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Unir uma causa a um negócio próprio. Isso que o administrador e jornalista Bruno Brigida, 29, junto com a sua companheira, a museóloga Débora Luz, 29, fizeram ao criar o Clube da Preta: o primeiro clube de assinatura de moda e acessórios afro do Brasil.

O esquema é simples: o cliente preenche no portal um perfil de estilo e a equipe do Clube da Preta entrega uma vez por mês na casa do usuário os produtos dentro de uma caixa, com preços acessíveis. São produtos de moda, beleza e acessórios, que vão de camisetas, turbantes, vestidos, pulseiras, colares, cervejas, cremes e xampus para cabelo crespo e cacheado, até livros de autores negros. Todos os produtos são produzidos por empreendedores negros.

Como surgiu a ideia

Frequentadores da Feira Preta, evento anual que ocorre desde 2002 em São Paulo e reúne cerca de 120 expositores negros, Bruno e Débora estavam em busca de algo para ajudar pequenos produtores. Enquanto consumiam seus itens, pensavam em algo além disso.

Um dia, Bruno recebeu uma encomenda: uma caixa de cerveja enviada por um clube de assinatura. Foi aí que teve o estalo que precisava para dar o primeiro passo rumo ao empreendedorismo. Em vez da cerveja, pensou em colocar roupas e acessórios produzidos por empreendedores negros e vender isso tudo por assinatura. Em 2018, o Clube da Preta vendeu mais de 10 mil caixas, reuniu 400 clientes recorrentes e já fez parceria com mais de 150 fornecedores.

Além da personalização das caixas, outro motivo para a fidelização dos clientes seria o lado social e de afirmação da cultura negra. De acordo com Bruno, o público é ligado em causas sociais e está preocupado em prezar pelos pequenos produtores. Apesar de o negócio ser feito por afroempreendedores, não é consumido apenas por afrodescendentes. Atualmente, a base de clientes da empresa conta com 80% de pessoas negras e 20% brancas.

Imagem mostra caixa com o logotipo do Clube da Preta rodeada de exemplos de produtos: uma camiseta dobrada com a frase “respect my hair”; o livro Sobreviventes, de Cidinha da Silva; um chinelo e uma necessaire com estampas em estilo africano.

Batemos um papo com Bruno Brigida que contou os desafios e aprendizados durante a caminhada como empreendedor social. Veja a seguir:

Mostre o valor do seu projeto

“Desafios a gente sempre vai ter, independentemente da situação. Seja você um empreendedor com poder aquisitivo ou não. Empreender com cunho social é mais complicado, pois você terá que mostrar o valor do impacto antes de mostrar a qualidade do produto. É uma luta constante. O financiamento também é bem restrito, difícil de conseguir por meios mais tradicionais e que acaba impactando diretamente em um momento de crescimento”.

“Entendemos que o trabalho de empreendedorismo social surge pela importância de se trabalhar em sociedade, principalmente quando você está nas quebradas. Tudo que acontece lá, envolve as pessoas de lá. Então estamos movimentando e fomentando essa galera.”

Experiências geram aprendizados

“As experiências anteriores foram muito pautadas no modelo do mundo corporativo, mas trouxeram muita informação de gestão para dentro do meu próprio negócio. E sem uma gestão redonda, o seu negócio morre em um curto tempo. Depois que surgiu o Clube da Preta, nós também passamos a observar o empreendedorismo social como uma fonte positiva de mudança na sociedade, que trata todos como iguais e que ajuda no desenvolvimento de pessoas a curto e médio prazo, em um país em que a maior parte da população brasileira vive uma situação de desigualdade econômica e social”.

Melhorias são necessárias ao longo do caminho

“Faria muita coisa diferente. Às vezes dá vontade de parar e começar do zero. Mais aí usamos a experiência e dedicação para tocar as situações. Tem coisas mais burocráticas e internas que sempre vão precisar de mudanças, mas entendemos que o negócio tinha dado certo quando tivemos um pequeno boom de vendas e ele se sustentou por aproximadamente uns cinco meses. Fechamos 2018 com apenas 12 assinantes e, em janeiro, demos um salto para 50. Olhamos para essa informação e pensamos: vamos entender o que está acontecendo. E em abril, tínhamos o dobro de janeiro. Assim, vimos que estávamos no caminho certo”.

Pesquise e estude modelo de negócio

“A Feira Preta ajudou a tirar a ideia do papel no sentido de identificarmos uma demanda que as pessoas já tinham: a necessidade de mais meios de venda para o afroempreendedorismo, de mais ações pautando essa galera que faz artes para vender. Conhecer o modelo que você vai trabalhar é fundamental. Isso ajudará em um crescimento desde o início, sem passar tantos perrengues. Então, antes de se lançar no mercado, estude e busque capacitação das mais diversas áreas, isso é primordial em um negócio”.

Não desista diante das adversidades

“Nunca conheci um empreendedor que não tivesse pensado em desistir. Isso faz parte de uma rotina. Empreendedor sempre está pensando em escalar, crescer, ir além, mas às vezes a gente se depara com algumas barreiras que acabam desanimando, como ouvir comentários preconceituosos ou fechar o mês abaixo do que havíamos previsto, por exemplo. Mas é preciso seguir, sempre!”

A trajetória de Bruno Brigida e Débora Luz mostra que passar por cima de adversidades e receber apoio são aspectos fundamentais para levar adiante um negócio de impacto do social. Por isso dicas sobre a hora certa de formalizar um negócio e iniciativas como o Pense Grande Incubação podem ser valiosas. Além disso, é importante conhecer os obstáculos superados por outros empreendedores, como contam Iana Chan, do PrograMaria, Fabiano Lopes, do Inspirando Gigantes, e Emanuelly Oliveira, do Social Brasilis no podcast Empreender? Não tá fácil pra ninguém.

Mais Dicas

Confira mais dicas na entrevista com o empreendedor Edson Leite, criador do Gastronomia Periférica, que aposta na profissionalização dos moradores da periferia para gerar impacto e transformação social.

julho 11th, 2019

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A imagem mostra o corte de cabelo de um rapaz de perfil

Nos últimos anos, a periferia tem ganhado cada vez mais destaque no país por todo o potencial que vem mostrando em diferentes campos, como na educação e na ciência. Outra área na qual essas comunidades têm se destacado é no setor de beleza, com profissionais que estão fazendo a diferença na estética das periferias com exemplos de inovação, empreendedorismo e contribuição para seus contextos sociais.

“Além do poder de compra que cresceu na periferia nos últimos 20 anos, começaram a surgir produtos para quem está lá. A indústria começou a se voltar ao público periférico”, explica Emílio Domingos, documentarista e antropólogo diretor do documentário “Deixa na régua”, que fala sobre como salões de barbeiro de favelas e subúrbios são alguns dos lugares onde a nova estética da periferia se expande.

Para ele, essa mudança de paradigma, na qual é a comunidade periférica quem cria a moda, tem relação com uma juventude que impôs suas demandas perante indústrias como a da beleza.  “Tem muito a ver com as pessoas da favela que demandaram à indústria que os inserissem no mercado e os compreendessem”. O fato de haver mais pessoas negras nos comerciais de beleza atualmente é um dos indícios dessa nova ordem, segundo o especialista.

Domingos afirma ainda que os barbeiros lançam tendências e se mantém conectados com o que há de mais novo no mercado de beleza. “Existe uma inovação constante e contínua, eles sempre procuram criar novos cortes e se atualizar. É um dos segredos para manterem um número enorme de clientes que frequentam os salões semanalmente”, diz.

A imagem mostra o corte de cabelo de um rapaz de perfil

Empreendedorismo é chavoso

“Os barbeiros também são exemplo de empreendedorismo na favela. Eles começam simples e vão se sofisticando, mostrando que o talento e a arte possibilitam a alguém se tornar uma referência”, reflete o antropólogo. “Eles são autônomos e criam um modelo de negócio a partir da observação de seu cotidiano. Muitas vezes, os garotos começam com um espelho, uma cadeira e uma navalha, e a partir disso criam a barbearia, crescem e se tornam referência”.

