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Na imagem, voluntário José Vicente Teixeira Junior faz homenagem ao Pense Grande em montanha na Bolívia

Voluntário do programa leva para a altitude parte da experiência como formador

Ainda que estivesse a 1.200 quilômetros de distância e 6.000 metros de altitude quando os jovens apresentaram seus projetos de empreendedorismo social, foi com uma homenagem ao Pense Grande que o colaborador do Grupo Telefônica José Vicente Teixeira Junior (36) prestigiou o trabalho que realizaram juntos ao longo do ano.

Comprometido com um curso de alpinismo na Bolívia, o formador voluntário não pôde comparecer à etapa final, em São Paulo. No entanto, como forma de se fazer presente, JJ, como é carinhosamente conhecido pelos colegas, decidiu levar para o alto das montanhas parte de sua experiência.

A estreia de José Vicente no programa coincidiu com o primeiro ano em que o Pense Grande foi levado também para ONG’s. Envolvido nessa edição especial, ele ficou responsável por formar os jovens da CTC Digital, que atua na promoção de inclusão digital.

“Foi muito marcante! Espero ter conseguido ajudar os jovens com algum ensinamento, mas posso dizer que também aprendi bastante vendo a satisfação deles em aprender de uma forma diferente, leve”, comenta JJ sobre a experiência.

Após as capacitações que recebeu junto do grupo de colaboradores, o voluntário ficou responsável por facilitar o processo de assimilação do conteúdo. A cada encontro, eram realizados exercícios, debates e orientações que, segundo conta José, foram muito bem recebidos pelos jovens justamente pelo dinamismo.

“Acompanhando bem de perto a trajetória deles, nós conseguimos notar essa preocupação dos grupos em gerar impacto, mais até do que retorno financeiro”, comenta JJ sobre o perfil dos projetos desenvolvidos durante a edição que participou.

 

Em 2018 o Programa Pense Grande está presente em 17 turmas nas Fatecs Zona Leste, Guarulhos, Ribeirão Preto, São Caetano e Itaquera, além da ETEC Professora Maria Cristina Medeiros, em Ribeirão Pires, interior de São Paulo. Saiba mais sobre o programa que apoia o empreendedorismo social

Quanto ao acompanhamento, ele reforça o que é fundamental para a principal missão como voluntário: expandir conhecimento. Foi através do aprendizado nas oficinas que foi capaz de enxergar a evolução desses jovens e de seus ideais empreendedores.

 

Curso de Gelo

Após 16 dias de aventura na Bolívia, que resultaram na escalada das montanhas Chacaltaya (5.395 metros), Glacial Charquini (5.390 metros) e, para terminar, a Huayna Potosi (6.088 metros).

  Sem contar para ninguém, pensei em levar comigo a camiseta do programa. Assim eu poderia me desculpar por não estar presente, mas mostrar que eles estavam lá comigo”, conta JJ sobre a homenagem ao Pense Grande.

 

Na imagem, voluntário José Vicente Teixeira Junior veste camisa em homenagem ao Pense Grande em montanha na Bolívia

José Vicente Teixeira levou a camiseta em homenagem ao Pense Grande a montanhas na Bolívia.

setembro 13th, 2018

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Fundação Telefônica Vivo leva estudantes que foram destaque no Demoday do Pense Grande ao festival e lança iniciativas estratégicas

A Fundação Telefônica Vivo convidou o grupo que ficou em primeiro lugar no Demoday da 4º edição do Pense Grande para um experiência imersiva: participar do Festival Social Good Brasil. A ideia foi dar aos jovens alunos da ETEC André Bogasian, de Osasco (SP) a oportunidade de continuar os aprendizados, entrando em contato com as atividades e a rede de empreendedores presentes no evento, realizado em Florianópolis.

O projeto criado pelos estudantes propõe o desenvolvimento da plataforma Women Work, especializada em combater a desigualdade no mercado de trabalho, conectando mulheres a oportunidades de emprego.

E foi um empreendimento similar, o Movimento Black Money, um banco focado no atendimento a pessoas negras, apresentado por Nina Silva no evento, que mais inspirou o grupo, já que na visão deles trouxe uma solução de impacto casado a uma apresentação muito bem montada.

“Foi simplesmente incrível, o jeito que ela falava e como apresentou foi muito marcante na noite. Teve até uma parte que ela citou que ela não estava sozinha, tinha ela e mais um navio negreiro inteiro… nossa, foi de arrepiar”, se empolga Camila Santos (16) ao relembrar.

O significado de viver em uma era de tecnologias exponenciais foi o questionamento que norteou as discussões da 7ª edição do Social Good Brasil. O evento aconteceu em Florianópolis no início de setembro reuniu referências nas áreas de tecnologia e impacto social.

A edição não se preocupou apenas em apresentar, mas também buscou estimular as competências que cercam o mundo da tecnologia com a realização de workshops, palestras e oficinas sobre os instrumentos necessários para construir um mundo conectado e colaborativo.

 

Percepções sobre o Festival

A expectativa dos jovens estudantes em participar do evento era grande. “A gente ficou sabendo da viagem no dia do Demoday. Até então, não tínhamos ouvido falar muito sobre o Festival, mas à medida que fomos pesquisando ficamos cada vez mais ansiosos. Sabíamos que seria uma oportunidade única para nós e para o projeto. Eu esperava que fosse representar uma grande oportunidade, e no final acabou sendo mesmo”, conta Juliana Lima (16).

“Tinha a expectativa de que seria grande, mas nada comparado ao que foi para mim. O que vivi, vi e aprendi lá vou levar comigo para o resto da vida, com certeza!”, acrescenta Giovanna Godinho (16), que também integra o grupo Women Work. “Foi como se estivéssemos em casa. As pessoas são muito receptivas e dá para perceber que todos estão comprometidos em construir um mundo melhor”, finaliza.

