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Imagem que representa lista de como captar recursos para empreendimentos sociais mostra um cofre em formato de porco com fundo em amarelo.

Quem se propõe a construir um projeto de impacto social passa por diversas etapas. Da prototipação até a formalização um negócio, é preciso lidar com muitas questões e uma das mais sensíveis para os jovens é como captar recursos para viabilizar as iniciativas.

Se a primeira vista o tema pode parecer distante da realidade ou complexo para quem está começando um negócio social, o receio em lidar com questões financeiras só não pode paralisar quem deseja empreender.

Dicas simples ajudam na hora de captar recursos:

  • • Acredite no seu negócio
  • • Tenha um discurso seguro e transparente
  • • Cultive uma boa rede de relacionamento
  • • Tenha metas claras e saiba mensurar resultados
  • • Não tenha medo de ouvir não
  • • Busque facilitadores de contato como redes sociais
  • • Procure o tipo de captação ideal para o perfil do seu negócio

Marcus Nakagawa, professor da graduação e MBA da ESPM em empreendedorismo social e outras disciplinas, afirma que um pitch seguro, pragmático e transparente, poderá abrir portas junto a possíveis investidores.

“É preciso ter um tom de crença, de propósito, mas também ser muito pé no chão, principalmente com os objetivos e retornos financeiros. Você não pode ser só um apaixonado pela ideia pelo seu negócio. Apresente as metas do impacto social e saiba mensurar isso. Lembre-se que não é apenas pelo dinheiro e não tenha vergonha, porque o não você já tem saindo de casa”, aconselha o especialista.

Outro ponto importante é gerenciar muito bem a própria rede de relacionamento, o que envolve ir além do networking, mapeando amigos, conhecidos e colegas da família. Afinal, é muito mais fácil convencer um investidor-anjo, ou ingressar em um programa de uma universidade se você já tiver uma referência ou proximidade.

“Existem também os meios facilitadores como, por exemplo, o Linkedin ou o WhatsApp. Você pode arriscar mandar uma mensagem para o contato e quem sabe, receber uma resposta”, sugere.

 

Formas de captar recursos

Mas será que existe um tipo ideal de captação de recurso para cada perfil de empreendedor social? A resposta é sim: a forma como você vai obter investimento tem a ver com o tamanho do empreendimento, com o plano de negócio e com a sua visão de mundo.

“Depende do que se quer analisar e dos testes feitos, pois não adianta tirar do papel o que ainda não foi testado no mercado. Contudo, se estivermos falando de um aplicativo, envolve basicamente marketing e divulgação. Você vai atrás de investidores que tenham mais conhecimento e competências na área do seu negócio”, explica o professor.

Universidades, aceleradoras e incubadoras podem abrir portas, pois oferecem apoio de grandes conhecedores do mercado e acesso a redes de relacionamento para ajudar os empreendedores sociais menos experientes.

Com a orientação do professor Marcus Nakagawa, autor do livro 101 Dias com Ações mais Sustentáveis para Mudar o Mundo (Labrador) e vencedor do Prêmio Jabuti 2019 na categoria Economia Criativa, listamos, a seguir, alguns caminhos possíveis de captação de recursos para o seu negócio social:

 

1 – Programas de Incubação

Oferecem apoio gerencial e técnico, disponibilidade de profissionais experientes e espaço físico com acesso a itens como internet e telefone, para que o empreendedor desenvolva a organização do seu projeto. Podem também envolver recurso financeiro, mas, de todo modo, proporcionam economia ao empreendedor que está no início das operações.

São oferecidos tanto por empresas como por iniciativas governamentais. O Pense Grande Incubação, programa da Fundação Telefônica Vivo, abre inscrições todo início de ano, oferecendo capacitações, mentorias, encontros e trocas com empreendedores de outros Estados. A fase final de incubação inclui ainda capital semente para impulsionar o negócio, que deve aliar impacto social e tecnologia.

 

2 – Aceleradoras

A diferença em relação às incubadoras é que as aceleradoras se voltam a negócios já em funcionamento. Isso quer dizer que geralmente esta relação envolve dinheiro e o objetivo de expandir o empreendimento social, o que também inclui mentoria e rede de apoio.

Um exemplo de aceleração é o programa Vai Tec, idealizado pela Agência São Paulo de Desenvolvimento (AdeSampa) e Secretaria Municipal do Trabalho e Empreendedorismo (SMTE) e que também conta com parceria da Fundação Telefônica Vivo. Nele, 24 empreendimentos recebem R$ 33 mil além de mentorias e capacitações.

A ANIP (Aceleradora de Negócios de Impacto da Periferia), criada pelo DJ Bola, também oferece mentorias e apoio financeiro a negócios de impacto. Você pode acessar o site para mais informações.

 

3 – Universidades

Segundo o professor Marcus Nakagawa, antes de pensar em dinheiro, quando você está iniciando um empreendimento é muito mais importante estar em um espaço para adquirir conhecimento e ter orientação. E as universidades tornam-se um ambiente de troca e um celeiro para novos empreendimentos por meio de incubadoras e aceleradoras universitárias.

A ESPM tem a Incubadora de Negócios, que oferece consultoria na área de operações, marketing, finanças, direito e pesquisa. Eles oferecem vagas para pessoas de fora do quadro de estudantes. Para saber mais, basta manifestar interesse enviando um e-mail.

Já a Universidade de São Paulo tem o Habits, voltado a empreendimentos sociais, e alguns outros projetos, como a Supera Incubadora, que foi eleita entre as 20 melhores do mundo.

 

4 – Crowdfunding e Equity Crowdfunding

Conhecida no Brasil como vaquinha virtual, o crowdfunding pode ser um caminho mais direto de captação de recursos a empreendimentos sociais. Várias plataformas, como a Kickante, fazem a ponte entre pessoas comuns e quem deseja tirar uma ideia do papel. É comum o oferecimento de recompensas e brindes a quem se dispõe a fazer doações. As plataformas também costumam ficar com uma porcentagem do valor.

Já no caso do Equity Crowdfunding, as pessoas comuns tornam-se investidoras interessadas em fazer crescer seu capital junto com a empresa que recebe o aporte.

 

5 – Investidor-Anjo

Os investidores-anjo também costumam atuar no início das operações, podendo ser considerado um investidor inicial. Também é conhecido como smart money, pois usa-se capital próprio, ou seja, é uma pessoa física que faz uma aposta baseada em conhecimento e experiência. O termo foi difundido no boom inicial de startups, mas podem investir também em empresas com viés social.

Há vários tipos de acordo: eles podem virar sócios ou ter uma pequena participação e quase sempre atuam como mentores e ajudam a direcionar um negócio. Outra característica é que esse investidor pode ser alguém próximo e até mesmo um familiar. A Associação dos Anjos do Brasil reúne investidores de todo o país.

 

6 – Fundos de investimento

Os fundos de investimento atuam por meio da compra de pedaços do negócio e podem fazer aporte ou investimento. A característica deste tipo de captação de recurso é a expectativa de recuperar o investimento feito. O empreendedor que opta por esta modalidade acaba entrando em uma sociedade e vai buscar o crescimento da empresa.

Um dos fundos de investimento de impacto social mais conhecidos é a Vox Capital. Neste caso, quando há viés social, o lucro é um dos objetivos, mas é preciso também garantir a transformação socioambiental proposta.

“Geralmente esses fundos sociais são mais conscientes e acompanham um negócio mais de perto. Não querem o lucro a qualquer preço. Dentro do modelo tradicional, é comum as pessoas acabarem vendendo parte do negócio para garantir o lucro do investidor”, explica o professor Marcus Nakagawa.

