que tinha uma demanda de investimento menor. O investidor desse projeto veio, depois, a ser meu primeiro investidor na ProjectHub.

2 – Qual a principal dica que você daria para os jovens que estão participando de pitches agora?

Os primeiros minutos são fundamentais. Nesse tempo, o empreendedor deve falar do tamanho do novo mercado e dar referências (como reportagens em veículos renomados) para contextualizar o investidor.

Não se deve mentir ou exagerar nos números, e sim mostrar o quanto se está batalhando para aquela ideia. O investidor tem que saber que o empreendedor é comprometido e vai se esforçar ao máximo para ter retorno. Assim, abre-se um possível espaço para uma reunião, uma segunda conversa, o objetivo do pitch.

3 – Que informação não pode faltar de jeito nenhum em um pitch?

Qual é a oportunidade. O mercado que irá atuar. Qual é a sua solução. Seus diferenciais. Quem é a equipe. E o que está buscando.

4 – Na sua opinião, qual a melhor maneira de se preparar e controlar o nervosismo na hora da apresentação?

Fazer o maior número de pitches que puder. Ter atenção e refletir após o pitch, ou perguntar aos outros como melhorar. Pitch é treino.


Tonico Novaes

Criador da Campus Party, uma das maiores feiras de tecnologia, inovação, criatividade e cultura digital do mundo

1 – Como foi seu primeiro pitch?

Não sei se foi o primeiro, mas o mais importante foi há pouco mais de 10 anos, quando fui apresentar um projeto para a minha então recém-criada empresa se tornar a franquia master de um club de música eletrônica internacional e um festival europeu, ambos no Brasil.

Foi bem tenso, porque ambas as apresentações não foram no meu idioma nativo (espanhol e inglês).

2 – Qual a principal dica que você daria para os jovens que estão participando de pitches agora?

Ensaio, preparação, estudo e muita crença no que você está apresentando! Procure debater com pessoas que não acreditam no seu projeto, pois elas sim vão te fazer questionamentos pertinentes.

As pessoas que duvidam de você e/ou do seu projeto são as que mais te desafiarão a estudar e a descobrir todas as possibilidades que existem de seu projeto dar errado. A crítica fortalece e o elogio relaxa e enfraquece.

3 – Que informação não pode faltar de jeito nenhum em um pitch?

Nenhuma informação pode faltar. Se conseguirem te fazer dez perguntas e você responder nove com maestria, mas gaguejar em uma, será dessa uma que todos lembrarão.

4 – Na sua opinião, qual a melhor maneira de se preparar e controlar o nervosismo na hora da apresentação?

Apenas a maturidade pode fazer você espantar o nervosismo. Você só estará maduro para uma situação depois de passar por ela algumas vezes e até tomar alguns tombos. Mas se você ainda não passou por nenhuma situação semelhante e está se preparando para um pitch, a melhor dica é ensaiar muito. Ensaie dez vezes, 15 vezes, com públicos e audiências diferentes. Use seus familiares, amigos e professores como audiência de treino. Não deixe, em hipótese alguma, essa primeira apresentação ser, de fato, o seu momento de debutante em um pitch.


março 1st, 2018

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Natural da Bahia, Sergio Bispo chegou a São Paulo em 1989 e desde a infância trabalha como catador. Ele poderia ter tido o destino de tantos outros colegas de ofício, que batalham diariamente em meio ao trânsito puxando carroças pesadas, mas graças ao gosto por aprender acabou tornando-se um empreendedor socioambiental, e em 2014 começou o projeto Kombosa Seletiva.

“Quando tinha meu carrinho, comecei a participar de eventos e palestras a respeito da importância do nosso trabalho. Em um dos eventos, os técnicos me deram uma grande ideia”, lembra ele, mais conhecido como Bispo.

A ideia era basicamente uma oportunidade de mercado na cidade de São Paulo: oferecer serviço de coleta particular para quem, pela quantidade de resíduos gerados por dia – mais de 200 litros – não pode utilizar o serviço púbico.

