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Samantha Ferreira, Thais Krohn, Thayane Ramos e Victoria Vieira, jovens do Pense Grande tiveram oficinas para desenvolver modelos e testar produtos e serviços

Para aprender sobre a importância da prototipação, jovens do Pense Grande tiveram oficinas para desenvolver modelos e testar produtos e serviços

Uma vez estabelecidos os conhecimentos que servirão como base para a estruturação de um projeto empreendedor, vem uma das etapas mais divertida e trabalhosas: por a mão na massa! Esse momento é conhecido como a fase de prototipação.

Dentro do Programa Pense Grande, esta fase é dividida em duas oficinas, que se propõem justamente a dar ferramentas para que os jovens possam materializar tudo o que foi idealizado ao longo do ano. Com a orientação dos mentores, os grupos precisam detalhar o modelo de negócios escolhido e simular o funcionamento de suas iniciativas.

Trata-se de um momento decisivo, já que a  partir das apresentação desses resultados, a comissão de jurados avalia os projetos e seleciona os melhores para a o Demoday – última etapa, na qual os finalistas de todas as ETEC’s participantes apresentam suas iniciativas.

Uma livraria móvel voltada para deficientes visuais e um jogo que estimula doações de recursos para pessoas de baixa renda. Estes foram alguns dos protótipos inovadores desenvolvidos pelos jovens que participam da etapa de prototipação do Pense Grande 2018.

 

O protótipo é o modelo construído para testar um produto ou um serviço. Ele é resultado das pesquisas iniciais relativas a uma ideia ou suposição e, também, uma base para que novas mudanças e implementações dessa ideia possam ser realizadas. Os critérios de avaliação para essa fase são: inovação, viabilidade financeira, tecnologia, clareza, apresentação e impacto socioambiental. Veja mais na Metodologia Pense Grande.

 

Leitura e Inclusão

 As estudantes da ETEC Júlio de Mesquita Samantha Ferreira, Thais Krohn, Thayane Ramos e Victoria Vieira, de 15 anos, foram uma das finalistas selecionadas. O grupo de Santo André criou o Livrentura, uma livraria móvel focada na venda de livros adaptados em braile para a inclusão de deficientes visuais.

“A nossa ideia é montar, com um triciclo, uma livraria móvel. Não escolhemos pontos fixos porque queríamos facilitar o acesso do deficiente visual, que estará conectado com a gente através de um aplicativo personalizado”, explica Thayanne Ramos, uma das idealizadoras. O aplicativo permitirá ao usuário sugerir es espaços públicos por onde o triciclo deve circular.

Durante a prototipagem, o grupo se dividiu para construir a maquete do triciclo, desenvolver o aplicativo e buscar patrocínio. O engajamento das meninas trouxe o apoio da Editora WG, que fornecerá livros em braile para serem comercializados.

“Em uma semana desenhamos as telas do aplicativo, e na outra aprendemos a mexer em um site chamado App Inventor, que ensina através de um joguinho, parecido com a montagem de um lego, a desenvolver um sistema”, conta Samantha Ferreira sobre o processo que considerou desafiador.

 

Mobilização e Tecnologia

Um dos compromissos do Pense Grande é trabalhar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODs) da ONU, inspirando muitas iniciativas a buscarem soluções dentro dessas metas. O grupo formado por seis estudantes da ETEC Juscelino Kubitschek, em Diadema, seguiu a tendência, criando o PAMF (Programa de Ajuda aos Menos Favorecidos).

A iniciativa prevê um aplicativo que mobiliza a população a fazer doações. Ainda sem definição sobre o modelo de negócio, a plataforma propõe um game e uma modela virtual, o “Pamfinho”, que engaja os jogadores ao mesmo tempo que propõe a doação solidária.

O projeto não foi selecionado para a última etapa, mas as oficinas trouxeram momentos importantes de aprendizado, como relata Sarah Gouveia, de 14 anos: “Toda nossa trajetória foi para esse dia. Foi incrível ver como o projeto foi evoluindo e se moldando com o passar de cada oficina”.

Com as dicas dos tutores, o grupo pretende continuar desenvolvendo o aplicativo. Para Rayane Lima, de 14 anos, participar do Pense Grande foi uma experiência única: “Por mais que a gente olhe para a nossa sociedade e veja que ela precisa de mudanças, eu nunca tinha tido a oportunidade de desenvolver algo que pudesse mudar a vida das pessoas”.

agosto 2nd, 2018

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Nada mais universal do que falar da própria aldeia. A ideia, que se tornou famosa com o escritor russo Leon Tolstói, descreve bem o que estudantes de 23 Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) de São Paulo aprenderam no Pense Grande: tratar dos principais problemas de suas comunidades utilizando como referência os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os ODS surgiram depois de uma reunião de líderes mundiais em setembro de 2015. No ano seguinte, em 2016, já estavam sendo usados pelas primeiras turmas de ETECs, dentro da metodologia especialmente desenvolvida para o programa.

Entre 2016 e 2017, 683 estudantes de escolas técnicas puderam relacionar as questões que queriam abordar em seus projetos de empreendedorismo social aos eixos temáticos apontados como prioritários pela ONU, da erradicação da pobreza à água potável e saneamento; da igualdade de gênero às mudanças climáticas.

Durantes as três edições do Pense Grande nas ETECs, os jovens aprenderam sobre os ODS e incorporaram em seus projetos de impacto social. No total, 44 projetos foram apresentados em demodays – dia de apresentação, em inglês, em que os empreendimentos são mostrados para investidores. Todos eles tinham relação com um ou mais ODS.

O primeiro pitch – apresentação curta, de no máximo cinco minutos – contou com a presença de Haroldo Machado Filho, assessor sênior no Brasil do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).  Ele foi convidado como jurado e se surpreendeu.

 “Vi os jovens bem motivados, com conhecimento bastante aprofundado sobre os ODS, dispostos a aumentar a escala de seus projetos e fazer a diferença não só na sua localidade, mas no Brasil”, disse Machado.

O estudante Marcos Oliveira, de 16 anos, da ETEC Pirituba, esteve entre os participantes do Pense Grande nas ETECs. Ele criou o aplicativo Empaixão, inspirado na ODS 5: igualdade de gênero. O app mapeia espaços seguros para populações sujeitas à violência, como mulheres e grupos LGBT. “Sempre gostei de discutir preconceitos, principalmente ligados à sexualidade. O Pense Grande e os ODS foram a chance que eu precisava”, diz o jovem, premiado entre os oito projetos de destaque na terceira edição.

Larissa Santos, de 16 anos, da ETEC Juscelino Kubitschek, em Diadema, na Grande São Paulo também trabalhou com a metodologia.  “É uma oportunidade maravilhosa atuar em algo em que somos diretamente afetados”, disse.

Ela e outros quatro colegas desenvolveram o projeto Box Cult, um dos oito destaques da terceira etapa do Pense Grande nas ETECs, no segundo semestre de 2017.

A iniciativa, que se relaciona ao ODS 4 (Educação de Qualidade) consiste em uma caixa com conteúdos de culturas especificas (negra, nordestina, oriental) enviada para escolas públicas para que trabalhem esses temas com alunos do Ensino Fundamental.

Na página da Agenda 2030, você pode conhecer os 17 ODS estabelecidos pela ONU e as 169 metas relacionadas a eles. Confira abaixo a tabela com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

março 6th, 2018

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