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Imagem frame da formação online do Pense Grande Digital mostra o desenho do personagem JU ao lado de uma trilha projetada dentro de um desenho que simula uma tela de celular

Você já pensou em escalar o Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil? O aplicativo Pense Grande Digital chega fazendo um convite para uma expedição que mistura um universo lúdico com um conteúdo dinâmico e completo para ajudá-lo a desvendar toda a complexidade da construção de um negócio de impacto social.

Voltado a jovens a partir de 15 anos de idade, o aplicativo, totalmente gratuito, abre inscrições para uma formação com a metodologia Pense Grande, embasada em três pilares: empreendedorismo, tecnologia e comunidade.

Para acessar, basta fazer o download gratuitamente no seu smartphone, se cadastrar e iniciar as atividades.

Com esta versão digital, o programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo, tem como objetivo oferecer para os jovens da periferia a oportunidade de realizar uma formação que vai ajudá-los a descobrir novas possibilidades de futuro com o empreendedorismo social.

A formação online totaliza 80 horas e conta com elementos e recursos gamificados. O objetivo é conduzir a uma jornada para o desenvolvimento de um negócio, passando por 12 fases que envolvem desafios, medalhas, pontuação e premiação.

Empreendedorismo social e projeto de vida

O Pense Grande Digital fortalece a missão de fomentar a cultura do empreendedorismo de impacto social com o uso de tecnologia e, mais do que isso, chega para apoiar os jovens empreendedores a realizarem seus projetos de vida!

Reconhecendo suas histórias e a partir da reflexão sobre emoções, paixões e prazeres, os participantes vão relacionar sonhos a necessidades, traçando objetivos de vida. A proposta é ir além da compreensão sobre empreendedorismo social para que possam enxergar oportunidades e superar desafios, impactando toda a comunidade.

Oferecendo um conteúdo de qualidade, o Pense Grande Digital se preocupa em desenvolver as competências necessárias para um futuro empreendedor mapear cenários, propor resolução de problemas, promover ações de divulgação e, o mais importante: aprender a mobilizar pessoas em torno de sua ideia.

Escalada rumo ao sucesso

Toda a jornada é liderada por um personagem de apoio, o Juca, que é o guia da expedição. Ele apresenta os conteúdos e dá dicas complementares. Ao final de todo o processo, os jovens empreendedores vão entregar três produtos: um vídeo em que cada projeto é apresentado em formato pitch, um material visual do protótipo e uma apresentação completa do negócio social.

Cada uma das 12 fases da formação online tem um número específico de etapas e as atividades práticas levarão os participantes a levantar e testar hipóteses, a estruturar planos, a formar equipes e a trabalhar de forma colaborativa.

Ao completar os exercícios, são acumulados pontos e medalhas que ficam guardados na mochila do usuário. Também é possível ouvir todos os textos da plataforma, por meio do click no botão de áudio. O conteúdo apresentado é o mesmo da versão escrita, mas lido em um tom interpretativo.

No Pense Grande Digital os jovens ainda terão a oportunidade de interagir e se unir a outros participantes com competências diferentes e complementares as suas, mas com o mesmo desejo de mudar a realidade ao seu redor.

Baixe agora o aplicativo do Pense Grande Digital, disponível gratuitamente no seu celular Android ou IOS e faça parte dessa jornada empreendedora!

abril 20th, 2020

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Imagem mostra um garoto de fones de ouvido, sentado, olhando para um notebook, enquanto faz anotações em um caderno

O programa Pense Grande se baseia nos pilares Empreendedorismo, Comunidade e Tecnologia para apoiar a construção de negócios de impacto social. A partir do fortalecimento da cultura empreendedora e do desenvolvimento do empreendedorismo social, a intenção é disponibilizar ferramentas que impactem positivamente a vida de jovens e os ajudem a construir um projeto de vida.

