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Na imagem, o jovem empreendedor Maickson Serrão posa sorrindo, usando cocar e pintura característica de povos indígenas

Ex-Pense Grande, Maickson Serrão acredita no empreendedorismo para transformar a vida de quem vive nas comunidades das margens do Rio Tapajós, no Pará

Noventa quilômetros e dez horas de barco separam Vila de Boim, no Pará, da cidade de Santarém, o centro comercial mais próximo. Localizada na margem esquerda do Rio Tapajós, a comunidade tem apenas três horas de energia por dia, das 19h30 às 22h30, e abriga cerca de dois mil moradores que vivem da pesca e da agricultura e têm em comum a vontade de constituir família e ter um trabalho de subsistência.

No entanto, para Maickson dos Santos Serrão, de 26 anos, a vida deve ter opções de caminhos a serem seguidos. “Eu quero que os jovens tenham oportunidades de escolha. Se quiserem trabalhar e constituir família cedo, tudo bem, mas que saibam que podem sonhar e correr atrás do que desejam”, diz, com a firmeza de quem sabe o que está falando.

Apesar da pouca idade, Maickson já é um exemplo para a juventude ribeirinha. A vida do garoto tímido de fala mansa começou a se transformar aos 14 anos, quando começou a se envolver com a ONG Saúde e Alegria, apoiada pela Fundação Telefônica Vivo e que atua em prol do desenvolvimento territorial, protagonismo juvenil e criação de mídias comunitárias.

Lá, Maickson aprendeu, junto com outros adolescentes, a fazer um jornal e um programa de rádio, o primeiro da comunidade, exibido para todos pelos altos falantes de um poste da região. Foi nessa época que o garoto passou a nutrir um grande sonho: ter acesso à internet.

Para isso, precisou se engajar na luta por um Telecentro, como acontecia nas comunidades mais próximas. “Eu participava de reuniões comunitárias todos os dias e dedicava quase todo o meu tempo atuando no grupo de jovens, no jornal e na rádio. As pessoas me viam como uma espécie de multiplicador”, relembra.

O Telecentro veio em 2008, com a instalação de uma antena via satélite, placas e baterias de energia solar e quatro notebooks. Mais do que a realização de um sonho, foi a primeira vez que Maickson ganhava o mundo. “O rio nos impedia de ter qualquer contato com a cidade, mas ali, com internet e redes sociais, eu tive a oportunidade de me conectar com outros lugares e outras vidas. A sensação é indescritível”.

A internet o apoiou de muitas maneiras. Ao mesmo tempo em que buscava conhecimento, promovia oficinas para compartilhar o que descobria com professores e jovens de Vila de Boim, sempre buscando melhorar o ensino da região, precário por falta de profissionais dispostos a atravessarem o rio para dar aulas.

Outros tantos sonhos

A dedicação aos estudos fez com que o jovem fosse aprovado em duas universidades públicas em educação física. Assim, em 2011, mudou-se para Santarém para começar os estudos. Três anos depois, durante a participação de uma oficina de empreendedorismo, Maickson descobriu um novo sonho para chamar de seu: ter o próprio negócio.

“Eu me encantei com esse universo que traz novos desafios todos os dias e, ao mesmo tempo, deixa livre para escolher aquilo que você realmente deseja”. E como Maickson é do tipo que arregaça as mangas, criou, junto com outro jovem ribeirinho Taissir Carvalho, a plataforma Embarcar, que fornece informações diversas sobre os transportes rodoviários da Amazônia. Os jovens foram selecionados para participar do Pense Grande Incubação.

O que é o Pense Grande Incubação?

Eixo do programa Pense Grande voltado para jovens que querem mudar sua realidade, transformando boas ideias em prática, seja com a criação de um negócio, uma iniciativa e até mesmo a manutenção de uma organização social já em funcionamento.

