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Na imagem, voluntário José Vicente Teixeira Junior faz homenagem ao Pense Grande em montanha na Bolívia

Voluntário do programa leva para a altitude parte da experiência como formador

Ainda que estivesse a 1.200 quilômetros de distância e 6.000 metros de altitude quando os jovens apresentaram seus projetos de empreendedorismo social, foi com uma homenagem ao Pense Grande que o colaborador do Grupo Telefônica José Vicente Teixeira Junior (36) prestigiou o trabalho que realizaram juntos ao longo do ano.

Comprometido com um curso de alpinismo na Bolívia, o formador voluntário não pôde comparecer à etapa final, em São Paulo. No entanto, como forma de se fazer presente, JJ, como é carinhosamente conhecido pelos colegas, decidiu levar para o alto das montanhas parte de sua experiência.

A estreia de José Vicente no programa coincidiu com o primeiro ano em que o Pense Grande foi levado também para ONG’s. Envolvido nessa edição especial, ele ficou responsável por formar os jovens da CTC Digital, que atua na promoção de inclusão digital.

“Foi muito marcante! Espero ter conseguido ajudar os jovens com algum ensinamento, mas posso dizer que também aprendi bastante vendo a satisfação deles em aprender de uma forma diferente, leve”, comenta JJ sobre a experiência.

Após as capacitações que recebeu junto do grupo de colaboradores, o voluntário ficou responsável por facilitar o processo de assimilação do conteúdo. A cada encontro, eram realizados exercícios, debates e orientações que, segundo conta José, foram muito bem recebidos pelos jovens justamente pelo dinamismo.

“Acompanhando bem de perto a trajetória deles, nós conseguimos notar essa preocupação dos grupos em gerar impacto, mais até do que retorno financeiro”, comenta JJ sobre o perfil dos projetos desenvolvidos durante a edição que participou.

 

Em 2018 o Programa Pense Grande está presente em 17 turmas nas Fatecs Zona Leste, Guarulhos, Ribeirão Preto, São Caetano e Itaquera, além da ETEC Professora Maria Cristina Medeiros, em Ribeirão Pires, interior de São Paulo. Saiba mais sobre o programa que apoia o empreendedorismo social

Quanto ao acompanhamento, ele reforça o que é fundamental para a principal missão como voluntário: expandir conhecimento. Foi através do aprendizado nas oficinas que foi capaz de enxergar a evolução desses jovens e de seus ideais empreendedores.

 

Curso de Gelo

Após 16 dias de aventura na Bolívia, que resultaram na escalada das montanhas Chacaltaya (5.395 metros), Glacial Charquini (5.390 metros) e, para terminar, a Huayna Potosi (6.088 metros).

  Sem contar para ninguém, pensei em levar comigo a camiseta do programa. Assim eu poderia me desculpar por não estar presente, mas mostrar que eles estavam lá comigo”, conta JJ sobre a homenagem ao Pense Grande.

 

Na imagem, voluntário José Vicente Teixeira Junior veste camisa em homenagem ao Pense Grande em montanha na Bolívia

José Vicente Teixeira levou a camiseta em homenagem ao Pense Grande a montanhas na Bolívia.

setembro 13th, 2018

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Fundação Telefônica Vivo leva estudantes que foram destaque no Demoday do Pense Grande ao festival e lança iniciativas estratégicas

A Fundação Telefônica Vivo convidou o grupo que ficou em primeiro lugar no Demoday da 4º edição do Pense Grande para um experiência imersiva: participar do Festival Social Good Brasil. A ideia foi dar aos jovens alunos da ETEC André Bogasian, de Osasco (SP) a oportunidade de continuar os aprendizados, entrando em contato com as atividades e a rede de empreendedores presentes no evento, realizado em Florianópolis.

O projeto criado pelos estudantes propõe o desenvolvimento da plataforma Women Work, especializada em combater a desigualdade no mercado de trabalho, conectando mulheres a oportunidades de emprego.