O Pense Grande Podcast dedicou um episódio ao tema Desafios de Empreendedores na Captação de Recursos. Os participantes deram dicas de projetos que investem em negócios de impacto social, como Move SocialKVIV VenturesPositive Ventures. O Prosas conecta quem patrocina e quem executa projetos sociais. A Associação Brasileira de Captadores de Recursos promove premiação anual.

7 – Leis de incentivo

Existem políticas de incentivo ao empreendedorismo, especialmente para negócios de impacto que sejam ligados a cultura e não necessariamente busquem lucro. No Estado de São Paulo existe o PROAC, que abre edital a interessados. Além disso, fundações e projetos sociais podem captar recursos pode meio de descontos de Imposto de Renda e ICMS.

A plataforma Simbiose Social, que já ganhou o Prêmio Empreendedor Social da Folha, pode ser uma ferramenta aliada, pois tem informações e otimiza a pesquisa, avaliação e gestão do investimento social de empresas.

dezembro 9th, 2019

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Grupo de empreendedores do Pense Grande Incubação formado por 16 pessoas posa em encontro do projeto, que incentiva o empreendedorismo em rede.

Cocriação, apoio na tomada de decisão e a criação de vínculos estão entre as características do empreendedorismo em rede. Manter uma rede entre pessoas que estejam determinadas e motivadas a trabalhar por causas possibilita acessar espaços diversos, potencializa vivências e fortalece negócios sociais.

“Normalmente, negócios sociais começam sem recursos. E trabalhar sozinho, sem o básico, é muito difícil. Mas quando você trabalha em rede, você vê que é possível ajudar outras pessoas e ainda construir um negócio baseado em causas, principalmente porque você tem outras pessoas alinhadas, que vão trabalhar com o mesmo propósito”, afirma Ana Fontes, fundadora e presidente da Rede Mulher Empreendedora.

O caminho da Rede Mulher Empreendedora começou como um blog acabou crescendo e tornou-se um negócio graças à tecnologia, uma facilitadora para quem deseja aderir ao empreendedorismo em rede.

Ana Fontes conta que, por meio do Facebook, encontrou outras mulheres com as mesmas dificuldades e aprendizados em seus processos. Hoje, a rede conta com cerca 550 mil mulheres contribuindo para capacitação e consultoria de outras empreendedoras e promove mais de 300 eventos por ano, muitos deles organizados por voluntárias.

Elas ainda contam com um grupo de Facebook com 65 mil mulheres trocando informações. A fundadora ressalta que, embora seja recompensador, trabalhar em rede também tem suas dificuldades.

“É preciso ter muita determinação, entender o tempo e os momentos de cada pessoa, além de se reinventar o tempo inteiro”, diz Ana Fontes. “Empreender é muito solitário, mas quando a gente se reconhece em outras pessoas a jornada fica menos difícil”, acrescenta.

Para quem quer dar o primeiro passo e não sabe encontrar uma rede, a plataforma Meetup facilita os encontros e desenvolve uma comunidade virtual em prol de um objetivo comum. Pode ser cozinhar, praticar um idioma, aprender programação, debater causas, empreender, entre outras atividades.

 

Jornada compartilhada

A importância de criar conexões para agregar na jornada empreendedora, é um dos principais objetivos do Pense Grande Incubação. Ao longo de 2019, os 30 empreendimentos participantes da 5º edição frequentaram encontros regionais e nacionais.

Dividindo o mesmo espaço, os empreendedores puderam criar vínculos e se fortalecer relações que começam a ser construídas desde a fase de pré-incubação e vão sendo estabelecidas nas demais fases, por meio de atividades como a Imersão Pense Grande e reuniões presenciais pelo país.

No mês de novembro, os participantes se reencontraram para a segunda fase dos encontros para a troca de experiências e o acompanhamento de seus projetos, em São Paulo, Salvador e no Rio de Janeiro.

“Os encontros são uma estratégia de apoio do Pense Grande. Durante todo o processo de orientação, a gente trabalha a questão do empreendedorismo em rede para potencializar um negócio. Por isso, a gente acha importante fazer com que os selecionados se encontrem pessoalmente, e não só virtualmente. Assim, as trocas são mais potentes”, relata Marina Egg, coordenadora na Aliança Empreendedora.

Com a jornada no Pense Grande Incubação se encaminhando para o fim, o principal objetivo é fazer com que os jovens entendam que, mesmo sem o intermédio do programa, eles podem seguir em rede, aprendendo uns com os outros. Também são debatidas questões técnicas e comportamentais, como marketing digital, vendas, trabalho em equipe, distribuição de lideranças e planejamento financeiro.

“Se conectar com outras pessoas é importantíssimo. A gente se sente perdido no começo e os encontros regionais nos ajudam e trazem esse gás pra continuar. Lá nós vemos que outras pessoas estão enfrentando os mesmos desafios, inseguranças e talvez tenham sugestões e respostas melhores do que as que temos quando estamos sozinhos”, ressalta Larissa Dornelles, 27 anos, fundadora da Brado Instrutoria e participante da Incubação.

dezembro 5th, 2019

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Jovens participantes do encontro Empreendedor do Pense Grande posam para foto em grupo em cima de um palco

Outubro foi marcante para jovens estudantes das Etecs que participam da 7ª edição do Programa Pense Grande. Ao longo do mês, eles tiveram a chance de trocar ideias sobre projetos desenvolvidos e se conectar com empreendedores sociais para entender melhor sobre suas jornadas empreendedoras.

Como já é tradição, o chamado Encontro Empreendedor é um momento para que os jovens que integram o Pense Grande – iniciativa da Fundação Telefônica Vivo que tem a missão de fomentar a cultura do empreendedorismo de impacto social – estabeleçam uma rede para potencializar seus trabalhos.

Neste ano, foram cinco instituições que abrigaram o “encontrão”, como o evento é conhecido entre os participantes. No início do mês, a Etec Carapicuíba recebeu jovens das Etecs Paulistano, Jaraguá e Martin Luther King.

Os participantes divulgaram seus projetos aos colegas, estreitaram conexões e formaram uma roda de conversa com o publicitário Ale Costa, que trabalhou em produtoras renomadas como a O2 Filmes. Atualmente, ele encabeça um projeto relacionado a futebol de várzea nas comunidades paulistanas. “Fiquei feliz de ver que estes jovens se mostraram muito capazes de evoluir e mudar nosso Brasil”, declarou.

A estudante Hevelyn Oliveira da Silva, de 19 anos, está cursando Multimídia e ficou muito feliz de ter a chance de conversar com alguém da área de audiovisual. “O Ale contou como é o dia a dia dele na produção de filmes e quais são os principais desafios nessa área. Ele também deu dicas sobre o que precisamos fazer para crescer nesse segmento. Eu adorei!”.

A Etec Embu das Artes recebeu a convidada empreendedora Estela Damato, fundadora do Lab Social, organização que tem como foco promover instrumentos de governança entre múltiplos atores da sociedade para a resolução de problemas sociais.

“Foi muito bom ouvir a história de superação dela, sem contar que ela me deu várias ideias para o projeto que estou desenvolvendo. Descobri, por exemplo, que não preciso ter um lugar fixo para o meu empreendimento”, contou Pedro Felipe Neres de Oliveira, de 15 anos, aluno da Etec de Cotia.

Um cenário familiar

A Etec Zona Leste recebeu um convidado especial, o empreendedor Marcio Oliveira, fundador da Pokan Investimentos, projeto de educação financeira para periferia que começou a desenhar quando integrou a 4ª edição do Pense Grande.

“Compartilhar um pouco da minha experiência e contribuir para a futura geração foi incrível e enriquecedor. Os alunos ficaram interessados em saber que a minha empresa partiu de um TCC e se aprimorou com as ferramentas do Pense Grande”, ressalta Marcelo.