Camila Santos (16) conta também ter ficado impressionada com a organização, ressaltando os espaços projetados para incentivar atividades interativas. “Até mesmo os lugares de descanso, traziam a oportunidade de conhecer novas pessoas”.

 

“Durante uma roda de conversa no Festival Social Good, lembro de imaginei que um dia seríamos nós sete ali na frente, falando do nosso projeto e levantando nossa bandeira”, diz a estudante Juliana, do Pense Grande

Para o grupo, a motivação para dar continuidade ao projeto só cresceu, sobretudo tendo em vista a inspiração provocada pelo Festival. “O evento todo, para mim, foi uma experiência única. Aprendemos muitas coisas novas que vão acrescentar muito ao Woman Work”, conclui Isabelle Gomes (16).

 

Integrantes do Women Work, primeiro colocado do Demoday, evento que premia
os projetos de mais destaque do Pense Grande,  embarcando para Florianópolis

 

Outros destaques no Social Good Brasil

Desde a primeira edição, em 2012, o Festival Social Good Brasil conta com a parceria da Fundação Telefônica Vivo. Neste ano, também o evento também serviu para divulgação da pesquisa Juventude Conectada, edição especial de empreendedorismo, desenvolvida pela Fundação Telefônica Vivo junto com o IBOPE Inteligência e a Rede Conhecimento Social, lançada em agosto.

Disponível para download gratuito, o estudo amplia o olhar sobre o ecossistema do empreendedorismo no Brasil, com o objetivo de mapear e compreender o empreendedor jovem, reunindo informações, analisando distribuições geográficas e outros conteúdos.

Outra novidade mostrada em Florianópolis foi o PenseGrande.DOC, um documentário com 26 histórias inspiradoras de jovens empreendedores brasileiros, que estreia dia 27 de setembro no Canal Futura, parceiro do projeto, e também estará disponível no canal oficial da Fundação Telefônica Vivo no YouTube. Seis casos retratados fazem parte do Programa Pense Grande.

E, por fim, o terceiro destaque foi o lançamento do movimento Data For Good, uma iniciativa em parceria entre Social Good Brasil e Fundação Telefônica Vivo, para acelerar o impacto positivo e a solução de problemas da sociedade através do desenvolvimento de soluções de conectividade e compartilhamento de dados.

 

Américo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Brasil, está em pé, apoiado por muletas, no palco do festival Social Good Brasil
Edgard Gouveia Jr, mestre de cerimônias do festival SGB, está em cima do palco, abraçados a outros palestantes
 Nuno Arcanjo lê poema no palco do festival Social Good Brasil
Dois palestrantes dividem palco do festival Social Good Brasil. Há um intérprete de Libras, em pé
Na imagem, grupo de cerca de 12 pessoas movimentam seus corpos em uma espécie de dança, durante o festival Social Good Brasil

setembro 10th, 2018

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Na imagem, grupo de jovens do Programa Pense Grande se abraça coletivamente, formando um círculo

O programa Pense Grande entra na grade de 17 turmas de instituições públicas do Estado de São Paulo

O Programa Pense Grande não para! Por isso comemoramos a chegada de sua 5ª edição, que traz novidades. O programa se expande ao entrar na grade curricular de 17 turmas nas Fatecs Zona Leste, Guarulhos, Ribeirão Preto, São Caetano e Itaquera, além da ETEC Professora Maria Cristina Medeiros, em Ribeirão Pires, interior de São Paulo.

A 5ª edição oferece diversas mentorias, ferramentas, metodologias e estratégias inovadoras aos jovens. Tudo para que possam transformar a realidade de onde vivem com a ajuda de tecnologias digitais.

Sirlei Rodrigues do Nascimento, coordenadora da ETEC Professora Maria Cristina Medeiros, endossa o dinamismo e aprendizado que o programa proporciona. “A metodologia enriquecerá o projeto dos alunos e o seu desenvolvimento tanto pessoal como profissional. Além disso, eles têm a oportunidade de trabalhar com os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, Canvas, Análise Swot entre outras ferramentas”, afirma.

Já Luciano Francisco de Oliveira, coordenador e professor da Fatec Zona Leste, celebra o uso da metodologia Pense Grande nas aulas de empreendedorismo. Para o educador, é importante os alunos desenvolverem competências que o mercado de trabalho vem buscando. “As nossas aulas são enriquecedoras. Já o Pense Grande tem uma metodologia mais dinâmica e atualizada para a formação desses jovens”, ressalta.

Algumas das ETECs e Fatecs já não são mais estreantes, o que também deve ajudar a tornar a experiência dos participantes ainda melhor. “As escolas e os jovens já começam a entender melhor o trabalho que estamos fazendo, por isso acredito que a 5ª edição será tão transformadora quanto as outras. Estamos melhorando os processos a  cada ano” diz Rubem Saldanha, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo.

Jornada empreendedora do Pense Grande

Do primeiro dia do programa até o Demoday, evento que encerra o ciclo e premia os empreendimentos de destaque, serão realizadas 16 oficinas semanais.

Antes de se engajarem nas atividades, professores e alunos passam por uma sensibilização para que todos entendam a Metodologia Pense Grande, que estrutura o programa.

Um dos primeiros encontros aborda os 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Nações Unidas. Os estudantes escolhem um contexto para guiar a solução de problemas que afetem suas realidades. Na última edição do Demoday, os grupos premiados trabalharam temas como igualde de gênero, saúde mental, política e acessibilidade.

O compartilhamento de experiências, mentorias, e aprendizado fazem parte da jornada, assim como o friozinho na barriga ao começar um novo projeto de vida. E o esforço, claro, vale a pena! “No último Demoday ficou claro, tanto pela fala dos jovens quanto dos professores, que o Pense Grande traz uma experiência muito significativa e inspiradora a todos os participantes, com forte impacto social”, finaliza Rubem Saldanha.

agosto 31st, 2018

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Conversamos com participantes do programa sobre o estudo Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo, e como eles enxergam a realidade do empreendedorismo

Já está no ar a edição especial de empreendedorismo da pesquisa Juventude Conectada. Desenvolvido pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o IBOPE Inteligência e a Rede Conhecimento Social, o estudo amplia o olhar sobre o setor no Brasil, tendo como principal ponto de partida a visão dos jovens brasileiros.