E foi um empreendimento similar, o Movimento Black Money, um banco focado no atendimento a pessoas negras, apresentado por Nina Silva no evento, que mais inspirou o grupo, já que na visão deles trouxe uma solução de impacto casado a uma apresentação muito bem montada.

“Foi simplesmente incrível, o jeito que ela falava e como apresentou foi muito marcante na noite. Teve até uma parte que ela citou que ela não estava sozinha, tinha ela e mais um navio negreiro inteiro… nossa, foi de arrepiar”, se empolga Camila Santos (16) ao relembrar.

O significado de viver em uma era de tecnologias exponenciais foi o questionamento que norteou as discussões da 7ª edição do Social Good Brasil. O evento aconteceu em Florianópolis no início de setembro reuniu referências nas áreas de tecnologia e impacto social.

A edição não se preocupou apenas em apresentar, mas também buscou estimular as competências que cercam o mundo da tecnologia com a realização de workshops, palestras e oficinas sobre os instrumentos necessários para construir um mundo conectado e colaborativo.

 

Percepções sobre o Festival

A expectativa dos jovens estudantes em participar do evento era grande. “A gente ficou sabendo da viagem no dia do Demoday. Até então, não tínhamos ouvido falar muito sobre o Festival, mas à medida que fomos pesquisando ficamos cada vez mais ansiosos. Sabíamos que seria uma oportunidade única para nós e para o projeto. Eu esperava que fosse representar uma grande oportunidade, e no final acabou sendo mesmo”, conta Juliana Lima (16).

“Tinha a expectativa de que seria grande, mas nada comparado ao que foi para mim. O que vivi, vi e aprendi lá vou levar comigo para o resto da vida, com certeza!”, acrescenta Giovanna Godinho (16), que também integra o grupo Women Work. “Foi como se estivéssemos em casa. As pessoas são muito receptivas e dá para perceber que todos estão comprometidos em construir um mundo melhor”, finaliza.

Camila Santos (16) conta também ter ficado impressionada com a organização, ressaltando os espaços projetados para incentivar atividades interativas. “Até mesmo os lugares de descanso, traziam a oportunidade de conhecer novas pessoas”.

 

“Durante uma roda de conversa no Festival Social Good, lembro de imaginei que um dia seríamos nós sete ali na frente, falando do nosso projeto e levantando nossa bandeira”, diz a estudante Juliana, do Pense Grande

Para o grupo, a motivação para dar continuidade ao projeto só cresceu, sobretudo tendo em vista a inspiração provocada pelo Festival. “O evento todo, para mim, foi uma experiência única. Aprendemos muitas coisas novas que vão acrescentar muito ao Woman Work”, conclui Isabelle Gomes (16).

 

Integrantes do Women Work, primeiro colocado do Demoday, evento que premia
os projetos de mais destaque do Pense Grande,  embarcando para Florianópolis

 

Outros destaques no Social Good Brasil

Desde a primeira edição, em 2012, o Festival Social Good Brasil conta com a parceria da Fundação Telefônica Vivo. Neste ano, também o evento também serviu para divulgação da pesquisa Juventude Conectada, edição especial de empreendedorismo, desenvolvida pela Fundação Telefônica Vivo junto com o IBOPE Inteligência e a Rede Conhecimento Social, lançada em agosto.

Disponível para download gratuito, o estudo amplia o olhar sobre o ecossistema do empreendedorismo no Brasil, com o objetivo de mapear e compreender o empreendedor jovem, reunindo informações, analisando distribuições geográficas e outros conteúdos.

Outra novidade mostrada em Florianópolis foi o PenseGrande.DOC, um documentário com 26 histórias inspiradoras de jovens empreendedores brasileiros, que estreia dia 27 de setembro no Canal Futura, parceiro do projeto, e também estará disponível no canal oficial da Fundação Telefônica Vivo no YouTube. Seis casos retratados fazem parte do Programa Pense Grande.

