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Conheça o MovaNos e o Biricutico, dois projetos que fazem a diferença na vida de muitos jovens da periferia no Rio de Janeiro e em Brasília

A arte e o desejo de que todos possam ter acesso à educação e à cultura motivaram a criação dos projetos Movanos e Biricutico, que serão apresentados em fevereiro no Pense Grande.Doc, série de documentários feita em parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura.

Ativismo criativo e empreendedorismo andam de mãos dadas no Movanos, criado pelos cariocas Hudson Batista, de 26 anos, e Lu Fortunato, 37 anos, na Vila Vintém, periferia do Rio de Janeiro.

No formato de uma casa de cultura, o espaço funciona como um movimento de arte e cultura, que utiliza a linguagem do teatro para fazer a diferença na vida de muitos jovens.

A ideia saiu do papel em 2015 e desde então permeia temáticas étnico-raciais até assuntos como empreendedorismo e pedagogia. “Falávamos sobre diversos tipos de preconceito, focando principalmente na questão racial”, complementa Hudson. Logo, os amigos perceberam era preciso pensar em algo maior para o futuro.

 

Apoio para expansão do projeto

Na imagem, jovens do projeto Movanos fazem uma dinâmica

 

Em 2016, a Movanos passou por um período de incubação no Pense Grande – programa da Fundação Telefônica Vivo voltado para jovens interessados em ampliar suas possibilidades de futuro, a partir do desenvolvimento de empreendimentos sociais.

Assim, a iniciativa encontrou outro objetivo: levar conscientização para dentro da sala de aula por meio de peças teatrais e atuar pela consolidação da Lei 10.639, que estimula o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana na rede pública.

Hoje atua com estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e privadas da zona oeste do Rio, utilizando uma metodologia chamada Jornada teatro-corpo.

 

Está aberto o edital de inscrição para a incubação do programa Pense Grande. Se você é jovem e tem uma ideia para empreender, um negócio social e iniciativa já em funcionamento, que busca resolver alguma necessidade de sua comunidade e utiliza tecnologia digital, essa é uma ótima oportunidade! Saiba mais e inscreva-se!

São 90 horas de formação no contraturno, período para atividades extras na escola, nas quais os alunos têm contato com jogos, discussões importantes e técnicas de atuação, respiração e meditação. Ao final do curso, produzem peças de teatro.

“Para nós foi muito importante esse processo de incubação do Pense Grande. Foi um ano em que fomos acarinhados. As metodologias, o tratamento com as nossas ideias e nossos negócios foi fundamental. Deram uma diretriz. Foi um divisor de águas na forma de empreender”, comenta Hudson Batista.

O grande desafio é fazer com que as pessoas deem valor ao trabalho realizado. “Empreender nunca é fácil, são muitos altos e baixos. Temas como o nosso são mais difíceis de obter resultados tangíveis, porque trabalhamos com a formação de pessoas“, pondera Hudson.

Biricutico na “veia”

Jovens integrantes do projeto Biricutico posam para foto

 

Os jovens João Carlos e Matheus Santana começaram a idealizar a Biricutico no final de 2017, em Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal.

“O Biricutico surge de uma urgência. Na periferia, muita gente não tem acesso a algumas coisas que para outras pessoas chegam de forma natural. Sempre tive essa necessidade e não fazia porque não existia esse espaço”, comenta Matheus.

Com a missão de levar conhecimento, empoderamento e emancipação para quem mora fora do centro, a dupla começou a promover ações e a criar eventos junto com quem é da periferia.

Passaram a produzir conteúdo e levar cursos e eventos culturais para diversas regiões periféricas, de modo a dar oportunidade de aprendizado, troca e desenvolvimento de competências a jovens de áreas afastadas do centro de Brasília.

O espaço de atuação do Biricutico é o Beco Underground, um galpão cedido por um patrocinador. Nos dois primeiros meses de operação, foram promovidas aulas de inglês e capoeira e um evento que reuniu batalhas de rap com poesia.

 

Quer saber mais sobre cada um desses projetos? Assista ao Pense Grande.Doc, que vai ao ar todas as quintas-feiras pelo Canal Futura e podem ser acessados pelo Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

Confira as datas de exibição de cada episódio em fevereiro:

07/02 – Empreende Aí

14/02 – Movanos

21/02 – Biricutico

28/02 – Instituto Alinha

fevereiro 15th, 2019

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Com oficinas, metodologia, incubação de negócios e produção de conteúdo, o programa celebra mais um ano inspirando jovens a empreender. Confira algumas histórias de quem teve a vida transformada pelo Pense Grande em 2018

O ano de 2018 foi de muito trabalho para os jovens que se engajam na jornada empreendedora. Isso porque não basta ter propósito e iniciativa. Tirar uma ideia do papel exige planejamento, estudo, elaboração de metas, organização e muita mão na massa. Seja com formação ou levando inspiração, o Programa Pense Grande da Fundação Telefônica Vivo também se mobilizou para apoiar aqueles que têm o sonho de mudar a comunidade com o desenvolvimento de negócios sociais.

Foram muitas novidades. Em setembro começou o Pense Grande.doc, uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura que traz 26 episódios com casos inspiradores de jovens empreendedores, como Jéssica Perereira, que tem Síndrome de Down e é dona e chef do Bellatucci Café, e Anna Beserra, cridora do dispositivo Aqualuz, que utiliza raios ultravioletas para limpar água e garantir o acesso à população de Valente, na Bahia. Até março, os episódios estão sendo exibidos às quintas-feiras, 22h15, no Canal Futura, além de ficar disponível no Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

O Pense Grande em 2018

  • 300 beneficiários;
  • 47 escolas trabalham com a metodologia Pense Grande;
  • 2 Escolas Técnicas – ETECs –  e 7 Faculdades de Tecnologia – FATECs incorporaram a metodologia no currículo escolar;
  • 34 mil jovens sensibilizados na oficina Pense Grande Se Vira;
  • Parceria com o Programa Acessa Campos, do Governo do Estado de São Paulo, e com o Programa VAITEC, da Prefeitura de São Paulo;
  • Lançamento dos conteúdos Podcast Pense Grande e Pense Grande.doc.

Em outubro, foi a vez de lançar o Pense Grande Podcast, que trouxe histórias de vida, dicas e desabafos de jovens que passaram pela jornada empreendedora. Beatriz Santos, dona do empreendimento de controle financeiro Barkus Educacional, incubado pelo Pense Grande em 2017, teve sua jornada retratada no documentário e participou de um dos episódios do podcast.