Assim, com o objetivo de mapear e compreender o empreendedorismo, foram ouvidas 400 pessoas de 15 a 29 anos das classes A, B e C, de todas as regiões do país, além de jovens empreendedores e especialistas da área.

Um dos temas que mais aparecem no estudo é o empreendedorismo como propósito de vida e como ele é abordado nas escolas e faculdades. Por isso, resolvemos ir um pouco além nestes dois temas.

A maioria dos entrevistados na pesquisa, 61%, dizem que buscam trabalhar com algo em que acreditam, visando a realização de um sonho, tentando alinhar a profissão à satisfação, a um propósito pessoal ou coletivo. Além disso, eles concordam que a definição de empreendedorismo passa pelos conceitos de propósito de vida, protagonismo e impacto social.

Na imagem, aparecem logo do estudo Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo

 

Você pode baixar a versão completa agora da pesquisa Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo

E quem empreende também compartilha conhecimento. Quase metade dos entrevistados, ou 42%, concordam que o empreendedor orienta e ensina pessoas ao seu redor. No entanto, jovens e especialistas ouvidos afirmam que ainda falta um acesso maior a conteúdos sobre empreendedorismo na escola, ou seja, esse tema não é levado em conta na preparação para o mercado de trabalho.

 

É nesse contexto, que a Metodologia Pense Grande pode ser uma grande aliada ao oferecer ferramentas estratégicas para o desenvolvimento da cultura empreendedora e estruturação de ações sociais e transformadoras para quem busca um propósito de vida por meio do empreendedorismo.

Mas, para saber um pouco mais dessa relação entre empreendedorismo, conhecimento e propósito de vida, precisamos ouvir o que mais jovens que já estão atuando neste universo têm a dizer. Por isso, conversamos com cinco participantes do Programa Pense Grande. A seguir eles contam como enxergam esta realidade e o significado em suas vidas.

 

Gabriela Nunes Cavalieri, 18 anos, do Sistema Filantrópico, uma ferramenta organizacional para otimizar o tempo de ONGs com automação de atividades como atualização cadastral e controle de dados de voluntários e membros.
“Acredito que empreender transcende o conceito de abrir um negócio e ganhar dinheiro. É se empenhar para realizar uma tarefa, superar os diversos obstáculos e colocar suas habilidades à prova. Com certeza o assunto empreendedorismo deve ser explorado desde cedo! O tema empreendedorismo estimula diversas competências como autonomia emocional e financeira. Além disso, trabalha a relação interpessoal, desenvolve a criatividade e possibilita explorar a capacidade do indivíduo para resolução de problemas. Participar do Pense Grande é uma transformação de mentalidade, é enxergar como a atitude local impacta a sociedade de maneira global. O programa cria uma rede de contato com pessoas maravilhosas e inspiradoras! Por meio do empreendedorismo é possível realizar sonhos e propósitos de vida. Admiro muito, o renomado Dr. Daisaku Ikeda, que diz: ‘Sem esforços tenazes, os sonhos terminarão em meras fantasias’. Empreender é trabalhoso e exige muito esforço, porém quando atrelado a realizações pessoais se torna uma atividade engajada e motivadora”.

Jéssyca Silveira, 26 anos, integrante da RAP, Rede de Afro Profissionais, empresa de recrutamento que foca diversidade racial e formou uma rede de 14.500 mulheres negras.
“Empreender vai além de enxergar uma necessidade ou oportunidade de negócio. Para alguns significa não passar fome, para outros é uma salvação em meio à falta de trabalho. Para mim, tem significado me descobrir capaz de gerar algo que pode mudar a vida das pessoas! Significa apostar no meu talento e no de outras profissionais negras para impactar positivamente a sociedade. Participar do Pense Grande ajuda, porque o conhecimento está organizado e é apresentado como uma metodologia a ser aplicada à nossa ideia. A geração atual tem essa ideia de propósito, de buscar a felicidade no trabalho. É uma ruptura com as gerações anteriores. Sou parte disso e vivo numa linha tênue, porque existe a vontade de ser feliz profissionalmente e também existe a necessidade de ganhar dinheiro com urgência. Então busco o equilíbrio entre esses interesses”.

Reuel Scherrer Xavier, 24 anos, da GrowTech, que fornece equipamento moderno que facilita o cultivo de alimentos saudáveis, como hortaliças e temperos, em casa.
“Empreender é correr atrás dos próprios sonhos. Mais que isso: é inovar, pensar em coisas que ninguém pensou e realizar sonhos através disso. É preciso pensar grande. Com certeza é um tema a ser explorado desde cedo. É essencial, enquanto brasileiros, é um dever da nova geração pensar em caminhos alternativos, criar novas rotas e modelos. A nossa única chance de parear com país altamente desenvolvido é criando. O que pode alavancar um futuro melhor para o Brasil são empreendedores mais conscientes, mais inovadores. O Pense Grande é essencial para mostrar que o empreendedorismo social é possível, sim! Que não é uma coisa surreal, inalcançável. O programa pega uma ideia embrionária, uma sementinha e nos guia a caminhos melhores. Empreendedorismo é mais do que ter propósito. É unificar sonhos e propósitos em uma única jornada. E isso a gente aprende no Pense Grande, em como alinhar bem os nossos sonhos com nossos propósitos. Em como sintonizar a equipe nesse foco. Isso mudou muito a nossa mentalidade, por isso somos muito gratos”.