A trajetória do Vinicius “Bom de Corte” Rodrigues é um bom exemplo. Trabalhou como garçom, estoquista e chapeiro antes de virar o barbeiro que é referência em Guaianases, zona leste de São Paulo. Especialista em diversos cortes “chavosos” (estilosos e diferenciados), ele conta que sempre soube que tinha capacidade para mudar de vida.

O pai tinha um espaço vazio de 2m² e sugeriu que Rodrigues fizesse algum curso na área. “Era um momento em que ou eu escolhia isso ou faria uma escolha errada. Tinha 20 anos quando comecei”. Depois de começar o curso, ele pegou gosto pelo trabalho e passou a investir mais na ideia. “Comprei uma cadeira no ferro velho, por 50 reais. Comecei a cortar e seis meses depois já tinha uma clientela legal. Daí pra frente, só cresceu”, conta.

Um dos clientes fiéis do salão Bom de Corte é Willian Maciel, 27 anos, que trabalha com medição técnica. “Eu já corto com ele há uns quatro anos, conheci por causa de um colega da empresa onde eu trabalhava. Antes era tudo padrão, básico e sem diferencial. Falaram que tinha um cara que cortava diferente e esse camarada me indicou o Vinicius”. Depois de perceber que o trabalho era mesmo diferenciado e que havia um dom ali, Maciel não teve dúvida: “falei ‘é ele mesmo. Vou seguir [cortando] só com ele’”.

Segundo o cliente fiel, as atitudes do profissional fazem diferença porque ele se preocupa em ajudar a periferia. “Ele ajuda crianças, adolescentes e tudo isso foi fazendo com que ele ganhasse meu respeito. Imagina se todo lugar tivesse uma pessoa que pensa no próximo como ele pensa? O mundo seria diferente. É um cara que te incentiva bastante. Ele começou lá de baixo e chegou aonde chegou, e você olha isso e pensa ‘se ele conseguiu, eu consigo também’”.

“Não é só cortar cabelo”

Vinicius Rodrigues conta que percebeu, com o tempo, que o seu trabalho ia muito além da estética. “Não é só cortar cabelo. Com o trabalho de corte, tem muita coisa relacionada. Servir de exemplo e mostrar que tem outro caminho que dá pra seguir é importante”.

Para ele, também é fundamental trazer referências de fora da quebrada e se ligar nas tendências. “A ideia é trazer para a periferia a qualidade e o conforto da classe alta. Conforme faço eventos e frequento vários espaços, trago novidades que talvez a molecada não conheça”.

Outro ponto importante tem relação com a autoestima dos jovens chavosos. “Tem moleque que chega lá que parece estar na depressão! Depois que você troca um papo, corta o cabelo, tira umas fotos e mostra pra ele ver que tá ficando bom mesmo, ele fica em outro nível. Se ele tá com algum pensamento negativo, depois do corte ele muda”, revela Rodrigues.

O barbeiro conta que cortes como os que ele faz têm sido cada vez mais procurados. “O Brasil virou referência por cortes que vieram do extremo da periferia, quebrando muitos preconceitos. Três anos atrás, se eu fizesse um risco na cabeça de um cliente, ele era abordado pela polícia. Hoje não, já virou moda e fez parte até de desfile na SPFW. Quebramos mais uma barreira”, conclui.

maio 31st, 2019

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Duas mulheres estão sentadas lado a lado. Uma delas usa trança afro e a outra cabelos curtos e óculos. Elas estão vendo uma tela de computador e pesquisando como formalizar um negócio.

Quando se é responsável por um empreendimento, um dos grandes passos na jornada empreendedora é formalizar um negócio, abrindo caminhos para uma melhor estruturação e novas possibilidades de crescimento.

Além de facilitar a captação de novos clientes e mercados, que podem se sentir mais seguros com as notas fiscais emitidas, a identidade formal facilita o acesso a crédito e empréstimos, a contratação de funcionários registrados e a garantia de direitos trabalhistas.

Apesar de representar parte significativa na estrutura de um projeto em longo prazo, seja um negócio social ou não, a formalização também exige um compromisso com regras específicas quanto à tributação, custos e regulamentação que nem todo empreendedor se sente preparado para incorporar.

“A formalização traz regras e deveres, mas também muitos direitos”, afirma Khin Borges, assessora de empreendimentos da Aliança Empreendedora. “É importante lembrar que seguir os procedimentos para formalização significa também fortalecer o negócio”, pondera.

Com a ajuda da Aliança Empreendedora, separamos algumas dicas que podem ajuda você a identificar o momento ideal de formalização e tirar dúvidas sobre os procedimentos necessários. Confira a seguir!

Hora certa tem a ver com comprometimento

Cada negócio tem o próprio ritmo de desenvolvimento e depende muito dos planejamentos financeiro e estratégico elaborados. Conheça e mapeie todas as informações possíveis sobre o serviço ou produto que deseja lançar no mercado e tenha em mente que a hora certa para a formalização não é a mesma para todos.

“Tomar esse passo significa investir no crescimento do negócio, ter dedicação especial para controlar as finanças, divulgar o produto, melhorar o atendimento ao cliente. Ter um CNPJ não é suficiente para o sucesso do negócio. É preciso dedicação”, afirma Khin, acrescentando que objetivos do negócio precisam estar consolidados nesta etapa.

Antes de formalizar, teste o seu negócio

Utilize sua rede para testar o produto: amigos, familiares, colegas de estudo e trabalho. Receber feedbacks e ir modelando o serviço/produto até chegar ao ponto que se deseja poderá fortalecer seu negócio.

Busque ajuda de outros profissionais mais experientes e empreendedores que passaram pelo mesma jornada que você. Isso diminuirá o medo de avançar.

Esta fase é fundamental, pois é por meio dela que você consegue provar que o seu negócio tem uma real entrega de valor. É o momento de testar protótipos, de testar possibilidade e cenários para lapidar ao máximo o serviço ou produto com que se deseja trabalhar.

De forma resumida, é preciso definir as hipóteses a serem testadas, a forma de testar cada uma, escolher as métricas que serão usadas e a forma de avaliar cada resultado. A metologia do Pense Grande propõe quatro atividades para você usar de guia.

Momento de definição

Caso queira partir para uma formalização, mas ainda esteja incerto quanto ao estágio do negócio, há algumas formas de se preparar para esse caminho.

Segundo a Aliança Empreendedora, existem três questionamentos fundamentais para alcançar os objetivos propostos: Quem sou? O que sei? Quem conheço?

A partir de tais reflexões, é mais fácil definir quais competências você já possui e quais ainda precisa desenvolver. Também é importante conhecer a rede de pessoas e organizações que tem a sua volta e saber com quem pode contar. O espisódio “Como começar hoje mesmo a empreender”, do Pense Grande Podcast, traz a experiência de empreendedores como Bia Santos, do Barkus, e Dan, da Infopreta, sobre o tema.

Tipos de Formalização

Escolha o tipo de formalização mais adequado aos seus objetivos. Muitas pessoas iniciam como MEI porque o custo é mais baixo e o processo mais simples. Mas assegure-se que esse é o tipo de formalização ideal para o negócio.

Para decidir, deve-se levar em conta a definição do tipo societário (será apenas um empreendedor ou terão mais sócios(as), tamanho da empresa (quantidade de funcionários e faturamento), regime tributário e distribuição de dividendos (os lucros serão distribuídos para os sócios ou reinvestidos na iniciativa).