“O documentário é inspirador, tem um ar nostálgico de um exemplo a ser seguido. Já o podcast é mais prático por trazer experiências reais de como funciona empreender, com dicas direcionadas”, conta a jovem, que se consolidou como Embaixadora de Engajamento do programa. “As duas iniciativas são muito importantes para ajudar jovens empreendedores porque elas unem o que a gente mais precisa: inspiração e dicas práticas. Às vezes, na jornada empreendedora, bate uma vontade de desistir porque as coisas ficam difíceis. Ver exemplos de jovens que fazem o mesmo corre que você e pegar dicas práticas ajuda a dar aquele gás”, diz.

 

Amadurecimento dos negócios

Em 2018, 15 empreendimentos foram incubados pelo Pense Grande. Entre eles, o TecLar, uma plataforma gameficada de inclusão digital para idosos criada pela recifense Aline Omar, de 27 anos, após perceber os apuros do pai, de 77 anos, na fila do banco para pagar contas simples.

Aline Omar, do projeto TecLar e Embaixadora de Oportunidades da Rede Pense Grande, está usando óculos, blusa preta de alça e sorri para a foto.

Aline diz que a participação no programa foi fundamental para ampliar sua visão dos negócios. “Estamos na reta final da incubação e até agora o Pense Grande nos ajudou a fazer o MPV (Mínimo Produto Viável), criar estratégias, elaborar plano de negócios e de marketing, além das mentorias e do apoio financeiro para tocarmos os negócios”.

O envolvimento foi tanto que a jovem se tornou Embaixadora de Oportunidades da Rede Pense Grande, atuando na divulgação de editais para empreendedores, além de conteúdos inspiradores e informativos.

 

Questão de oportunidade

É comum ouvir de empreendedores que o melhor momento para tirar a ideia do papel é agora. Mas, para quem está resistente ou mesmo inseguro, existem algumas maneiras de simular situações que podem aparecer pelo caminho. Um exemplo é o jogo Se Vira, que mescla conceitos de RPG com situações da vida real e  é um sucesso nas oficinas do Pense Grande.

O paulistano Marcos Dias Bonfim, de 19 anos, teve contato com o jogo há alguns meses na ESPRO – Ensino Social Profissionalizante, onde estuda administração. A participação foi determinante para que ele encontrasse caminhos para profissionalizar o empreendimento que tem com o sócio, Fabio Gonçalves da Silva, de 36 anos.

Desde 2016, eles mantém o Projeto Vila em Progresso, que prevê o acesso à educação, cultura e recreação para crianças e jovens de até 24 anos da Vila Progresso, comunidade de extrema vulnerabilidade social da zona leste de São Paulo. Através de doações, ações de voluntários e recursos próprios, o espaço oferece cursos de inglês, informática, programação, empreendedorismo, direitos humanos, reforço escolar, oficinas de autoconhecimento, reciclagem, fotografia, entre outros. Já são mais de 100 crianças e jovens atendidos.

“Nossa meta é sair da informalidade e arrumar novas parcerias. O Pense Grande nos mostrou o caminho para que nosso empreendimento se tornasse mais confiável”, relata Marcos.

Fabio complementa: “A participação no programa criou um desejo ainda mais forte de dar oportunidades às crianças e jovens, para que não fiquem em situação de rua e nem que sejam aliciados pelo tráfico, prostituição e outros males que rodeiam a comunidade. Sonhamos em ver nossos jovens perseguindo seus sonhos”.

 

Escola também é lugar de empreendedorismo

A ETEC Doutora Ruth Cardoso, em São Vicente, foi uma das que incorporou a metodologia Pense Grande na grade curricular dos segundos anos do Ensino Médio, com o objetivo de ajudar estudantes a desenvolver competências empreendedoras. A iniciativa foi um sucesso, com vantagens para a escola, que fortaleceu o relacionamento com os alunos, e para o engajamento de professores e alunos.

A diretora Kelly Renata Mariano da Silva Senne lista algumas mudanças percebidas após a inclusão da metodologia. “A capacidade de organização, tanto das atividades, do material, do tempo e da divisão de tarefas, foi bem perceptível. O trabalho coletivo e o respeito entre a turma também se intensificaram. Muitos estudantes melhoram a capacidade de expressão oral”. Ela também ressalta maior engajamento com as ações voluntárias que já são tradição na ETEC, como visita a lar de idosos e creches.

A professora da ETEC Irmã Agostina e vencedora do Demoday Formação de Professores do programa Pense Grande, Renata Borges, está usando blusa azul clara de mangas curtas, cabelos compridos soltos e sorrindo para a foto.

A professora Renata Borges, que leciona Gestão de Pessoas no curso de Administração da ETEC Irmã Agostina, de São José dos Campos, observa que jovens que participam de programas que fomentam empreendedorismo e inovação desenvolvem competências que os deixam mais preparados para a vida, como dinamismo, autoconhecimento e resiliência. “O Pense Grande oferece uma escolha que vai além do que está ali disponível no mercado de trabalho”, diz.

Por acreditar no potencial do ensino de empreendedorismo, ela resolveu participar do primeiro Demoday Formação de Professores, que aconteceu em dezembro de 2018 com o objetivo de mostrar como a cultura empreendedora também serve de inspiração para novas metodologias de ensino e aprendizagem. “Fiquei muito empolgada com a possibilidade de ter acesso a conteúdos atuais e que melhorem a minha atuação docente”.

O que ela não esperava era que seu projeto ficasse em primeiro lugar, dentre os 26 participantes. A proposta do empreendimento criado por ela, batizado de Espaço Zen, era oferecer ambientes confortáveis e acolhedores para alunos por meio da reutilização, reaproveitamento e reciclagem de materiais, como pufes feitos com pneus de carros.

Segundo a educadora, duas coisas foram determinantes para sua vitória: “A dedicação às oficinas, sempre relatando no diário de bordo o aprendizado das atividades propostas, e a humildade para aprender”, diz a professora.

“A maior vantagem de participar da iniciativa foi confirmar a percepção de que posso sempre aprender com meus alunos. Essa prática empática de me colocar no lugar deles, de pensar como eles se sentem quando participam de programas como esses, o que eles são capazes de realizar foi muito importante para o meu desenvolvimento pessoal e profissional”.

Mão na massa e engajamento

Se os professores tiveram o primeiro contato com o Demoday em 2018, os estudantes estão mais do que acostumados com o evento, que marca o encerramento do Pense Grande. A 5ª edição aconteceu em novembro, celebrando a participação dos dois mil jovens formados pela metodologia ao longo do ano nas ETECs e FATECs de São Paulo.