E, por fim, o terceiro destaque foi o lançamento do movimento Data For Good, uma iniciativa em parceria entre Social Good Brasil e Fundação Telefônica Vivo, para acelerar o impacto positivo e a solução de problemas da sociedade através do desenvolvimento de soluções de conectividade e compartilhamento de dados.

 

Américo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Brasil, está em pé, apoiado por muletas, no palco do festival Social Good Brasil
Edgard Gouveia Jr, mestre de cerimônias do festival SGB, está em cima do palco, abraçados a outros palestantes
 Nuno Arcanjo lê poema no palco do festival Social Good Brasil
Dois palestrantes dividem palco do festival Social Good Brasil. Há um intérprete de Libras, em pé
Na imagem, grupo de cerca de 12 pessoas movimentam seus corpos em uma espécie de dança, durante o festival Social Good Brasil

setembro 10th, 2018

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Livraria móvel e aplicativo dedicados à venda de livros em braile.

setembro 3rd, 2018

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Colar para idosos que emite alerta em situação de risco.

setembro 3rd, 2018

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Aplicativo que estimula a saúde e o bem-estar mental.

setembro 3rd, 2018

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Plataforma para conectar mulheres a oportunidades de emprego.

setembro 3rd, 2018

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A plataforma foi desenvolvida com o objetivo de rastrear e compartilhar dados públicos de políticos brasileiros.

setembro 3rd, 2018

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Na imagem, grupo de jovens do Programa Pense Grande se abraça coletivamente, formando um círculo

O programa Pense Grande entra na grade de 17 turmas de instituições públicas do Estado de São Paulo

O Programa Pense Grande não para! Por isso comemoramos a chegada de sua 5ª edição, que traz novidades. O programa se expande ao entrar na grade curricular de 17 turmas nas Fatecs Zona Leste, Guarulhos, Ribeirão Preto, São Caetano e Itaquera, além da ETEC Professora Maria Cristina Medeiros, em Ribeirão Pires, interior de São Paulo.

A 5ª edição oferece diversas mentorias, ferramentas, metodologias e estratégias inovadoras aos jovens. Tudo para que possam transformar a realidade de onde vivem com a ajuda de tecnologias digitais.

Sirlei Rodrigues do Nascimento, coordenadora da ETEC Professora Maria Cristina Medeiros, endossa o dinamismo e aprendizado que o programa proporciona. “A metodologia enriquecerá o projeto dos alunos e o seu desenvolvimento tanto pessoal como profissional. Além disso, eles têm a oportunidade de trabalhar com os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, Canvas, Análise Swot entre outras ferramentas”, afirma.

Já Luciano Francisco de Oliveira, coordenador e professor da Fatec Zona Leste, celebra o uso da metodologia Pense Grande nas aulas de empreendedorismo. Para o educador, é importante os alunos desenvolverem competências que o mercado de trabalho vem buscando. “As nossas aulas são enriquecedoras. Já o Pense Grande tem uma metodologia mais dinâmica e atualizada para a formação desses jovens”, ressalta.

Algumas das ETECs e Fatecs já não são mais estreantes, o que também deve ajudar a tornar a experiência dos participantes ainda melhor. “As escolas e os jovens já começam a entender melhor o trabalho que estamos fazendo, por isso acredito que a 5ª edição será tão transformadora quanto as outras. Estamos melhorando os processos a  cada ano” diz Rubem Saldanha, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo.

Jornada empreendedora do Pense Grande

Do primeiro dia do programa até o Demoday, evento que encerra o ciclo e premia os empreendimentos de destaque, serão realizadas 16 oficinas semanais.

Antes de se engajarem nas atividades, professores e alunos passam por uma sensibilização para que todos entendam a Metodologia Pense Grande, que estrutura o programa.

Um dos primeiros encontros aborda os 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Nações Unidas. Os estudantes escolhem um contexto para guiar a solução de problemas que afetem suas realidades. Na última edição do Demoday, os grupos premiados trabalharam temas como igualde de gênero, saúde mental, política e acessibilidade.