Conheça cinco dos tipos mais comuns:

    • Microempreendedor Individual (MEI) – Esse formato é ideal para empreendedores que trabalham por conta própria, sem participação de sócios. Para ser MEI, o negócio tem que faturar no máximo 81 mil reais por ano e o titular não pode ter participação como sócio em outra empresa. É permitida a contratação de um funcionário, com pagamento a partir de um salário mínimo. O processo pode ser feito pela internet, no Portal do Empreendedor, e é necessário um registro para obter o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). Depois disso, é preciso se encaminhar à Prefeitura do Município e retirar o alvará de funcionamento.
  • Microempresa – Uma microempresa pode ter até 19 funcionários e o faturamento deve girar em torno de 360 mil reais.
  • Empresa de pequeno porte (EPP) – Aceita até 99 funcionários, com receita anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões de reais. Assim como no MEI, a tributação é feita através do Simples Nacional e concede isenções de alguns tipos de impostos, com a necessidade de taxas mensais a depender do tipo de negócio.
  • Associação – Para abrir uma associação é necessário, no mínimo, duas pessoas e atender os objetivos dos associados. Os funcionários devem ser remunerados, mas os lucros não podem ser divididos entre as pessoas, sejam elas associadas, dirigentes ou funcionários.
  • Cooperativas – As cooperativas, no entanto, precisam de pelo menos sete pessoas para funcionar, são democráticas e controladas por seus cooperados, que tem direitos iguais na tomada de decisões. Todos os sócios contribuem no capital social, ou seja, no valor estabelecido para a abertura da empresa.

maio 27th, 2019

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A imagem mostra o empreendedor social Edson Leite encostado em uma parede de concreto em uma rua de seu bairro na periferia Jardim São Luís

Foi meio por acaso que o paulistano Edson Leite, de 35 anos, entrou para o ramo da gastronomia. Saído da periferia Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo, passou sete anos em Portugal, onde trabalhou como vendedor de listas telefônicas, garçom e lavador de pratos. Quando a vida lhe deu um desafio, ele rapidamente transformou em oportunidade.

Certo dia, a chef de cozinha do restaurante onde trabalhava como garçom faltou e Edson, na cara e na coragem, assumiu as panelas, não sem antes ligar para um amigo cozinheiro e pedir instruções para preparar os pratos.  A ousadia deu tão certo que ele mergulhou fundo na experiência e passou a chefiar cozinhas de hotéis, navios e até hospitais.

De volta ao Brasil, estava decidido a usar a gastronomia como motor de transformação social. No bairro onde cresceu, fundou a Gastronomia Periférica, uma escola totalmente gratuita, com foco na sustentabilidade e o objetivo de formar profissionais de cozinha que possam transformar a sua realidade e a da periferia onde vivem.

Fundada em 2012, começou como oficinas de gastronomia até se tornar escola, em 2017. Desde então, já foram mais de 40 alunos formados no curso de gastronomia e nas aulas de chocolataria e panificação. Em 2019, serão mais três turmas nas aulas de gastronomia e nos cursos de panificação.

Edson também lançou o livro Por que criei a Gastronomia Periférica (Editora Inova, 2018), que traz sua história de luta e dicas de receitas sustentáveis. É também organizador do festival Sabor da Quebrada, que visa promover a economia local. Ao Pense Grande, Edson Leite listou as quatro principais lições que apreendeu durante sua caminhada como empreendedor social. Veja a seguir:


Empreender tem a ver com autonomia e liberdade

Nas quebradas, naturalmente já somos empreendedores. Mas nunca fomos chamados assim, nem nos reconheciam dessa forma. Nossa autoestima foi ferida durante muito tempo, quando nos vendiam a ideia de que só coisas ruins saiam de lá. Na verdade, somos nós que fazemos tudo ser bom: somos mão de obra de grandes empresas, restaurantes, etc. Ainda estamos começando a nos reconhecer, mas já temos uma melhor ideia do que somos e pregamos isso em todas as quebradas para que a gente se fortaleça. Eu vejo o empreendedorismo como um ato de coragem. Toda pessoa é sua própria empresa e ser sua própria empresa é ter autonomia. Eu penso que assumir o empreendedorismo é decidir ser livre.”

 
Inspiração é muito potente na quebrada

“É como jogar uma pedra no rio e ver as ondulações ao redor. Num universo de 280 mil pessoas que é o Jardim São Luís, fazer uma escola de gastronomia já é um negócio impactante. Vejo a molecada mudando a relação com o alimento, querendo empreender, trazendo a mãe, a família para assistir e participar. Esse é o resultado real. A gastronomia periférica passou a ser uma nova categoria de cozinha. Existe gastronomia italiana, chinesa, japonesa, portuguesa, né? E por qual motivo não pode existir a Gastronomia Periférica?”


Tecnologia é aliada

“Nós criamos o aplicativo da Gastronomia Periférica, com mais de 70 dicas gastronômicas no Jardim São Luís, incluindo temakeria, hambúrguer artesanal, carrocinha de churros, de milho e de cuscuz e até aquela senhora que vende coxinha de galinha no terminal de ônibus do bairro! Hoje ele é aberto a todos os estabelecimentos periféricos que quiserem fazer parte. A visibilidade que o app trás faz com que as pessoas passem a conhecer e consumir dos comércios da região. Faz girar a economia local, gerando renda, criando empregos e trazendo mais profissionalização para os comércios, além de promover a diversidade cultural e o desenvolvimento humano.”


A parte técnica é fundamental, mas conseguir atingir os objetivos é o que mais motiva

“Durante a nossa caminhada, aprendemos que um bom planejamento e prospectar gastos e custos são pontos fundamentais para o crescimento do negócio. A gente começa a ver a coisa andar e sente muito orgulho. Quando fomos acelerados pela Aceleradora de Negócios de Impacto da Periferia (ANIP), fizemos estudos sobre o negócio e tivemos aulas com especialistas em impacto. Nesse momento, nós descobrimos que nosso negócio realmente causava impacto social e isso foi, sem dúvida, uma das maiores e melhores lições que aprendemos.”

maio 15th, 2019

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O que a reconstrução do Japão após a Segunda Guerra Mundial tem a ver com o seu projeto? Bom, após conhecer a ferramenta 5S, você poderá achar essa pergunta menos estranha.  Sabemos que organização é fundamental para viabilizar qualquer tipo de negócio e essa é a base da ferramenta administrativa 5S, que procura desenvolver um controle contínuo de processos para manter bons resultados. O papel do 5S é facilitar o aprendizado e transformar em rotina a prática dos conceitos.

A ferramenta é baseada em 5 Sensos: de Utilização, de Limpeza, de Ordenação, de Saúde e de Autodisciplina. Cada um proporciona desafios diferentes e devem ser associados aos cuidados como ambiente, equipamentos, materiais, métodos, medidas, e, especialmente, pessoas.

A imagem mostra uma tabela traduzindo do japonês para o português o significado dos 5 S: Utilização, Limpeza, Ordenação, Saúde e Autodisciplina.

O método se consolidou em empresas do Japão no contexto de reconstrução do país depois da Segunda Guerra Mundial e foi difundido sob orientação de especialistas americanos para o controle da qualidade. O que os americanos faziam bem foi aperfeiçoado pelos asiáticos, sendo a base de preparo para o que é conhecido como Total Quality Control (pela sigla TQC e, em português, Controle da Qualidade Total) ou Qualidade no Estilo Japonês. Empresas como a Toyota se notabilizaram por esse método pelo mundo.

“O 5S nos orienta para bom proveito e convívio com as novidades: observar, avaliar e tomar decisões adequadas para nosso crescimento e formação como pessoa, cidadão e profissional. Isso se faz no dia a dia, com uma rotina. Seja na vida pessoal, na família, ou em empresas, escolas, comunidades e serviço público”, aponta o especialista Wagner Matias de Andrade, da empresa Soluções Criativas em Comunicação.

De forma geral, a ideia é conscientizar sobre a importância da qualidade no ambiente de trabalho e na gestão de empreendimentos em aspectos como comprometimento ou manter um espaço limpo e organizado, gerando bem-estar e favorecendo uma alta produtividade.

“Com o Senso de Utilização, prestamos atenção às oportunidades, nos recursos disponíveis e selecionando o que é útil. O Senso de Ordenação facilita o acesso e o uso. Com o Senso de Limpeza, dá-se acabamento saudável a cada atividade. Com o Senso de Saúde, as pessoas avaliam os impactos, padronizando as boas práticas. As pessoas precisam assumir o compromisso com esses padrões. Isso se faz com o Senso de Autodisciplina”, resume.

O que o 5S nos ensina?

No princípio, esse conjunto de sensos era focado na limpeza de áreas e em evitar desperdícios, dissipando os efeitos da guerra e de gestões inadequadas. Com o passar do tempo e novos desafios, inclusive com a evolução da tecnologia e da comunicação, o método também evoluiu.

Geralmente, as instituições recorrem ao método para resolver problemas acumulados durante rotinas inadequadas. No entanto, o grande benefício do 5S está no cuidado diário, evitando o acúmulo e crescimento de inconformidades e promovendo a melhoria contínua. Para entender melhor como funciona na prática, é importante conhecer mais a fundo cada um dos sensos:

Senso de utilização – é a melhora da produtividade. O que realmente é necessário? Fica no ambiente de trabalho o que é usado, assim o que sobra é guardado ou descartado. Também pode ser pensado em relação ao descarte de tarefas ineficientes, que apenas ocupam tempo.