Na ocasião, os dez melhores empreendimentos foram selecionados entre 130 projetos para disputar o 1º lugar, que foi conquistado por alunos da ETEC Albert Einstein, da região norte de São Paulo. Criado por Beatriz Adas, de 16 anos, Júlio Rubio e Milleny Saud, de 15 anos, o EcoCrie é um aplicativo que ensina a criar brinquedos a partir de materiais recicláveis. O app também propõe maior tempo de qualidade entre pais e filhos, já que disponibiliza vídeos e oficinas de conscientização e cultura maker.

“Nós aprendemos muita coisa com o projeto, mas o principal foi resolver grandes problemas a partir de pequenos atos”, conta Milleny. “Essa é uma experiência que meus colegas e eu vamos levar para toda a vida. Cada etapa do processo do Pense Grande valeu muito a pena”, conclui a jovem, que após a participação no programa, considera virar empreendedora.

janeiro 14th, 2019

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Conheça o Social Brasilis e o Librol, duas iniciativas que terão suas histórias contadas no documentário Pense Grande.Doc, uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura.

Aos nove anos de idade, a garota Emanuelly Oliveira, resolveu em ajudar famílias e crianças subnutridas na cidade Quixadá-CE, localizada no semiárido sertão cearense. Tendo sua mãe como grande inspiração, ela começou a organizar visitas e doações de cestas básicas para sua comunidade.

A iniciativa foi se desenvolvendo na adolescência até culminar na primeira configuração do que viria a ser seu negócio social. O objetivo era ir além do assistencialismo, deixando um legado a partir da educação e integração da cultura local. Hoje, Emanuelly Oliveira é educadora da rede pública do estado do Ceará e fundadora do projeto Social Brasilis. Aos 31 anos, ela tornou-se um exemplo para outros jovens de como ser um empreendedor social.

Depois de ter participado do programa Geração Muda Mundo da organização Ashoka, aos 18 anos, a jovem foi cursar Letras na Universidade Federal do Ceará e quis aprofundar sua experiência com a educação. Foi como professora da rede pública que ela descobriu a porta de entrada para o empreendedorismo.

A jovem conta que foi através dos conhecimentos adquiridos no Social Good Lab e no ano seguinte, quando resolveu inscrever o projeto no Programa Pense Grande e participou da incubação durante 10 meses, que o projeto se desenvolveu. “A história do SB se divide em antes e depois do Pense Grande. Eu acredito que se não tivéssemos passado pelo programa, a gente não teria esse nível de maturidade que temos enquanto negócio e equipe”, afirma a empreendedora.

Atualmente, o Social Brasilis desenvolve programas educacionais que prepararam as pessoas para novas abordagens no mercado de trabalho e na comunidade, através de uma plataforma digital personalizada.

Na imagem, Emanuelly Oliveira do Social Brasilis fala em um microfone durante apresentação.

“As pessoas realizavam ações interessantes nas periferias e não tinham acesso à tecnologia e às redes sociais para divulgar o trabalho que faziam. Ninguém de fato conhecia o que o bairro tinha para oferecer” afirma Emanuelly Oliveira.

Traduzindo realidades

Foi a partir da observação da realidade de sua comunidade no interior da Bahia, que Raíra de Carvalho (22) também encontrou motivação para empreender. Em 2013, aos 16 anos, a jovem de Vitória da Conquista e então estudante do curso técnico de Informática no Instituto Federal da Bahia, interessou-se em saber mais sobre o processo desgastante de aprendizagem de um colega de classe com deficiência auditiva.

Ele não conseguia ler a prova e responder sem o auxílio da tradutora. Quando ela não estava, ele ficava completamente perdido, pois o português que ele traduz através das Libras é muito diferente do usado pelo professor em sala de aula”, conta a jovem que, incomodada com essa lacuna, procurou a tradutora do colega para entender o processo.

Com a ajuda de mais dois outros colegas e um professor, nasceu o protótipo do Librol. Utilizando textos trabalhados dentro da sala de aula, os jovens encontraram padrões na maneira de traduzir a linguagem de Libras para o português, como os verbos sempre no infinitivo, ausência de conjunções a e simplificação de conceitos.

A princípio, a ideia era diminuir a evasão escolar de pessoas com deficiência auditiva, tornando o ambiente mais inclusivo e o acesso à informação igualitário a partir da instalação de um software nos computadores da escola. Criar um empreendimento social não estava nos planos; o grupo se separou e Raíra só retomou o projeto em 2015, quando notou a repercussão da iniciativa.

 

Aprendendo a empreender

Mas afinal, o que é ser um empreendedor social? Para os jovens fundadores de duas iniciativas de impacto, inclusão é palavra chave. Além de ser um negócio bem sucedido, para o Social Brasilis e o Librol, a motivação, a observação e o compartilhamento são indicadores mais representativos em uma trajetória marcada pelo desenvolvimento social.

Na imagem jovem  do projeto Librol fala para uma câmera durante gravação do documentário Pense Grande.Doc

Em 2018, mais de 3200 pessoas foram impactadas diretamente pelo Librol e 31 mil pessoas consumiram o conteúdo orgânico indiretamente.

Raíra só teve seu primeiro contato com esse universo no ano de 2015, quando apresentou a ideia na Campus Party e foi premiada. Desde então, juntou-se com colegas da universidade, André Ivo (20) e Jennifer Brito (23), para somar conhecimentos ao projeto, desenvolvendo um software adaptável aos sistemas operacionais mais diversos, funcionando em formato de aplicativo gratuitamente.

Já Emanuelly não se enxergava como empreendedora social e tampouco seu projeto como negócios. “O Social Brasilis de hoje é uma releitura do que seria o projeto que pensei na adolescência e representa um amadurecimento”, conclui a educadora.

Quer saber mais? A trajetória empreendedora das iniciativas serão contadas no Pense Grande.Doc. O documentário é resultado de uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura com o objetivo de estimular a produção audiovisual de jovens talentos brasileiros. Os episódios sobre o Social Brasilis e o Librol vão ao ar, respectivamente, nos dias 10 e 24 de janeiro, às 22h15. Acompanhe!

janeiro 8th, 2019

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Escola profissionalizante e prática para jovens de baixa renda.

dezembro 28th, 2018

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Aulas de informática básica, internet e smartphone para a pessoas da terceira idade, afim de promover a inclusão digital para idosos.

dezembro 28th, 2018

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Imagem foca as mãos de uma pessoa segurando uma armação da Preza em uma mão e as lentes do óculos em outra. A marca tenta reduzir o impacto ambiental.