O compartilhamento de experiências, mentorias, e aprendizado fazem parte da jornada, assim como o friozinho na barriga ao começar um novo projeto de vida. E o esforço, claro, vale a pena! “No último Demoday ficou claro, tanto pela fala dos jovens quanto dos professores, que o Pense Grande traz uma experiência muito significativa e inspiradora a todos os participantes, com forte impacto social”, finaliza Rubem Saldanha.

agosto 31st, 2018

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Conversamos com participantes do programa sobre o estudo Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo, e como eles enxergam a realidade do empreendedorismo

Já está no ar a edição especial de empreendedorismo da pesquisa Juventude Conectada. Desenvolvido pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o IBOPE Inteligência e a Rede Conhecimento Social, o estudo amplia o olhar sobre o setor no Brasil, tendo como principal ponto de partida a visão dos jovens brasileiros.

Assim, com o objetivo de mapear e compreender o empreendedorismo, foram ouvidas 400 pessoas de 15 a 29 anos das classes A, B e C, de todas as regiões do país, além de jovens empreendedores e especialistas da área.

Um dos temas que mais aparecem no estudo é o empreendedorismo como propósito de vida e como ele é abordado nas escolas e faculdades. Por isso, resolvemos ir um pouco além nestes dois temas.

A maioria dos entrevistados na pesquisa, 61%, dizem que buscam trabalhar com algo em que acreditam, visando a realização de um sonho, tentando alinhar a profissão à satisfação, a um propósito pessoal ou coletivo. Além disso, eles concordam que a definição de empreendedorismo passa pelos conceitos de propósito de vida, protagonismo e impacto social.

Na imagem, aparecem logo do estudo Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo

 

Você pode baixar a versão completa agora da pesquisa Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo

E quem empreende também compartilha conhecimento. Quase metade dos entrevistados, ou 42%, concordam que o empreendedor orienta e ensina pessoas ao seu redor. No entanto, jovens e especialistas ouvidos afirmam que ainda falta um acesso maior a conteúdos sobre empreendedorismo na escola, ou seja, esse tema não é levado em conta na preparação para o mercado de trabalho.

 

É nesse contexto, que a Metodologia Pense Grande pode ser uma grande aliada ao oferecer ferramentas estratégicas para o desenvolvimento da cultura empreendedora e estruturação de ações sociais e transformadoras para quem busca um propósito de vida por meio do empreendedorismo.

Mas, para saber um pouco mais dessa relação entre empreendedorismo, conhecimento e propósito de vida, precisamos ouvir o que mais jovens que já estão atuando neste universo têm a dizer. Por isso, conversamos com cinco participantes do Programa Pense Grande. A seguir eles contam como enxergam esta realidade e o significado em suas vidas.

 

Gabriela Nunes Cavalieri, 18 anos, do Sistema Filantrópico, uma ferramenta organizacional para otimizar o tempo de ONGs com automação de atividades como atualização cadastral e controle de dados de voluntários e membros.
“Acredito que empreender transcende o conceito de abrir um negócio e ganhar dinheiro. É se empenhar para realizar uma tarefa, superar os diversos obstáculos e colocar suas habilidades à prova. Com certeza o assunto empreendedorismo deve ser explorado desde cedo! O tema empreendedorismo estimula diversas competências como autonomia emocional e financeira. Além disso, trabalha a relação interpessoal, desenvolve a criatividade e possibilita explorar a capacidade do indivíduo para resolução de problemas. Participar do Pense Grande é uma transformação de mentalidade, é enxergar como a atitude local impacta a sociedade de maneira global. O programa cria uma rede de contato com pessoas maravilhosas e inspiradoras! Por meio do empreendedorismo é possível realizar sonhos e propósitos de vida. Admiro muito, o renomado Dr. Daisaku Ikeda, que diz: ‘Sem esforços tenazes, os sonhos terminarão em meras fantasias’. Empreender é trabalhoso e exige muito esforço, porém quando atrelado a realizações pessoais se torna uma atividade engajada e motivadora”.