Senso de ordenação – foca a melhora dos fluxos de trabalho. Em um ambiente organizado, seja ordenando uma caixa de ferramenta ou um arquivo de documentos, elimina-se movimentos desnecessários.

Senso de limpeza – como o nome indica, é a manutenção de um ambiente limpo. Pode se referir tanto a limpar um equipamento, quanto a melhorar um comportamento. Por exemplo, no final de uma reunião, fazer um resumo para consolidar o que foi combinado, evitando ruídos no entendimento. Do mesmo modo, o local onde se deu a atividades deve ficar limpo.

Senso de saúde – tem a ver com a avaliação e a padronização das práticas dos itens anteriores. Trabalhando-se para manter cada coisa em seu lugar, estamos favorecendo a saúde física, mental e do ambiente.

Senso de autodisciplina – envolve os quatro S anteriores, pois é por meio dele que é feita a manutenção do sistema. Basicamente pode ser explicado por seguir regras como ‘usou, guarde’, ‘sujou, limpe’. Proporciona a constância para manter as demais práticas em funcionamento.

“Considero o 5S como meio de atender desafios simples do tipo ver e agir: o que sabemos fazer, o que é preciso fazer. Geralmente, deixamos para depois, mas o 5S nos mobiliza”, afirma o consultor Wagner Matias.

A imagem mostra um desenho em forma de círculo explicando como os cinco sensos se relacionam na metodologia 5S

Os cinco Sensos do 5S se complementam como um sistema. Os três primeiros são mais práticos, relacionados ao jeito de agir. Os dois últimos são mais filosóficos, de avaliação dos impactos da prática dos três primeiros, padronização das boas práticas e compromisso com essas boas práticas.

Colocando em prática

Os projetos sociais podem se situar nas mais diversas áreas de atuação e terem desafios de diferentes naturezas a serem superados. Para colocar o 5S em prática, reunimos algumas dicas, com ajuda do consultor Wagner Matias:

1- Comece com uma aplicação simples e anote o que faz

Melhorias simples estimulam outras melhorias em um processo contínuo. A construção de uma nova maneira de pensar favorece o surgimento de inovação e mudanças mais complexas. Você pode começar organizando uma bolsa, depois ordenar uma gaveta, até chegar à organização de ideias na cabeça.

Comece fazendo duas melhorias por dia: uma na sua vida particular e outra na sua rotina de trabalho, para a sua empresa. Anote o que está fazendo para poder medir as diferenças no futuro!

2- Observe cada situação atentamente

A rápida evolução tecnológica nos leva a situações que têm menos a ver com o acúmulo de objetos nas fábricas, mas se relacionam ao excesso de oportunidades e desvio de foco. O uso de novas mídias e o excesso de informações podem nos lançar em um meio caótico.

Temos muitos recursos, mas não os usamos adequadamente. Pergunte constantemente por meio dos três primeiros sensos: para que isso serve? Por onde devo começar? O que levar desse encontro ou deste novo contato?

Tais questionamentos ajudam a dar mais leveza à tomada de decisões.

3- Mantenha uma rotina de cuidado.

O 5S não se aplica uma única vez, a ideia é usá-lo em todos os momentos para que a rotina flua com leveza e objetividade em melhoria contínua e para resolver desorganizações momentâneas. Se não houver mudança de hábito, a bagunça volta a se acumular!

Assim que uma boa decisão for tomada, é preciso pensar em como padronizar isso. Anotar o que foi feito e comparar resultados. Respeitar os momentos de observação é criar espaço para oportunidades e melhorias.

maio 10th, 2019

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Uma das facilitadoras do Impact Hub está comemorando, com os punhos para cima e segurando um caderno durante atividade do programa Pense Grande, que incentiva o empreendedorismo social.

Pense Grande está com tudo! A 6ª edição que acontece nas escolas do Centro Paula Souza selecionou nove instituições para receber o projeto no primeiro semestre de 2019. A metodologia será aplicada para alunos do 1º e 2º ano do Ensino Médio nas ETECs de Carapicuíba, Mauá, Poá, Francisco Morato, Guarulhos, Mairiporã, Polivalente de Americana e nas FATECs de Osasco e Ipiranga, no contraturno ou na grade curricular.

Os jovens participam de diversas oficinas e mentorias com acesso a ferramentas,e estratégias inovadoras voltadas ao empreendedorismo social. O Programa Pense Grande da Fundação Telefônica Vivo se mobiliza para manter o trabalho de multiplicar sua metodologia dentro do espaço escolar para garantir um alcance cada vez maior do público, que continua focado no diálogo com o jovem. Para isso, reforça o compromisso de formar alunos e educadores, sem perder de vista a qualidade da metodologia consolidada ao longo de seis anos.

Até o fim de 2019, estão previstas a participação de 20 ETECs e Fatecs no programa, além de 14 oficinas semanais durante a formação dos jovens.  No final do processo formativo é realizado o Demoday, um evento em que os jovens apresentam seus projetos. O da 6ª edição acontecerá  no dia 27 de julho e encerra o ciclo premiando os empreendimentos de destaque.

Empreendedorismo social e os jovens

Segundo Daniel Quinteto, coordenador do Impact Hub, parceiro executor do projeto Pense Grande, os encontros estão superando as expectativas. “Em Guarulhos, por exemplo, precisamos chamar mais facilitadores, pois o número de alunos inscritos foi bem grande e isso chama atenção para como o tema empreendedorismo está presente entre os jovens”, comenta.

Para que a instituição receba a metodologia do Pense Grande é necessário que professores, coordenadores e diretores participem de uma sensibilização sobre o tema. Nesse encontro é apresentado o histórico do projeto e algumas das ferramentas aplicadas com os alunos durante o processo de aprendizagem. Sendo assim, os próprios professores, assim como os diretores, têm a oportunidade de vivenciarem uma oficina do Pense Grande.

Jovens de ETECs estão agrupados em fila durante uma das oficina do programa Pense Grande.
Os estudantes interessados em participar devem se inscrever na Oficina 0, uma hackatona para incentivar os alunos a pensarem em um dos problemas dos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), das Nações Unidas.

Em seguida, os participantes são estimulados a colocarem a mão na massa e escolhem um contexto para guiar a solução de problemas que afetem suas realidades. No Demoday de  agosto de 2018, os grupos premiados trabalharam temas como igualde de gênero, saúde mental, política e acessibilidade.

Em alguns casos, esse roteiro é aplicado no contraturno das instituições, em outros, o Pense Grande está inserido na grade e a metodologia é aplicada dentro de uma disciplina de projetos, acompanhada pelo professor. Quem auxilia na aplicação dessa metodologia são os facilitadores do Impact Hub.

Segundo Daniel, os alunos que estão sendo apresentados ao tema empreendedorismo e se adaptam rapidamente às dinâmicas do programa. “Isso prova que é uma demanda presente na vida desses jovens que podem finalmente pôr em prática o que desejam realizar”, diz o coordenador.

Em sua fala aos jovens do evento que encerrou a 5ª edição do Pense Grande, Americo Mattar, diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo, falou sobre o principal objetivo do programa. “O Pense Grande mostra aos jovens que não há complexidade no processo de aprender a empreender. Vê-los colocando projetos em prática, é o maior fator de sucesso e realização. O objetivo é permitir que estruturem seus sonhos para fazê-los realidade”.

O Demoday que aconteceu em novembro celebrou a participação de dois mil jovens formados pela metodologia ao longo de 2018 nas ETECs e FATECs de São Paulo.

Na ocasião, os dez melhores empreendimentos foram selecionados entre 130 projetos para disputar o 1º lugar, que foi conquistado por alunos da ETEC Albert Einstein, da região norte de São Paulo . O grupo EcoCrie desenvolveu um aplicativo para ensinar a criar brinquedos com materiais recicláveis.