Sem saber ler e nem escrever, Bispo se sentiu estimulado a ampliar seus negócios: se alfabetizou, tirou habilitação e comprou uma Kombi, com incentivo e apoio financeiro do sociólogo Pedro Tavares Nogueira, do produtor de eventos Bruno Aga e de Áurea Barros, do Instituto Viva Melhor.

Sergio Bispo em seu novo furgão: “lixo não existe” é um de seus lemas

 

Atualmente, a Kombosa conta com cinco catadores e faz o gerenciamento de resíduos em 45 pontos de São Paulo, entre condomínios e estabelecimentos comerciais. São 15 coletas por dia, e a antiga Kombi deu lugar a um furgão mais moderno.

A renda do trabalho inclui também eventos e palestras, nas quais Bispo, autodidata no aprendizado sobre gestão de resíduos, difunde a cultura da sustentabilidade. “Há muita técnica nesse setor, mas ninguém ensina os catadores. Muita gente não sabe o que fazer para avançar na vida, mas eu busquei a ajuda desses especialistas.”

O empreendimento pensado por Bispo permitiu a ele juntar dinheiro e comprar sua casa: aos 60 anos, com oito filhos e dois netos.  Agora, ele deseja deixar um futuro mais sustentável não só para sua família e para todos as crianças e adolescentes. Usando sua importante atividade como exemplo. “É preciso valorizar sempre o trabalho dos catadores e pensar nas futuras gerações que cuidarão do planeta, para a construção de um mundo sem desigualdade social e ambiental.”

Kombi usada por Bispo no começo do projeto

fevereiro 20th, 2018

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Você toma um caldo de cana e, indiretamente, acaba ajudando moradores de rua a terem uma nova oportunidade. É exatamente isso que faz o projeto Arte e Luz da Rua, que usa o bagaço que seria jogado fora para fazer luminárias e devolver a cidadania a quem antes vivia excluído da sociedade.

O projeto começou com a vinda da alemã Hedwig Knist ao Brasil, 27 anos atrás. Hoje com 53 anos, a ativista chegou por aqui aos 26 para realizar trabalhos voluntários ligados à Igreja Católica. A experiência, que duraria seis meses, se prolongou até os dias de hoje e teve como fruto o projeto que transforma resíduos da cana em artesanato e inclusão.

Sediada no Brás, em São Paulo, a iniciativa surgiu efetivamente em 2000, quando Hedwig e parceiros da Pastoral do Povo de Rua. Em 2012, quando saiu da Pastoral, a idealizadora seguiu com as atividades de maneira independente, o que resultou na transformação das oficinas em um empreendimento social de geração de renda.

“Um dos objetivos é a reintegração social dessas pessoas, pois muitas vezes elas conseguem emprego, mas não se adaptam por falta de postura adequada”, explica Hedwig.

Quando se acostumam a seguir regras e rotinas no projeto, os participantes conseguem se reinserir no mercado de trabalho com mais facilidade. “Esse é o maior aprendizado: ter de chegar a um local, na hora marcada, e desempenhar atividades com começo, meio e fim”, comentou a idealizadora.

Como funciona

Uma vez por semana, o grupo se organiza para buscar bagaço de cana em feiras e pastelarias. Levada à oficina, a fibra da casca é separada e processada. Por fim, ela é aplicada em uma estrutura de arame quadriculada, de acordo com o molde da luminária.

As luminárias são vendidas em feiras de artesanato, eventos ou sob encomenda, gerando renda para os participantes e a oportunidade de aprender um novo ofício.

“É um desafio trabalhar com população de baixa renda. A economia solidária também enfrenta dificuldades em relação ao comprador, que muitas vezes quer desconto, sendo que não temos uma margem grande de lucro. Apesar disso, é emocionante acompanhar a transformação positiva dos participantes”, diz Hedwig.

fevereiro 19th, 2018

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