A Preza investe nos conceitos de cultura maker para incentivar o consumo consciente

Em 2014, Rodrigo Cury e Martina Sable, dois estudantes universitários de Porto Alegre (RS) decidiram lançar oficialmente um modelo de óculos no qual trabalharam durante todo o ano anterior. Unindo cultura maker e sustentabilidade, a marca de óculos Preza surgiu com o ideal de colocar em circulação no mercado produtos exclusivos, feitos de madeira revisitada e minimizadores de impacto ambiental.

Com o salário de estágio e uma bolsa-auxílio de iniciação científica, os jovens passaram a investir sozinhos no maquinário necessário para a produção dos óculos. Mês a mês, economizaram para adquirir as peças, usando shapes de skates como matéria-prima para a concepção do design.

“Desenvolvíamos os óculos à mão, na cozinha de um apartamento que estava desocupado. Montamos nossa pequena oficina ali, onde produzíamos cerca de 20 óculos por mês”, conta Rodrigo, de 26 anos.

Sobre o processo inicial de produção, Rodrigo diz que não se viam como empreendedores sociais. “Na época, não nos identificávamos com a figura de alguém ligado a tecnologia e frequentador de eventos de networking. Para nós, essa pessoa não estaria em uma cozinha cheia de pó, produzindo em pequena escala”.

Mas foi justamente essa aproximação com os conceitos da cultura do “faça você mesmo“ e a preocupação com as matérias-primas utilizadas que fez da Preza um negócio social em desenvolvimento. Quando os dois sócios decidiram apresentar os produtos para os amigos e fazer um evento de lançamento na cidade, a proposta passou a chamar atenção de empresas consolidadas.

 

Parcerias colaborativas

Uma vez engajados no lançamento da marca, as oportunidades de parcerias que surgiram, tornaram-se prioridade. Os sócios fecharam negócio com uma fábrica de móveis local, a  Aristeu Pires, como fornecedora de matéria-prima. São dos resíduos industriais da marcenaria, que a Preza tira o material para produção dos óculos.

Outra parceria colaborativa foi a proposta da Enzo Milano, marca de circulação nacional, que se interessou pelos valores difundidos pela Preza. Inicialmente, a empresa solicitou uma demanda de 1.000 unidades para integrar à sua coleção. Sem a estrutura necessária para produzir em larga escala, a startup negociou 100 unidades, que foram vendidas pela Milano em menos de um mês.

Foi então que Rodrigo e Martina perceberam a necessidade de expandir os recursos e sugeriram um modelo de negócio colaborativo de co-criação e distribuição das coleções. A Enzo Milano e a Preza lançaram juntas modelos que uniram a proposta sustentável e o reconhecimento de mercado.

Atualmente, a equipe conta com 10 pessoas na produção interna, colaboradores de serviços terceirizados para a laminação e mantém a escala pequena em comparação ao segmento de mercado ótico. “Pretendemos manter essa exclusividade, fazer os óculos à mão e numerando cada novo modelo”, afirma Rodrigo.

“Queremos valorizar todos os parceiros da cadeia produtiva, utilizar resíduos que não degradam o meio ambiente e incentivar empresas locais”, resume Rodrigo Cury.

 

Impacto ambiental e social 

As preocupações com um modelo de negócio inovador e consciente não terminam por aí. A Preza já realizou ações integradas a causas socioambientais e pretende dar continuidade a essas iniciativas em 2019.

Imagem foca as mãos lixando uma armação da Preza. A marca tenta reduzir o impacto ambiental.

“O design tem o poder de desenhar produtos e colocar no mercado ideias que modifiquem a cultura material”, acredita Rodrigo. Para o empreendedor, o impacto ambiental e social estão intrinsecamente ligados. “O nosso papel é transformar socialmente o mundo a partir do consumo consciente. Essa é a razão de existir da Preza”, diz.

Em 2016, a marca lançou um kit colaborativo com o artista Xadalu. O objetivo foi reverter os lucros para ajudar a aldeia Tekoa Pindó Poty, localizada na região de Porto Alegre, no plantio de mudas de Kurupi, árvore nativa da Mata Atlântica e essencial para produzir as esculturas que movimentam a economia da aldeia.

Para o próximo ano, a Preza planeja uma ação em conjunto com a Re.Turn, empresa que trabalha com o desenvolvimento de projetos sociais na região, para levar a cultura do empreendedorismo de impacto para escolas de comunidade de vulnerabilidade social no Rio Grande do Sul.

Acessórios sustentáveis

 Idealizadora do Badu Design, Ariane Santos, posa para foto ao lado de mulheres.

Seguindo a mesma tendência de misturar design, cultura maker e economia criativa, a startup curitibana Badu Design nasceu com o propósito de reduzir o impacto ambiental por meio da produção de materiais de papelaria artesanal, acessórios, decoração e bolsas que utilizam resíduo têxtil industrial.

Além de investir em produtos sustentáveis, a iniciativa idealizada pela empreendedora Ariane Santos também oferece capacitações e compartilhamento de técnicas artesanais dentro do design.  A ideia é facilitar o processo criativo e consciente de negócios que têm a intenção de partir pelo mesmo caminho.

dezembro 14th, 2018

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Monique Evelle está olhando para a câmera, com os braços cruzados. Ela tem cabelos compridos trançados e está vestindo uma blusa de manga comprida vermelha.

Jovem reconhecida pela Forbes, criadora de conteúdo e idealizadora de negócios, como o Desabafo Social, faz alertas e dá referências a quem quer empreender

Eu poderia começar compartilhando todas as vezes que tentei desistir. Mas, optei por falar em possibilidades, até porque desistir não se restringe única e exclusivamente ao empreendedorismo. E, em um contexto como o nosso, precisamos de mais pessoas que sejam positivas e propositivas. Por isso, trago aqui dois cenários do empreendedorismo: o liderado por pessoas negras e o liderado por pessoas da periferia.

Diante de alguns avanços no que diz respeito a debates raciais e de gênero no Brasil, é para comemorarmos o cenário onde os negros são a maioria dos empreendedores, totalizando cerca de 11 milhões. Mas, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) realizada a partir de processamento dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o rendimento médio de empreendedores negros e negras passou de R$ 612,00 para R$ 1.039,00 por mês, enquanto que o de brancos subiu de R$ 1.477,00 para R$ 2.019,00.

