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A jovem Thais Ferreira sentada em uma escada pintada com a bandeira do Brasil.

Às vezes, a vontade de abrir o próprio negócio vem de berço. Conheça histórias de quem contou com o apoio da família para tirar as ideias do papel

Iniciar uma jornada empreendedora nem sempre é um caminho fácil e rápido. Talvez por isso, muitas famílias fiquem preocupadas quando percebem o jovem engajado em montar o próprio negócio. A pesquisa Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo apontou a tendência familiar em estimular mais a busca por segurança financeira do que a autonomia nos negócios, uma vez que o empreendedorismo ainda é visto por muitos como algo arriscado e transgressor.

Incentivo da família é o que não falta ao jovem Cairê Moreira, que está engajado em quebrar padrões e revolucionar a indústria da moda no Brasil

Arriscado e transgressor são justamente as palavras que resumem a GENYZ, empresa recém-criada por Cairê Moreira, de 24 anos. Formado em animação, o jovem decidiu usar seus conhecimentos para revolucionar a indústria da moda no Brasil. Através do escaneamento 3D do corpo, ele propõe a confecção de roupas completamente  personalizadas, combatendo padrões e atuando em prol da autoaceitação.

Quando os pais souberam que Cairê estava seguindo por esse caminho, não faltou apoio. A mãe, Lina, e o padrasto, Alexandre, trabalham na Universidade Federal no ABC. Com frequência, apresentam pessoas da área de tecnologia para dar aquela força aos negócios do filho. Já o pai de Cairê, Davi, é uma grande inspiração para o jovem.

Ativista em uma ONG que luta pela conscientização da anemia falciforme – doença hereditária que atinge principalmente a população negra -, Davi ensinou ao filho, pelo exemplo, que não há limites para lutar pelo o que acredita. “Ele sempre atende aos compromissos dele, nunca recusa responsabilidades e não mede esforços para lutar pelo o que acredita. Tem essa teimosia boa e acho que puxei dele”, diz.

 

 

 

 Empreendedorismo de berço

E quando a veia empreendedora vem de casa? Dona Neide e seu Ilton eram funcionários públicos, mas para complementar a renda sempre foram adeptos do empreendedorismo correria, como define a filha, Thais de Souza Ferreira, de 30 anos: “Meu pai vendia abacaxi fatiado, coco na praia, picolé na porta de casa e churrasquinho. Minha mãe sempre empreendeu em família, costurando com minha avó, vendendo quitutes no portão, roupas. Ela e a irmã chegaram a montar um serviço de buffet para festas”.

Ao observar essa dinâmica familiar, a carioca foi crescendo com a vontade de criar o próprio negócio. Experimentou vários empreendimentos até criar, em 2016, o Mãe&Mais. Incubado pelo Pense Grande, o negócio social oferece serviços e informações de saúde e bem-estar para gestantes, mulheres e crianças na primeira infância.

Organização, administração da renda, vontade de aprender e compartilhar conhecimento foram alguns dos ensinamentos que os pais da jovem transmitiram a ela e que hoje são fundamentais em sua vida profissional. “O que mais me inspirou foi o compromisso com o impacto positivo nas comunidades e a noção de sustentabilidade que eles sempre tiveram”, conta Thais. “Sabe empreender com propósito? Digo, com orgulho, que aprendi em casa!”.

O mesmo aconteceu com Fábio Hideki Takara, de 30 anos. A convivência com os pais empreendedores, donos de confecções de jeans, despertou nele a vontade de seguir pelo mesmo caminho. Em 2016, criou a Firgun, plataforma que conecta investidores a empreendedores de baixa renda, facilitando o acesso ao micro-crédito.

O peso da responsabilidade e o esforço para conseguir o que deseja são as maiores lições que aprendeu em casa. “Aos dez anos, eu guardei por meses os R$ 2 que ganhava diariamente para comprar merenda na escola. Fazia meu próprio lanche e economizava. Com o dinheiro, quitei as prestações de uma televisão para o meu quarto”, relembra. “Desde pequeno, minhas irmãs e eu aprendemos que as conquistas só chegam com sacrifícios”.

O maior professor

André de Aquino Pinto sentado em um banco do posto de gasolina, do qual trabalha como gerente.

O convívio com o comércio do pai, André, foi determinante para as escolas profissionais do filho Luiz Fernando.

Traço comum na história de imigrantes portugueses, André de Aquino Pinto seguiu a carreira de comerciante do pai. Dono de um bar na zona oeste do Rio de Janeiro, ele encantava clientes com simpatia, cuidado e inovação, que ia dos tira-gostos a ambientação do espaço. “Um misto de pé sujo à la Brasil com o charme da tasca portuguesa”, define o filho Luiz Fernando Pereira Pinto, de 28 anos.

A convivência com o dia a dia do pai foi essencial para Luiz. Ele conhecia todos os fregueses que circulavam pelo espaço, ganhava com frequência presentes dos mais variados, de livros a vara de pescar. “A pesca nunca foi de meu interesse, já os livros…”, conta o rapaz que hoje é um dos fundadores do Nuvem Poética, uma plataforma para conectar, potencializar e dar visibilidade à poesia contemporânea. O empreendimento também está sendo incubado pelo Pense Grande.