Carla Francischette, 18 anos, do Integra Mais, site com informações de escolas adaptadas a vagas de emprego, para auxiliar nos cuidados e no cotidiano de pessoas com deficiência.
“Empreender significa criar coisas boas, que irão ajudar alguém, alguma causa ou inovar. É fazer ideias e sonhos acontecerem de alguma forma. Até da forma mais maluca, porque empreender também é criatividade. É um assunto a ser tratado em escolas, com jovens e crianças. Desde pequenos nos perguntam o que queremos ser quando crescermos, mas sempre pensamos em trabalhar para alguém, em realizar o sonho de outra pessoa. Empreender tem muita ligação com um propósito. Quando se empreende, se sonha, se cria, se inova, nada disso é possível sem um propósito. Por trás de toda criação existe um problema a ser resolvido. O coração do negócio é sempre o que o mantém vivo!”.

Ana Karine, 22 anos, uma das sócias fundadoras do Fala Aí, startup focada em auxiliar o desenvolvimento da fala na infância por meio de um app que identifica distúrbios fonológicos.
“Empreender é contribuir para transformar a realidade dos outros, e a sua própria, baseado no que se acredita. Ser capaz de pensar além da caixa e se permitir experimentar e crescer constantemente. Não existe incentivo ao empreendedorismo, especialmente na graduação, a passos de se entrar no mercado. Muita coisa boa fica engavetada porque somos preparados para trabalhar em projetos de outros. Vejo o Pense Grande como uma porta de entrada para mudar esse pensamento. Para mostrar que toda ideia, quando é bem trabalhada, vira sim um negócio. Se você quer empreender, o negócio depende do seu interesse em fazer acontecer. Então é preciso ter um propósito. Mas esse pensamento pode se tornar vazio se o propósito for apenas o de ganhar dinheiro. Isso é tão pouco comparado às vidas que podem ser mudadas! Propósitos também precisam ser realimentados. Qual é o próximo passo após atingir os objetivos atuais?”.

agosto 27th, 2018

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Os adolescentes Gabriel Moura (18) e João Vitor Macedo (17) posam para foto abraçados

O projeto Horta Inteligente foi desenvolvido durante o Pense Grande e pretende ajudar a manter horta comunitária em São Paulo

Administrar uma horta de maneira sustentável, sobretudo em uma grande cidade como São Paulo, pode ser desafiador. Focado justamente em romper as dificuldades com cuidados e infraestrutura, o projeto Horta Inteligente foi criado por dois jovens estudantes para ajudar na tarefa de irrigar de plantações.

Gabriel Moura (18) e João Vitor Macedo (17), estudantes do 3º ano na ETEC Professor Horácio Augusto da Silveira, estavam à procura de uma ideia para realizar como trabalho de conclusão do curso técnico de Eletrônica. E foi durante as oficinas do Pense Grande que surgiu a ideia e a oportunidade.

“O maior incentivo veio da nossa professora Janaína, que é voluntária na Horta das Flores, e nos levou até lá para conhecer as dificuldades em controlar a umidade e a hora certa para regar as plantas”, diz Gabriel sobre o desenvolvimento do Horta Inteligente.

A Horta das Flores, localizada na Mooca, zona leste paulistana, é um espaço da Prefeitura. Porém, diante do abandono, foi assumido pela comunidade que, com a ajuda de voluntários, se compromete a não deixar o terreno sem cuidado.

Após visitarem o terreno e entenderem o que poderia ser melhorado, os estudantes decidiram abraçar a causa e construir um microcontrolador, atualmente em fase de protótipo, para automatizar a rega das plantas.

 

A inspiração: Horta das Flores

A Horta das Flores fica trancada durante a semana e sem manutenção. Foi justamente isso que inspirou o projeto Horta Inteligente. “Somente aos sábados os voluntários abrem para ajudar. Boa parte do que se planta é perdido por conta disso”, comenta Janaína Campos Venditti, professora de Biologia que apresentou a iniciativa aos meninos.

A foto mostra voluntários usando bonés e trabalhando em meio a plantação na Horta das Flores, onde o projeto Horta Inteligente será empregado

 

Diante dessa necessidade, os jovens pensaram em melhorar a realidade das hortas comunitárias. Com a ajuda de Janaína, criaram um canteiro nos jardins da própria escola a fim de simular o espaço e realizar todos os processos, desde o preparo da terra, o adubo até a plantação de fato. Ao final dessas etapas, chegaram à ideia do dispositivo que checa a umidade das plantas.

“Tanto o tempo de rega, quanto o intervalo entre as checagens é configurado por bluetooth. Os dados sobre a plantação são ajustados no aparelho e, a cada três horas, se o índice de umidade estiver abaixo de 25% do valor indicado, ele abre a torneira por 15 segundos”, explica João Vitor sobre o funcionamento.

A parte mais desafiadora, segundo eles, foi entender as particularidades de cada solo e planta para ajustar o equipamento, que ainda está em desenvolvimento e passa por mudanças constantes.

 

Fechando o negócio com a horta

 Com a problemática resolvida, os administradores voluntários da Horta das Flores pediram que os estudantes apresentassem um orçamento para a instalação do aparelho.

“Estipulamos o preço máximo de R$ 1.000, mas estamos sempre em busca de minimizar essa quantia. A comunidade aceitou e pediu para que a gente avise assim que o aparelho estiver pronto”, continua João Vitor.

Apesar do interesse imediato, o grupo e o coordenador do curso de Eletrônica entraram em um acordo para adiar o prazo da venda, a fim de usar o segundo semestre de 2018 como período de aprimoramento do protótipo. Além disso, falta preparar a documentação e é preciso dar uma pausa no projeto Horta Inteligente para que os jovens se dediquem ao vestibular.

agosto 13th, 2018

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Saladorama propõe alimentação saudável a um valor acessível para moradores de regiões periféricas do Brasil

Na hora do almoço, é prática comum dos moradores de grandes cidades brasileiras optarem por um serviço de entrega de comida para ganhar tempo. Imaginefazer o pedido e receber uma salada orgânica personalizada, com preços acessíveis e preparada por moradores da própria comunidade onde o alimento é produzido?