Jéssyca Silveira, 26 anos, integrante da RAP, Rede de Afro Profissionais, empresa de recrutamento que foca diversidade racial e formou uma rede de 14.500 mulheres negras.
“Empreender vai além de enxergar uma necessidade ou oportunidade de negócio. Para alguns significa não passar fome, para outros é uma salvação em meio à falta de trabalho. Para mim, tem significado me descobrir capaz de gerar algo que pode mudar a vida das pessoas! Significa apostar no meu talento e no de outras profissionais negras para impactar positivamente a sociedade. Participar do Pense Grande ajuda, porque o conhecimento está organizado e é apresentado como uma metodologia a ser aplicada à nossa ideia. A geração atual tem essa ideia de propósito, de buscar a felicidade no trabalho. É uma ruptura com as gerações anteriores. Sou parte disso e vivo numa linha tênue, porque existe a vontade de ser feliz profissionalmente e também existe a necessidade de ganhar dinheiro com urgência. Então busco o equilíbrio entre esses interesses”.

Reuel Scherrer Xavier, 24 anos, da GrowTech, que fornece equipamento moderno que facilita o cultivo de alimentos saudáveis, como hortaliças e temperos, em casa.
“Empreender é correr atrás dos próprios sonhos. Mais que isso: é inovar, pensar em coisas que ninguém pensou e realizar sonhos através disso. É preciso pensar grande. Com certeza é um tema a ser explorado desde cedo. É essencial, enquanto brasileiros, é um dever da nova geração pensar em caminhos alternativos, criar novas rotas e modelos. A nossa única chance de parear com país altamente desenvolvido é criando. O que pode alavancar um futuro melhor para o Brasil são empreendedores mais conscientes, mais inovadores. O Pense Grande é essencial para mostrar que o empreendedorismo social é possível, sim! Que não é uma coisa surreal, inalcançável. O programa pega uma ideia embrionária, uma sementinha e nos guia a caminhos melhores. Empreendedorismo é mais do que ter propósito. É unificar sonhos e propósitos em uma única jornada. E isso a gente aprende no Pense Grande, em como alinhar bem os nossos sonhos com nossos propósitos. Em como sintonizar a equipe nesse foco. Isso mudou muito a nossa mentalidade, por isso somos muito gratos”.

Carla Francischette, 18 anos, do Integra Mais, site com informações de escolas adaptadas a vagas de emprego, para auxiliar nos cuidados e no cotidiano de pessoas com deficiência.
“Empreender significa criar coisas boas, que irão ajudar alguém, alguma causa ou inovar. É fazer ideias e sonhos acontecerem de alguma forma. Até da forma mais maluca, porque empreender também é criatividade. É um assunto a ser tratado em escolas, com jovens e crianças. Desde pequenos nos perguntam o que queremos ser quando crescermos, mas sempre pensamos em trabalhar para alguém, em realizar o sonho de outra pessoa. Empreender tem muita ligação com um propósito. Quando se empreende, se sonha, se cria, se inova, nada disso é possível sem um propósito. Por trás de toda criação existe um problema a ser resolvido. O coração do negócio é sempre o que o mantém vivo!”.

Ana Karine, 22 anos, uma das sócias fundadoras do Fala Aí, startup focada em auxiliar o desenvolvimento da fala na infância por meio de um app que identifica distúrbios fonológicos.
“Empreender é contribuir para transformar a realidade dos outros, e a sua própria, baseado no que se acredita. Ser capaz de pensar além da caixa e se permitir experimentar e crescer constantemente. Não existe incentivo ao empreendedorismo, especialmente na graduação, a passos de se entrar no mercado. Muita coisa boa fica engavetada porque somos preparados para trabalhar em projetos de outros. Vejo o Pense Grande como uma porta de entrada para mudar esse pensamento. Para mostrar que toda ideia, quando é bem trabalhada, vira sim um negócio. Se você quer empreender, o negócio depende do seu interesse em fazer acontecer. Então é preciso ter um propósito. Mas esse pensamento pode se tornar vazio se o propósito for apenas o de ganhar dinheiro. Isso é tão pouco comparado às vidas que podem ser mudadas! Propósitos também precisam ser realimentados. Qual é o próximo passo após atingir os objetivos atuais?”.