A valorização do protagonismo juvenil ganha cada vez mais relevância, já que permeia a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece o conjunto de competências e habilidades que devem ser desenvolvidas ao longo de toda a Educação Básica.

O projeto de vida também está relacionado à reforma do currículo do Novo Ensino Médio, que pretende preparar estudantes para que sejam capazes de definir objetivos pessoais, estabelecendo escolhas que influenciarão a formação profissional e como cidadão.

A metodologia do Pense Grande, dividida em dez passos, traz um capítulo dedicado justamente ao autoconhecimento e disponibiliza ferramentas para além da construção de um empreendimento social, pois propõem aos jovens relacionar planejamento estratégico à vida pessoal trabalhando conceitos como prazos, metas e ações para planejar o futuro.

Um caminho para construir um projeto de vida

A construção de um projeto de vida envolve entender conceitos como missão, vocação, profissão e paixão. Uma das ferramentas apresentadas para organizar tudo isso é o ikigai, termo que em japonês significa “razão de ser” e estabelece a conexão entre a essência de uma pessoa e o seu propósito. Ou seja, foca o ponto de intersecção entre o ser e o fazer.

O diagrama toma forma na intersecção dos círculos e com as respostas para cada um dos eixos representados, como na figura abaixo. Uma vez construído, é possível levantar uma reflexão que transita do particular ao universal, entendendo a influência exercida poraspectos como cultura, comunidade e entorno na identificação de competências, habilidades e desejos.

Modelo de Ikigai

Outros instrumentos são apresentados na atividade sobre projeto de vida, em que se é convidado a desenhar uma estrada, assumindo que a jornada não é necessariamente linear. A partir deste trajeto, é preciso refletir sobre metas, sonhos e como se pretende atingir cada um deles.

O desenvolvimento pessoal é colocado em etapas para que se possa visualizar onde se está agora e tudo que é necessário percorrer para atingir seus objetivos. O infográfico abaixo traz detalhes de toda a atividade:

Dicas para conduzir a atividade:

– É importante que os estudantes fujam de respostas óbvias ou evasivas, pois precisam ter dimensão de suas responsabilidades para atingir os objetivos.
– Incentive o detalhamento das ações. Exemplo: “Entrarei num curso de linguagem de programação para aprender mais sobre a área que desejo atuar profissionalmente”
– Quanto mais específico, mais fácil saber por onde começar.

A Fundação Telefônica Vivo disponibiliza a metodologia Pense Grande de maneira online e gratuita. Acesse o material completo e confira todas as dicas, exercícios e conteúdos que poderão inspirar a sua jornada empreendedora.

abril 17th, 2020

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Imagem mostra um jovem de pé segurando um microfone

A primeira impressão, como afirma o dito popular, é a que fica. Por isso, uma apresentação marcante pode ser decisiva para o rumo dos negócios. Dependendo de como for conduzida, os empreendedores conseguem captar recursos para tirar as ideias do papel. No caso dos negócios sociais, montar um pitch estratégico pode ser o caminho mais próximo do impacto positivo que pretendem gerar no mundo.

Mas, afinal, o que é um pitch? Trata-se de um discurso rápido e objetivo, que tem como finalidade apresentar uma ideia ou um modelo de negócios. O tempo de duração varia de acordo com o propósito e o público, mas em geral pode levar de um a 20 minutos.

“Sem essa restrição de tempo, é muito fácil para os empreendedores dizerem tudo que precisam sobre seus negócios. No pitch, essa possibilidade não existe. Quando o tempo é limitado, a equipe se vê obrigada a tomar decisões, editar o conteúdo da apresentação e refletir sobre o que é de fato relevante”, diz Elena Crescia, organizadora e curadora dos eventos TEDx São Paulo.

Levando em consideração a importância de construir um discurso eficiente, contamos com a experiência da Elena Crescia e separamos algumas dicas do que não pode faltar para montar um bom pitch.