Essa conjuntura da escassez já existe e é indiscutível. Mas, se olharmos pelo ângulo da abundância, outros cenários estão sendo construídos com a emergência e a sustentabilidade de diferentes negócios liderados por pessoas negras, criando novas perspectivas e potencializando suas ações.

No setor financeiro, temos a Conta Black, a primeira fintech de propriedade de pessoas negras no Brasil, como forma de solução para os pedidos de créditos negados em bancos e inclusão social e financeira da população sem conta bancária. É uma conta digital, criada por Sérgio All e Fernanda Ribeiro, que se propõe a resolver o desafio da população sem conta bancária, consequentemente, sem educação financeira, também responsável pela desigualdade social e estagnação econômica da população negra e pobre.

Quando vamos para a área de moda, temos o Clube da Preta, a primeira fashion box exclusiva de moda afro. Em menos de um ano de operação mais de 800 produtos de afroempreendedores já foram distribuídos. A empresa funciona como clube de assinatura, onde o consumidor pode aderir a planos mensais ou anuais e receber seus produtos em casa. Cada produto é personalizado de acordo com os gostos dos clientes, identificados com pesquisa prévia. Em breve, terão espaço e estão estudando a possibilidade de gamificação a partir da tecnologia digital para os consumidores.

Se imergimos um pouco na história de vida desses empreendedores citados anteriormente, é semelhante, senão igual, à maioria das histórias de brasileiros que vivem nas periferias da Zona Leste de São Paulo, de Cajazeiras em Salvador e da Rocinha no Rio de Janeiro. É importante termos e conhecermos exemplos incríveis e concretos de pessoas que se parecem com a gente para não viciarmos o discurso da impossibilidade de fazer algo e não deixar esse pensamento nos paralisar.

Agora é o momento que você me pergunta: “Tudo bem, Monique, mas como começar a empreender e ser uma dessas referências?”.

É justo perguntar! Talvez, eu nem consiga responder uma pergunta como essa. Mas, trago alguns alertas para você que já iniciou ou quer iniciar sua jornada empreendedora.

O primeiro alerta vem da frase de Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora:

“Onde vivem, o que comem as pessoas que, mesmo existindo 100 negócios iguais, criam 101, achando que o seu é super, mega diferente?”.

Muitas vezes, fazemos um esforço tão grande para criarmos algo totalmente igual ao que já existe. Já parou para pensar se você não está fazendo isso também? Você sabe por que você quer fazer o que quer fazer? Por que você quer continuar com seu projeto ou negócio? Sua ideia vale o esforço e a energia?

O segundo alerta vem do filme Regeneração, dirigido por Humberto Carrão:

“Todo mundo gosta de um bom filé, mas ninguém quer ver o boi sendo morto”.

Na verdade, essa frase é uma adaptação do que eu sempre digo:

“Nunca compare seu início com o meio de ninguém”.

Já parou para pensar que queremos sucesso a curto prazo e que não enxergamos o processo, apenas o resultado final?

Só no dicionário que a palavra sucesso vem antes de trabalho. Empreender não é simples, mas é possível. Em qualquer área de atuação das nossas vidas, teremos desafios. No empreendedorismo não é diferente.

Sabendo disso, você pode se preparar. Não se deixe enganar que empreender é só talento. Também são estudos para garantir que seu projeto ou negócio continue em pé.

Por isso, comece descobrindo ferramentas gratuitas que vão te ajudar no dia a dia do seu negócio, como o Canva.com (site de ferramentas de design gráfico), o Appear.in (plataforma on-line que permite que você faça videoconferências sem baixar nenhum programa), o PowToon (site para criar vídeos com animações profissionais), o Sebrae Canva (plataforma para desenhar seu modelo de negócio) e o Guia Bolso (aplicativo que gerencia sua vida financeira).

Aproveite para consumir conteúdos de inovação e negócios como os dois TEDx que fiz (O mito de ser feliz fazendo o que ama e O potencial inovador das periferias), ouvir podcasts como o Braincast, o Pense Grande Podcast da Fundação Telefônica Vivo, o CBN Professional e o Producast.

Ou então, siga outros empreendedores nas redes sociais para aprender e conversar com eles, como Matheus Cardoso (Moradigna), Adriana Barbosa (Feira Preta), Ana Paula Xongani (Xongani), Tony Marlon (Historiorama), Mariana Stabile (Sharp), Marco Gomes (Boo-Box), Monique Moraes (Su casa, Mi Causa), Lua Leça (LinkArt) e muitos outros.

Empreender é uma jornada. Abra mão do ego para fazer seu projeto ecoar, enxergue pessoas mais como parceiras do que como concorrentes e, principalmente, entenda que referência não é cópia e que você não terá resultados daquilo que não produz.

dezembro 13th, 2018

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Zé Pimenta e Kiko Kislansky, criadores da Euzaria, um dos destaques do Pense Grande.Doc, estão usando camisetas estampadas marca.

Empresa que ajuda na recuperação do movimento de pacientes e iniciativa que financia a educação de jovens por meio da moda são destaques do documentário

O uso da tecnologia para recuperação de pacientes e o investimento de recursos da moda para a educação são missões dos projetos Neurobots e Euzaria, destaques do Pense Grande.Doc em dezembro. O documentário exibe semanalmente cases de jovens empreendedores e é fruto de parceria entre o Canal Futura e a Fundação Telefônica Vivo.

Se antes o controle da mente era considerado um superpoder restrito a filmes e quadrinhos, o desenvolvimento da ciência tornou isso possível. É nesse cenário que surge a Neurobots para ajudar pacientes a reaver os movimentos perdidos após um acidente vascular cerebral (AVC).

A ideia para o projeto surgiu a partir da experiência do estudante de engenharia mecânica, Vitor Hazin, de 26 anos, que em 2015 partiu para um intercâmbio e estudou robótica na University of Reading, na Inglaterra. O jovem entrou em contato com a tecnologia chamada Interface Cérebro-Máquina, que reproduz o controle de movimentos pelo cérebro.

“Fiquei alucinado com a ideia e resolvi tentar desenvolver algo nessa área”, conta Hazin, que criou um protótipo de braço robótico controlado pelo cérebro, alcançando boa repercussão na mídia. “Muitos pacientes entraram em contato comigo para saber mais sobre essa tecnologia. Foi quando percebi que poderia transformar um projeto de faculdade em algo de fato útil”.