O Encontro Empreendedor também aconteceu em cidades do interior do Estado de São Paulo. Em Piracicaba, a Etec Deputado Ary de Camargo Pedroso recebeu os estudantes da Etec Coronel Fernando Febeliano da Costa. A empreendedora convidada foi Camila Siriani, proprietária do Sallutem Centro de Treinamento Personalizado.

Em Ribeirão Preto, o intercâmbio aconteceu na Etec José Martiniano da Silva, que recebeu alunos da Etec Fernando Prestes, de Sorocaba, além dos convidados Tatiana Brechani, consultora facilitadora da Révoa Desenvolvimento; e Renato Rodrigues, fundador da empresa de mobilidade urbana Outbike.

Para Matheus Santos, 16 anos, aluno do Ensino Técnico Integrado ao Médio (ETIM) da Etec Embu das Artes, o principal atrativo do Encontro Empreendedor são as conexões com outros jovens: “Estudantes de duas escolas diferentes que estão fazendo o mesmo curso podem trocar ideias sobre os projetos. Foi possível criar uma afinidade e perceber como o Pense Grande nos prepara para desenvolver boas ideias para ajudar a sociedade”.

“Eu gostei muito de ter participado do Pense Grande pela quantidade de experiências novas que ele nos proporcionou. Com esses conhecimentos, pude agregar maior valor para a apresentação do meu grupo na mostra científica da escola”, Maria Eduarda Caetano, de 16 anos, aluna de administração da Etec Coronel Fernando Febeliano Costa.

O Programa

A 7ª edição do Pense Grande começou no segundo semestre de 2019, atuando com atendimento direto aos jovens de 13 instituições do Centro Paula Souza. As oficinas geralmente acontecem no contraturno, mas nas Etecs Carapicuíba e Zona Leste, o programa é parte da grade curricular das disciplinas Empreendimento para Multimídia e Administração e RH, respectivamente.

Com metodologia exclusiva, o programa traz atividades mão na massa que ajudam o jovem a pensar fora da caixa e desenvolver habilidades empreendedoras e socioemocionais. Os participantes aprendem a desenvolver projetos que tenham impacto social, viabilidade financeira, tecnologia e muita inovação.

Os estudantes também são estimulados a exercitar suas habilidades para falar em público e concisão para defender seus projetos durante um pitch. Os projetos de destaque serão selecionados para se apresentar, em novembro, no Demoday, evento que encerra o ciclo do programa e premia os melhores empreendimentos desenvolvidos pelos jovens.

De cara nova

A partir do próximo ano, o Pense Grande não fará mais atendimento direto nas Etecs. Em vez disso, trabalhará com a formação de professores do Centro Paula Souza, os quais serão responsáveis pela multiplicação da metodologia de empreendedorismo social dentro do espaço escolar.

A mudança visa ampliar ainda mais o alcance e o potencial transformador dos jovens estudantes, além de estreitar conexão entre educadores e alunos e engajar a todos na cultura do empreendedorismo social.

outubro 28th, 2019

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Nina Silva, fundadora do Black Money e uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil, aparece sorrindo, de coque e com um microfone no palco de uma palestra.

Marina Silva, mais conhecida como Nina Silva, pode ser apresentada de muitas formas: reconhecida pela ONU e pela instituição internacional MIPAD (Most Influential People of African Descent) entre os cem afrodescendentes mais influentes do mundo abaixo de 40 anos. Indicada pela Forbes como uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil em 2019. Uma das fundadoras do Movimento Black Money, escritora, mentora e gestora com carreira internacional consolidada e 17 anos de experiência com Tecnologia da Informação (TI).

Para ela, a pessoa que se considera deste século e quer realmente causar impacto social, independente da carreira ou de um objetivo pessoal, precisa estar conectada e criar redes que possibilitem a transformação.

“Estar no MIPAD é estar ligada a outros afrodescendentes, tanto em diáspora quanto na África, e me permite entender diferentes contextos para a população negra no mundo. Não me vejo, enquanto especialista em tecnologia, sem estar conectada em redes de real empoderamento socioeconômico no mundo. E todas as instituições que integro fazem parte desse plano estratégico”, explica Nina sobre como mantém o envolvimento com tantas demandas e projetos.

A rotina dela ainda inclui palestras, atuação nas atividades e lançamentos do Movimento Black Money e, atualmente, ela ainda compõe a equipe da ThoughtWorks, organização presente em 14 países que propõe usar o conhecimento da indústria de TI para advogar pela justiça social e econômica.

Sem ligar para barreiras geográficas, Nina Silva diz que está focada em viver a Revolução Industrial 4.0, entender o mecanismo e as estratégias de hackeamento do sistema a partir das singularidades e necessidades sociais de diferentes povos.

“O Movimento Black Money é um hub (um conector de informações e pessoas) e precisa atuar em diferentes frentes pelo nosso propósito, que é a emancipação e autonomia real da população negra no Brasil e no mundo. Instituições como MIPAD ou o CPLP (que reúne mulheres empresárias de países de língua portuguesa), permite com que eu esteja sempre antenada nas novas tecnologias e em como aplicá-las na realidade”, complementa.

Nascida e criada em São Gonçalo (RJ), no bairro Jardim Santa Catarina, que já foi considerada a maior favela plana da América Latina, formou-se em administração pela Universidade Federal Fluminense e fez pós-graduação na área de sistema de informação e gestão de projetos, com diversas certificações internacionais.

Como jovem, mulher e negra sempre lidou com a disparidade de não conviver com semelhantes nos times em que trabalhava. O “não pertencer” vinha em muitas formas: quando homens mais velhos a chamavam de menina mesmo ela sendo a gestora do time; quando foi mandada embora com justificativas como de não ter o perfil da vaga mesmo tendo a melhor avaliação de atendimento; quando chegava a um time novo e lhe mediam da cabeça aos pés, duvidando que fosse a dona do currículo recheado de certificações.

Nina conta que foram justamente as dificuldades e o constante questionamento por ocupar posições de liderança que a levaram a buscar um propósito maior, que culminou na participação para criar o Movimento Black Money.

“Costumo dizer que o racismo sempre veio primeiro que todos os outros preconceitos. Não é por eu ser mulher, porque meu nome é feminino; não é por ser jovem, porque a idade está ali no currículo. Então a questão racial sempre foi uma das maiores barreiras. Só que agora eu diria que esse é o maior propósito para o embasamento da minha carreira e para construir novos espaços bem mais saudáveis e inclusivos”, resume Nina Silva.

Nina Silva, considerada uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil, aparece no centro do palco, falando para uma plateia e com o logo do Movimento Black Money em uma tela no fundo.

O que é o Movimento Black Money?

Movimento que atua com inovação, empreendedorismo e educação financeira para a população negra. Fortalece o conceito de pan-africanismo e tem Marcus Garvey como um dos guias.

No momento, o foco da iniciativa são os serviços financeiros com taxas mais justas e protótipos para dar visibilidade a empreendedores negros. Contudo, o Movimento Black Money também trabalha a inserção da comunidade negra na tecnologia a partir da educação e promove networking e a comunicação, como o evento Start Blackup.

A seguir, Nina Silva enumera algumas dicas para quem está começando a trilhar o caminho do empreendedorismo social. Confira!

Qual o seu propósito?
“O que é que te engaja? O que te move? O que eu quero acordar todo dia para fazer? Ah, o que me move é dançar, é o bem estar de outras pessoas, é trabalhar com criança. O importante é ter atrelado ao seu negócio algo que dê realmente uma satisfação. Então a primeira dica é essa: entender o que te move”.

Identifique necessidades e mapeie o seu entorno
“Já sabendo o que te move, o que existe na sua região, perto de casa, da faculdade, do trabalho, do grupo que frequenta ou até na rede social que usa e que gera uma necessidade? O que está faltando e ninguém nunca parou para prestar atenção?. Isso é importante para mapear oportunidades no mercado.”