Mais do que os livros, a maior inspiração para Luiz foi mesmo o pai, que além de valorizar os estudos, impressionava com sua sabedoria. Entre servir uma bebida para um freguês e preparar o prato do dia, ele contava ao filho histórias que envolviam artes, passavam pelo processo histórico de formação do Rio de Janeiro e terminavam nos livros que ele já tinha lido.

Com o pai, Luiz foi aprendendo muitas coisas: falar em público, o apreço por ouvir e contar histórias, estratégias de gestão, administração financeiras e até o olhar para tendências. “O bar foi uma escola e meu pai era o professor. Ali, naquele ambiente, eu conheci Hermeto Pascoal, um dos maiores músicos do país! Também conheci seu Pedro, que tem a fama de ser um dos pescadores mais mentirosos do Rio, além de João, um vendedor de amendoim super criativo do bairro, dentre tantas outras figuras que me inspiraram e que carrego até hoje”, conta ele.

Com o tempo, André teve que fechar o bar, passando de empreendedor a funcionário. Porém, até hoje é uma das grandes referências do filho, cheio de conselhos e ideias que inspiram os negócios de Luiz. “Apesar do meu empreendimento ser diretamente ligado a cultura, meu pai sempre faz uma ligação com o comércio. Comprovo a ideia de que há mais semelhanças do que diferenças, afinal a cultura está presente em qualquer canto”, conclui.

novembro 19th, 2018

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Na imagem, um homem e uma mulher usando roupas sociais estão sentados lado a lado em uma mesa de escritório. Eles usam aplicativos para gerenciar negócios em um smartphone.

Confira lista de apps que facilitam o dia a dia do seu projeto e ajudam em atividades essenciais para empreender com qualidade

Gerenciar o próprio empreendimento social é um desafio e tanto. E tem interessado grande parte dos jovens brasileiros. É o que revela a pesquisa Juventude Conectada – Edição Especial Empreendedorismo, que ouviu 400 pessoas entre 15 e 29 anos de todas as regiões do país, mostrando que 56% dos jovens se consideram empreendedores. O mesmo estudo aponta que 61% busca alinhar a carreira profissional a um propósito, próprio ou coletivo.

Ao tomar a decisão de empreender, é fundamental estar conectado para dar conta de todas as demandas. E um smartphone pode ser o melhor dispositivo para controlar prazos, estabelecer metas e até criar uma rede de apoio com quem tem interesses similares.

Confira nossa lista de apps para impulsionar o seu negócio!

 

Na imagem, o logo do Evernote, um dos aplicativos para gerenciar negócios listados na matéria.

 

Evernote

Para quem trabalha com textos e notas, o aplicativo oferece a possibilidade de criar anotações separadas por cadernos e textos formatados, com cores e em lista, incluindo anexos, imagens, áudios e até mesmo desenhos feitos à mão. É possível sincronizá-lo com smartphones, tablets e desktops. Serve também como uma ferramenta de clipping, ou seja, guarda textos, artigos e outros tipos de conteúdo para serem lidos posteriormente e permite o compartilhamento de todos os conteúdos com demais pessoas.

 

 

Na imagem, o logo do Asana, um dos aplicativos para gerenciar negócios listados na matéria.

 

Asana

Voltado para o processo de gestão de tarefas. A ideia é que, na mesma plataforma, os empreendedores possam ver os serviços e o andamento de cada um deles, incluindo conversas coletivas e privadas, por exemplo. Uma das funções é organizar uma lista de tarefas, separando-a por equipe ou tema, permitindo melhor controle das atividades e até de prazos. Tem integração com aplicativos que podem potencializar as funcionalidades do sistema: Gmail, Dropbox, Google Drive; Google Agenda, entre outros.

 

 

Na imagem, o logo do BeerOrCoffee, um dos aplicativos para gerenciar negócios listados na matéria.

 

BeerOrCoffee

Trabalhar cada dia em um coworking diferente e ainda poder se conectar com pessoas de diferentes áreas. Esse é o objetivo do BeerOrCoffee, ideal para que os empreendedores criem uma rede de apoio. Por meio da plataforma, é possível encontrar pessoas com interesses similares ao seu e, com poucos cliques, convidá-las para um café ou uma cerveja nos próximos 30 minutos. A ferramenta oferece ao usuário a possibilidade de escolher um espaço de trabalho compartilhado em algum lugar do Brasil e experimentar por um dia, sem custo.

 

 

Na imagem, o logo do Meu Negócio em Dia, um dos aplicativos para gerenciar negócios listados na matéria.

 

Meu Negócio em Dia

Criado em parceria com o Sebrae, ajuda a organizar as finanças da empresa ao organizar em gráficos e outros indicadores as informações fornecidas sobre o empreendimento. Há calculadoras que comparam custos de produtos e serviços e simuladores que analisam se investimentos e planos de expansão estão compatíveis com os negócios.

 

 

 

Na imagem, o logo do Google Keep, um dos aplicativos para gerenciar negócios listados na matéria.