Essa é a proposta do Saladorama, um negócio de impacto social idealizado pelo engenheiro Hamilton Henrique, de 30 anos, com o intuito de democratizar o acesso à alimentação saudável e ao mesmo tempo ser uma fonte de renda para moradores da periferia.

A ideia do negócio nasceu há três anos, mas o olhar para o empreendedorismo social veio muito antes por influência da família.

Criado na comunidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Hamilton conta que a mãe tinha o hábito de levar sanduíches e suco de caju para moradores de rua, aos finais de semana. “Toda vez que minha mãe voltava na praça uma das crianças havia sumido, até que um dia ela decidiu alugar uma casa e abrigar todos aqueles meninos”, diz. Foi assim que Hamilton, que já tinha três irmãos biológicos, ganhou outros 18 de uma só vez.

Hamilton Henrique, criador do Saladorama que propõe delivery de salada, aparece com uma caixa de papelão à sua frente

 

A perspectiva de realizar algo com impacto social tomou forma após o empreendedor conseguir um emprego em um espaço colaborativo no Rio de Janeiro. Foi lá que o empreendedor teve seu primeiro contato com uma alimentação mais saudável e bem diferente do que estava acostumado a consumir. “Eu estava esperando hambúrguer e sushi porque achava que a melhor comida era aquela que eu não podia pagar. Para minha surpresa, tinha empadão de legumes e lasanha de berinjela no almoço”, conta rindo.

 

A surpresa inicial se transformou em um objetivo: tornar a comida saudável e equilibrada acessível para sua comunidade. Nascia assim uma ideia de negócio próprio e sustentável, o Saladorama, que além do serviço de entrega de saladas, oferece palestras gratuitas de conscientização sobre alimentação saudável.

 

Saladorama: sustentável e colaborativo

Como primeiro passo, Hamilton estudou a logística de entrega de produtos na comunidade. “Percebi que para o alimento chegar até à mesa das pessoas tinha que passar por, no mínimo, três fornecedores, o que encarecia o produto final. Então, começamos a atuarincentivando o plantio de alimentos orgânicos dentro da própria comunidade”, explica.

Resolvida a questão do fornecimento de alimentos, a próxima etapa foi definir quem seriam os funcionários da empresa. Surgiu a ideia de contratar mulheres com filhos em busca de trabalho com vagas no mesmo horário de funcionamento das creches. “Além de proporcionar autonomia e independência para essas mães, oferecemos também um curso básico de capacitação para aprenderem como preparar saladas e sucos para serem comercializados”, diz.

O treinamento foi feito pela nutricionista e sócia do Saladorama, Mariana Fernandes. A nutricionista foi apresentada a Hamilton por um amigo em comum e logo se encantou pelo projeto. O Saladorama ainda conta com uma terceira sócia, Maria Isabela Ribeiro, especialista em comunicação, que o engenheiro conheceu em um evento em São Paulo.

Caixas de papelão com verduras do Saladorama que propõe delivery de salada, aparece com uma caixa de papelão à sua frente

 

Para completar a cadeia colaborativa, o empreendedor teve a ideia de personalizar as embalagens, feitas com produtos reciclados, com poemas e desenhos de artistas locais, que ganham R$ 1,00 para cada produto vendido, e aindatêm a oportunidade de verem sua arte valorizada.

O modelo de negócios deu tão certo que o Saladorama se tornou uma franquia social e hoje já está presente em seis Estados brasileiros. Segundo Hamilton, o próximo objetivo é transformá-lo em um case nacional e internacional de políticas públicas em prol de alimentação saudável e acessível.

Alimentação saudável não é um privilégio, mas um direito que ultrapassa todas as classes sociais. E para o morador da periferia é muito importante saber que ele pode consumir o mesmo alimento que uma pessoa famosa consome, por exemplo, e cuidar da própria saúde”, conclui.

 

Saladorama em números

– 400 mil pessoas impactadas entre consumidoras das saladas vendidas, artistas contemplados e palestras de conscientização sobre alimentação saudável

– Presente em 6 Estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Santa Catarina

– 550 toneladas de orgânicos de agricultura familiar consumidos

– R$ 2 milhões é a expectativa de faturamento em 2018

agosto 8th, 2018

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Empreendimentos apresentados no encerramento do programa Pense Grande foram orientados a trabalhar com a agenda das Nações Unidas em pautas sobre igualdade de gênero, cuidados com idosos, política, saúde mental e acessibilidade

Centenas de pés batiam ritmados no chão do auditório da ETEC Sebrae, na região central de São Paulo, onde acontecia o Demoday 2018, evento que encerra o ciclo do programa Pense Grande e premia os empreendimentos de destaque.

Assim que o primeiro lugar foi anunciado, os tambores improvisados se transformaram em gritos, aplausos e choro. O grupo Women Work, que propõe uma plataforma para conectar mulheres a oportunidades de emprego, conquistou o bicampeonato para a ETEC Prof. André Bogasian, de Osasco. “A gente veio de uma escola muito humilde e nos esforçamos muito durante todo o processo”, conta emocionada Giovanna Godinho, de 16 anos.

O segundo lugar foi para a equipe da ETEC Dr. Julio Cardoso (Franca-SP) e o conceito inovador do TIPMES, aplicativo que dispara alerta por meio de um colar e garante mais autonomia a idosos e pessoas sob cuidados especiais. “Recebemos auxilio de nosso professor Washington sobre a programação. Juntamos fundos, vendemos até amendoim na escola para conseguir arcar com os custos do primeiro protótipo. Agora ele está em fase de programação e finalização”, diz o aluno Leonardo Faleiros.