Gerando conexão com o que está ao seu alcance
“É preciso achar o que te motiva e atrelar a uma necessidade que seja esteja próxima das suas mãos. Não adianta você querer, por exemplo, resolver um problema de mobilidade urbana sem saber dirigir. Pense em coisas que consiga enxergar como necessidade, mas também se veja empreendendo com aquilo e solucionando o problema”. 

Analise a concorrência e defina o público
“Verifique se já tem muita gente fazendo a mesma coisa. Se já tem, é preciso ter um diferencial muito específico, que lhe torne especial. Mas saiba qual é o seu público. Antes de começar a operar, quem você quer atingir? Lógico que você vai acabar atingindo outras pessoas, mas defina a persona, o público padrão que vai ser atendido por aquela solução”.

Tire proveito do mundo tecnológico
“Use a transformação digital. É muito mais fácil criar amplitude e reverberar o seu projeto. Há redes sociais, ferramentas de marketing autodidatas e intuitivas. Existem versões gratuitas ou versões testes, que são livres durante um período de tempo. É possível potencializar e fazer a informação chegar mais rápida no seu público”.

Crie uma rede
“Quando você está em algo, mesmo que seja no início, já é um diferencial. A partir disso, se instrumentalize. É preciso buscar conhecimento, desenvolver uma rede de apoio e parcerias para criar uma estrutura mínima e começar a atender aquela demanda.”

agosto 29th, 2019

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Cinco competidores estão sentados em cadeiras em um palco durante um slam. Entre eles estão Kimani, Léo Rios e Gustavo Arranjus, iluminados pelo pôr-do-sol.

Uma batalha de poesia falada. A definição de dicionário de um Slam é simples assim, mas basta acompanhar uma delas para entender que a arte, liderada por jovens das periferias das capitais brasileiras, é também uma forma de reconhecimento, empatia, militância política e social, união e resistência.

O Slam foi criado em Chicago, nos Estados Unidos, na década de 80, na esteira da popularização do hip hop.  Por aqui chegou só nos anos 2000, e desde então ganha cada vez mais adeptos. Só em São Paulo há mais de 60 grupos organizados.

As batalhas normalmente acontecem em espaços públicos, ao ar livre ou em centros culturais, e seguem algumas regrinhas básicas: são quatro ou cinco rodadas, dependendo do número de competidores. Cada slammer tem 3 minutos para declamar sua poesiae, no máximo, 10 segundos de tolerância para finalizar.

Os jurados, escolhidos aleatoriamente na plateia, dão notas de 0 a 10. Dos slams regionais saem competidores para os campeonatos estaduais. Os vencedores disputam o Slam BR, que normalmente acontece no final do ano. O finalista representa o Brasil na Copa do Mundo de Slam, disputada em Paris, na França.

Na linguagem do slam

Slammaster: mestre de cerimônia que conduz a competição

Slammer: poeta competidor

Correr: nome dado ao ato de declamar a poesia para o público

Pow: grito da plateia para celebrar a nota máxima, 10.

Credo: grito da plateia para as notas de 9.5 a 9.9.

 

Militância em foco

A cantora, compositora e poetisa Cinthya Santos, conhecida como Kimani, mora no Grajaú, zona sul da capital paulista. Participa do Slam desde 2017, quando descobriu a poesia de militância como uma forma de entender suas raízes e encontrar o seu espaço no mundo.

A jovem de 26 anos é conhecida nas competições. Já ganhou algumas delas e foi finalista do Slam BR. “O slam é um processo terapêutico, quase de cura mesmo. Os poetas são muito verdadeiros em relação às suas vivências. Tem gente falando sobre como foi violentada, sobre ter enfrentado a depressão, sobre opressões diárias. A gente cria um vínculo forte entre todos que estão ali”.

 

Kimani explica que os slams brasileiros costumam ser mais politizados, enquanto os norte-americanos “falam sobre passarinhos”. “São três minutos para passar a mensagem, ninguém quer desperdiçar sem se posicionar. Por isso o Slam se assemelha muito com o rap e com o hip hop. Nós bebemos da mesma fonte”.

Cinthya Santos, conhecida como Kimani, está no palco durante um evento de slam. Ela está apontando com o dedo indicador para a pele do seu braço direito, tem os cabelos longos e trançados e está de vestido preto e tênis.

 

Rotina e ancestralidade

O cotidiano – e suas discrepâncias sociais – é fonte riquíssima para os poetas da periferia. O bar da esquina, a feira, o trajeto no metrô, o aperto do ônibus lotado, as situações vividas no trabalho.

Mas há também espaço para falar de amor, de festas e até de pagode, como fez a escritora e poetisa Aline Anaya, durante o Pocket Slam que aconteceu dia 27/07, na Casa de Cultura Municipal do Ipiranga – Chico Science:

Para Aline, o slam desperta uma conexão com sua ancestralidade. “Eu tenho um forte vínculo com a oralidade. Eu não tenho registros fotográficos da minha família. Tudo o que sei sobre meus bisavós, por exemplo, é o que meu pai me conta. Então essa oralidade para mim é ancestralidade”.

A hora e a vez da quebrada

Léo Rios está sentado com as pernas cruzadas no palco de um evento de slam, enquanto fala ao microfone. Ele tem os cabelos curtos, usa regata e ao fundo é possível ver outros competidores.


Léo Rios tem 21 anos e é de Tatuí, interior de São Paulo. Até mudar para São Paulo, era um dos organizadores do slam que acontecia em sua cidade natal e do Slam Boituva.

No vídeo abaixo ele define a potência do slam como um espaço de pertencimento e escuta:

Apesar de reconhecer a importância dos slams que acontecem no centro de São Paulo, pela acessibilidade, ele costuma participar das batalhas que acontecem nas periferias da cidade, especialmente pela rede de apoio que se cria com o movimento.

“É uma cena recente, mas ela tem muita força. São pequenos grupos que vão se aliando para se fortalecer, é a força da periferia. Então os poetas criam vínculos com quem tem uma marca criada na periferia, com quem escreve zine, com o pessoal do audiovisual que está começando. É como uma escada, todo mundo vai subindo junto”.

“Tem muita gente que pensa que porque viemos da favela nos contentamos com pouco. Nós estamos nos profissionalizando e criamos uma rede para ajudar nesse processo. Se antes nós mal conseguíamos ler, hoje a gente escreve, produz e cobra por isso”, descreve Kimani sobre a arte feita “na quebrada”.

Uma questão de empatia

Quem vê o Gustavo soltar sua poesia pela arena do Slam não imagina que faz apenas sete meses que começou a participar de batalhas. E foi longo o caminho até esse momento. Ele conta que apesar de compor poesias desde os 7 anos de idade, sempre lutou contra o preconceito.

“Várias vezes me disseram que poesia não era coisa de menino. Acho que hoje em dia as pessoas entendem mais a literatura marginal. Ainda há outras tantas barreiras sociais que precisamos superar, mas a arte nos ajuda nisso”, diz ele.

Aos 30 anos, o poeta encontrou no slam acolhimento e empatia. “No slam rola muito de você sentir exatamente aquilo que outro poeta está descrevendo. É uma sensação de pertencimento que é difícil de explicar com palavras. Tem muita verdade ali, as pessoas dão tudo de si quando estão com o microfone na mão. Eu mesmo fico mais leve depois que saio do placo, como se tivesse tirado três botijões de gás das minhas costas”.

Gustavo Arranjos está com o microfone na boca, usa óculos escuros, camisa estampada e botas, enquanto declama versos durante um evento de slam.

O público costuma ser parte importante da empatia que envolve o slam. É comum dar força aos poetas que se mostram mais nervosos na arena, sem contar toda a vibração com a revelação das notas, como mostra o vídeo abaixo gravado no Slam Capão, que ocorreu também no dia 27/07, na Fábrica de Cultura do Capão Redondo.