1 minuto
O pitch de 1 minuto, também chamado “pitch de elevador”, é o mais objetivo de todos. Neste caso, não é preciso aprofundar os dados e nem trazer um panorama de crescimento. O ideal é começar falando sobre a solução para um problema específico que sua empresa pretende resolver. Inserir o público e o diferencial também podem ajudar na construção do raciocínio.
 
3 a 5 minutos
Este formato permite descrever mais detalhadamente o problema, a solução, o diferencial e o público que pretende atingir. É possível ainda trazer dados sobre o crescimento e custo-benefício da empresa. Dependendo da complexidade destas informações, é possível usar suporte gráfico.
 
7 a 15 minutos
Por se tratar de um pitch de duração média, é preciso investir em um material de apoio completo e dinâmico, fazendo uso de imagens e dados aprofundados sobre o panorama financeiro e de crescimento do seu negócio.
 
20 minutos
O foco para este tipo de pitch é prender a atenção da audiência. Como você utilizará um tempo maior, a narrativa passa a ser o foco principal da apresentação. Ter um material de apoio, nesse caso, é essencial. Ainda assim, a objetividade continua a ser uma meta a ser alcançada, por isso, não se esqueça de selecionar bem as informações e a estrutura da apresentação.

1. Planeje e selecione as informações

O primeiro passo é fazer um planejamento detalhado do que você quer que seu público saiba. Para isso, é fundamental aprofundar os conhecimentos sobre os dados, clientes, potenciais parceiros e modelo de negócio da sua empresa. A partir daí, escreva um roteiro e calcule o tempo, avaliando se o discurso faz sentido para quem desconhece o seu negócio.

De acordo com Ele na, não existe receita de bolo! Você pode começar falando sobre o problema que quer resolver, sobre a origem do seu empreendimento ou sobre a solução que descobriu. Seja qual for a sua escolha, o importante é definir as prioridades de comunicação para aquela apresentação específica e o que pretende atingir com ela.

2. Escolha a abordagem de acordo com seu público

Não há como definir prioridades claras sem conhecer o público para o qual você estás e apresentando. Com quem você está falando? Com um investidor, com um empreendedor, com outra empresa? As informações que você seleciona podem variar de acordo com o público, pois seus objetivos para cada um deles também serão diferentes.

Se estiver falando com um investidor, é importante mencionar orçamentos, custos, margem de lucro. Já se estiver apresentando para outro empreendedor, pode ser interessante contar sobre a origem do seu negócio e quais oportunidades você identificou para criá-lo.

3. Monte uma apresentação como suporte

Uma vez definido o público e o roteiro, o próximo passo é avaliar a necessidade de montar uma apresentação gráfica, para guiar e complementar o raciocínio. Elena Crescia recomenda usar imagens e, no máximo, cinco palavras por slide. O GoogleSlides disponibiliza ferramentas e slides padrão que podem ajudar os empreendedores recém-chegados no mercado.

A consultora também chama atenção para os direitos das imagens escolhidas, que devem ser verificados antes de serem incluídas na apresentação. Isso mostrará responsabilidade por parte da sua empresa. Além disso, checar as fontes dos dados e se certificar de que eles fazem mesmo sentido para o roteiro que você preparou também é sinal de um bom planejamento.

4. Ensaie antes da apresentação

Ensaie uma, duas, três, quantas vezes forem necessárias antes da apresentação oficial. Para potencializar o bom planejamento do roteiro e do suporte gráfico, é preciso trabalhar algumas técnicas de oralidade e postura. Uma boa dica é gravar os ensaios. Assim fica mais fácil observar o tom de voz, a pronúncia, o ritmo da fala, o posicionamento e a clareza da mensagem que você quer passar.

Independentemente de se sentir confortável ou não ao falar em público, ensaiar pode ajudar você a ganhar cada vez mais naturalidade. Chamar um ou dois amigos para assistir a apresentação também pode ser uma boa alternativa. Além de se sentir mais preparado para se expor diante de uma audiência, você pode pedir a opinião dos ouvintes sobre os pontos fortes e fracos do discurso.