Durante o Pense Grande Incubação, são oferecidos encontros presenciais e assessoria com representantes, além de capacitações, bate-papo com empreendedores, orientações de mentores e apoio financeiro.

O processo seletivo é feito anualmente e busca fomentar a resolução de necessidades da comunidade utilizando a tecnologia digital.

Saiba mais em pensegrande.org.br/participe

Na imagem, o jovem empreendedor Maickson Serrão posa sorrindo

“O processo que eu vivi ali no Embarcar foi um dos momentos mais marcantes da minha vida. Colocar a mão na massa, correr atrás para fazer acontecer seu próprio negócio passou a ser meu projeto de vida. É isso que eu vou fazer”, declara o jovem, que acabou se mudando para Manaus e saindo da empresa para se dedicar a novos desafios.

Recentemente, entrou para o ProLíder, um programa criado pelo Instituto Four para apoiar lideranças jovens dispostas a discutir e mudar o atual cenário brasileiro. Uma de suas tarefas é criar um novo negócio até novembro. Ele ainda não sabe bem o que fazer, mas tem certeza de que será algo pela sua comunidade.  “Eu quero ser uma referência para aquela juventude ribeirinha, deixar um legado para o lugar de onde eu vim e eu devo isso ao meu povo”, diz, com convicção.

Enquanto trabalha para desenhar um negócio, Maickson passa os dias cursando jornalismo em uma faculdade de Manaus, outro de seus sonhos realizados. “Eu nem sei se vou exercer a profissão, mas conhecimento nunca é demais, não é? ”. Logo, ele garante, vai alcançar outro objetivo: ser fluente em inglês. E, assim, de conquista em conquista, o jovem segue sua luta.

Quando perguntado sobre a maior lição que pode deixar para outros jovens, ele usa a palavra acreditar. “Eu acho que todo mundo tem competências empreendedoras e de liderança dentro de si. Em algumas pessoas elas só são mais estimuladas. Por isso, se você quer alguma coisa, acredite que é possível e corra atrás”.

julho 20th, 2018

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Ana Clara, Isabelle e Ana Beatriz, meninas que começaram a pesquisa sobre cabelo e autoestima, aparecem em sequência, sorrindo na foto

Você já ouviu alguma piada preconceituosa sobre o seu tipo de cabelo? Já presenciou ou mesmo já praticou esse tipo de ação com alguma colega? Essas são algumas das perguntas feitas no questionário desenvolvido por três jovens estudantes do 7º ano da escola estadual E.E. Leila Mara Avelino, em Sumaré, no interior de São Paulo, e que resultaram em um estudo de caso sobre cabelo, autoestima e racismo.

Motivadas a investigar por que a maioria das meninas negras que conheciam alisava o cabelo quimicamente, Isabelle Ribeiro (14), Ana Clara da Silva Rocha (14) e Ana Beatriz Maluf (13), decidiram aplicar um questionário na escola em que estudam e transformar as respostas obtidas em um estudo de caso: Cabelo, autoestima e construção da identidade da menina negra no Ensino Fundamental II.

A inspiração veio a partir das aulas de História da professora Eliana Cristo de Oliveira, que hoje é também a orientadora do projeto e que sempre incentivou debates sobre racismo estrutural, desdobramentos da herança da escravidão, além de falar sobre aspectos culturais afro-brasileiros.

Durante uma dessas discussões, as alunas se questionaram sobre o que estava por trás da autoestima dos negros dentro do ambiente escolar no qual conviviam.  “Tivemos um caso de uma estudante que saiu da escola por conta de piadas feitas em relação ao seu cabelo. Essa foi uma história central para nortear o trabalho das meninas”, relata Eliana.

Outro fator determinante para elaborar o estudo foi uma visita da turma à FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), em 2017. O evento é promovido pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), e seleciona estudantes de todo Brasil para desenvolverem projetos científicos.