Por terem surpreendido e se destacado nos pitches, três projetos dividiram o terceiro lugar. O Livrentura, da ETEC Julio de Mesquita, com criação de uma livraria móvel com apoio de um aplicativo para vender livros adaptados em braile e incluir deficientes visuais. O 4 Estações, da ETEC Cidade Tiradentes, por um aplicativo que traz bem-estar mental com compartilhamento de experiências, práticas de relaxamento e meditação, além de dicas de exercícios físicos. E, finalmente o Politeia, da ETEC Prof. Camargo Aranha, por uma plataforma online que rastreia e compartilha dados públicos de políticos brasileiros.

 

 

A premiação coroou o fim da 4ª edição do Pense Grande, que teve a participação de alunos de 31 Etecs e Fatecs espalhadas pelo estado de São Paulo. Foram 60 horas de formação, com 14 oficinas e 192 empreendimentos criados, dos quais 18 foram mostrados pelos jovens na etapa final à banca julgadora por meio de pitches, apresentações de cinco minutos que resumem com objetividade os projetos.

 

Rubem Saldanha, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo, definiu o Demoday 2018. “O momento de celebração nunca reflete toda a caminhada, é uma fotografia. Mas a fotografia é muito bonita, porque dá para ver o brilho nos olhos, a determinação, o senso de responsabilidade e o frio na barriga”.

Experiência única

Protagonismo e resiliência são os maiores aprendizados para quem participa do Pense Grande, defende o professor Gislayno Monteiro, do Centro Paula Souza, parceiro ao lado da Impact Hub na execução do programa da Fundação Telefônica Vivo. “Os alunos que passam por essa formação aprendem a ser protagonistas de suas vidas e agentes de mudança, além de adquirirem competências técnicas e socioemocionais que farão toda a diferença quando ingressarem no mercado de trabalho”, afirma.

Para a diretora Sônia Espindola, da ETEC Prof. André Bogasian, a metodologia do Pense Grande transformou a instituição, de onde saiu o projeto vencedor, ao engajar os alunos em causas sociais. “Esse é o segundo ano do projeto na nossa escola e eu posso dizer que o impacto sobre os adolescentes é muito forte. Eles levam muito a sério e encaram os desafios com responsabilidade”, afirmou, ainda emocionada pela conquista de seus estudantes.

Turbilhão de emoções

Orientados a explorar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, os grupos criaram soluções que visam combater assédio, reduzir desperdícios, desmistificar transtornos mentais e promover sustentabilidade.

A estudante Cecília Ribeiro de Almeida, de 15 anos, aparece em pé com microfone na mão e sorrindo durante apresentação do projeto 4 Estações

 

Cecília Ribeiro de Almeida, de 15 anos, emocionou a todos com um relato pessoal sobre as dificuldades em ser portadora do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), o que a motivou a criar, sozinha, o 4 estações.

“Não teve uma noite em que não fiquei trabalhando no projeto. Sei onde o problema está, por isso estou muito motivada a seguir com o projeto. Tenho muito carinho pelo o que estou fazendo”, declarou a estudante da ETEC Cidade Tiradentes, em São Paulo, que ficou entre os contemplados em 3º lugar.

O legado do Pense Grande dura muito mais que o período formativo e garante prêmios maiores que os distribuídos no Demoday, como enfatiza Rubem Saldanha: “talvez os negócios não virem, talvez eles não sejam empreendedores no futuro, mas o que esses jovens aprenderam durante o Pense Grande, levam para o resto da vida”.

 

Box traz informações sobre os vencedores do Demoday 2018: projeto Women Work, em 1º lugar; projeto Tipmes, em 2º lugar, e os projetos 4 Estações, Livrentura e Politeia em terceiro lugar

 

 

agosto 3rd, 2018

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Samantha Ferreira, Thais Krohn, Thayane Ramos e Victoria Vieira, jovens do Pense Grande tiveram oficinas para desenvolver modelos e testar produtos e serviços

Para aprender sobre a importância da prototipação, jovens do Pense Grande tiveram oficinas para desenvolver modelos e testar produtos e serviços

Uma vez estabelecidos os conhecimentos que servirão como base para a estruturação de um projeto empreendedor, vem uma das etapas mais divertida e trabalhosas: por a mão na massa! Esse momento é conhecido como a fase de prototipação.

Dentro do Programa Pense Grande, esta fase é dividida em duas oficinas, que se propõem justamente a dar ferramentas para que os jovens possam materializar tudo o que foi idealizado ao longo do ano. Com a orientação dos mentores, os grupos precisam detalhar o modelo de negócios escolhido e simular o funcionamento de suas iniciativas.

Trata-se de um momento decisivo, já que a  partir das apresentação desses resultados, a comissão de jurados avalia os projetos e seleciona os melhores para a o Demoday – última etapa, na qual os finalistas de todas as ETEC’s participantes apresentam suas iniciativas.

Uma livraria móvel voltada para deficientes visuais e um jogo que estimula doações de recursos para pessoas de baixa renda. Estes foram alguns dos protótipos inovadores desenvolvidos pelos jovens que participam da etapa de prototipação do Pense Grande 2018.

 

O protótipo é o modelo construído para testar um produto ou um serviço. Ele é resultado das pesquisas iniciais relativas a uma ideia ou suposição e, também, uma base para que novas mudanças e implementações dessa ideia possam ser realizadas. Os critérios de avaliação para essa fase são: inovação, viabilidade financeira, tecnologia, clareza, apresentação e impacto socioambiental. Veja mais na Metodologia Pense Grande.

 

Leitura e Inclusão

 As estudantes da ETEC Júlio de Mesquita Samantha Ferreira, Thais Krohn, Thayane Ramos e Victoria Vieira, de 15 anos, foram uma das finalistas selecionadas. O grupo de Santo André criou o Livrentura, uma livraria móvel focada na venda de livros adaptados em braile para a inclusão de deficientes visuais.