5. Defina quem vai ser o apresentador

Dentro de uma equipe, cada integrante tem potencialidades e desafios individuais. Por isso, é importante que todos participem da escolha dos interlocutores. Na visão de Elena, essa decisão determina um posicionamento e um estilo de liderança. Caso a equipe toda decida apresentar, é importante garantir que todos tenham um espaço para falar. Isso exige um planejamento do tempo de transição de um para o outro, para não comprometer o tempo total de duração do pitch.

6. Objetividade em primeiro lugar

Quando falamos de algo que conhecemos profundamente, tudo parece importante. Mas além de levar em consideração as adaptações para o público e para o propósito da apresentação, não se esqueça de que a objetividade é o que diferencia o pitch de uma apresentação comum.

Liste aquilo que considera essencial e se aprofunde nesses temas. Na fase de questionamentos, a banca de investidores pode entrar em detalhes que você escolheu deixar de fora. Por isso, ter conhecimento sobre cada aspecto do seu negócio, mesmo sem mencioná-los durante a apresentação, é uma vantagem.

7. Conheça o ambiente da apresentação

A preparação física também não pode ser desconsiderada entre as dicas para um pitch de sucesso. Durma bem, faça boas refeições ao longo do dia, dando preferência para alimentos saudáveis, e certifique-se de estar hidratado. Além disso, chegar mais cedo no ambiente da apresentação é uma forma de se familiarizar com o local e visualizar as melhores formas de se posicionar. Estar confortável é uma parte importante do processo. Boa sorte!

abril 14th, 2020

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Brené Brown tem cabelos curto e loiro e está sorrindo para foto. A pesquisadora e palestrante fala sobre como a vulnerabilidade alimenta a coragem, combustível para empreendedores

Pesquisadora e professora da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, onde estuda temas como vulnerabilidade, coragem vergonha e empatia há 20 anos. Escritora de quase uma dezena de livros e uma das mais prestigiadas palestrantes do mundo, com um TED Talk que soma mais de 43 milhões de visualizações. Assim podemos descrever Brené Brown. Ou podemos apenas dizer que ela adora contar histórias.

É exatamente sobre essa definição que ela começa o TEDxHouston O Poder da Vulnerabilidade, lançado em junho de 2010, e que a levou à fama mundial. Segundo Brené, sua coragem foi testada alguns anos antes quando uma organizadora de eventos sugeriu anunciá-la como contadora de histórias na divulgação de uma palestra, por considerar que o termo pesquisadora poderia soar chato, irrelevante e acabaria espantando o público. A princípio, Brené achou um verdadeiro absurdo.

“Pensei por alguns segundos, tentei procurar lá no fundo da minha coragem. Sou uma pesquisadora de dados qualitativos, coleciono histórias. E talvez histórias sejam apenas dados com alma. Então, eu disse: ‘Por que você não diz simplesmente que eu sou uma pesquisadora-contadora de histórias?’. Ela gargalhou: ‘Isso não existe! . Mas é o que sou: uma pesquisadora-contadora de histórias”.

E é assim, com relatos recheados de bom humor e vivacidade, que Brené Brown conduz suas palestras, compartilha dados sobre seus estudos e cativa o público, atento em todos os momentos. É como se ela estivesse tendo uma conversa íntima com cada um.

A vulnerabilidade é o tema central, mas não é o único abordado. Em 2012, ela lançou outro TED de sucesso: Brené Brown: Escutando a vergonha, no qual discorre sobre o que pode acontecer quando as pessoas confrontam o que as envergonha. Recentemente, a Netflix lançou Brené Brown: The Call to Courage (O Chamado para Coragem, em tradução livre), no qual ela elabora melhor como o sentimento de vulnerabilidade está intimamente ligado à coragem.