 

Google Keep

Aplicativo para substituir anotações feitas em blocos de notas ou nos famosos post-its colados no computador. O Keep é gratuito e possui versões para desktop, além de versão Android e iOS. Tem uma função de lembrete com base no local. Por exemplo, precisa terminar uma tarefa em um determinado período? O app define um lembrete com base no horário para que o usuário não perca essa entrega. É possível adicionar notas, listas, fotos e áudio. Ajuda a manter prazos e qualquer tipo de compromisso, tendo possibilidade de integrar com o e-mail.

 

Na imagem, o logo do Google Drive, um dos aplicativos para gerenciar negócios listados na matéria.

 

Google Drive

Outro app do universo Google, disponibiliza 5 GB para armazenar arquivos, documentos, imagens, pastas e vídeos em nuvem. Ainda permite compartilhar arquivos e também tem navegação offline. É ótimo para evitar problemas com documentos esquecidos no computador, já que é possível acessar o conteúdo onde e quando precisar.

 

 

 

Na imagem, o logo do CamCard, um dos aplicativos para gerenciar negócios listados na matéria.

 

CamCard

Quantos cartões de visita você já trocou e acabou acumulando em alguma gaveta? Este aplicativo foi criado para eliminar essa pilha de papel. Os contatos ficam salvos diretamente no seu celular. O usuário fotografa o cartão de visita com a câmera e, após um rápido processamento, são armazenados a imagem do cartão e os dados do contato na agenda do telefone, ou em uma conta Google. É possível exportar para outros programas e adicionar várias informações complementares. Além disso, oferece reconhecimento por QR Code e assinatura de e-mail.

 

 

Na imagem, o logo do Trello, um dos aplicativos para gerenciar negócios listados na matéria.

 

Trello

É um grande visualizador de listas para projetos de pequeno e longo prazo. A ferramenta utiliza o método de produtividade kanban, que cards dinâmicos para indicar fluxos de produção. É possível dividir áreas de um projeto e acompanhar o progresso de cada um dos setores. O empreendedor consegue dividir as responsabilidades com cada colaborador e equipe, prevendo os resultados com a inclusão de data e cores que representem cada situação. É possível ativar alertas, dar instruções e subir arquivos como imagens e outros anexos.

 

Na imagem, o logo do Meu Atendimento, um dos aplicativos para gerenciar negócios listados na matéria.

 

Meu atendimento

Para empreendedores que lidam com algum tipo de venda direta ao cliente, o aplicativo mede os resultados do atendimento. Por meio de um questionário é informado o motivo pelo qual a compra não se concretizou. O app compila as respostas e as transforma em gráficos e análises. Os dados geram oportunidades e identificam questões de produtividade.

 

 

 

Na imagem, o logo do Smart Recorder, um dos aplicativos para gerenciar negócios listados na matéria.

 

Smart Recorder

O aplicativo de gravação de áudio, disponível para Android, pode ser usado para registrar lembretes e também ideias de forma rápida e simples. Foi projetado para a gravação de som com alta qualidade e de longa duração, por isso, tem uma caraterística de pular o silêncio ou longas pausas. É ideal para gravar reuniões e compartilhar o arquivo com outras pessoas, por exemplo.

novembro 16th, 2018

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Série de encontros conecta estudantes e donos de empreendimentos em uma experiência de troca e inspirações

Durante o mês de setembro, os participantes da 5ª edição do Pense Grande passaram por mais uma etapa de desenvolvimento, com a oportunidade de trocar e compartilhar ideias com jovens de outras escolas, além de conhecer as trajetórias de empreendedores já consolidados nas mais diversas áreas.

Os Encontros Empreendedores fazem parte da 6° oficina do Pense Grande e complementam o aprendizado ao focar na construção de modelos de negócio. Foram realizados sete eventos, reunindo, em cada um deles, três das ETECs e Fatecs contempladas pelo programa.  O principal objetivo foi proporcionar um ambiente de estímulo, inspirando os jovens a expandirem os conceitos de inovação em suas propostas empreendedoras.

“(Os encontros) conseguem dar voz e referenciais para os jovens. Às vezes, eles não têm esse contato na família ou na comunidade e, por isso, não enxergam o que podem fazer!”, reforça o Professor Monteiro, gestor da metodologia Pense Grande no Centro Paula Souza, parceiro da Fundação Telefônica Vivo na implementação do programa.

 

Pense Grande na formação de jovens

O Pense Grande engloba 60 horas formativas, nas quais os jovens realizam atividades e dinâmicas que os levam até a criação de um projeto social. Nesta 5ª edição, os jovens entram em contato com a cultura empreendedora de forma mais orgânica, já que o programa entrou na grade curricular de 17 turmas de ETECs e Fatecs de São Paulo.

“A educação do século XXI tem que tornar o aluno protagonista da vida dele. Fazer com que tenha um projeto de vida, compreenda as relações entre capital e trabalho, que o aluno entenda que o novo mercado de trabalho está em constante mudança. Esse percurso formativo ao longo do Pense Grande desenvolve competências socioemocionais muito rapidamente”, fala o Professor Monteiro sobre a importância da integração da metodologia ao aprendizado dos alunos dessas instituições.