“A nossa ideia é montar, com um triciclo, uma livraria móvel. Não escolhemos pontos fixos porque queríamos facilitar o acesso do deficiente visual, que estará conectado com a gente através de um aplicativo personalizado”, explica Thayanne Ramos, uma das idealizadoras. O aplicativo permitirá ao usuário sugerir es espaços públicos por onde o triciclo deve circular.

Durante a prototipagem, o grupo se dividiu para construir a maquete do triciclo, desenvolver o aplicativo e buscar patrocínio. O engajamento das meninas trouxe o apoio da Editora WG, que fornecerá livros em braile para serem comercializados.

“Em uma semana desenhamos as telas do aplicativo, e na outra aprendemos a mexer em um site chamado App Inventor, que ensina através de um joguinho, parecido com a montagem de um lego, a desenvolver um sistema”, conta Samantha Ferreira sobre o processo que considerou desafiador.

 

Mobilização e Tecnologia

Um dos compromissos do Pense Grande é trabalhar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODs) da ONU, inspirando muitas iniciativas a buscarem soluções dentro dessas metas. O grupo formado por seis estudantes da ETEC Juscelino Kubitschek, em Diadema, seguiu a tendência, criando o PAMF (Programa de Ajuda aos Menos Favorecidos).

A iniciativa prevê um aplicativo que mobiliza a população a fazer doações. Ainda sem definição sobre o modelo de negócio, a plataforma propõe um game e uma modela virtual, o “Pamfinho”, que engaja os jogadores ao mesmo tempo que propõe a doação solidária.

O projeto não foi selecionado para a última etapa, mas as oficinas trouxeram momentos importantes de aprendizado, como relata Sarah Gouveia, de 14 anos: “Toda nossa trajetória foi para esse dia. Foi incrível ver como o projeto foi evoluindo e se moldando com o passar de cada oficina”.

Com as dicas dos tutores, o grupo pretende continuar desenvolvendo o aplicativo. Para Rayane Lima, de 14 anos, participar do Pense Grande foi uma experiência única: “Por mais que a gente olhe para a nossa sociedade e veja que ela precisa de mudanças, eu nunca tinha tido a oportunidade de desenvolver algo que pudesse mudar a vida das pessoas”.

agosto 2nd, 2018

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Foto mostra vários grupos de jovens conversando em volta de computadores

Para jovens que querem começar ou manter um negócio próprio, ter apoio é fundamental. E acreditando nisso, a Fundação Telefônica Vivo entra como parceira da Secretaria Municipal do Trabalho e da Agência São Paulo de Desenvolvimento (Ade Sampa) com o Vai Tec, que está com inscrições abertas até o dia 05 de agosto, focado especialmente em incentivar a manutenção e crescimento de iniciativas que envolvam tecnologia e tenham surgido em zonas periféricas de São Paulo.

Serão selecionados 24 negócios inovadores ou de tecnologia de jovens maiores de 18 anos para um programa de 6 meses,  que oferece capacitações, acesso a rede de contatos e recurso de R$ 32 mil por empreendimento. Nesta 3ª edição, haverá o diferencial de não só fornecer recurso financeiro, mas também apoiar com uma metodologia para acompanhar e complementar os projetos selecionados.

Foi a partir dessa ideia que a Ade Sampa convidou a Fundação Telefônica Vivo para agregar com a vivência do programa Pense Grande e sua metodologia, que já atendeu a mais de 41.000 jovens, a oferecer apoio e incubação de negócios a 45 empreendimentos de todo o Brasil

“A ideia da parceria é exatamente a de somar a experiência que a Fundação adquiriu como ponto de partida, adaptando para a realidade do empreendedor das periferias”, afirma Guilherme Ralisch, Gerente de Programas e Projetos na Agencia São Paulo De Desenvolvimento.

 

Como será na prática

A metodologia Pense Grande, baseada nos pilares de empreendedorismo, tecnologia e comunidade vai ao encontro do compromisso estabelecido pela 3ª edição do Vai Tec: proporcionar aos jovens de baixa renda mecanismos e acompanhamento para impulsionar seus negócios, o que é também determinado pela lei municipal que regulamenta o programa.

As oficinas e etapas do programa, que começa em setembro de 2018 e vai até março de 2019, serão distribuídas pelas próprias regiões periféricas, como uma forma de estimular outros empreendedores que já inovam em suas comunidades. Isso não exclui o deslocamento até outros polos do ecossistema empreendedor da cidade, já estabelecidos no mercado. O objetivo é trazer referencial que poderá ser revertido, adaptado e reformulado para aplicação nos negócios.

 

Informações importantes para quem se interessou sobre o Vai Tec

Quem pode participar?

Jovens acima de 18 anos que estão desenvolvendo negócios inovadores em estágios iniciais e tenham dificuldades de investir tempo e recursos para dar os próximos passos na jornada empreendedora.

É necessário residir em algumas das seguintes prefeituras regionais:

Zona Norte: Casa Verde/Cachoeirinha, Freguesia/Brasilândia, Perus, Pirituba, Jaçanã/Tremembé;

Zona Leste: São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, São Mateus, Guaianases, Cidade Tiradentes, Itaquera, Vila Prudente, Penha, Sapopemba;

Zona Sul: Parelheiros, Capela do Socorro, M´Boi Mirim, Campo Limpo, Cidade Ademar.

Quando?

As inscrições ficam abertas até dia 05 de agosto.

Como são feitas?

Pelo site da Ade Sampa.

Os critérios adotados levam em consideração o estágio de andamento do projeto (clareza de objetivos, os desafios já superados, estrutura do modelo de negócios) e também o grau de dedicação dos jovens à iniciativa que pretendem investir.

Outras datas importantes:

No dia 17 de agosto serão anunciados os selecionados para a primeira fase do Vai Tec.

O programa tem início em 17 de setembro de 2018 e dura 6 meses.

Fique atento ao cronograma detalhado no site.

O que é oferecido?