Abaixo, reunimos conselhos, histórias e lições de Brené Brown que podem servir de inspiração para levar adiante seu empreendimento social e provocar verdadeiras transformações na sociedade. Afinal, é preciso muita coragem para seguir seu coração e confiar em si, empatia para entender e se conectar com seu público-alvo, além de disposição para arriscar e inovar. Confira!

Vergonha e desconexão

Segundo Brené Brown, “conexão é a habilidade de nos sentirmos conectados, é neurobiologicamente como somos feitos, é o porquê de estarmos aqui”. Vinda do campo da assistência social, ela conta que entendeu o que causava desconexão entre as pessoas, após seis meses de análises e estudos.

“O que se revelou foi a vergonha, que pode ser entendida como o medo da desconexão. É universal, todos nós a sentimos. O que mantém essa vergonha é o sentimento de ‘não sou boa o suficiente’. A base disso é uma vulnerabilidade dilacerante, a ideia de termos de nos permitir ser vistos, realmente vistos, para que a conexão aconteça”.

“A única coisa que nos mantêm desconectados é o nosso medo de que não sejamos merecedores de conexão”, reflete.

Senso de coragem

Para entender como a vulnerabilidade funciona, a especialista decidiu focar nas pessoas que se sentiam merecedoras de conexão, as quais ela nomeou como coração-pleno.

“Elas tinham em comum um senso de coragem. Tinham, simplesmente, a coragem de serem imperfeitas. Elas tinham a compaixão de serem gentis primeiro consigo mesmas, e então, com os outros. Não podemos praticar a compaixão se não conseguirmos nos tratar com gentileza. E elas tinham conexão. E esta é a parte difícil, como resultado de autenticidade. Estavam dispostas a abandonar quem pensavam que deveriam ser para ser quem realmente são”.

Abrace a vulnerabilidade

Outro ponto comum que ela descobriu sobre esse grupo de pessoas era a forma como lidavam com a vulnerabilidade. “Eles a abraçavam completamente. O que as tornava vulneráveis, as tornava lindas. Não falavam sobre a vulnerabilidade ser confortável, nem sobre isso ser doloroso, como eu tinha ouvido nas entrevistas sobre vergonha. Achavam fundamental a disponibilidade de fazer algo quando não havia garantias”.

Você é o suficiente

Brené também explica que aprendeu sobre como somos levados a anestesiar a vulnerabilidade, mas não podemos fazer isso seletivamente. Isso explica porque, segundo ela, estamos diante da geração que mais bebe, se medica e usa drogas na história.

“Você não pode pegar vulnerabilidade, medo, vergonha, desapontamento e não sentir apenas isso. Não pode pegar sentimentos pesados e anestesiá-los sem deixar de sentir o restante. Então, também anestesiamos a alegria, a gratidão, a felicidade. E nos sentimos infelizes. Aí procuramos por propósito e sentido, nos sentimos vulneráveis, e voltamos a nos anestesiar . Isso se torna um ciclo perigoso ”, enumera a especialista.

“O que considero mais importante é acreditarmos que somos suficientes. Porque quando começamos pensando que somos suficientes, paramos de gritar e começamos a escutar. Somos mais bondosos e gentis com as pessoas ao nosso redor, e mais bondosos e gentis conosco”.

Tenha conversas difíceis

A vulnerabilidade é mãe de alguns filhos: confiança, da inovação, da criatividade, inclusão e equidade, dar e receber feedbacks, resolução de problemas e tomadas de decisões éticas. Não adianta querer um ambiente inovador e criativo sem espaço para vulnerabilidade, imperfeição e possíveis erros.

“Falamos das pessoas em vez de falar com as pessoas. Isso é uma coisa muito tóxica. É a cultura do controle. Entendo que é difícil ser vulnerável no trabalho, mas passamos mais da metade das nossas vidas trabalhando. Em 20 anos, jamais encontrei alguém que fosse feliz na vida e extremamente triste no trabalho. Isso pode corroer você vivo. Temos a responsabilidade de nos expor e admitir nossas emoções no trabalho, nos envolver em questões difíceis”, resume.