De volta ao Brasil, o jovem trouxe o equipamento para Recife, sua cidade natal, e formou uma startup. Com a ajuda do colega Júlio César Dantas, de 23 anos, com quem já havia trabalhado no programa estudantil Baja Sae Brasil, pensaram o conceito e fizeram um planejamento para levar aos pacientes tratamento personalizado com a ajuda da Neurobot.

 

Expansão do projeto

Zé Pimenta e Kiko Kislansky, criadores da Euzaria, um dos destaques do Pense Grande.Doc, estão usando camisetas estampadas marca.

 

Além de Vitor e Júlio, a equipe da Neurobots conta com outras cinco pessoas para inserir a tecnologia no mercado. A startup contou com capital semente privado e também fomento público através de programas de aceleração. Isso sem contar os testes em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco, onde realizaram uma pesquisa com 24 pacientes.

“O que mais nos incentiva é a vontade de fazer a diferença na sociedade, trazendo algo que impacte nacional e internacionalmente”, acrescenta Hazin sobre a expectativa para o ano de 2019, quando pretendem lançar o equipamento em clínicas de reabilitação. “Utilizando nosso exoesqueleto em conjunto com técnicas de reabilitação, esperamos que clínicas consigam potencializar a recuperação dos pacientes”.

O Pense Grande.Doc vai detalhar o funcionamento da tecnologia e a trajetória da Neurobots em episódio que vai ao ar dia 27/12, às 22h15, no Canal Futura. Após exibição, você pode assistir, na íntegra, pelo Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

 

Euzaria e a moda consciente

Em dezembro, o Pense Grande.Doc mostra também uma solução viabilizada por meio da economia criativa: a marca de camisetas Euzaria reverte o lucro das camisetas para a educação de jovens da periferia.

A ideia surgiu a partir da iniciativa de Zé Pimenta, 33 anos, que cresceu na comunidade de Santo Amaro, em Salvador-BA, e expandiu fronteiras após realizar um curso de desenho em quadrinhos oferecido por uma ONG, descobrindo no design uma área de atuação.

“Quando a gente cresce em uma comunidade, ou desenvolve algo muito positivo ou encontra outros caminhos, entre aspas, mais fáceis”, conta o sócio da Euzaria. “Me envolvi com trabalhos dentro da própria ONG e o social passou a fazer sentido no meu caminho”.

Trabalhando em uma agência de publicidade conheceu Kiko Kislansky, de 27 anos, insatisfeito com modelos tradicionais de negócios. Reunindo referências de estudo no exterior e unindo esforços com o amigo, passaram a confeccionar estampas de camisetas com mensagens positivas. Daí nasceu a Euzaria, que se consolidou com o sistema de doar uma camiseta para cada venda realizada.

“As camisas são uma forma de vestir o que você acredita. Por isso as estampas trazem mensagens para o mundo, que refletem valores”, acrescenta Zé. A iniciativa se aproximou de moradores de rua e foi por meio deles que reposicionou sua atuação.

O episódio do Pense Grande.Doc do dia 13/12 vai contar a trajetória da marca, que passou a investir em educação, custeando um dia de aula de jovens do Instituto Aliança, que atua com adolescentes de 12 a 17 anos no enfrentamento à violência social.

 

Pense Grande.Doc

Quando? Quintas-feiras, às 22h15

Onde assistir?  Canal Futura e reprise no Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

Episódios de dezembro:

06/12 – Dobra

13/12 – Euzaria

20/12 – Minerva

27/12 – Neurobots

dezembro 12th, 2018

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Democratização do acesso às ferramentas gerenciais para tornar o terceiro setor mais eficiente.

dezembro 4th, 2018

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A imagem mostra grupo de 50 professores enfileirados durante o Demoday. Formação do Pense Grande aliou o ensino de empreendedorismo à construção de aulas

Demoday Formação de Professores – Pense Grande leva a atitude empreendedora para a prática do ensino de educadores

Como a atitude empreendedora pode contribuir para práticas pedagógicas de professores em sala de aula? Essa é a pergunta que cerca de 50 professores de Escolas Técnicas do Estado de São Paulo (ETECs) e de Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATECs) se propuseram a responder. A formação que alia o ensino de empreendedorismo à formação dos professores integra o programa Pense Grande.

Desde 2013, essa iniciativa da Fundação Telefônica Vivo já apoiou mais de 50 mil jovens no desenvolvimento de empreendimentos sociais. Mas, no dia 1° de dezembro, foi a vez dos professores mostrarem como a cultura empreendedora serviu de inspiração no desenvolvimento de novas metodologias para suas aulas.

O primeiro Demoday Formação de Professores – Pense Grande, ocorreu na ETEC Doutora Ruth Cardoso, em São Vicente, no litoral de São Paulo, marcou o encerramento da formação iniciada neste segundo semestre e reuniu a apresentação de projetos ou didáticas para sala de aula de professores de várias instituições.

O diálogo entre a metodologia Pense Grande e o papel do professor surgiu a partir de uma sugestão dos próprios gestores das ETECs e FATECs, como conta Mônica Mandaji, consultora do Instituto Conhecimento para Todos, parceiro executor da formação.

“Alguns alunos das instituições onde os professores trabalham já passaram pela formação do Pense Grande. Como foi um trabalho muito transformador, os diretores e coordenadores pediram para que fosse a vez dos educadores conhecerem mais de perto a atitude empreendedora. É como se agora eles pudessem estar em sintonia e falar a mesma língua. Com a formação, os professores podem desenvolver novas metodologias e uma nova mentalidade sobre a forma de ensinar”, considera Mônica.

Chegou a hora do Demoday!

No grande dia das apresentações, entre 26 projetos, 9 seguiriam para a etapa final. Nela, os professores mostraram seus objetivos em um pitch de cinco minutos, falando se os projetos já foram validados em sala de aula ou como pretendem executá-los.

Assim como no demoday dos alunos de ETECs e Fatecs, os jurados selecionaram os três melhores, de acordo com os critérios de inovação, viabilidade, uso de tecnologia (digital ou não), impacto no aprendizado, clareza na apresentação e processo de desenvolvimento.

Estudos de sistemas operacionais, desenvolvimento de competências comportamentais entre alunos de enfermagem, criação de jogos e soluções para diminuir a evasão escolar foram algumas das temáticas apresentadas.

O primeiro lugar ficou com o Espaço Zen, que busca oferecer ambientes mais confortáveis e acolhedores para os alunos por meio de reutilização, reaproveitamento e reciclagem de materiais. O objetivo é a produção de puffs feitos com pneus de carros.