Em 2018, a pesquisa Cabelo e Autoestima foi inscrita e se classificou entre os 346 projetos finalistas, de 2.235 projetos enviados, durante apresentação na feira. A partir disso, foram estabelecidas as diretrizes para definir melhor o formato e aplicar o estudo.

Dados e Conclusões

Uma vez definida a metodologia, as perguntas do questionário, montado sob orientação da educadora Eliana, foram aplicadas aos 327 alunos da escola. O resultado intrigou as pesquisadoras em um primeiro momento. Apenas 29% relataram terem sido vítimas de comentários em relação a seus cabelos e quase 11% sequer responderam à questão.

Contudo, ao analisarem as respostas dos alunos sobre piadas em relação a outros colegas, houve uma mudança no resultado: 18% relataram que sempre presenciaram comentários discriminatórios e 60,5% declararam terem presenciado esse tipo de comportamento algumas vezes. Somente  18,5% dos alunos negaram a existência de comentários pejorativos.

“A gente observou nos resultados que a maioria deles declarava perceber o racismo, mas não participar ou sofrer diretamente com ele. Esse foi o nosso ponto de partida: algo estava errado. Será que eles, na verdade, tinham medo de falar que sofreram racismo, por medo de sofrer ainda mais? Será que as pessoas que praticam não querem falar por vergonha?”, conta Ana Beatriz Maluf.

Desdobramentos

Para aprofundar as questões abordadas ao longo do desenvolvimento da pesquisa e como forma de apoio, foi criado o clube estudantil Naturalmente Cacheada. Inicialmente, 27 meninas se reuniram para dar continuidade ao debate sobre autoestima, no entanto, houve pouca adesão entre negras e cacheadas.

Imagem mostra grupo de meninas e meninos do clube Naturalmente Cacheada posando sentados e em pé

Esse fator funcionou como indicador de um dos principais problemas a serem trabalhados: a questão do reconhecimento de identidade. Isso foi comprovado por meio de um novo questionário, voltado somente para as meninas negras, com perguntas mais específicas sobre os motivos pelos quais optaram por terem cabelos lisos.

O Naturalmente Cacheada mantém a autoestima e o empoderamento como foco e busca engajar alunos de fora do coletivo com saraus, visitas a casas de cultura, palestra com personalidades, entre outras atividades. O clube já conta com 37 alunos e coleciona histórias de meninas que estão em constante redescobrimento, abandonam o alisamento químico e vão além, ao questionar seu papel na sociedade e na mídia.

A E.E. Leila Mara Avelino conta com um sistema de ensino que facilitou a disseminação do Naturalmente Cacheada. Diferente da estrutura tradicional das escolas estaduais, há para além do currículo básico um currículo especial que engloba outras disciplinas.“Temos uma disciplina chamada Protagonismo Juvenil, com objetivo de trabalhar com o engajamento do jovem na comunidade, programas locais e deixá-los à frente dentro da sua própria formação e atuação na sociedade”, explica Eliana. “Existe a possibilidade de esses jovens criarem os clubes juvenis, os alunos escolhem uma temática para debater ao longo do ano”.

julho 16th, 2018

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Projeto de incentivo a produções artísticas e de realização de eventos culturais em comunidades por meio de site e aplicativo.

julho 10th, 2018

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Mostrar as diferentes culturas no mundo de forma que todos possam ser respeitados.

julho 10th, 2018

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Projeto mostra às pessoas se o produto que estão comprando está livre de mão de obra escrava.

julho 10th, 2018

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Encontro entre ETECs e Fatecs reuniu 450 alunos do Programa Pense Grande

Encontro entre 30 ETECs e Fatecs reuniu 450 alunos que integram o Programa Pense Grande

Promover conexão, estimular a troca de experiências e estreitar o diálogo sobre empreendedorismo foram os objetivos do Encontro Empreendedor entre ETECs e Fatecs parceiras do Pense Grande, programa da Fundação Telefônica Vivo de difusão do empreendedorismo de impacto social com o uso de tecnologias digitais.