Infográfico traz as instituições que receberão o Pense Grande no primeiro semestre de 2019: Etecs Carapicuíba, Mauá, Poá, Francisco Morato, Guarulhos, Mairiporã, Polivalente de Americana; além das Fatecs Osasco e Ipiranga. Também lista as instituições que receberão o programa no segundo semestres de 2019: Etecs de Embu, Coronel Fernando Febeliano da Costa, Fernando Prestes, Cotia, Dep Ary de Camargo Pedroso, Caieiras, Rubens de Faria e Souza e José Martimiano da Silva, Além da Fatec Itaquera II.

maio 6th, 2019

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Imagem mostra três jovens posando para a câmera. Eles usam camiseta onde se vê o logo do projeto Integra Mais.

Nas horas vagas, Carla Francischette Boaretto assiste a filmes de super-heróis, romances “água com açúcar” e adora ouvir música. O que parece um dia comum para uma jovem de 18 anos, tem ficado cada vez mais comprometido pelas atividades abraçadas por ela, mas por um bom motivo.

Há dois anos, Carla apresentou sua ideia empreendedora para um projeto voltado a pessoas com deficiência, na ETEC São Mateus, em São Paulo (SP), quando participou do Programa Pense Grande. Hoje, ela é responsável por capacitar jovens na metodologia dentro da sala de aula. Além disso, está em processo de finalização do seu próprio aplicativo e cursa licenciatura em Matemática.

Além das expectativas

Quando se inscreveu para o programa, Carla considerava que aquela seria apenas uma nova aula extracurricular. Na época, Carla estava no segundo ano do Ensino Médio e dividia o seu tempo entre as matérias comuns e o curso integrado de Informática para Internet.

“Só sabia que o Pense Grande se tratava de um projeto para impactar realidades por meio do empreendedorismo social. E o que acabava me contendo nas ideias era o pessimismo e medo das coisas darem errado. Mas depois do programa, eu decidi me jogar de cabeça”, conta a jovem.

Enquanto participava da formação na ETEC, Carla criou o projeto Integra Mais, site e aplicativo que tem como objetivo auxiliar pessoas com algum tipo de deficiência, mostrando serviços como escolas com acessibilidade, vagas de emprego em empresas adaptadas e locais de lazer, além de dicas e outras informações. “Pensamos em um tema que, infelizmente, não é valorizado na sociedade. E vimos que pessoas com deficiência precisavam desse tipo de serviço”, explica.

A ideia fez sucesso e chamou atenção do júri que participou do Demoday, evento que encerra o ciclo do programa Pense Grande e premia os empreendimentos de destaque de jovens de ETECs do Estado.

Incubação transformadora

Foi a hora de dar um passo além. Junto com o grupo de amigos formado na sala do Ensino Médio, Carla se inscreveu o projeto no Pense Grande Incubação 2018. O projeto foi aprovado e, a partir daí, novos desafios passaram a fazer parte do negócio. “Chegamos muito imaturos. E ao longo do processo a gente percebeu que precisava crescer para fazer o projeto acontecer”, revela.

Ao lado de outros jovens de diversos Estados do país, Carla conta um pouco de sua jornada empreendedora na Websérie Pense Grande, que traz relatos de experiências transformadoras vivenciadas por participantes do programa. Os vídeos foram gravados ao longo do Pense Grande Incubação 2018 com os integrantes dos projetos incubados e mostram o percurso dos jovens, seus sonhos, aprendizados, desafios e amadurecimento.

Durante os encontros, o Integra Mais ganhou novos ares. “Encontramos um diferencial. Pensamos em uma plataforma mais inclusiva e que acompanhe a pessoa com deficiência durante todo o processo de inclusão”, comenta Carla. Com auxílio dos mentores do Pense Grande e o investimento financeiro que a incubação oferece, a ideia finalmente saiu do papel. Agora, a ferramenta está em fase de desenvolvimento e deve ser lançada em breve.

Compartilhando conhecimento

Passada a fase de formações e incubação do programa, uma pergunta ainda martelava a cabeça de Carla: “Como compartilhar esse conhecimento”?

Ela que sempre sonhou em trabalhar com educação encontrou uma oportunidade no projeto de Voluntários do Pense Grande.

“Estou buscando uma forma de devolver para o ecossistema o que eu aprendi. Ter uma atitude empreendedora é compartilhar o conhecimento”, acredita a jovem.

Depois de participar de um evento em que deu seu depoimento sobre o processo que viveu durante a incubação, Carla foi convidada a fazer parte do grupo de multiplicadores do Pense Grande, além de atuar como voluntária nas capacitações.

O encontro com o grupo de agentes disseminadores da metodologia é conduzido pela Impact Hub, parceiros na execução do programa da Fundação Telefônica Vivo e acontece durante quatro meses. Em cada um deles, os multiplicadores recebem instruções para aplicarem as metodologias nos grupos de jovens das Etecs, que recebem o Pense Grande na grande curricular.

Carla já promoveu uma oficina e o resultado foi bem além do que ela idealizava. Para o futuro, ela pretende continuar a disseminar o pensamento empreendedor e seguir o caminho que ama: ensinar. “Está sendo muito gratificante. Sempre quis estar na sala de aula e falar de um assunto que eu gosto tanto para outras pessoas que querem empreender me deixa muito feliz”, conclui.

maio 3rd, 2019

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Mulher loira de cabelos curtos está palestrando em um palco com a palavra TED escrita ao fundo.

Separar um tempo para buscar novas ideias é fundamental para quem empreende ou quer empreender. Por mais intensa que seja a rotina, a capacitação é fundamental para quem tem seu próprio negócio. Por isso, palestras TED Talks podem ser uma boa saída para quem quer estar sempre atualizado.

Os TED Talks são modelos de apresentação criados pela Sapling Foundation e consistem em vídeos curtos apresentados por pessoas de todo o mundo que são referência em torno de um tema. O principal desafio é o palestrante causar impacto em aproximadamente 18 minutos, buscando fazer a melhor apresentação de sua vida.

O objetivo do projeto é colocar em xeque ideias antigas e propor novos formatos de pensamento. Confira dez palestras com lições para quem está empreendendo ou aos que pretendem dar os primeiros passos!

Seth Godin

O empreendedor e especialista em marketing digital Seth Godin aponta caminhos para o sucesso e conta por que algumas ações dão certo e outras, não. Uma dica importante é que dificilmente um negócio vira realidade se a ideia não for espalhada da maneira correta. Autor de obras como Permission Marketing e All Marketers Are Liars, também é fundador do Squidoo.com, site em que os usuários compartilham links e informações sobre assuntos de sua preferência.

O que você vai aprender: como encontrar a identidade do seu produto é fundamental para garantir que as pessoas se identifiquem e consumam.

Amy Cuddy

Em momentos como negociações e contratações, enviar a mensagem correta por meio da linguagem corporal é essencial para empreendedores. A linguagem corporal afeta a maneira como os outros nos veem, mas também pode mudar a maneira como nos vemos. Neste vídeo, a psicóloga social Amy Cuddy mostra como uma postura confiante pode ter um impacto nas nossas chances de sucesso.

O que você vai aprender: a observar comportamentos não-verbais e perceber como estão totalmente ligados à nossa comunicação. Por exemplo, na hora de um pitch.

 

Elon Musk

Elon Musk, fundador do PayPal, da Tesla Motors e SpaceX, é uma das principais referências de inovação do planeta. Neste TED Talk, o empreendedor conta como são os processos disruptivos de suas empresas, a importância de ter energia sustentável no futuro e as inspirações para buscar sempre o novo em um cenário desafiador.

O que você vai aprender: a não se inibir em inovar mesmo que o cenário seja de grande concorrência e o objetivo pareça inatingível.

Julian Treasure

Já sentiu como se ninguém ouvisse o que você diz? Julian Treasure é especialista em sons e dá dicas para se criar uma fala poderosa para finalmente se sentir ouvido. Ele mostra desde exercícios vocais até dicas de como gerar empatia, explicando como alguns hábitos podem prejudicar a forma como falamos.

O que você vai aprender: dicas para mandar bem na hora de falar em público ou em um momento de negociação.

Katie Bouman

Para fotografar um buraco negro, precisaríamos de um telescópio do tamanho de um planeta, certo? Errado! A jovem Katie Bouman participou de um feito inédito ao liderar uma equipe que fotografou pela primeira vez na história a imagem de um buraco negro no espaço.