Saiba quais críticas levar em consideração

No especial A Call to Courage, Brené Brown conta como teve uma verdadeira “ressaca de vulnerabilidade” após o TEDxHouston. Com milhões de visualizações, ela sentia que havia se exposto demais e não conseguiu lidar com o constrangimento ao ler críticas destrutivas. Tentou fugir da realidade com uma maratona da série Downtown Abbey e manteiga de amendoim até que se deparou com um discurso de Franklin Roosevelt, O Homem na Arena, considerado por ela um divisor de águas.

“O discurso era assim: ‘não é o crítico que conta. Nem aquele que aponta quando o outro tropeça, nem aquele que diz que o outro devia ter agido diferente. O mérito é do homem que está na arena, aquele com o rosto sujo de poeira, suor e sangue. Que se empenha, que erra, que fracassa um, duas, várias vezes. Aquele que no final, embora conheça o triunfo de uma vitória, pode até fracassar, mas se arriscando a ser imperfeito’”, resume Brené.

Em seguida, ela lista as três lições tiradas sobre o episódio.

“Quero viver na arena e escolho isso todos os dias. Vulnerabilidade não é sinal de fraqueza, mas a melhor forma de medir sua coragem. A última coisa que aprendi naquele momento foi que se você não está na arena, fracassando vez ou outra por ser corajoso, não quero saber o que pensa sobre o meu trabalho e ponto final. Você não pode levar em consideração críticas de pessoas que não estejam sendo corajosas com suas vidas”.

setembro 23rd, 2019

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Após anunciar uma nova estrutura para a 5º edição do programa de Incubação e selecionar 30 projetos para participar desta jornada, o próximo passo foi reunir os empreendedores, vindos de todas as regiões do Brasil, para o primeiro encontro da Imersão Pense Grande, que ocorreu no interior de São Paulo. Ao longo de cinco dias em agosto, os jovens trocaram conhecimentos e vivências em um processo intenso de autoconhecimento.

“São muitas histórias potentes e fortes, que mexem muito com a gente! Esse é o ponto alto da imersão: Encontrar outros empreendedores que partiram do mesmo lugar, ou de lugares ainda mais adversos que o seu, e transformaram as dores e dificuldades em impacto social”, conta Amanda Aguiar, de 26 anos, que está à frente do empreendimento Grana Preta. “Podemos ouvir outras pessoas falando pela gente, as mesmas coisas que a gente enfrenta”, reflete.

A semana da Imersão Pense Grande inclui dinâmicas, atividades e palestras não apenas sobre empreendedorismo, mas também trabalho em equipe e, sobretudo, desenvolvimento pessoal. Nesse processo, muitos aspectos das trajetórias dos jovens empreendedores foram detalhados e isso cria identificação entre os participantes.

“Pude me abrir mais, me senti acolhido. Muitas das circunstâncias ruins que os outros jovens vivenciaram batiam com o que eu tinha passado. E, de repente, eu tenho com quem conversar sobre isso!”, acrescenta Lucas Felippe, fundador do Cooltivando “Curitiba, por exemplo, é uma capital que tem poucos negros, então o meu círculo social é predominantemente branco. Ali, pude falar sobre as coisas que me frustravam por estar em um ambiente não representativo”.

Jovens dos 30 empreendimentos escolhidos para a Imersão do Pense Grande estão em pé formando um círculo sob luminárias em formato de estrelas.

Acolhimento de referências empreendedoras

Com apoio da equipe da Aliança Empreendedora, parceira executora da Fundação Telefônica Vivo, foram desenvolvidas atividades para os empreendedores trabalharem juntos, e desenvolverem, a partir de situações diversas, condições para agir. Nesta atividade mão na massa”. registrada em vídeo, os jovens tiveram que colocar uma invenção para funcionar utilizando todo tipo de material. Confira:

Além do acolhimento proporcionado pelas atividades de troca, os participantes contaram com a presença de outros empreendedores sociais da periferia, que trouxeram reflexões sobre os desafios enfrentados e referências para os negócios sociais incubados pelo Pense Grande.