 

Encontros que conectam e inspiram

Os Encontros Empreendedores mostraram trajetórias como a de Paola Miorim, criadora de grupos de consultoria que atuam diretamente no engajamento empreendedor da região de Ribeirão Preto (SP).

“Foi uma experiência sensacional compartilhar todos os meus erros e acertos com os jovens”, conta a empreendedora, convidada para o evento na Fatec da cidade do interior paulista. Paola é co-criadora da MOVER (Movimento Empreende Ribeirão) e da Rede Bambu de Mulheres Empreendedoras.

A visão de Paola Miorim é compartilhada pela fala de Ricardo Agostinho, empreendedor na área de Tecnologia da Informação, que recentemente esteve no Vale do Silício e trouxe aos jovens do Pense Grande as tendências do mercado da tecnologia.

“Acredito muito em iniciativas que promovam crescimento pessoal, pois essas pessoas são as grandes responsáveis pelas soluções dos problemas reais que enfrentamos”, reafirma o especialista.

As estratégias para comunicar as ideias ao público alvo também foi um dos destaques dos eventos. Ricardo Rocha, que abandonou um cargo de gestor para abrir a Caminus, empresa de bicicletas e estilo de vida, conversou com os jovens da Fatec Zona Leste-SP.

“Empreender requer persistência. Quis estimular os jovens a não desistirem, conhecerem de perto o seu cliente e entender qual é a sua maior necessidade”, aponta o fundador da Caminus.

Já na ETEC Ferraz de Vasconcelos, os estudantes receberam conselhos vencedores do lutador Edgar Mombasa, que pratica MMA pelo Corinthians. “Alguns sentem a tal da insegurança, e alguns têm medo de arriscar, mas a grande realidade é que se você não arriscar, não será capaz de se cobrar”, ensina o lutador.

 

Conectados à metodologia

Cerca de 30 jovens do programa Pense Grande se reúnem para foto durante encontros com empreendedores

 

Os jovens também puderam assistir às apresentações de outros estudantes, além de opinar, identificar problemas, apresentar soluções e encarar o desafio de ocupar o papel de um investidor.

“Dar feedback ao grupo que estava apresentando o seu pitch e pensar o valor que investiríamos não foi uma tarefa fácil. Agora sabemos como é estar nos dois lados”, conta o estudante Guilherme Martins Alves (16), do curso de logística aeroportuária da Fatec Guarulhos.

Essa experiência, no entanto, potencializou os discursos e ajudou os participantes a se prepararem, com mais perspectiva e protagonismo, para a etapa final, marcada pela apresentação dos projetos no Demoday.

“Se você comparar esses jovens na primeira oficina e depois na última, verá o processo de maturidade, preparando esse aluno para ser criativo e não deixando o medo de errar impedi-lo de tentar”, observa o professor Monteiro sobre os efeitos da realização dos encontros.

Sobre esta conclusão, Gabryela Ventura (16), também da Fatec Guarulhos, complementa: “antes de irmos ao(s) encontro(s) tínhamos uma visão limitada das coisas. O contato com empreendedores e as atividades ajudaram a perceber que o nosso projeto é muito mais amplo”.

novembro 14th, 2018

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A psicóloga Maitê Lourenço sorri para foto. Ela é negra, tem os cabelos curtos, usa óculos de grau e uma blusa com estampa de flores.

Empreendimentos liderados por negros e negras são maioria no país, mas ainda há pouca abertura à diversidade dentro do ecossistema de inovação e startups

Se você tivesse que associar as palavras empreendedorismo, inovação e startup a uma pessoa, como ela seria? Não se espante se vier à mente a imagem de um homem branco, de certo poder aquisitivo, que se inspira em empresários do Vale do Silício. Pois é essa figura, de maneira geral, que tem mais acesso a investimentos, mentorias e programas que ajudam os negócios a crescerem.

Mas ao contrário do perfil acima, maioria dentro do ecossistema de inovação, é o afroempreededorismo que prevalece no Brasil. Um levantamento do Sebrae com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad) mostra que 50% dos donos de negócio são negros, 49% brancos e 1% pertencem a outros grupos populacionais. Apesar de maioria, a população negra empreendedora é menos escolarizada, trabalha com menos funcionários, fatura menos e tem menor acesso a crédito e capacitação, traço evidente das relações étnico-raciais construídas com os pilares da desigualdade ao longo da história.

Para inverter essa lógica, é necessário, antes de tudo, falar sobre o assunto. Confira a seguir algumas histórias de emprendedores negros e negras que estão trabalhando para mudar as estatísticas socioecônomicas desfavoráveis a essa parcela da população no país.

Fique de olho!

Em novembro, mês em que se celebra o Dia Consciência Negra e o Mês do Empreendedorismo, traremos alguns cases e perfis de empreendedores negros e negras que se destacam pelo trabalho realizado em prol do desenvolvimento social e econômico da população que vive em periferias brasileiras. Acompanhe em nosso site!