Júnior dos Santos, de 32 anos, é de São Sebastião. Topou por acaso com o slam, parou para ouvir e se encantou. “Os artistas trazem muita verdade. A gente consegue perceber a personalidade de cada um quando eles falam. Tem uma autenticidade na experiência. É algo muito sensível que faz a gente se reconhecer e vibrar junto”.

**Todos os poemas são de livre expressão e responsabilidade dos artistas e não refletem a voz da Fundação Telefônica Vivo.

Acompanhe!

Há slams espalhados por todo o Brasil, mas São Paulo ainda ostenta o título de capital nacional do Slam. O site do Sesc SP levantou oito batalhas que acontecem pela cidade.

agosto 15th, 2019

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Imagem traz grupo de jovens sentados conversando em uma sala. Ao fundo é possível ver um logo grande e iluminado do Pense Grande.

Apoiar jovens de periferia a transformarem suas ideias em negócios sociais. Esta é a razão de ser do Pense Grande Incubação, que iniciou no dia 1º de julho a 5º edição do programa, trazendo novidades em sua estrutura que vão da ampliação de empreendimentos e criação de nova fase até formações e assessorias ao longo do processo seletivo.

Pela primeira vez, desde 2015, o Pense Grande Incubação contará com empreendedores de todas as regiões do Brasil. Além disso, em vez de incubar 15 empreendimentos de impacto social, o programa fará a incubação de 30 projetos. A iniciativa da Fundação Telefônica Vivo, em parceria com a Aliança Empreendedora, expandiu o processo seletivo, incluindo também uma nova fase: a pré-incubação.

“Até o ano passado a gente tinha o processo dividido em duas fases, atuando em algumas cidades específicas”, explica Marina Egg, consultora da Aliança Empreendedora. “Mas nesta edição, abrimos o programa para todas as capitais do Brasil e suas regiões metropolitanas. Essa diversidade regional é muito rica para o processo, porque a gente trabalha com a troca entre os empreendedores, parte fundamental do desenvolvimento dos projetos.”

Desenvolvimento desde a seleção

Além de diversidade garantida, o programa também buscou adequar o processo seletivo à uma lógica de desenvolvimento, oferecendo desafios e assessoria especializada antes mesmo de a incubação começar. A primeira fase contou com 248 inscrições válidas, que levaram em consideração os seguintes critérios: inovação, motivação e competências empreendedoras.

Após a avaliação da proposta, 140 empreendimentos foram selecionados para a segunda fase, na qual os empreendedores passaram por capacitações e tiveram quatro desafios para resolver. Com base nos resultados, 40 projetos passaram para a nova fase de pré-incubação, que organizou encontros regionais, palestras, assessorias especializadas, tudo para ajudá-los a pensar em um protótipo para seus negócios.

O resultado destes exercícios levou à seleção de 30 incubados que começaram a trilha de desenvolvimento no dia 1º de julho. Dentre eles, 16 projetos são liderados por mulheres e são localizados em 18 cidades diferentes, distribuídas em 12 estados.

Os números do Pense Grande Incubação 1ª fase Inscrições válidas recebidas: 248 Critérios: inovação, motivação e competências empreendedoras 2ª fase Empreendimentos selecionados para segunda fase: 140 Projetos passaram por capacitações e resolveram 4 desafios Fase Pré-Incubação Selecionados: 40 Participaram de encontros regionais, palestras e assessorias especializadas para a construção de protótipos para os negócios Seleção final: Incubados: 30 16 liderados por mulheres 18 cidades diferentes em 12 estados

Conheça cinco empreendimentos que participarão da 5º edição do Pense Grande Incubação:

NORTE

Imagem mostra rapaz de camiseta branca sorrindo para a câmera.

MadTech

A experiência de Melquisedec Corrêa, de 24 anos, como voluntário nas regiões periféricas de Belém (PA), abriram seus olhos para os desafios locais. Já na faculdade, entrou em contato com ONGs e projetos sociais que trabalhavam com catadores de materiais recicláveis. “Lá pude ver o baixo rendimento que eles têm na atividade de “catação”, além de toda a questão da poluição residual. Belém, por exemplo, vivia uma crise do lixo e não tinha uma solução eficaz”, explica o jovem empreendedor.

Pensando na realidade daquela comunidade, ele decidiu unir empreendedorismo, ação social e a graduação em engenharia para criar a MadTech, uma empresa que se dedica a transformar resíduos plásticos e agroindustriais em novos produtos. A proposta é desenvolver uma madeira biossintética, feita a partir do plástico reciclável e fibras do caroço de açaí, para produção de móveis ecológicos e exclusivos.

Como é participar do Pense Grande Incubação?

“Minha experiência com o Pense Grande foi, e está sendo, a melhor possível! Vi os depoimentos de quem já tinha participado do programa e compreendi o compromisso e a seriedade no desenvolvimento de startups. Na hora tive a certeza de que a MadTech precisava estar lá, e conseguimos!”.

NORDESTE

Imagem mostra jovem de óculos usando vestido colorido

Grana Preta

Inspirando-se na família, que sempre apostou nos negócios próprios para complementar a renda, Amanda Aguiar teve a oportunidade de desenvolver a veia empreendedora desde cedo. Nascida em Salvador (BA), a jovem de 26 anos aprendeu a aliar impacto social e comunicação por meio das iniciativas que participou durante sua formação. A ideia de gerar conteúdos sobre finanças para jovens negros surgiu algum tempo depois, pela inquietude com relação à situação socioeconômica do país.

“Eu não queria apenas reclamar dos problemas, queria poder apresentar soluções que pudessem ajudar a garantir certo tipo de conforto e segurança financeira”, conta a empreendedora. “Então, o Grana Preta surge como uma ferramenta para as pessoas resolverem seus problemas econômicos de forma mais autônoma, sem depender de soluções políticas”. Os conteúdos de educação financeira e empreendedorismo serão disponibilizados por meio de ferramentas como o Instagram e Google Classroom, junto da venda de cursos digitais de educadores negros, funcionando como um marketplace.

Como é participar do Pense Grande Incubação? 

-“Todos os desafios e a validação da minha ideia foram novos para mim. O passo-a-passo serviu para eu me entender enquanto empreendedora. Não sabia o quanto esse processo de autoconhecimento seria fundamental para mim! E por isso já sou muito grata ao Pense Grande!”.

CENTRO-OESTE

Imagem mostra jovem usando capacete branco. Ela sorri para a câmera e usa camisa branca.
Deu Obra

“O Mundo sem Pobreza” de Muhammad Yunus, foi a porta de entrada de Melania Pires para descobrir o mundo dos negócios sociais. Formada em Engenharia Civil e voluntária em ações sociais, a jovem descobriu três coisas: a rotina das grandes construtoras não se encaixava em seu perfil, o empreendedorismo era um caminho possível e, em Goiânia (GO), a taxa de desempregados no ramo da construção civil tinha se tornado assustadoramente alta.

Foi aí que surgiu o Deu Obra, empreendimento que promove a construção de edificações pequenas e de baixo custo, investindo o lucro obtido na capacitação de desempregados da construção civil. A ideia é absorver estes profissionais para as obras realizadas, e propor parcerias a outras construtoras para que ofereçam oportunidades a eles. “Percebi que podia conectar a minha profissão a algo que transformasse a vida das pessoas”.

Como é participar do Pense Grande Incubação?

“A incubação do Pense Grande faz você compreender melhor o seu negócio, te dá mais maturidade. As fases do programa e os profissionais são excelentes! Existe todo um cuidado e uma conexão com os projetos envolvidos. Eu me sinto privilegiada por estar entre eles!”.