Na imagem, os professores do projeto Espaço Zen estão enfileirados durante a premiação do Demoday.  A formação do Pense Grande aliou o ensino de empreendedorismo à construção de aulas.

Renata Borges, professora na ETEC Irmã Agostina e uma das criadoras do projeto vencedor, considera que a trazer o ensino de empreendedorismo para a formação dos professores transformou a prática dos educadores.

 

“Durante os quatro meses de formação do Pense Grande, entramos em contato com metodologias atuais, que podem ser aplicadas no dia a dia em sala de aula. Também tivemos certeza de que o aluno precisa ser o protagonista de seu processo de aprendizado e que isso só é possível quando os desafiamos a transformar o conhecimento em habilidade e atitude”, declara Renata.

 

Para o professor Monteiro, coordenador de projetos do Centro Paula Souza, a pluralidade de temáticas, metodologias, áreas de atuação e instituições envolvidas no Demoday dos Professores reforça que “o papel do professor no século XXI é diferente. Ele atua como um mediador entre o aluno e o conhecimento, sendo que o conteúdo precisa fazer sentido para todas as partes. Encontrar os meios para tornar os estudantes protagonistas, formando novas lideranças para o Brasil, é uma tarefa que passa pelas nossas mãos”, considera.

A imagem destaca o projeto Espaço Zen em primeiro lugar entre os premiados do Demoday de formação do Pense Grande que levou o ensino do empreendedorismo a professores.

 

Inversão de papéis

O Demoday também possibilitou que alunos formados pelo Pense Grande integrassem a banca avaliadora para selecionar os projetos finalistas.

A diretora da ETEC Doutora Ruth Cardoso, Kely Renata da Silva, considera que a metodologia Pense Grande trouxe novas formas de pensar o ensino, possibilitando maior abertura dos educadores para o uso de tecnologia em suas práticas.

“A cultura empreendedora precisa estar mais presente em sala de aula. Às vezes percebemos os alunos desenvolvendo projetos altamente inovadores e os professores precisam compartilhar desse pensamento para estarem mais próximos deles. A formação deu tão certo na ETEC que, em 2019, o tema empreendedorismo vai ser abordado no currículo, dentro da disciplina Projeto Técnico-Científico”, revela.

A imagem, professores estão sentados em grupos durante o Demoday de formação do Pense Grande que levou o ensino do empreendedorismo a professores.

O caminho para empreender

A cada mês um eixo temático da metodologia do Pense Grande foi trabalhado no ensino de empreendedorismo na formação dos professores.

A etapa “Indivíduo”, buscou refletir sobre o papel do educador, momento de ouvir receios sobre a construção de práticas de aprendizagem e de sugerir a articulação de práticas empreendedoras em sala de aula.

Num segundo encontro, o foco foi “Empreendedorismo e Tecnologia”. Por meio da cultura hacker, cultura maker e gambiarra, os educadores viram como podem ajudar os alunos a se tornarem desenvolvedores de tecnologias e não apenas consumidores.

O terceiro eixo temático trabalhado foi “Comunidade”, para estimular a reflexão sobre como problemas em suas áreas de atuação estão relacionados a desafios globais, tendo como base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU.

O último encontro, na ETEC Doutora Ruth Cardoso, tratou do tema “Oportunidades”, com compartilhamento dos pitches pelos professores e a avaliação pelos jurados.

dezembro 4th, 2018

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Na imagem os quatro integrantes do TIPMES, que promove a saúde de idosos, estão sorrindo e posando para foto em evento.

TIPMES, desenvolvido por alunos de ETEC em Franca-SP, busca trazer mais segurança e qualidade de vida para pessoas idosas

O envelhecimento da população é uma tendência mundial e o aumento da expectativa de vida, proporcionado por fatores como a melhoria das condições de saúde de idosos, faz com que essa parcela da população desenvolva novas necessidades para levar uma vida mais longa e com maior qualidade.

Somente no Brasil, entre os anos de 2012 e 2017, o número de idosos cresceu cerca de 18%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que mais de 30 milhões de brasileiros fazem parte do grupo de pessoas que estão acima dos 60 anos de idade.

Entre os idosos brasileiros, 56% são mulheres, o que significa, aproximadamente, 17 milhões de pessoas.

Já os homens compõem 44% do grupo, algo em torno de 13,3 milhões de brasileiros. Segundo dados do IBGE.

Atentos a essa demanda e orientados pelo professor Washington Souza, Pedro Paulo Mercurio, Leonardo Faleiros, Matheus Henrique Rodrigues e Paolo Ubiali, alunos do curso técnico de informática da ETEC Doutor Júlio Cardoso, em Franca-SP, criaram uma forma de auxiliar idosos em casos de emergência: o TIPMES.

E a iniciativa já foi reconhecida! Em julho, o grupo ficou no segundo lugar com o pitch apresentado no Demoday 2018 do Pense Grande, programa feito em parceria com o Impact Hub e o Centro Paula Souza (CPS). Os empreendedores foram premiados com mentoria e ganharam uma vaga para expor o projeto no TEDx Impact Hub.

 

Situação em família motivou o projeto

Além de atender a tendência mundial de envelhecimento da população, a motivação para o TIPMES veio após um episódio com um familiar de um dos idealizadores.

“Em 2017, a minha avó estava em casa, caiu e se machucou. Por sorte ela não estava sozinha e a família pôde atendê-la rapidamente, levando-a a um hospital. Mas, e se não tivesse ninguém em casa? Como teriam sido as coisas?”, indaga Pedro Paulo Mercurio.

O nome do projeto é uma sigla em inglês. A tradução é Pingente de Sistema Emergencial Portátil e, na prática, é um aparelho que constrói pontes entre pessoas idosas que estejam passando por alguma dificuldade, de saúde ou segurança, com amigos, familiares e hospitais de emergência.

A ideia central do TIPMES é melhorar a saúde de idosos, proporcionando bem-estar e contribuindo para uma vida mais livre e independente, tanto para quem usa o produto, quanto para cuidadores, amigos e familiares.

Ao utilizar um colar com o pingente desenvolvido pelos jovens, o idoso pode acionar pessoas, cadastradas previamente, para irem ao seu encontro. Para isso, basta pressionar um botão acoplado ao acessório e ter baixado em seu celular o aplicativo da TIPMES. A mensagem de emergência, contendo a localização de quem precisa de ajuda, é enviada via SMS, Whatsapp e Messenger (do Facebook).