Mobilização em rede

A psicóloga Maitê Lourenço, ao se perceber como única mulher negra nos eventos de inovação que frequentava, tomou para si a missão de promover maior diversidade racial no ecossistema empreendedor. Criou, em 2016, o BlackRocks, um laboratório de inovação comprometido com a aceleração de negócios e pessoas e com desenvolvimento de lideranças. Para compor o quadro de colaboradores, ela escolheu profissionais com tanta ou mais qualificação técnica que empresários de grandes aceleradoras, mas pouco vistos por causa da cor da pele.

Apesar de sua existência recente, o projeto já é considerado referência, com 55 mentores cadastrados e mais de 600 pessoas impactadas. “O BlackRocks criou uma tecnologia social de mobilização em rede”, define Maitê. “Durante e depois da nossa atuação, encontramos diversos empreendedores extremamente criativos, profissionais com muita competência para apoiar e desenvolver empreendedores. Estão cada vez mais criando estratégias de atuação no ecossistema, desenvolvendo negócios em parceria, tornando-se compradores e fornecedores da rede”.

 

Feira Preta

“Treze décadas após a abolição da escravidão no Brasil, o que fez a população negra emergir foi o empreendedorismo”, conta Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta, evento que ocorre anualmente há 17 anos na cidade de São Paulo, reunindo um circuito de atividades econômicas e culturais entre empreendedores negros. Em entrevista realizada em julho à Fundação Telefônica Vivo, ela afirma que os empreendedores negros e negras estão passando da resistência à oportunidade.

A edição do ano passado da Feira Preta contou com a participação de mais de 20 mil pessoas, o que demonstra a importância do evento não só para compartilhamento e divulgação do trabalho de artistas e empreendedores da comunidade negra, mas para a cidade de São Paulo como um todo. É como avalia Gleicy Mailly da Silva, que pesquisou sobre o evento entre os anos de 2012 e 2015 para compor sua tese de doutorado em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo.

“Pensando na valorização e no fortalecimento de práticas culturais e econômicas realizadas por artistas, artesãos e empreendedores negros, mais do que a questão econômica, a Feira Preta tem um importante impacto político”, avalia Gleicy. Para quem está todos os dias na luta, eventos como estes são fundamentais para encorajar mais pessoas, mesmo sabendo que os desafios são imensos.

 

Representatividade ou proporcionalidade?

 A jovem Monique Evelle posa para a foto e tem sua imagem refletida atrás dela. Ela é negra e tem os cabelos trançados na altura dos ombros.

A ativista e empreendedora social, Monique Evelle.

Monique Evelle criou seu primeiro negócio, o Desabafo Social, aos 16 anos. Hoje é dona e sócia de outros tantos, uma das principais vozes do feminismo no Brasil e eleita pela Revista Forbes como uma das mais influentes abaixo dos 30. O desafio que enfrenta diariamente continua o mesmo de sempre: “Minha existência enquanto mulher preta na hora de negociar, porque as pessoas simplesmente não acreditam que eu sou a dona e sócia do negócio”.

A empreendedora social e ativista ressalta que tem dúvidas sobre a pertinência de se rotular a categoria como afroempreendedora, o que pode causar mais preconceito do que aceitação. “Apesar de ser importante reafirmar nosso lugar, colocar sufixos ou prefixos na palavra empreendedorismo me parece legitimar que o normal é ser branco”, questiona Monique.

Monique acredita que mais importante do que a representatividade – ver na mídia matérias sobre mulheres negras e homens negros que se consolidaram como empreendedores de sucesso – é a proporcionalidade. “Proporcionalidade é a gente ver um número significativo de pessoas negras ocupando o mundo dos negócios, a televisão e outros espaços de poder, tal como vemos as pessoas brancas”, defende.

 

Da margem para o centro

Integrantes do Vale do Dendê posam para foto com o logo da iniciativa ao fundo

A holding social Vale do Dendê fomenta negócios da periferia de Salvador.

Na periferia, onde a maioria da população é negra, desde sempre, e desde muito cedo, se empreende para sobreviver. Tanto é que 53% dos empreendedores negros no Brasil começam antes dos 18, com negócios de baixa complexidade e pouco faturamento, como analisou a ativista e empreendedora Ana Karoline Lima, em sua palestra no TEDxFBA,

Com o objetivo de encorajar a mudança desse cenário, surgiu a holding social Vale do Dendê, que cumpre a função de aceleradora, escola de negócios e consultoria com foco em fomentar negócios da periferia de Salvador, a cidade mais negra fora da África.

“Quando falamos de negócios de impacto e inovação, a periferia no Brasil é ouro! Simplesmente porque quem vem de lá tem dois opções: ou inova ou empreende”, define um dos sócios, Rosenildo Ferreira.

 

“Atuamos com empreendedores da periferia porque acreditamos que a potência está na margem, independentemente de ser ou não composta por negros”, Rosenildo Ferreira sobre a Valê do Dendê.

 

Para ele, a falta de um olhar para quem está longe dos grandes centros restringe a potencialidade de crescimento do país. “O Brasil só não é mais desenvolvido por conta do machismo e do racismo institucional. Já imaginou se os investidores começassem a investir mais nas mulheres e nos negros?, afirma Rosenildo, que se orgulha de ter, na Vale do Dendê, 60% de negócios dirigidos por mulheres.