agosto 27th, 2018

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Os adolescentes Gabriel Moura (18) e João Vitor Macedo (17) posam para foto abraçados

O projeto Horta Inteligente foi desenvolvido durante o Pense Grande e pretende ajudar a manter horta comunitária em São Paulo

Administrar uma horta de maneira sustentável, sobretudo em uma grande cidade como São Paulo, pode ser desafiador. Focado justamente em romper as dificuldades com cuidados e infraestrutura, o projeto Horta Inteligente foi criado por dois jovens estudantes para ajudar na tarefa de irrigar de plantações.

Gabriel Moura (18) e João Vitor Macedo (17), estudantes do 3º ano na ETEC Professor Horácio Augusto da Silveira, estavam à procura de uma ideia para realizar como trabalho de conclusão do curso técnico de Eletrônica. E foi durante as oficinas do Pense Grande que surgiu a ideia e a oportunidade.

“O maior incentivo veio da nossa professora Janaína, que é voluntária na Horta das Flores, e nos levou até lá para conhecer as dificuldades em controlar a umidade e a hora certa para regar as plantas”, diz Gabriel sobre o desenvolvimento do Horta Inteligente.

A Horta das Flores, localizada na Mooca, zona leste paulistana, é um espaço da Prefeitura. Porém, diante do abandono, foi assumido pela comunidade que, com a ajuda de voluntários, se compromete a não deixar o terreno sem cuidado.

Após visitarem o terreno e entenderem o que poderia ser melhorado, os estudantes decidiram abraçar a causa e construir um microcontrolador, atualmente em fase de protótipo, para automatizar a rega das plantas.

 

A inspiração: Horta das Flores

A Horta das Flores fica trancada durante a semana e sem manutenção. Foi justamente isso que inspirou o projeto Horta Inteligente. “Somente aos sábados os voluntários abrem para ajudar. Boa parte do que se planta é perdido por conta disso”, comenta Janaína Campos Venditti, professora de Biologia que apresentou a iniciativa aos meninos.

A foto mostra voluntários usando bonés e trabalhando em meio a plantação na Horta das Flores, onde o projeto Horta Inteligente será empregado

 

Diante dessa necessidade, os jovens pensaram em melhorar a realidade das hortas comunitárias. Com a ajuda de Janaína, criaram um canteiro nos jardins da própria escola a fim de simular o espaço e realizar todos os processos, desde o preparo da terra, o adubo até a plantação de fato. Ao final dessas etapas, chegaram à ideia do dispositivo que checa a umidade das plantas.

“Tanto o tempo de rega, quanto o intervalo entre as checagens é configurado por bluetooth. Os dados sobre a plantação são ajustados no aparelho e, a cada três horas, se o índice de umidade estiver abaixo de 25% do valor indicado, ele abre a torneira por 15 segundos”, explica João Vitor sobre o funcionamento.

A parte mais desafiadora, segundo eles, foi entender as particularidades de cada solo e planta para ajustar o equipamento, que ainda está em desenvolvimento e passa por mudanças constantes.

 

Fechando o negócio com a horta

 Com a problemática resolvida, os administradores voluntários da Horta das Flores pediram que os estudantes apresentassem um orçamento para a instalação do aparelho.

“Estipulamos o preço máximo de R$ 1.000, mas estamos sempre em busca de minimizar essa quantia. A comunidade aceitou e pediu para que a gente avise assim que o aparelho estiver pronto”, continua João Vitor.

Apesar do interesse imediato, o grupo e o coordenador do curso de Eletrônica entraram em um acordo para adiar o prazo da venda, a fim de usar o segundo semestre de 2018 como período de aprimoramento do protótipo. Além disso, falta preparar a documentação e é preciso dar uma pausa no projeto Horta Inteligente para que os jovens se dediquem ao vestibular.

agosto 13th, 2018

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