Quando participou deste TED, Katie ainda estava realizando os estudos que envolvem os algoritmos complexos capazes de chegar à imagem. No vídeo, conta os desafios de lidar com as novas descobertas e como registrar cada atividade pode fazer a diferença para medir os resultados rumo a um objetivo.

O que você vai aprender: o conhecimento por meio de livros e teorias ajuda a criar formas de inovar e fazer a diferença em um contexto.

Ernesto Sirolli

Nesta palestra, o especialista em desenvolvimento sustentável Ernesto Sirolli afirma que o primeiro passo para ajudar as pessoas é ouvindo-as e instigando-as. Ele propõe explorar e criar seu próprio espírito empreendedor.

O que você vai aprender: a pensar no público que você pretende impactar com o seu negócio e que nem sempre a sua ideia é a melhor.

Derek Sivers

Diferentemente da maioria dos vídeos do TED, Derek Sivers resumiu em cerca de três minutos a ideia de que compartilhar metas deve ser um exercício cuidadoso. Segundo o especialista, logo que traçamos um novo plano, nosso primeiro instinto é contar a alguém, mas pesquisas realizadas desde a década de 1920 mostram que falar sobre suas ambições reduz as chances de realizá-las.

O que você vai aprender: que os objetivos e metas do seu negócio devem ser pessoais e intransferíveis.

Bill Gross

Bill Gross fundou muitas startups e incubou muitas outras. Ao longo de sua trajetória, ficou curioso sobre o motivo pelo qual algumas tiveram sucesso e outras falharam. Sendo assim, ele reuniu dados de centenas de empresas, suas e de outras pessoas, e classificou cada empresa em cinco fatores-chave – e entre eles, o fator que se destaca dos outros.

O que você vai aprender: que a execução de tarefas é muito importante para o sucesso do seu negócio, mas é preciso estar atento ao momento.

Drew Curtis

O criador da empresa fark.com, Drew Curtis, fala neste TED sobre como um problema grande em sua trajetória empresarial se tornou um novo projeto. Ele lutou contra uma ação judicial de uma empresa que tinha sua patente e criou um negócio de distribuição de notícias via e-mail. No vídeo, ele compartilha algumas estatísticas sobre o crescente problema das patentes sem fundamento legal.

O que você vai aprender: a saber negociar com as pessoas ideais e entender as regras do mercado para criar o seu negócio.

Cameron Herold

Durante a palestra, Cameron Herold conta que foi criado para ser um empreendedor e que muitos pais deveriam ter esse mesmo pensamento com os filhos. O palestrante fala como simples atitudes podem ser colocadas em práticas para aqueles que querem incentivar o empreendedorismo desde cedo nas crianças.

O que você vai aprender: saber como estimular a atitude empreendedora e trabalhar para que esse pensamento seja disseminado.

abril 30th, 2019

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“Grandes produtoras costumam chegar nas periferias, procurar alguém influente do local para servir de “guia”, captar as imagens que acreditam refletir aquele espaço (casas precárias, pessoas carentes) e ir embora para nunca mais voltar”. Essa é a percepção de Renata Santos, a empreendedora que nasceu e mora em Paraisópolis (São Paulo), ao ver que a sua comunidade tinha muito mais a oferecer.

As periferias são mais do que o preconceito pode sugerir, explica a empreendedora. “Gosto de mostrar o lado bom. A minha comunidade é um cenário maravilhoso para várias produções, não só para aquela coisa taxada de ‘ah, é favela, vamos produzir só coisas relacionadas à favela’. Não, vamos produzir grandes comerciais, com cenários bonitos. O cenário de quem é de comunidade muda constantemente. É deslumbrante”, afirma a profissional de 39 anos.

Quando acompanhou uma equipe de filmagem do governo federal na comunidade, Renata identificou que seria importante ter o apoio de uma equipe local para participar de gravações como aquela, até pela proximidade com os moradores. Além disso, segundo Renata, seria a chance de gerar renda e desenvolvimento para a comunidade, revelando os talentos da favela. Assim surgiu a Quebrada Produções.

“Quando você tem uma produtora dentro da periferia, composta por pessoas dela, você faz a economia girar. Você não vai apenas “locar” uma rua ou laje. É assim que se descobrem grandes produtores, câmeras, roteiristas, diretores, fotógrafos”, conta Renata.

A imagem mostra a comunidade de Paraisópolis

A empreendedora revela também quais são os seus desafios e o seu principal objetivo com a empresa: gerar oportunidades para que as pessoas possam trilhar seus próprios caminhos. Confira a seguir!

Como surgiu a ideia da Quebrada Produções?

Renata Santos – A ideia surgiu a partir do primeiro trabalho que fiz, em 2010. Acompanhei um pessoal para locações de um comercial de urbanização, pois precisavam de alguém que conhecesse bem Paraisópolis. Foi um primeiro job grande dentro da comunidade e não havia uma equipe que ajudasse. A partir daí, surgiu a ideia da produtora. Em 2012, outro grande job mostrou que realmente era preciso ter uma equipe fixa para esse trabalho em Paraisópolis.

Como foi o começo e como a produtora está hoje?

Renata Santos – No começo era uma produtora de uma pessoa. Em 2018, oficializei a Quebrada Produções, e o espaço físico surgiu a partir do projeto Biografias Colaborativas. Recebi recursos por meio do projeto e estou melhorando o espaço para adequá-lo de um jeito que fique confortável aos clientes e continue sendo o espaço da Renata, para que as pessoas da comunidade não se sintam acanhadas de entrar.

É algo que prezo muito. Não imagino nem quero a produtora fora de Paraisópolis, quero que ela permaneça lá, pois foi onde começou. Quero que quem venha aqui se sinta bem para quebrar o preconceito sobre entrar em comunidade (ou só entrar para fazer uma gravação e ir embora). E também para quem é da comunidade se sentir em casa e não pensar que a produtora virou algo que não está ao alcance. É um espaço aberto no qual qualquer pessoa pode entrar e se sentir à vontade.

“Não imagino nem quero a produtora fora de Paraisópolis, quero que ela permaneça lá, pois foi onde começou”, afirma Renata.

Quais os desafios da Quebrada Produções?

Renata Santos – Todas as produtoras têm que ser 100%, mas eu tenho que ser 101%. Essa é a minha maior dificuldade, ter que me impor. Temos que executar não um bom trabalho, mas fazer um ótimo trabalho que, independentemente de sermos de comunidade, na segunda maior favela de São Paulo, seja tão bom quanto uma produtora de nome que esteja no mercado. Lógico que com as minhas limitações, como qualquer negócio que ainda está iniciando.

E por que é bom trabalhar nela?

Renata Santos – Posso dizer que não descobri a produção, mas a produção que me descobriu. Não imaginava fazer isso, mas fui fazendo, apareceu um job atrás do outro, fui gostando e me descobrindo. Gosto muito de estar envolvida e falo que nasci para ficar na coxia, fazendo as coisas acontecerem e as pessoas serem descobertas. Gosto de envolver toda a comunidade em todos os processos e mostrar o outro lado do local e das pessoas daqui.

O lado ruim a mídia já mostra, então gosto de mostrar o lado bom. A minha comunidade é um cenário maravilhoso para várias produções, não só para aquela coisa de “ah, é favela, vamos produzir só coisas relacionadas à favela”. Não! Vamos produzir grandes comerciais, com cenários bonitos. O cenário de quem é de comunidade muda constantemente, e isso é o mais legal de tudo. É deslumbrante!

Você é uma empreendedora jovem e periférica que viu uma boa oportunidade para resolver um problema do lugar onde mora, combatendo questões como o estigma, o uso da periferia de forma limitada e fazendo o dinheiro girar dentro da comunidade. Qual seu sentimento em relação a isso?

Renata Santos – Tem momentos em que ainda fico bem frustrada, acho que daria para fazer mais coisas. Entre uma produção e outra fico realizada, mas ainda estou em uma mistura de sentimentos. Quero abranger muito mais para que não se tenha trabalho apenas quando houver uma produção ou só conseguir produzir dentro de Paraisópolis.

O meu objetivo é lapidar as pessoas daqui para que trilhem caminhos, e também migrar para outras periferias de São Paulo. Em alguns aspectos, me sinto realizada, em outros acho que estou no caminho certo e em outros ainda tenho frustrações. Estou trilhando. Sei que ainda tenho muito para fazer e trazer para cá.