Ao falar sobre resistência e falta de oportunidades, Monique Evelle acrescenta: “Flexibilidade e proatividade, dois termos associados ao empreendedorismo, é quase compulsório na periferia. Nós temos que ser, desde sempre, proativos e flexíveis para continuar existindo”.

novembro 12th, 2018

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Integrantes do projeto PLT4Way posa para foto

História do projeto PLT4Way será contada no Pense Grande.Doc, programa exibido pelo Canal Futura em parceria com Fundação Telefônica Vivo

Aprender outros idiomas pode oferecer muitas vantagens. Além de contribuir com o  desenvolvimento de habilidades cognitivas, o domínio de outra língua abre caminhos para oportunidades de trabalho e transformação social.

Pensando nisso, dois jovens da periferia paulistana, Diogo Bezerra (25) e Diego Ramos (24) criaram o PLT4Way,  um projeto que oferece curso de inglês gratuito para estudantes que não têm condições de investir em um curso de idiomas.

O sistema é simples: por meio de financiamento cruzado, o lucro obtido a partir de alunos pagantes é transferido para a educação 100% gratuita de um estudante da comunidade Jardim Pantanal, na Zona Leste de São Paulo.

A ideia surgiu em setembro de 2016, e resultou na abertura da empresa em abril de 2017. A estrutura do projeto, no entanto, foi produto de experiências que marcaram a trajetória pessoal de ambos, motivando-os a sempre manter o impacto social na raiz do modelo de negócios da PLT4Way.

“Foi por isso que nós nascemos, foi esse o propósito que nos tocou”, conta Diogo Bezerra. “É maravilhoso para nós contribuir e dar acesso a algo que não tivemos na nossa juventude e que nós consideramos de extrema importância como ferramenta de mudança social”, complementa o jovem.

Os jovens Diego e Diogo falam para uma plateia de alunos em uma escola de São Paulo

 

Pense Grande.Doc

A trajetória dos garotos no mundo do empreendedorismo social será contada no Pense Grande.Doc, no episódio que vai ao ar dia 22 de novembro. O documentário traz cases de jovens empreendedores de sucesso e é fruto de uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura.

O episódio tambem contará um pouco mais da história de vida dos jovens, os planos para o futuro da PLT4Way e o primeiro contato com o idioma, que lhes proporcionou a chance de investir no desenvolvimento pessoal e no empreendedorismo social como negócio. “Não é só o glamour de você ter seu próprio negócio ou poder gerar empregos, é também muita batalha”, acrescenta Diego, sobre os desafios de empreender.

 

Em novembro, mais quatro projetos ganham destaque no Pense Grande.Doc. Uma das iniciativas, que foi ao ar dia 8 de novembro, é o Art Ato, projeto que surgiu a partir da experiência de Heitor Santos, homem trans, e Maynara Santana, mulher cis, que juntos decidiram investir em um espaço de resistência e afirmação econômica para as comunidades marginalizadas pela sociedade.

Movimentando o mercado de Belém, o Art Ato oferece aos gays, trans, lésbicas, negras e negros a oportunidade de trabalharem em um ambiente acolhedor e empreendedor, realizando serviços ligados às seguintes áreas: estilo, moda e economia criativa. No espaço, são oferecidos cortes de cabelo, venda de acessórios, tatuagens, bazares, eventos de conscientização, entre outras manifestações artísticas e criativas.

Quer conhecer mais iniciativas que transformam boas ideias em ações de impacto social? Confira as datas de exibição dos episódios* que ainda vão ao ar em novembro:

15/11 – Projeto de Biogás

22/11 – PLT4way

29/11 – Flor do Sertão

*Os episódios do Pense Grande.Doc são exibidos todas as quintas feiras, às 22h15, pelo Canal Futura e no YouTube da Fundação Telefônica Vivo.

novembro 9th, 2018

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Soulphia e Alfabantu, projetos de ensino de idiomas, empoderam seus usuários a partir de metodologias inovadoras em educação

Os meios digitais tornam-se, cada vez mais, aliados para apoiar a cultura empreendedora e facilitar processos na jornada de quem quer empreender. Também viabilizam a busca de conhecimento e possibilitam tirar ideias do papel de forma mais rápida, prática e menos custosa. Tiago Soares, fundador e gestor da empresa social Soulphia, e Odara Dèlé, idealizadora do aplicativo Alfabantu, apostaram na união entre tecnologia e educação para o desenvolvimento de seus empreendimentos sociais digitais.

Eles reforçam o pensamento de 40% dos jovens entrevistados na pesquisa Juventude Conectada – Edição Empreendedorismo, que veem iniciativas inovadoras que transformam a sociedade, ou a vontade de fazer coisas novas, como motivações para começar um empreendimento. O estudo foi promovido pela Fundação Telefônica Vivo, em parceria com Ibope e Rede Conhecimento Social.