SUL

Imagem mostra rapaz de camisa xadrez e avental azul por cima

Cooltivando

Descendente de índigenas guaranis, Lucas Felippe se orgulha de dizer que seu instinto o levou para o caminho certo. Sempre adorou brincar ao ar livre, trabalhar com a terra, cuidar de plantas, e tudo que envolvia a agricultura. Por morar em Parque Guarani, região periférica de Joinville (SC), ele se viu sem incentivo e oportunidade de trabalhar nesta área. Anos mais tarde, buscando encontrar seu lugar no mundo, o jovem mudou para Curitiba (PR) e decidiu cursar Agronomia.

Percebeu que todo o mercado era voltado para uma lógica de devastação ambiental, agronegócio e transgenia, com a qual não concordava. Pensando nisso, buscou se aproximar da agricultura orgânica e aprender com a realidade de famílias de agricultores locais. Depois de apresentar uma tese como conclusão de curso, estruturou um sistema de consultoria de dados para pequenos agricultores “O modelo de negócios do Cooltivando é pensado para o desenvolvimento sustentável e empoderamento do pequeno agricultor”, diz Lucas.

Como é participar do Pense Grande Incubação?

“Passar já na primeira fase foi muito significativo para mim, pois eu acreditei que o que eu queria fazer não era loucura, era possível! É mais do que o investimento tecnológico, é chance de ampliar o impacto da rede que tenho. Ser amparado e valorizado pelo Pense Grande está trazendo um aprendizado muito grande como empreendedor e como pessoa”.

SUDESTE

Jornada Exponencial

A psicóloga organizacional Anna Paula Sampaio, de 28 anos, e a sócia, Renata Machado, de 36 anos, já trabalham com empreendedorismo há cerca de dois anos. Juntas fundaram a Ludo Thinking uma empresa que desenvolve treinamento personalizado utilizando jogos de tabuleiro, digitais e realidade aumentada. Notando que os serviços estavam muito voltados para grandes empresas de Vila Velha (ES), decidiram apostar em um público que estivesse entrando agora no mercado de trabalho.

“O Jornada Exponencial nasceu da necessidade de causar impacto social positivo”, explica a psicóloga. “Começamos a pensar em produtos mais acessíveis, que pudessem ensinar sobre liderança exponencial e comportamento esperado para pequenos empreendedores, estagiários e trainees”. O jogo de tabuleiro já existe, e foi todo pensado para estar conectado com um aplicativo que distribui missões diárias com o objetivo de salvar uma empresa. Parte do lucro já obtido pela Ludo seria revertido para disponibilizar o conteúdo gratuitamente.

Como é participar do Pense Grande Incubação?

“O nosso objetivo é que o Pense Grande nos ajude a tornar esse impacto social possível e sustentável. Nesse período de incubação, a gente já recebeu orientação e esperamos usá-la para tornar nosso produto escalável e alcançar mais gente!”

julho 31st, 2019

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Alunos, pais, formadores e colaboradores do Pense Grande estão reunidos no palco do Demoday, evento que premia jovens empreendedores formados na metodologia Pense Grande.

Dois aplicativos pensados por jovens empreendedores: um que visa aumentar a autoestima de crianças e combater o estigma do vitiligo, doença não transmissível que causa manchas na pele; outro que tem por missão conectar refugiados a empresas, gerando renda a quem teve de deixar seu país de origem. Esses foram os projetos destacados na 6ª edição do Demoday Pense Grande, que aconteceu no dia 27 de julho, em São Paulo.

A edição de 2019 trouxe uma novidade. Além de envolver os alunos de nove ETECs e Fatecs do Estado de São Paulo, também participaram jovens atendidos por ONGs e que receberam aulas de voluntários multiplicadores da metodologia Pense Grande.

Infográfico mostra organização da 6ª edição do Demoday Pense Grande, que contou com a participação de jovens empreendedores apoiados pelas ONGs Liga Solidária, Isbet, Naia e Verdescola.

Mila Gonçalves, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo e que compôs as bancas de jurados, explicou a inclusão dos espaços não escolares e agradeceu aos parceiros Atados,Impact Hub e o Centro Paula Souza, que fazem essa experiência acontecer.

“O Pense Grande nasceu fora da escola como um programa de desenvolvimento de empreendedores. Ao longo dos anos, e muito provocados também pelo Centro Paula Souza, nos aproximamos das escolas. Hoje, temos aqui duas frentes de atuação do nosso programa: os jovens das ETECs e Fatecs e os jovens atendidos pelas ONGs. As frentes andam em paralelo e juntá-las neste evento faz todo o sentido, porque é um processo similar, mas em instituições de naturezas distintas”, resumiu na fala de abertura.

 

O evento marca o fim da jornada iniciada no primeiro semestre do ano tanto nas escolas técnicas e faculdades de tecnologia, quanto nas instituições não governamentais. Ao longo dela, são formados jovens empreendedores por meio da metodologia Pense Grande e ferramentas como Design Thinking e Teoria U. Eles são provocados a criar soluções de impacto social que envolvam tecnologia e estejam alinhadas a um ou mais dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

 

Combatendo estigmas contra o vitiligo

No Demoday, cada grupo das escolas técnicas e ONGs teve cinco minutos para fazer um pitch, ou seja, para apresentar seu projeto a uma banca composta por cinco profissionais com sólida trajetória no mundo dos negócios. Os jurados escolhem os dois grupos que melhor se destacam nos critérios Inovação, Atitude Empreendedora, Impacto na Comunidade, Clareza na Apresentação e Tecnologia.

O primeiro lugar entre as escolas técnicas e faculdades de tecnologia ficou com o M.Q.M., ou Minhas Queridas Manchas, um aplicativo que visa dar visibilidade e representatividade a pessoas com vitiligo,uma doença não contagiosa que causa manchas na pele.  Apesar de o Brasil registrar 150 mil novos casos ao ano, o tema é pouco discutido e, segundo pesquisa feita pelo grupo, 90% das pessoas acreditam que quem possui vitiligo sofre preconceito e alguma forma de rejeição.

O aplicativo foca no público infantil e pretende disponibilizar acesso a psicólogos e atividades com fotógrafos para resgatar a autoestima dos pequenos. A renda virá da venda de produtos como camisetas, agendas e bonecas, personagens dariam representatividade às crianças.

Imagem mostra uma boneca de vestido vermelho e outra de vestido amarelo, com manchas no corpo. Os protótipos são do grupo de jovens empreendedores Minhas Queridas Manchas, projeto que visa resgatar a autoestima de quem tem vitiligo.

A aluna Bruna Marques Oliveira, representante da equipe da ETEC de Poá, fez o discurso de agradecimento: “queria agradecer ao Pense Grande pela oportunidade de fazer algo palpável para ajudar uma parte da sociedade.Muitas vezes é o que a gente quer fazer, mas a maior parte das pessoas não sabe por onde começar. Não há produtos assim nas lojas, por isso pensamos no público infantil, que pode já crescer se sentindo representado. Queremos fazer as crianças se sentirem bonitas, porque são bonitas do jeito que são!”.

Ela também destacou a participação da família no processo. “As bonecas que trouxemos de protótipo, minha avó quem fez.Ela é uma artista fantástica!”, continuou a jovem apontando para a plateia.

A mãe de Bruna, Cibele Aparecida Marques, exaltou o grupo: “Daqui para frente é continuar! Ninguém falou que seria fácil, mas é preciso lutar sempre! Estão todos de parabéns: professores, alunos, pais”.

O segundo lugar da categoria ficou com o projeto NeuroEduca, da ETEC de Mauá, que propõe formações continuadas para professores e educadores usando conceitos da neuroeducação e do neuromarketing.