Bolsa de R$ 32 mil por empreendimento, além de capacitações e acesso a redes de contato.

julho 31st, 2018

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Na imagem, o jovem empreendedor Maickson Serrão posa sorrindo, usando cocar e pintura característica de povos indígenas

Ex-Pense Grande, Maickson Serrão acredita no empreendedorismo para transformar a vida de quem vive nas comunidades das margens do Rio Tapajós, no Pará

Noventa quilômetros e dez horas de barco separam Vila de Boim, no Pará, da cidade de Santarém, o centro comercial mais próximo. Localizada na margem esquerda do Rio Tapajós, a comunidade tem apenas três horas de energia por dia, das 19h30 às 22h30, e abriga cerca de dois mil moradores que vivem da pesca e da agricultura e têm em comum a vontade de constituir família e ter um trabalho de subsistência.

No entanto, para Maickson dos Santos Serrão, de 26 anos, a vida deve ter opções de caminhos a serem seguidos. “Eu quero que os jovens tenham oportunidades de escolha. Se quiserem trabalhar e constituir família cedo, tudo bem, mas que saibam que podem sonhar e correr atrás do que desejam”, diz, com a firmeza de quem sabe o que está falando.

Apesar da pouca idade, Maickson já é um exemplo para a juventude ribeirinha. A vida do garoto tímido de fala mansa começou a se transformar aos 14 anos, quando começou a se envolver com a ONG Saúde e Alegria, apoiada pela Fundação Telefônica Vivo e que atua em prol do desenvolvimento territorial, protagonismo juvenil e criação de mídias comunitárias.

Lá, Maickson aprendeu, junto com outros adolescentes, a fazer um jornal e um programa de rádio, o primeiro da comunidade, exibido para todos pelos altos falantes de um poste da região. Foi nessa época que o garoto passou a nutrir um grande sonho: ter acesso à internet.

Para isso, precisou se engajar na luta por um Telecentro, como acontecia nas comunidades mais próximas. “Eu participava de reuniões comunitárias todos os dias e dedicava quase todo o meu tempo atuando no grupo de jovens, no jornal e na rádio. As pessoas me viam como uma espécie de multiplicador”, relembra.

O Telecentro veio em 2008, com a instalação de uma antena via satélite, placas e baterias de energia solar e quatro notebooks. Mais do que a realização de um sonho, foi a primeira vez que Maickson ganhava o mundo. “O rio nos impedia de ter qualquer contato com a cidade, mas ali, com internet e redes sociais, eu tive a oportunidade de me conectar com outros lugares e outras vidas. A sensação é indescritível”.

A internet o apoiou de muitas maneiras. Ao mesmo tempo em que buscava conhecimento, promovia oficinas para compartilhar o que descobria com professores e jovens de Vila de Boim, sempre buscando melhorar o ensino da região, precário por falta de profissionais dispostos a atravessarem o rio para dar aulas.

Outros tantos sonhos

A dedicação aos estudos fez com que o jovem fosse aprovado em duas universidades públicas em educação física. Assim, em 2011, mudou-se para Santarém para começar os estudos. Três anos depois, durante a participação de uma oficina de empreendedorismo, Maickson descobriu um novo sonho para chamar de seu: ter o próprio negócio.

“Eu me encantei com esse universo que traz novos desafios todos os dias e, ao mesmo tempo, deixa livre para escolher aquilo que você realmente deseja”. E como Maickson é do tipo que arregaça as mangas, criou, junto com outro jovem ribeirinho Taissir Carvalho, a plataforma Embarcar, que fornece informações diversas sobre os transportes rodoviários da Amazônia. Os jovens foram selecionados para participar do Pense Grande Incubação.

O que é o Pense Grande Incubação?

Eixo do programa Pense Grande voltado para jovens que querem mudar sua realidade, transformando boas ideias em prática, seja com a criação de um negócio, uma iniciativa e até mesmo a manutenção de uma organização social já em funcionamento.

Durante o Pense Grande Incubação, são oferecidos encontros presenciais e assessoria com representantes, além de capacitações, bate-papo com empreendedores, orientações de mentores e apoio financeiro.

O processo seletivo é feito anualmente e busca fomentar a resolução de necessidades da comunidade utilizando a tecnologia digital.

Saiba mais em pensegrande.org.br/participe

Na imagem, o jovem empreendedor Maickson Serrão posa sorrindo

“O processo que eu vivi ali no Embarcar foi um dos momentos mais marcantes da minha vida. Colocar a mão na massa, correr atrás para fazer acontecer seu próprio negócio passou a ser meu projeto de vida. É isso que eu vou fazer”, declara o jovem, que acabou se mudando para Manaus e saindo da empresa para se dedicar a novos desafios.

Recentemente, entrou para o ProLíder, um programa criado pelo Instituto Four para apoiar lideranças jovens dispostas a discutir e mudar o atual cenário brasileiro. Uma de suas tarefas é criar um novo negócio até novembro. Ele ainda não sabe bem o que fazer, mas tem certeza de que será algo pela sua comunidade.  “Eu quero ser uma referência para aquela juventude ribeirinha, deixar um legado para o lugar de onde eu vim e eu devo isso ao meu povo”, diz, com convicção.

Enquanto trabalha para desenhar um negócio, Maickson passa os dias cursando jornalismo em uma faculdade de Manaus, outro de seus sonhos realizados. “Eu nem sei se vou exercer a profissão, mas conhecimento nunca é demais, não é? ”. Logo, ele garante, vai alcançar outro objetivo: ser fluente em inglês. E, assim, de conquista em conquista, o jovem segue sua luta.

Quando perguntado sobre a maior lição que pode deixar para outros jovens, ele usa a palavra acreditar. “Eu acho que todo mundo tem competências empreendedoras e de liderança dentro de si. Em algumas pessoas elas só são mais estimuladas. Por isso, se você quer alguma coisa, acredite que é possível e corra atrás”.

julho 20th, 2018

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