 

Aulas que transformam vidas

Em 2017, Tiago Soares e Felipe Marinho realizaram trabalho voluntário em abrigos em Nova York, nos Estados Unidos. A vontade de melhorar a vida das pessoas que viviam ali foi o incentivo para colocar em prática o Soulphia, empreendimento online que visa reinserir moradores de rua no mercado de trabalho.

“Sempre após as atividades nos abrigos ficávamos tristes por não poder garantir algo melhor para as pessoas nesses locais. Ao conhecer suas histórias, juntamos aquilo que entendíamos como potencialidades daquele contexto para tentar a transformação social”, lembra Tiago Soares.

Era perceptível que os moradores dos abrigos tinham muita vontade de mudar de vida. “Foi quando pensamos em usar o idioma para transformar, em tutoras de inglês, mulheres estadunidenses e moradoras de Nova York, mas que viviam em situação de rua”, explica o empreendedor.

O negócio saiu do papel com apoio da Universidade de Columbia e da Educurious, uma empresa sem fins lucrativos da Fundação Bill e Melinda Gates. Em 2018, o projeto completa um ano de atividades com mais de 300 alunos, espalhados por Brasil, China, Colômbia e Estados Unidos. São, ao todo, 25 tutoras capacitadas para dar aulas particulares pela internet.

Foi desenvolvida uma plataforma pela qual o estudante seleciona a tutora, agenda o horário de preferência e participa da aula particular ao vivo. Os alunos se beneficiam ao terem aulas com falantes nativas do idioma por um preço competitivo e ainda ajudam as tutoras a retomarem a autoestima, recuperando o sentimento de esperança e dando propósito à vida delas.

Imagem mostra tutoras e criadores do Soulphia, plataforma que ajuda moradoras de rua de Nova York a se tornarem tutoras no ensino de inglês a distância

 

“Todas as tutoras voltaram a acreditar em si mesmas e mudaram de vida. Seis, de 25, já conseguiram deixar o abrigo para morar em casas próprias. Conseguimos atuar em duas frentes: a recuperação do protagonismo da vida dessas mulheres e na geração de renda, para que sejam, novamente, independentes”, afirma Tiago Soares, gestor da Soulphia.

O ponto de partida foi em um abrigo no bairro do Bronx, em 2017, com computadores do próprio local. Nessa primeira experiência, seis tutoras ministraram mais de 500 aulas, por 15 dólares cada, para cerca de 40 alunos. Hoje o Soulphia conta com estrutura própria, mas mantém sua essência ao impulsionar vidas e empoderar quem está em uma situação de vulnerabilidade.

 

Aprendendo uma língua ancestral

Qual é a origem de palavras que usamos no dia a dia, como moleque e caçula? Se você ficou curioso, o Alfabantu pode responder a essa pergunta. Criado pelos educadores Odara Dèlé e Edson Pereira, o aplicativo busca ensinar às crianças a língua falada pelo povo kimbundu, de Angola.

Por meio do app é possível conhecer nomes de animais, partes do corpo, números e saudações em kimbundu, que é apenas um dos mais de 2.000 idiomas falados no continente africano. A plataforma também aproxima as crianças da história, cultura e arte africanas, tão presentes dentro da própria cultura brasileira. Entrar em contato com a pluralidade da cultura africana é, também, conhecer o próprio Brasil.

A ideia para a criação do aplicativo, em 2017, veio com a percepção de que mesmo após a criação da Lei 10.639, em 2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira nos Ensinos Fundamental e Médio, não havia ainda material didático que aproximasse as crianças e os jovens de línguas africanas.

“Alguns dos obstáculos para colocar a Lei em prática era a falta de um material didático que representasse a população negra de forma positiva”, conta Odara Dèlé. Os criadores do Alfabantu enxergaram potencialidade ao juntar essa necessidade ao fato de crianças e adolescentes passarem muito tempo perto dos celulares.

Por meio de pesquisas realizadas na época do lançamento do aplicativo, eles chegaram à informação de que crianças entre 5 e 14 anos passam cerca de 80% do tempo livre em frente aos smartphones.

Imagem mostra mão de criança segurando um smartphone cuja tela mostra o aplicativo Alfabantu, que ensina o idioma kimbundu, de Angola

 

“Conseguimos aproximar a cultura africana das crianças e ainda aproveitar as possibilidades educacionais que a tecnologia nos dá”, completa a educadora Odara Dèlé.

A co-criadora do aplicativo acredita que essa união entre tecnologia e educação pode ser utilizada para diminuir as desigualdades sociais, raciais e de gênero. O objetivo é promover uma educação menos eurocêntrica e que combata o racismo. “Por estarmos online, nossa capilaridade pode ser mais rápida e com menos custos”, pondera.

E a adesão ao aplicativo foi rápida. Lançado em novembro de 2017, o Alfabantu somou 600 downloads até a primeira semana de dezembro daquele ano, com usuários no Brasil, Angola, Moçambique, Reino Unido, Polônia e Portugal. Hoje, o número de downloads já passa de 5.000.