Os eventos tiveram a participação de cerca de 450 alunos, de cerca de 30 escolas e faculdades técnicas, que apresentaram seus projetos, falaram sobre os desafios de criar um negócio sustentável e conheceram histórias inspiradoras de empreendedores

Foi o caso de José Carlos Lima, de 46 anos, que além de empreendedor é também estudante da Fatec de Itaquera. Ele apresentou aos alunos o Projeto Granja, que transforma resíduos orgânicos em ração para aves que são criadas em casa. Em um bate-papo que aconteceu na ETEC Professor Horário Augusto da Silveira, que fica na zona norte de São Paulo, ele tirou dúvidas e construiu um mini viveiro com a ajuda dos participantes.

“Foi gratificante saber que um projeto aparentemente simples, como o meu, despertou tanto interesse na rapaziada mais jovem. Eles nem imaginavam que era possível a criação de aves dentro de pequenos espaços na cidade grande”, conta.

Para ele, encontros como estes são ótimas oportunidades para intercâmbio de experiências. “Juntos a gente descobre como usar melhor os recursos, além de aliar o conhecimento que já temos com os conhecimentos das novas tecnologias que essa moçada nova traz. Foi muito bom”, avalia.

 

Exposição e feedbacks

Programa Pense Grande reuniu 450 alunos de ETECs e Fatecs

Não faltou oportunidade para que os alunos mostrassem seus projetos aos demais participantes do encontro. Em um pitch, o jovem Lucas Henrique Maluf, de 15 anos, apresentou a Impex, solução voltada para pessoas tetraplégicas e paraplégicas. “Pesquisamos um sensor que recebe comando neural. A nossa ideia é criar uma roupa específica feita de cobre com esse sensor, permitindo que o usuário consiga fazer diversos movimentos”, explica.

Já o desenvolvimento sustentável foi o foco do grupo do jovem José Eduardo, da ETEC do Professor Camargo Aranha, Sâo Paulo. “Nossa ideia é fazer um aplicativo para centralizar todas as informações sobre os políticos. O usuário terá uma visão geral do que esse político fez e o que planeja fazer em seu mandato caso seja eleito”. A intenção do grupo é também desenvolver uma árvore genealógica dos políticos para identificar se há parentes no governo.

 

Inspiração e aprendizado

O sonho de empreender parece mais palpável quando se ouve histórias de sucesso e motivação. No encontro ocorrido na ETEC Bartolomeu da Silva, em Santana do Parnaíba (SP), os alunos conheceram a luta do artista plástico Elcio Torres para promover impacto em uma comunidade da zona leste de São Paulo.

Com o projeto Ateliê Azu, ele cria e instala cerâmicas feitas de azulejos que ressignificam espaços urbanos deteriorados. “Convidei os moradores para pintar os azulejos e colocar na escadaria da comunidade. Isso desperta a sensação de pertencimento”, descreve Torres.

 

Leandro Araújo, um dos jovens inspiradores do Programa Pense Grande, é da equipe do Ateliê Azul. Saiba mais sobre a história dele aqui.

 

Já o encontro promovido na ETEC Júlio de Mesquita, de Santo André, na Grande São Paulo, trouxe a história de Rafael Câmera, fundador da Pandora Lab, startup criada para incentivar e expandir a cultura maker no Brasil através da produção de conteúdo com dicas de programação, soldagem e kits de eletrônica. “Qualquer pessoa pode baixar o nosso conteúdo e começar a fazer várias coisas de tecnologia em casa sozinho”, explicou aos ouvintes atentos.