 

Trabalhando pela inclusão de refugiados

Entre os grupos de jovens atendidos por ONGs, o primeiro lugar ficou com o ID=M, ou IDEM, que lançou luz sobre a dificuldade de adaptação de refugiados em outros países. Segundo o grupo, cerca de 69 milhões de pessoas deixam seus países todos os anos. A maior parte dos que chegam ao Brasil tem alta escolaridade e 79% tem interesse em empreender.

Por isso, a proposta é a criação de um aplicativo que conecte refugiados que queiram vender algum serviço a empresas ou pessoas. Ou seja, é uma ponte entre os refugiados e os contratantes. Por ser um público em situação muitas vezes vulnerável, a ideia é que a plataforma conte a história de cada um deles.

Segundo os jovens empreendedores do grupo, os voluntários da Isbet foram fundamentais. “Os nossos multiplicadores ajudaram muito nesse processo, deram dicas para a apresentação e proporcionaram isso pra gente!”, agradeceu Gabriele Nascimento.

E o grupo pensa no futuro: “já estamos procurando formas de levar para frente este aplicativo.Pegamos feedbacks de algumas pessoas que podem ajudar”, afirma Gabriele. “A gente acredita nele, então não vai parar aqui!”, complementa Larissa Ferreira, sua colega no IDEM.

Entre os projetos ligados às ONGs, o segundo lugar ficou com o Lady Jobs, uma plataforma que tem o objetivo de empoderar mulheres e combater a desigualdade de gênero por meio de oficinas e inserção no mercado de trabalho.

Os projetos premiados com o primeiro lugar receberão o curso Abraço Cultural e uma imersão no evento BlastU 2019. Já os que ficaram em segundo lugar ganham um curso online da Perestroika.

Mila Gonçalves, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo, está de jaqueta jeans falando ao microfone em cima do palco do Demoday do Pense Grande, evento que premia jovens empreendedores.

Ao término, a gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo, Mila Gonçalves, deixou um conselho aos jovens: “zelem muito pelas relações, as relações de confiança, de colaboração. Os números passam, mas o que você constrói com as outras pessoas é o que mais importa”.

Ela também ressaltou a importância da tecnologia e adiantou os planos do Programa Pense Grande em levar a uma plataforma digital toda essa experiência da jornada empreendedora, de desenvolvimento de projeto, apresentação de pitch e avaliação por uma banca de jurados. A intenção é multiplicar oportunidades a mais jovens empreendedores.

“A gente tem cerca de 50 milhões de jovens no Brasil. Desses, 11 milhões não estudam e não têm um trabalho ou uma ocupação formal. Nosso país só vai se desenvolver quando aproveitar o potencial da população e a gente sabe que a juventude é o nosso motor. Tem para todo mundo e quanto mais a gente ajudar o outro, mais vai crescer!”, encerrou Mila Gonçalves.

Infográfico mostra grupos empreendedores jovens que ficaram em primeiro e segundo lugar no Demoday Pense Grande: 1º lugar para os grupos Minhas Queridas Manchas, da ETEC de Poá, e Idem, da Isbet; segundo lugar para os grupos NeuroEduca, da ETEC de Mauá, e Lady Jobs.

julho 29th, 2019

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Imagem mostra um jovem de barba encostado em uma parede de tijolos mexendo no celular

O Instagram é uma ferramenta importante para quem pretende empreender. A rede social tem atingido pontos positivos entre usuários que decidem abrir seu próprio negócio, especialmente no Brasil. Por aqui, 50 milhões de pessoas usam a rede social diariamente, colocando o país na segunda posição de usuários no ranking mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo o próprio Instagram, em 2017 havia 700 milhões de usuários e em 2018 esse número saltou para 1 bilhão. Entre perfis comerciais, são quase 20 milhões e 2,5 milhões de anunciantes em todo mundo. De acordo, com dados do Instagram, 85% dos usuários seguem um perfil comercial.

Pesquisa recente do Sebrae mostrou que, em média, o Instagram acumula 1,5 bilhões de curtidas por dia: 15 vezes mais interativo do que o Facebook. Outro dado que chama atenção é o fato dos usuários passarem 4 horas por mês na plataforma, que recebe mais de 60 milhões de fotos por dia.

Uma funcionalidade importante para quem empreende é que, a cada 15 dias, a rede social lança algum efeito ou função diferenciada, como novos elementos, filtros temáticos e adesivos. Para quem possui um negócio próprio, é uma ótima oportunidade de interagir com o público..

Você está usando o Instagram a favor do seu negócio? Selecionamos 10 perfis que você pode seguir na rede social para se inspirar. Confira!

Fábrica de Mentes | @fabricadementes

Imagem do perfil Fábrica de Mentes no Instagram

O perfil conta com mais de 900 mil seguidores e dialoga com jovens entre 25 e 34 anos que estão buscando criar seus empreendimentos com objetivo de mudar suas realidades e o mundo. O foco do conteúdo da página são mensagens reflexivas. O fundador Felipe Moller, empreendedor com mais de 30 mil seguidores, é também criador de vídeos e divulga um conteúdo novo toda segunda-feira para a plataforma. Além disso, Felipe promove lives, responde dúvidas dos seguidores via story e promove podcasts sobre empreendedorismo com objetivo de motivar e ajudar pessoas.

Rede Mulher Empreendedora | @rede_mulher_empreendedora

Imagem do perfil Rede Mulher Empreendedora no Instagram

Idealizada em 2010, a Rede Mulher Empreendedora, surgiu quando a idealizadora Ana Lúcia Fontes, com 15 mil seguidores, teve a ideia de criar um blog sobre os medos, as dúvidas e as dificuldades do empreendedorismo feminino. Hoje, o projeto se tornou a maior plataforma de apoio ao empreendedorismo feminino do Brasil e tem como propósito empoderar empreendedoras economicamente, garantindo independência financeira e de decisão sobre seus negócios e suas vidas. No Instagram, o perfil mostra projetos especiais, ideias para buscar recursos, capacitação, conteúdos especiais para quem empreende, eventos relevantes. Além disso, promove lives e utiliza os stories para mostrar eventos ao redor do país.

Preta e Acadêmica | @pretaeacademica

Imagem do perfil Preta e Acadêmica no Instagram

Com mais de 60 mil seguidores, o coletivo aborda temas relacionadas à academia, pesquisa científica, políticas públicas educacionais e suas interfaces com mulheres negras desses espaços. Nos posts do Instagram o foco é dar visibilidade aos inúmeros casos de racismo nas instituições de ensino e propor uma forma de combate e resistência às opressões nos mais diferentes espaços sociais. As criadoras participam de palestras e dão cursos de formação em diferentes setores, buscando fomentar a discussão sobre racismo e as desigualdades que atingem a população negra no Brasil. São divulgadas diversas produções de mulheres negras no país e em outros lugares do mundo como forma de inspiração para os seguidores.

Mulheres Artistas | @mlhrsartistas

Imagem do perfil Mulheres Artistas no InstagramA ilustradora Mariana Corteze criou o perfil para dar visibilidade à produção artística de mulheres de todo o mundo, com foco para artistas brasileiras. O perfil apresenta diversas mulheres que vivem das próprias artes e que podem inspirar em diversos aspectos, como na organização das redes sociais e nas formas de lucrar com as obras feitas e apresentadas. Nas legendas, é sempre possível encontrar o nome e o @ de cada artista.

Gerando Falcões | @gerandofalcoes

Imagem do perfil Gerando Falcões no Instagram

O perfil é criado pelo empreendedor Eduardo Lyra, nascido na periferia de São Paulo, que resolveu se dedicar a melhorar a vida de crianças que passam pelas mesmas dificuldades que ele enfrentou na infância. A página soma mais de 70 mil seguidores e utiliza muitos vídeos para contar histórias de pessoas que estão fazendo a diferença por meio do empreendedorismo social. Cerca de 30 mil estudantes têm sido impactados pelas ações do projeto. Ele tem como meta central promover o protagonismo dos jovens e fortalecê-los enquanto motores da transformação da sociedade. Eduardo soma mais de 50 mil seguidores e usa seu Instagram para mostrar as atividades do Gerando Falcões.