O próximo passo é levar o empreendimento online às periferias e realizar formações tecnológicas para jovens. Em 2019 também deve ser lançado um livro bilíngue, em português e kimbundu, com os personagens que ilustram as lições do aplicativo, além de uma versão infanto-juvenil que ensine o idioma angolano por meio de jogos.

novembro 9th, 2018

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Três jovens, duas mulheres e um homem, se reúnem em volta de uma mesa. O rapaz, ao centro, usa óculos e camisa azul e está segurando um papel e uma caneta.

Mentoria, apoio jurídico e financeiro e acesso a investidores são algumas das atribuições destas instituições que fomentam os negócios de impacto social

Causar impacto positivo em uma comunidade, melhorar as condições de vida e a autonomia financeira de pessoas de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social e garantir um impacto ambiental reduzido são alguns dos objetivos dos chamados negócios sociais, iniciativas que não param de crescer no país.

Mas não basta ter uma grande ideia. Um estudo do Sebrae apontou que os negócios sociais, de maneira geral, encontram alguns desafios importantes: falta de capacitação em gestão e intervenção social, burocracia para conseguir crédito, falta de novos modelos de investimento e de cultura de relacionamento entre empreendedores e investidores.

Para contornar problemas do tipo, há iniciativas como incubadoras e aceleradoras, que apoiam empresas em estágio inicial ou na fase de desenvolvimento e expansão dos negócios. Essas organizações, que podem ser privadas ou públicas, oferecem desde instalação física e serviços de treinamento e mentoria, até acesso à rede de investidores e apoio jurídico, de marketing e de gestão e finanças.

A seguir, selecionamos algumas iniciativas que apoiam negócios sociais no país e podem ajudar a alavancar o seu empreendimento. Confira!

 

Pense Grande Incubação

O Pense Grande Incubação da Fundação Telefônica Vivo é voltado para jovens que possuem empreendimentos ou ideias de empreendimentos com impacto social, que buscam resolver alguma necessidade da comunidade e utilizam tecnologia digital. Ao longo de 10 meses, os participantes selecionados e seus respectivos projetos passam por mentorias, dinâmicas, vivências e também têm a chance de apresentar suas ideias em pitches para possíveis investidores.  Saiba mais!

 

Artemisia

Criada em 2004, a organização sem fins lucrativos é pioneira no Brasil. Já acelerou mais de 100 negócios sociais e capacitou outros 300 em diferentes programas. O programa dura seis meses e tem uma metodologia própria que ajuda os empreendedores selecionados a testar modelos de negócio e refinar o impacto social de sua solução em um ambiente de inovação, cocriação e mentoria.

 

Aceleradora Yunus Negócios Sociais

A unidade brasileira da Yunus Social Business (YSB), fundo global que transforma doações filantrópicas em investimentos em negócios sociais sustentáveis, oferece serviços de consultoria para empresas, governos, fundações e ONGs. Para ingressar no programa são avaliados critérios como urgência do problema social, solidez do plano de negócios e potencial de impacto da iniciativa.

 

Instituto Quintessa

O programa combina aceleração e conexão entre investidores e negócios sociais e tem como diferenciais customização das soluções, desenvolvimento pessoal do empreendedor, encontros semanais com mentores e amplo suporte. O Instituto também é responsável pelo Guia 2.5, que ajuda o empreendedor a descobrir as iniciativas mais adequadas para o seu estágio de negócio.

 

Impact Hub

Criado em Londres em 2005 para ser um espaço de trabalho colaborativo entre pessoas dispostas a mudar o mundo, o Impact Hub se tornou um programa em mais de 110 países do mundo. No Brasil, ele se define como um catalizador de causas, onde empreendedores, investidores, freelancers, ativistas, consultores e estudantes se encontram em diversas atividades. O programa de aceleração tem uma metodologia baseada na experiência vivida nos espaços físicos, além de entrevistas em profundidade com os empreendedores selecionados, mapeamento de tendências, diálogos em grupos e workshops de cocriação.

 

Black Rocks

A organização voltada para apoio e inserção da população negra no ecossistema de startups tem um programa de aceleração para empresas em fase inicial de desenvolvimento com alto potencial de impacto e escala. O programa oferece treinamento, apoio na validação com clientes, suporte de mentores especializados e acesso a investidores e parceiros estratégicos.

 

Aceleradora 2.5

Criada pelo INEI (Instituto Nacional de Empreendedorismo e Inovação), a aceleradora tem o objetivo de fomentar a cultura do empreendedorismo social inovador, desenvolver tecnologias/produtos/serviços sociais e promover o desenvolvimento econômico e sustentável da população brasileira.

 

Vale do Dendê

Lançada em novembro de 2017, a aceleradora seleciona startups que atuam com economia criativa e tecnologia, nos segmentos de moda, design, mobiliário urbano, turismo, tecnologia automotiva e games. É voltado especialmente para empreendedores localizados na periferia de Salvador, na Bahia.

novembro 7th, 2018

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Plataforma online de jogos que tem como objetivo reformular as relações de ensino e aprendizagem.

novembro 1st, 2018

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Startup social que conecta as empresas aos melhores jovens talentos das classes C, D e E.

novembro 1st, 2018

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Modelo de educação financeira que oferece serviços de consultoria financeira, cursos presenciais e online para pessoas físicas e pequenos empreendedores.

novembro 1st, 2018

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