“O meu objetivo é lapidar as pessoas daqui para que trilhem caminhos”

O que outras pessoas, principalmente mulheres, negras e periféricas, podem fazer para atender às necessidades de seus locais por meio do empreendedorismo?

Renata Santos – É abrir a porta de casa, olhar em volta e pensar “o que eu posso fazer? O que dá para mudar e quais os meus recursos para isso?”. E é importante não parar diante das negativas, caras feias e vozes agressivas. Se você for empreender, vai encontrar muito disso e mesmo assim deve se levantar.

A partir das demandas que você vê no seu quintal dá para ver o que é possível mudar. Não é do dia para a noite, pode ser frustrante e desgastante. Acho até que, por ser mulher, cobram mais, para ver se ela desiste mais rápido. Mas mulher não desiste. Eu não me dou ao luxo de desistir, em nenhum aspecto.

Conheça mais histórias de vida de jovens empreendedores que transformaram seus projetos em realidade no podcast Pense Grande!

março 26th, 2019

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As experiências de vida e a realidade dos jovens Thaís Ferreira e Taissir Carvalho despertaram neles o desejo de empreender e resultaram na criação dos projetos Mães&Mais e Embarcar, apresentados em março na série Pense Grande.Doc, feita em parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura.

Thaís, de 29 anos, perdeu um bebê devido a problemas de negligência médica e motivada por essa vivência, se questionou: “O que acontece com uma mãe que perde um filho?” Segundo ela, a resposta não veio e foi preciso transformar a dor em algo que fizesse sentido. “Eu resignifiquei o luto através da luta. Ao olhar para fora percebi o impacto que a falta de acesso a serviços de saúde de qualidade pode causar”, diz.

Meses na fila de espera, horas para consulta e exames, falta de especialistas, alta vulnerabilidade dos pacientes em ambientes pouco adaptados para mulheres, mães e crianças. Tudo isso, motivou a criação do Mãe&Mais, um modelo de clínica popular com serviços de atenção à saúde de forma acolhedora e humanizada no Rio de Janeiro. A iniciativa itinerante percorre bairros carentes da cidade, contribuindo para um maior alcance, e é voltada para o público de mães, de 15 a 35 anos, e crianças de 0 a 6 anos.

Entre os desafios de sustentar o projeto, a empreendedora luta para que nenhuma mulher em estado de maternidade sofra violações. Hoje, Thaís tem dois filhos e busca recursos para que o empreendimento ganhe novas dimensões. “A inovação não pode se pautar apenas pela tecnologia, mas sim para inovar curando o que é urgente. E o que é mais urgente que a vida?”, afirma.

App para população ribeirinha

A imagem mostra o detalhe de duas mãos segurando um celular onde na tela se vê a interface no aplicativo Embarcar

Taissir Carvalho é um jovem morador de Santarém/PA, que vem facilitando a vida da população local por meio do Embarcar, um empreendimento digital que permite aos usuários da Amazônia o acesso rápido às informações sobre embarcações disponíveis, rotas, horários, valor da passagem, tempo de viagem, lotação, escalas e melhores ofertas dos transportes hidroviários da região. “O Embacar vem como um propósito de mostrar para outras pessoas que é possível empreender aqui na Amazônia. Hoje, ele é a minha vida.”, comenta Taissir.

A ideia surgiu em 2014, durante a participação em um evento de empreendedorismo de sua região. A plataforma faz toda diferença na vida da população ribeirinha. As informações são visualizadas na tela de um smartphone ou na versão da web Basta inserir a localidade de onde está saindo e informar um destino. Em seguida, aparece a lista com os resultados de embarcações para o destino selecionado.

“Às vezes chegamos a um local para procurar um barco, mas o veículo está distante de onde estamos e essa dificuldade que enfrentamos me estimulou muito. Eu acredito muito na transformação social que esse aplicativo traz e na mudança de hábito da população por meio da facilidade de acesso a essas informações”, afirma Taissir Carvalho.

No último episódio da série PenseGrande.Doc você irá conhecer a Infopreta, uma iniciativa que surgiu a partir da falta de oportunidade de diversidade no mercado de tecnologia. A empresa é um potente motor de transformação social e presta serviços de reparo em notebooks a preços acessíveis, emprega minorias e recupera computadores para doá-los a mulheres negras, mães, de baixa renda e pessoas matriculadas no ensino superior. Além disso, oferece cursos de manutenção básica até a especializada, voltados principalmente para mulheres, mas sendo aberto para todos os públicos.

Quer saber mais sobre cada um desses projetos? Assista ao Pense Grande.Doc, que vai ao ar todas as quintas-feiras pelo Canal Futura e podem ser acessados pelo canal do Youtube da Fundação Telefônica Vivo.

março 18th, 2019

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A imagem mostra uma cena do filme o Menino que descobriu o vento

Iniciar uma jornada empreendedora requer uma série de desafios. E muita gente na hora de tirar a ideia do papel esbarra na dificuldade de dar o primeiro passo. Acalme-se! Isso é muito normal.

Além de começar um negócio, aprimorar ou desenvolver uma iniciativa também exige dedicação, resiliência e muita mão na massa.

Que tal aproveitar momentos livres para curtir alguns conteúdos inspiradores? Separamos uma lista de série e filmes sobre o empreendedorismo imperdíveis. Confira!

Coco Antes de Chanel

 A imagem mostra uma cena do filme Coco Antes de Chanel

O filme conta a história de Coco Chanel, uma famosa estilista que revolucionou o mundo da moda ao ousar se vestir com roupas masculinas quando todas as mulheres usavam espartilhos e outros adereços. O longa mostra o espírito inovador de Coco e como ela venceu diversos obstáculos para conquistar seus objetivos, o que tornou a Chanel umas das mais valiosas marcas do mundo.

O que você pode aprender: como reinventar seu produto ou negócio e quais inovações são necessárias no atendimento ao cliente.

Onde assistir: Netflix

O menino que descobriu o vento

A imagem mostra uma cena do filme o Menino que descobriu o vento

O filme conta a história de Kamkwamba, um jovem que vive no Malawi, na África, e enfrenta dificuldades de sobrevivência ao lado de sua família. Para superar uma violenta seca pós inundação que submetia os moradores da região à fome e miséria sem ajuda do governo, o jovem busca conhecimento por meio de livros de ciência e cria um moinho de cinco metros de altura usando uma bicicleta quebrada, uma pá de ventilador de trator, um velho amortecedor e árvores, e transforma a realidade da sua comunidade.

O que você pode aprender: que o conhecimento e a persistências podem alavancar a sua ideia em meio a dificuldades e transformar realidades.

Onde assistir: Netflix

Steve Jobs – O Homem e a Máquina 

A imagem mostra uma cena do documentário Steve Jobs – O Homem e a Máquina

Um dos nomes mais conhecidos do mundo, Steve Jobs é fonte de inspiração para muita gente. Nesse documentário, é possível conhecer diferentes faces do criador da Apple e saber como ele construiu essa empresa referência no ramo da tecnologia. Outro ponto que chama atenção é a dedicação extrema de Jobs com tudo que se propunha a fazer pelo seu negócio.

O que você pode aprender: como a tomada de decisão é importante na hora de empreender e a dedicação para o trabalho como forma de alcançar objetivos.

Onde assistir: Netflix

Silicon Valley

A imagem mostra uma cena da série Silicon Valley

A série americana narra a história de seis profissionais desenvolvedores de programas de computador que buscam construir uma carreira de sucesso no Vale do Silício, na Califórnia, o maior polo de empreendedorismo e startups do mundo. No enredo, os jovens trabalham na empresa Hooli e vivem sob o olhar de um milionário que os deixa morarem em sua casa em troca de uma porcentagem de todos os projetos criados por eles.

O que você vai aprender: como nasce uma startup, quais caminhos traçar e como buscar investidores para que o seu projeto tenha sustentação para crescer rápido.

Onde assistir: HBO

Chef’s Table

A imagem mostra uma cena da série Chef’s Table 

Cada um dos episódios é focado em um grande chef e mostra tudo o que se passa nos bastidores da cozinha do seu restaurante. Os aprendizados são facilmente visíveis para qualquer tipo de negócio. A série é dividida em forma de documentário e teve três indicações ao Emmy Ewards de 2016.