Branding Lab | @branding.lab

Imagem do perfil Branding Lab no InstagramCriado pela gerente de marketing e blogueira Ellen Medeiros, acumula mais de 37 mil seguidores e tem como pilares dos conteúdos a criatividade, o propósito e o branding: um conjunto de ações alinhadas ao posicionamento, propósito e valores da marca. A autora do perfil dá dicas práticas de como posicionar uma marca no mercado e também de filmes, séries e outras artes que podem impulsionar o lado empreendedor. Ellen também utiliza os stories e lives para responder perguntas dos seguidores.

Mente Empreendora | @menteempreendedora

Imagem do perfil Mente Empreendedora no Instagram

Fundado por John Pinheiro, o perfil já conta com mais de 1 milhão de seguidores. As dicas para os empreendedores são úteis para quem busca inspiração e motivação diária para administrar seu próprio negócio. Para isso, o perfil utiliza frases impactantes, promove lives (vídeos ao vivo) com empreendedores que já estão com seus negócios consolidados, além de dicas de leituras e conselhos para quem pretende dar os primeiros passos com o próprio negócio.

Desabafo Social | @desabafosocial

Imagem do perfil Desabafo Social no Instagram

O projeto mapeia assuntos sobre sociedades, culturas e oferece dicas de livros, séries, eventos e bate-papos com convidados. Para abordar diferentes narrativas, o perfil dispõe de entrevistas com empreendedores e líderes, traçando o perfil de iniciativas que realmente estão gerando impacto social nos dias de hoje e com reflexo no futuro. Uma das idealizadoras e sócias do projeto, a empreendedora Monique Evelle, que tem mais de 30 mil seguidores, fala sobre diferentes negócios da comunicação, educação e empreendedorismo sustentável.

Feira Preta | @feirapretaoficial

Imagem do perfil Feira Preta no Instagram

O projeto é um conjunto de iniciativas colaborativas que reforçam a identidade afro-brasileira e estimulam o empreendedorismo étnico na economia nacional. O evento nasceu em 2002 como uma feira de produtos de empreendedores negros. Hoje, é um festival que apresenta conteúdos, produtos e serviços que representam o que há de mais inovador na criatividade negra em diferentes segmentos. No Instagram, o perfil mostra casos de empreendedores, traz oportunidades para quem está começando um negócio e fala sobre projetos de empreendedorismo e ações realizadas por empreendedores negros.

Empreendoteca | @empreendoteca

Imagem do perfil Empreendoteca no Instagram

O perfil conta com 160 mil seguidores e faz uma apanhado de dicas sobre otimização de tempo, conectividade, sucesso, insights e frases inspiradoras. Os conteúdos falam também sobre mercado brasileiro para o empreendedorismo e abordam dicas para quem pretende dar os primeiros passos rumo à criação do próprio negócio ou para quem já está nessa jornada.

junho 27th, 2019

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A imagem mostra o palestrante Thomaz Suarez durante sua apresentação no TED Talks.

Para quem está em uma jornada empreendedora, é comum se deparar com um problema que pode afetar qualquer pessoa e, geralmente, acontece nas horas mais inesperadas: a falta de criatividade. Quem nunca passou por um momento no qual as ideias simplesmente somem e nenhum pensamento parece ser bom demais para ser colocado em prática, ainda mais em um negócio próprio? Lidar com isso é mais simples do que parece!

As palestras TED são uma fonte de inspiração, mostram diferentes pontos de vista e podem ajudar a gerar insights e ideias para colocar projetos em prática. Afinal, a criatividade muitas vezes só precisa de uma ajudinha externa para deslanchar!

Trazemos oito vídeos do TED Talks que dão um gás na criatividade de qualquer um por meio de diferentes vivências. Confira!

Thomas Suarez

O que um garoto de 12 anos pode fazer pelo mundo? Muita coisa! Thomaz Suarez é fã de videogames e por isso aprendeu sozinho a criá-los. Depois de desenvolver aplicativos para o iPhone, ele agora usa suas habilidades para ajudar outras crianças a se tornarem criadores de seus próprios projetos. Neste TED, ele conta os caminhos que seguiu para criar montar seus próprios apps.

O que você vai aprender: a se desafiar independentemente do contexto em que vive e a observar que pequenas ações podem gerar grandes negócios.

Elizabeth Gilbert

Você pensa que criatividade é um dom para poucos? No vídeo, Elizabeth Gilbert, autora do best-seller Comer, Rezar e Amar, discorre sobre as expectativas ao longo da carreira e explica que em vez de “sermos” gênios, todos nós deveríamos “ter” um gênio.

O que você vai aprender: a lidar com expectativas e se preparar para os altos e baixos da carreira empreendedora.

Joyce Fernandes

Joyce Fernandes, também conhecida como Preta Rara, participa de um TED sobre a criação da página no Facebook Eu Empregada Doméstica, que tem mais de 160 mil seguidores. Ela conta o que aprendeu com a experiência de trabalhar como empregada doméstica e apresenta um panorama crítico sobre o Brasil.

O que você vai aprender: a criar metas e estratégias para driblar adversidades e alcançar seus objetivos sendo quem você é.

Kenia Maria

Durante o vídeo, Kenia Maria questiona os padrões de pensamento que são impostos pelos comerciais e ações de marketing. Criadora do canal Tá Bom pra Você?, no Youtube, trata sobre questões raciais de forma criativa e inteligente. Na palestra, ela estimula a pensar novos formatos de contar histórias com base na vivência de cada um.

O que você vai aprender: a entender padrões e como estimular o pensamento criativo para quebrar raciocínios pré-estabelecidos.

Steven Johnson

Tomar uma xícara de café em um local específico representa muito mais do que você pode imaginar. Um lugar onde é possível encontrar pessoas de diferentes camadas sociais e distintos campos de conhecimento e ideias se encontram.

E quais são os lugares onde surgem as boas ideias? Neste TED, Steven Johnson fala de sua excursão pelas “redes líquidas” dos cafés de Londres e mostra como o compartilhamento ajuda a estimular a criatividade.

O que você vai aprender: a como incentivar boas ideias e compartilhar conhecimentos para conectar diferentes mentes.

Eddie Obeng

O professor de negócios Eddie Obeng mostra neste TED como a produção criativa enfrenta desafios em acompanhar as grandes mudanças e destaca três importantes transformações para melhorar a produtividade.

O que você vai aprender: a ver que as mudanças acontecem ao longo do tempo e de que forma é possível se adaptar a elas.

Simon Sinek

Neste TED de grande repercussão, o autor de livros e palestrante motivacional Simon Sinek fala de um modelo poderoso para que as lideranças sejam inspiradoras a partir do que ele chama de um “círculo dourado” e a pergunta “Por quê?”. No vídeo, ele dá exemplos que incluem a Apple, Martin Luther King e muito mais.

O que você vai aprender: que liderar projetos é trabalhar com inspiração para várias pessoas.

Gayle Tzemach Lemmon

A repórter Gayle Tzemach Lemmon fala sobre seu trabalho de escrever sobre mulheres empreendedoras que começaram seus negócios durante ou após conflitos de guerra em países como Bósnia e Afeganistão. No vídeo, ela mostra exemplos de mulheres administrando todos os tipos de empresas, de negócios na própria casa a grandes fábricas, e apresenta modelos de como empreender em contextos diversos.

O que você vai aprender: que em momentos de dificuldade e observando sua situação, é possível encontrar oportunidades para empreender.

junho 13th, 2019

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