Um dos alunos participantes, Felipe Amorim, da ETEC Júlio de Mesquita, em São Paulo, ressaltou que a importância da troca de ideias com outros integrantes do Pense Grande. “Foi muito bom conversar com quem está fazendo o mesmo processo, falamos sobre as metodologias e como cada um pode melhorar o seu projeto”, destacou.

julho 5th, 2018

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Grupo de pessoas posa com camisetas da marca Moko

A Moko trabalha as estampas em conjunto com instituições para gerar receita e propagar causas sociais

 Na indústria da moda é comum falar sobre caimento, o tecido e a qualidade do produto final. No entanto a Moko, marca curitibana tem uma preocupação a mais: estampar histórias e causas em camisetas a fim de oferecer impacto social como principal diferencial.

A marca, lançada oficialmente em 2015, sempre objetivou atuar em múltiplas frentes e se organiza no atendimento de três pilares de desenvolvimento social: instituições, comunidades e pequenos negócios locais. O nome Moko inclusive reforça a diversidade, já que significa dois em tupi-guarani.

“As camisetas são simplesmente um meio. A chave é saber que quando compro esse produto, promovo uma causa”, diz o idealizador Fernando Kuwahara (33), que a partir de sua experiência com o marketing formal decidiu ressignificar o conceito em prol do desenvolvimento social.

Inicialmente, as coleções enfocavam a criatividade e a inclusão. Eram realizadas oficinas com as ONG’s e as crianças desenhavam as estampas, transformadas pelos designers em camisetas estilizadas. Cada peça vendida era revertida em doação para a instituição.

Ao longo do processo, porém, Fernando e o sócio responsável pelo jurídico, Eduardo Gonçalves (33), perceberam que era necessário avançar e, além de gerar impacto social, obter recurso financeiro de forma mais sustentável. “O maior desafio dessas organizações ainda é gerar receita financeira para não depender só de verba pública”, enfatiza Fernando.

 

Uma iniciativa sustentável

Seguindo nessa linha estratégica e com a experiência adquirida ao longo de três anos de existência, a Moko expandiu para o Projeto Dois, uma nova iniciativa com a missão de criar esse vínculo multiplicador de recursos.

A diferença para o modelo de negócios da coleção inicial é que os parceiros passaram a pagar por um pacote fechado, já considerando todos os custos. Neste modelo, há um aporte inicial investido por empresas privadas para garantir o processo produtivo. A remuneração dos designers, dos artistas parceiros, a qualidade do tecido, tudo é incluído no valor que será usado para lançar o primeiro lote da coleção. Com as vendas, o lucro é revertido para a ONG e a receita volta para produção de novos lotes.

O trabalho e o tipo de campanha desenvolvido entre marca, empresas e ONGs não segue uma regra geral, flui de maneira orgânica pela demanda de cada uma. “A gente se conecta com a ONG, entende qual é o trabalho que ela desenvolve e, a partir disso, afunila todos esses conceitos para chegar a um caminho criativo que consiga contar melhor essa história”, diz Kuwahara.

A coleção mais recente, Elas no Poder, é uma parceria da Renault com um programa de menores aprendizes, e defende o empoderamento feminino, mostrando através das camisetas que profissão de menina é a que ela quiser.

 

O desafio de comunicar a marca

 A expansão do que começou com apenas um projeto continua gerando ciclos positivos e já resulta em sete eixos paralelos. Hoje, a Moko passa por um processo de transição e busca uma nova estrutura para contar melhor as histórias e fortalecer as vendas e divulgação em meios digitais.

Recentemente foi inaugurado o Espaço Moko que além de escalar as vendas para o varejo, ajuda a fazer o público consumidor alcançar as histórias para além das estampas estilosas. A loja no Shopping Estação, em Curitiba, é colaborativa e abriga outras vinte marcas de pequeno porte. O contato físico para divulgar a marca é muito mais efetivo em termos de engajamento, segundo Fernando Kuwahara. O desafio agora é comunicar o impacto global proposto pela marca nas diferentes plataformas.

julho 2nd, 2018

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Na imagem, o taxista Carlos Careca lê um livro em frente ao seu táxi, batizado de bibliotáxi

Além de espalhar cultura, Carlos “Careca” também é conhecido por suas ações em prol do meio ambiente na capital cearense

Taxista, surfista, catador de lixo de praia, inventor de brinquedos recicláveis, artista plástico, professor voluntário de sustentabilidade, escultor de areia, ativista da leitura e da cultura. Tudo o que faz o cearense Francisco Carlos da Silva, 57, não cabe num texto. Figurinha conhecida pelos moradores de Fortaleza, ele agora vem chamando a atenção do resto do Brasil por um projeto para lá de criativo: o bibliotáxi.