O projeto visa dar mais liberdade e mobilidade a seus usuários. “Nossa maior contribuição para a sociedade é diminuir o tempo de socorro da pessoa idosa em caso de acidentes e, em alguns casos, diminuir possíveis sequelas decorrentes desses acontecimentos. Queremos que as pessoas se sintam mais confiantes para viverem suas vidas”, complementa Pedro Paulo Mercurio.

 

Caminho a ser trilhado

Após o período da mentoria, que se encerra ao fim do ano, os empreendedores da TIPMES já traçam planos: em fevereiro de 2019, o projeto que promove a saúde de idosos deve ser lançado para todo o Brasil, por meio de financiamento coletivo.

“A nossa expectativa é termos cerca de 100 usuários quando o lançamento for realizado. Como a plataforma da TIPMES é digital, pessoas de todo o país vão poder receber os benefícios de uma vida mais independente, confiante e, sobretudo, mais segura”, revela Leonardo Faleiros, também idealizador do empreendimento.

Outro objetivo para 2019 é expandir os cuidados da TIPMES para além do público com mais de 60 anos, focando também em pessoas que moram sozinhas ou que possuam algum tipo de deficiência, por exemplo.

novembro 30th, 2018

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Mulher de camisa laranja segura uma caneta em frente a uma parede colada com post-its.

Essa e outras explicações estão nessa lista dos termos mais usados no universo empreendedor

O que são negócios de impacto? Há diferença entre eles e os chamados negócios sociais? O que configura um ecossistema empreendedor? Como diferenciar aceleradoras de incubadoras?

Para quem está mergulhando agora no universo empreendedor, saber o significado e as diferenças entre os conceitos de empreendedorismo social mais usuais é essencial para o desenvolvimento dos negócios. Afinal, o mercado de impacto social no Brasil não para de crescer.

Em 2017, A Força Tarefa de Finanças Sociais – mais conhecida como Aliança Pelos Investimentos e Negócios de Impacto – conseguiu emplacar um conjunto de ações, sancionadas pelo governo federal, para fomentar o campo do empreendedorismo social no país. Segundo o Relatório da Estratégia, o objetivo é conseguir esse investimento em capital para incentivar a oferta de negócios de impacto socioambiental, fortalecendo organizações intermediárias que fazem parte desse ecossistema.

A fim de ajudar os jovens empreendedores a entender melhor cada termo e comunicar sua proposta de negócio com mais clareza, selecionamos abaixo alguns dos termos mais usados no vocabulário do empreendedorismo social com as definições simples de cada conceito.

Quer saber mais? Confira o glossário da metodologia Pense Grande e fique por dentro de outros termos do universo empreendedor.

Aceleradora

Uma aceleradora tem como objetivo principal investir financeiramente em empresas e negócios com maior potencial e vontade de crescer rápido (alto impacto). Geralmente, esse tipo de organização abre editais para selecionar startups que já passaram pelo estágio inicial.

Incubadora

 Já a incubadora oferece, além do investimento, apoio e capacitação para empreendedores na etapa inicial de seus negócios, auxiliando na construção de estruturas para garantir maiores chances de destaque no mercado. O critério de incubação de uma startup em detrimento de outra, normalmente está relacionado ao grau de inovação de sua proposta.

 

Desenvolvedora

O Mapa de Soluções Inovadoras, desenvolvido pela Ashoka e Instituto Walmart,  definiu o conceito de desenvolvedora como organização que oferece treinamento, consultoria e capacitação com foco em micro e pequenas empresas, criando um ambiente propício para o nascimento dos negócios sociais. Aqui entram aceleradoras, incubadoras e organizações intermediárias.

Capital semente

Modelo de financiamento dirigido a projetos empresariais em estágio inicial ou estágio zero. Segundo definição do glossário do ICE, trata-se do interesse de um ou mais grupos em investir em fundos para o início de um negócio, bolando estratégias para que o empreendimento tenha recursos suficientes para se sustentar até atingir um estado onde consiga se manter financeiramente ou receba novos investimentos.

Negócio Social

Há cinco anos, a aceleradora Yunos Negócios Sociais chegou ao Brasil e convencionou a definição de negócio social como empresas que têm a única missão de solucionar um problema social, são sustentáveis financeiramente e não distribuem dividendos. O lucro inicial, quando recuperado pelo investidor, é utilizado para ampliar as atividades da própria empresa e, assim, garantir impacto social.

 

Negócio de Impacto

Consultamos Diogo Quitério, porta-voz do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) para entender a diferença entre um negócio social e um negócio de impacto. Embora esses termos sejam associados ao mesmo objetivo, o que muda no negócio de impacto é o modelo jurídico da organização, abrangendo a possibilidade de redistribuição de seus dividendos. Uma startup pode optar por repassar o lucro obtido para seus colaboradores, sem deixar de entrar na categoria de geração de impacto social.

Negócio Inclusivo

De acordo com definição do Mapa de Soluções Inovadoras, o termo pode ter três implicações: (1) projetos voltados para geração de oportunidades de emprego e renda para grupos com baixa ou nenhuma mobilidade no mercado de trabalho.(2) propostas de inclusão de pessoa com deficiência nestes espaços. (3) subcategoria de iniciativas de Negócios Sociais.

Ecossistema Empreendedor

Trata-se do conjunto de atores que circulam em torno do processo de investir, apoiar e usar o produto desse empreendedor. Os chamados “atores” estão ligados , de alguma forma, à solução apresentada pelo seu produto. Sendo assim, o ecossistema é constituído a partir de elementos de diversos segmentos: aceleradoras , investidores, comunidade, meio ambiente, sociedade.

 

Investidor anjo

O chamado investidor anjo é uma pessoa física que financia ou efetua investimento, usando seu capital próprio, no produto de uma determinada empresa, geralmente  uma startup.

Plano de negócio

Ferramenta que auxilia o(a) empreendedor(a) a estruturar de forma escrita seus pensamentos, visões, estratégias, alocação de recursos e a definir o caminho a seguir.

 

Pitch

Apresentação rápida do negócio, que pode variar entre três à dez minutos, com objetivo principal de sintetizar o diferencial do produto ou serviço oferecido a fim de atrair a atenção dos investidores. A missão do empreendedor é tocar em pontos fundamentais sobre sua ideia (rentabilidade, inovação, vantagens) que despertem o interesse imediato do cliente. Saiba mais sobre as dicas para fazer um pitch de sucesso!

Teste de fumaça

O Teste de Fumaça é um blefe. Ele acontece quando uma equipe de empreendedores  anuncia o lançamento de um serviço (ou produto) no mercado apenas para entender a reação de seus potenciais clientes.

novembro 29th, 2018

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