A convidada Ana Carolina Martins, do Visionários da Quebrada foi uma delas e falou, durante a atividade Aquário, sobre o “eu” empreendedor, rotinas e autocuidado. Ela deu um depoimento potente que dialogou com a realidade diária da maioria dos empreendedores que estão participando da Imersão Pense Grande.

 

Cinco jovens que participam da Imersão do Pense Grande estão posando lado a lado da empreendedora Ana Carolina Martins, que usa blusa amarela embaixo de camisa azul claro e foi a empreendedora referência da atividade do Aquário.

Um dos maiores desafios que eu enfrentei no meu negócio partiu de uma perspectiva pessoal: quem sou eu como empreendedora” relatou Ana Carolina Martins, que na foto veste camisa clara e jaqueta amarela. No vídeo abaixo, você confere um trecho da conversa que ela teve com os jovens empreendedores.

Atividades que impactaram realidades

Para Larissa Dornelles, fundadora da Brado Instrutoria, um negócio social voltado para educação financeira acessível, a atividade mais marcante da imersão foi o momento em que os empreendedores foram convidados a apresentar o modelo de negócios de seus projetos e receber feedbacks, em tempo real, dos colegas.

“Às vezes tem coisas que estão tão integradas com o que a gente faz, que esquecemos de comunicar isso para as pessoas. Por isso, é importante receber feedback, principalmente porque são pessoas que partem de um histórico muito diverso, de áreas diferentes”, relata a empreendedora, que tem 27 anos e também é professora. Ela deixou um depoimento sobre a experiência:

Já Lucas Felippe saiu impactado pela atividade do propósito-almofada: “Teve um exercício sobre propósito, em que ele era representado por uma almofada, e você tinha que chegar até ela. No caminho, você tinha que convencer os outros participantes a darem passagem e ir atrás da sua realização. Foi desafiador, porque foi preciso convencer cada um de uma maneira diferente, sem desistir! Se eu pudesse ficaria um mês em imersão!”.

Tiago Bicalho, do projeto Centro Criativo e também participante da Incubação Pense Grande fez o relato abaixo em vídeo sobre a mesma atividade:

Motivação e desconstrução

Amanda Aguiar conta, ainda, que ao conversar com os outros jovens durante a Imersão Pense Grande percebeu que algumas dinâmicas desconstruíram realidades. Trouxeram à tona questões importantes sobre identidade e impactaram profundamente a perspectiva pessoal dos empreendedores. Os termos técnicos sobre empreendedorismo foram deixados um pouco de lado e a humanização dos processos foi o tópico principal das atividades.

“Saí de lá transformada! Sempre saio das imersões com outro gás, pensando que eu tenho que focar cem por cento no Grana Preta! Saio acreditando muito mais no meu negócio e na minha capacidade de levá-lo adiante, de ser sustentável financeiramente, de viver do empreendimento”, relata.

A partir de agora, os empreendedores já começam a orçar todos os recursos de que precisam para fazer com que o negócio funcione. Eles contarão com um investimento que permitirá tirar os planos do papel. O mais interessante, para Amanda, é que os encontros abriram portas para futuras parcerias entre os empreendimentos. “Já estou considerando os serviços de outros empreendedores que conheci nessa rede. A possibilidade de estar fortalecendo outros negócios de impacto social é incrível!”, acrescenta.

“Agradecemos a Amanda Aguiar, Lucas Felippe, Larissa Dornello e Thiago Bicalho, participantes da Imersão Pense Grande, por compartilharem imagens, vídeos e um pouquinho do seu olhar para esta pauta”!

setembro 6th, 2019

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