“Disseram que já me conhecem em mais de 150 países. Rapaz, eu nem sabia que existia essa quantidade de países no mundo!”, diz, com o bom humor que é marca registrada. O bibliotáxi é uma ideia simples, mas poderosa. No porta-malas de seu táxi, Carlos “Careca”, como é conhecido, tem mais de 100 títulos de livros, de ficção a biografias e livros infantis.

O objetivo é doá-los aos seus passageiros, uma forma de incentivar a leitura e oferecer um serviço diferenciado. Na contracapa dos livros, um adesivo com seu contato faz as vezes de cartão.  “Eu tenho que fidelizar meus clientes de alguma maneira. Mais do que ter um carro impecável e usar terno, o meu diferencial é valorizar a cultura”, explica.

A ideia surgiu há dois anos, quando Careca viu um morador de bairro nobre de Fortaleza jogar fora uma caixa inteira de livros. Ele não teve dúvidas: passou a mão no descarte e organizou tudo em seu porta-malas.

E não é que deu certo! Dos cerca de dez passageiros que atende por dia, metade liga novamente, não raro com livros na mão para retribuir a doação.

 

Uma viagem diferente

O curioso é que foi graças ao bibliotáxi que Careca descobriu o gosto pela leitura. Nascido e criado na Praia de Iracema, nunca teve o hábito de ler. Mas tudo mudou quando descobriu, entre as doações, o livro No Ar Rarefeito, do jornalista e alpinista Jon Krakauer, que narra os desafios de uma escalada ao Monte Everest.

“Foi quando finalmente entendi aquela frase de que quem lê viaja sem sair do lugar. Fiquei tão envolvido com os detalhes que me transportei para aquele gelo todo”, relembra. O fim do livro ele nunca soube, já que doou para um passageiro que se interessou pela história.

 

Um artesão inusitado

Como um verdadeiro ativista do meio ambiente, Careca também dá lições de sustentabilidade às crianças de uma escola perto de sua casa, além de ministrar oficinas de construção de brinquedos recicláveis. Ele também confecciona fantasias de Carnaval com materiais que encontra no lixo.

Como se não bastante, e motivado pela criatividade que não lhe falta, Careca decidiu que em 2018 faria algo impactante pelo meio ambiente. Recorreu à sua habilidade manual para esculpir, na areia, uma tartaruga Aruanã, tipo comum no Ceará que está ameaçada de extinção.

 

Na imagem, a escultura de 8 metros de comprimento, 2 metros de altura e 3,5 metros de largura foi feita em janeiro, e conta com 500 garrafas de vidro, que iam para o lixo. É uma tartaruga Aruanã, tipo comum no Ceará que está ameaçada de extinção

A escultura de 8 metros de comprimento, 2 metros de altura e 3,5 metros de largura foi feita em janeiro, e conta com 500 garrafas de vidro, que iam para o lixo.