O que você vai aprender: A importância de inovar sempre. Além de incentivar a confiança em você e no seu negócio, a série mostra que não é bom se abalar com o que os outros dizem.

Onde assistir: Netflix

Walt antes do Mickey

A imagem mostra uma cena do filme Walt antes do Mickey 

Conta a história de vida de Walt Disney desde criança, os seus sonhos e desafios até ter a grande ideia que mudou a sua vida: criar o ratinho chamado Mickey Mouse. Ele precisou de muita criatividade, força de vontade e ajuda dos amigos e da família para chegar lá. Além disso, precisou aprender a ser um empreendedor.

O que você pode aprender: se sentir motivado a seguir atrás dos seus sonhos e a enfrentar diversos obstáculos no meio do caminho.

Onde assistir: Netflix

Capital C

A imagem mostra uma cena do documentário Capital C
O documentário foca em novas formas de capitalizar negócios e como muitas desses casos têm sido desenvolvidos nos Estados Unidos por meio do crowdfunding. A história mostra três empreendedores com negócios distintos e com algo em comum, nenhum deles têm capital para desenvolver. Sendo assim, direcionam seus esforços para campanhas de arrecadação de dinheiro através de patrocínio individual de pessoas físicas que gostam de seus projetos e resolvem aportar um dinheiro em troca de algum benefício.

O que você pode aprender: diferentes formas de conseguir verba para financiar um negócio que, se for desenvolvido e validado, consegue um público cativo.

Onde assistir: Netflix

Phil Knight: O Homem que Conduz o Mundo

A imagem mostra uma cena do documentário Phil Knight: O Homem que Conduz o Mundo 

O documentário conta a história de Phil Knight, fundador da Nike, e mostra o surgimento e a ascensão da marca esportiva que se tornou uma das mais fortes do planeta. A Nike foi a primeira empresa a patrocinar jogadores profissionais, criando uma forma diferente de dialogar com o público. O principal ícone do sucesso dessa estratégia é o jogador de basquete Michael Jordan. Os produtos associados a seu nome foram responsáveis por alavancar as vendas da marca em todo o planeta.

O que você pode aprender: como encontrar formas diferenciadas de posicionar o seu negócio ou em marca em meio a tantas opções já existentes no mercado.

Onde assistir: Netflix

Abstract

A imagem mostra uma cena do documentário Abstract 

Em formato de documentário divido em oito episódios, mostra como é o processo criativo dos designers mais inovadores do mundo.  A série reúne importantes nomes da cena e revela como esses gênios da arte visual pensam e qual a influência do trabalho deles em vários aspectos da nossa vida cotidiana.

O que você pode aprender: pensar no visual e no design e no processo criativo da sua marca ou produto pode fazer a diferença durante a jornada empreendedora.

Onde assistir: Netflix

Shark Tank Brasil

A imagem mostra uma cena da série Shark Tank Brasil 

Versão brasileira de uma série americana de grande sucesso, como funciona o universo do empreendedorismo na vida real. A cada episódio, a série reúne conceitos como formação de produto, apresentação e segmentação do público-alvo por meio de empreendedores que apresentam seus negócios para grandes empresários brasileiros, considerados “tubarões do mundo dos negócios”, que avaliam essas novas empresas e oportunidades.

O que você pode aprender: uma oportunidade para analisar as ações diante do seu negócio e como apresentá-lo em um pitch diante de investidores.

Onde assistir: Youtube

Eu errei

A imagem mostra uma cena da série Eu errei

A série de vídeos conta a história de empreendedores sociais e nasceu de uma prática comum: a tentativa do erro e do acerto. Por meio de depoimentos de situações reais de aprendizado, a cada episódio, os criadores dos negócios contam como identificaram seus erros e conduziram os acertos das empresas que lideram, além de compartilhar a vontade de transformar a realidade social que vivenciam. O projeto é uma parceria entre o Portal Aupa e o Instituto Sabin.

O que você pode aprender: como lidar com o erro durante algum processo do seu negócio e como ele pode transformar o contexto de suas comunidades.

Onde assistirYoutube

PenseGrande.Doc

A imagem mostra uma cena da série PenseGrande.Doc

Fruto de uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo e o Canal Futura, a série de documentários tem como objetivo revelar histórias inspiradoras de jovens empreendedores, com menos de 30 anos. Os vídeos foram produzidos por jovens de diversas regiões do Brasil e contam 26 casos reais de empreendedorismo que estão transformando realidades por todo o país. Entre eles, seis fazem parte do Programa Pense Grande, que estimula a cultura de empreendedorismo para jovens.

O que você vai aprender: como uma ideia transformadora pode sair do papel e tornar-se uma realidade que muda a vida de muitas pessoas de sua comunidade.

Onde assistir: Youtube e site oficial do PenseGrandeDoc.

março 15th, 2019

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Grupo de jovens do Programa Pense Grande Incubação posa, para a foto

A Parafuso Educomunicação foi uma das iniciativas selecionadas, em 2017, para participar da Incubação do Programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo. Pra quem não sabe, a Parafuso é o coletivo curitibano no qual eu, a Juliana Cordeiro e a Paula Nishizima somos co-fundadores, e que promove o engajamento e a participação cidadã de adolescentes e jovens nas decisões em sociedade por meio da comunicação, educação e tecnologia. Foram nove meses incríveis de bastante aprendizado e desenvolvimento pessoal e do nosso empreendimento social também (:

Inclusive, eles estão com as inscrições abertas para quem quiser concorrer a uma das 30 vagas para empreendimentos a serem incubados. Clique aqui para acessar o regulamento e visite o site de inscrições, onde é possível encontrar um infográfico com o passo a passo do processo seletivo. Mas corre! O prazo final para se inscrever é dia 15 de Março de 2019!!!

Pra incentivar você a não deixar essa oportunidade passar, listei 10 motivos essenciais pra você inscrever a sua ideia no Pense Grande Incubação!

1. Você pode receber assessorias presenciais e online do início ao fim do período em que estiver incubado.

2. Você pode conhecer lugares incríveis durante as atividades de imersão. Nós, por exemplo, visitamos as sedes do Google Brasil e do Facebook Brasil, em São Paulo.

3. Você passa a se conectar com uma rede fantástica de jovens abertos a compartilhar sonhos, ideias e até as angústias dessa jornada que é empreender.

4. Várias oportunidades de conhecer e conversar com convidados(as) incríveis vão surgir. A gente conheceu inúmeras pessoas como as fundadoras do Think Olga, por exemplo. Mas quando voltamos para nossas comunidades, tecemos novas redes e conhecemos pessoas maravilhosas testando novos formatos e metodologias, como no lançamento da experiência #ParafusoLab

5. Você vai ter a paz necessária para parar tudo o que está fazendo na vida e se concentrar em desenvolver o seu negócio com a sua equipe.

O jovem Diego Silva posa para foto com outras duas colegas

6. O desenvolvimento do negócio vai caminhar junto com o seu desenvolvimento pessoal. Empreender também é uma jornada de autoconhecimento.

7. De acordo com a apresentação de resultados, seu acesso a um capital semente pode ser maior! Todos(as) recebem aporte financeiro necessário para desenvolver produtos e serviços. Entretanto, mais itens da sua solicitação podem ser aprovados se você colocar a mão na massa!

8. O acompanhamento da evolução do negócio e os encontros presenciais de imersão acontecem através de metodologias gamificadas. É tipo um jogo mesmo, em que os(as) participantes são motivados(as) a avançar cada uma das fases.

9. Fica mais fácil compreender onde você tá errando, o que é preciso melhorar e o que já está bom. Os feedbacks são constantes e boas verdades são ditas com amor. Tudo com o objetivo de impulsionar o crescimento do empreendimento de forma saudável e ágil.

10. Impossível sair do processo de incubação do mesmo jeito que entrou. É sério.
Tenho outros motivos pra te indicar a se jogar nessa oportunidade, mas a lista ia ficar muito grande. Mas vamos parar por aqui, pois acredito já há motivos suficientes, né não? ;D #PenseGrande #todospodemempreender

*Este artigo foi originalmente publicado no blog do Diego Silva

março 11th, 2019

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