 

E assim, entre uma invenção e outra, Careca segue em sua luta. Para resumir sua filosofia de vida, ele apela de novo para o bom humor: “Eu percebi muito cedo que a vida é muito dura para quem é mole e difícil para quem é fácil”, brinca. “Por isso, eu preferi inventar uma metodologia diferente de vida e assim levo meus dias”.

junho 28th, 2018

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Jovem do Pense Grande desenvolveu aplicativo para facilitar o transporte público e a locomoção de pessoas em São Paulo

Participante do Pense Grande , Vinicius Tavares Iunes, do 3°ano de Eletrônica da ETEC Júlio de Mesquita, conquistou o terceiro lugar no 2º  Hackathon Belas Artes, no Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, que trouxe um desafio sobre mobilidade urbana. Cerca de 100 jovens do Ensino Médio participaram do evento e desenvolveram soluções inovadoras sobre o tema.

O projeto de Vinicius, de 17 anos, foi um app de mobilidade urbana, chamado Muve, para facilitar o transporte público e a locomoção de pessoas em São Paulo. O app possui um sistema de crowdsourcing e gamificação entre os usuários, que de forma colaborativa ajudam a traçar as melhores rotas para chegar ao destino solicitado.

Os participantes tiveram 1 hora e meia para desenvolver a ideia do projeto, o nome e um vídeo de apresentação. Apesar do pouco tempo, Vinicius disse que não encontrou dificuldades, pois já havia feito atividades semelhantes no Pense Grande, programa da Fundação Telefônica Vivo que visa difundir a cultura do empreendedorismo de impacto social com tecnologia digital a jovens brasileiros.

A palavra Hackathon vem da junção de duas outras palavras em inglês: “hack”, que significa programar com excelência, e “marathon”, de maratona. Traduzindo o conceito para o português, Hackathon é uma maratona de programação, que pode durar horas ou dias, com o objetivo de promover o trabalho em equipe, a investigação e a solução de um problema proposto.

“A diferença foi apenas o tema: no Pense Grande, abordamos os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU). Na Belas Artes, falamos sobre as Inteligências para melhorar a Mobilidade Urbana”, disse o participante.

Para desenvolver a ideia no Hackathon, Vinícius utilizou a metodologia Canvas – Modelo de Negócio. “Muita coisa que eles pediram já tinha feito durante as oficinas do Pense Grande. Ter feito o Canvas me ajudou a pensar mais rápido e a identificar o que estava certo ou não no projeto, além de já ter experiência com o picth”, comenta Vinícius.

 

Premiação

Imagem mostra Victor Favaro, Vinicius Iunes e integrante do 2º Hackathon Belas Artes, no Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, que trouxe um desafio sobre mobilidade urbana. Jovem do Pense Grande desenvolveu app de mobilidade

De camiseta branca, Vinícius posa ao lado de companheiro de equipe Victor Favaro e de integrante do Hackathon.

 

Pelo terceiro lugar, cada estudante ganhou um curso livre na Belas Artes, no valor de R$ 1 mil, além de uma sessão de coaching, voltado para a orientação educacional. Caso queira estudar na faculdade, o vencedor também ganha 50% de desconto na matrícula.

 

Pense Grande

No Pense Grande, Vinicius está desenvolvendo o projeto Go Bike, relacionado com o ODS Cidades e Comunidades Sustentáveis. O aplicativo contém mapeamento de ciclovias, com o objetivo de auxiliar o ciclista no dia a dia.

“Percebi que os dois projetos estão muito ligados. A diferença é que o Go Bike está mais avançado e vamos começar a prototipação nas oficinas. Já o Muve foi uma ideia que surgiu no Hackaton”, comentou.

Para Vinicius, a experiência com o Pense Grande não colaborou apenas no evento, mas o ensinou a estruturar ideias, de maneira geral. “Agora sei olhar para uma situação e fazer uma análise real, ver os pontos fracos e os pontos fortes. Isso pode ser aplicado a tudo. Vou levar essa experiência para toda a vida e quero colocar no meu currículo que participei do Pense Grande”, celebrou.

junho 28th, 2018

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O projeto APER (Auxílio a Pessoa em Estado de Rua) tem como objetivo ajudar pessoas em situação de rua a guardar seus pertences e objetos com segurança e eficiência em albergues.

junho 25th, 2018

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