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Empreendimentos apresentados no encerramento do programa Pense Grande foram orientados a trabalhar com a agenda das Nações Unidas em pautas sobre igualdade de gênero, cuidados com idosos, política, saúde mental e acessibilidade

Centenas de pés batiam ritmados no chão do auditório da ETEC Sebrae, na região central de São Paulo, onde acontecia o Demoday 2018, evento que encerra o ciclo do programa Pense Grande e premia os empreendimentos de destaque.

Assim que o primeiro lugar foi anunciado, os tambores improvisados se transformaram em gritos, aplausos e choro. O grupo Women Work, que propõe uma plataforma para conectar mulheres a oportunidades de emprego, conquistou o bicampeonato para a ETEC Prof. André Bogasian, de Osasco. “A gente veio de uma escola muito humilde e nos esforçamos muito durante todo o processo”, conta emocionada Giovanna Godinho, de 16 anos.

O segundo lugar foi para a equipe da ETEC Dr. Julio Cardoso (Franca-SP) e o conceito inovador do TIPMES, aplicativo que dispara alerta por meio de um colar e garante mais autonomia a idosos e pessoas sob cuidados especiais. “Recebemos auxilio de nosso professor Washington sobre a programação. Juntamos fundos, vendemos até amendoim na escola para conseguir arcar com os custos do primeiro protótipo. Agora ele está em fase de programação e finalização”, diz o aluno Leonardo Faleiros.

Por terem surpreendido e se destacado nos pitches, três projetos dividiram o terceiro lugar. O Livrentura, da ETEC Julio de Mesquita, com criação de uma livraria móvel com apoio de um aplicativo para vender livros adaptados em braile e incluir deficientes visuais. O 4 Estações, da ETEC Cidade Tiradentes, por um aplicativo que traz bem-estar mental com compartilhamento de experiências, práticas de relaxamento e meditação, além de dicas de exercícios físicos. E, finalmente o Politeia, da ETEC Prof. Camargo Aranha, por uma plataforma online que rastreia e compartilha dados públicos de políticos brasileiros.

 

 

A premiação coroou o fim da 4ª edição do Pense Grande, que teve a participação de alunos de 31 Etecs e Fatecs espalhadas pelo estado de São Paulo. Foram 60 horas de formação, com 14 oficinas e 192 empreendimentos criados, dos quais 18 foram mostrados pelos jovens na etapa final à banca julgadora por meio de pitches, apresentações de cinco minutos que resumem com objetividade os projetos.

 

Rubem Saldanha, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo, definiu o Demoday 2018. “O momento de celebração nunca reflete toda a caminhada, é uma fotografia. Mas a fotografia é muito bonita, porque dá para ver o brilho nos olhos, a determinação, o senso de responsabilidade e o frio na barriga”.

Experiência única

Protagonismo e resiliência são os maiores aprendizados para quem participa do Pense Grande, defende o professor Gislayno Monteiro, do Centro Paula Souza, parceiro ao lado da Impact Hub na execução do programa da Fundação Telefônica Vivo. “Os alunos que passam por essa formação aprendem a ser protagonistas de suas vidas e agentes de mudança, além de adquirirem competências técnicas e socioemocionais que farão toda a diferença quando ingressarem no mercado de trabalho”, afirma.

Para a diretora Sônia Espindola, da ETEC Prof. André Bogasian, a metodologia do Pense Grande transformou a instituição, de onde saiu o projeto vencedor, ao engajar os alunos em causas sociais. “Esse é o segundo ano do projeto na nossa escola e eu posso dizer que o impacto sobre os adolescentes é muito forte. Eles levam muito a sério e encaram os desafios com responsabilidade”, afirmou, ainda emocionada pela conquista de seus estudantes.

Turbilhão de emoções

Orientados a explorar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, os grupos criaram soluções que visam combater assédio, reduzir desperdícios, desmistificar transtornos mentais e promover sustentabilidade.

A estudante Cecília Ribeiro de Almeida, de 15 anos, aparece em pé com microfone na mão e sorrindo durante apresentação do projeto 4 Estações

 

Cecília Ribeiro de Almeida, de 15 anos, emocionou a todos com um relato pessoal sobre as dificuldades em ser portadora do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), o que a motivou a criar, sozinha, o 4 estações.

“Não teve uma noite em que não fiquei trabalhando no projeto. Sei onde o problema está, por isso estou muito motivada a seguir com o projeto. Tenho muito carinho pelo o que estou fazendo”, declarou a estudante da ETEC Cidade Tiradentes, em São Paulo, que ficou entre os contemplados em 3º lugar.

O legado do Pense Grande dura muito mais que o período formativo e garante prêmios maiores que os distribuídos no Demoday, como enfatiza Rubem Saldanha: “talvez os negócios não virem, talvez eles não sejam empreendedores no futuro, mas o que esses jovens aprenderam durante o Pense Grande, levam para o resto da vida”.

 

Box traz informações sobre os vencedores do Demoday 2018: projeto Women Work, em 1º lugar; projeto Tipmes, em 2º lugar, e os projetos 4 Estações, Livrentura e Politeia em terceiro lugar

 

 

agosto 3rd, 2018

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Samantha Ferreira, Thais Krohn, Thayane Ramos e Victoria Vieira, jovens do Pense Grande tiveram oficinas para desenvolver modelos e testar produtos e serviços

Para aprender sobre a importância da prototipação, jovens do Pense Grande tiveram oficinas para desenvolver modelos e testar produtos e serviços

Uma vez estabelecidos os conhecimentos que servirão como base para a estruturação de um projeto empreendedor, vem uma das etapas mais divertida e trabalhosas: por a mão na massa! Esse momento é conhecido como a fase de prototipação.

Dentro do Programa Pense Grande, esta fase é dividida em duas oficinas, que se propõem justamente a dar ferramentas para que os jovens possam materializar tudo o que foi idealizado ao longo do ano. Com a orientação dos mentores, os grupos precisam detalhar o modelo de negócios escolhido e simular o funcionamento de suas iniciativas.

Trata-se de um momento decisivo, já que a  partir das apresentação desses resultados, a comissão de jurados avalia os projetos e seleciona os melhores para a o Demoday – última etapa, na qual os finalistas de todas as ETEC’s participantes apresentam suas iniciativas.

Uma livraria móvel voltada para deficientes visuais e um jogo que estimula doações de recursos para pessoas de baixa renda. Estes foram alguns dos protótipos inovadores desenvolvidos pelos jovens que participam da etapa de prototipação do Pense Grande 2018.

 

O protótipo é o modelo construído para testar um produto ou um serviço. Ele é resultado das pesquisas iniciais relativas a uma ideia ou suposição e, também, uma base para que novas mudanças e implementações dessa ideia possam ser realizadas. Os critérios de avaliação para essa fase são: inovação, viabilidade financeira, tecnologia, clareza, apresentação e impacto socioambiental. Veja mais na Metodologia Pense Grande.

 

Leitura e Inclusão

 As estudantes da ETEC Júlio de Mesquita Samantha Ferreira, Thais Krohn, Thayane Ramos e Victoria Vieira, de 15 anos, foram uma das finalistas selecionadas. O grupo de Santo André criou o Livrentura, uma livraria móvel focada na venda de livros adaptados em braile para a inclusão de deficientes visuais.

“A nossa ideia é montar, com um triciclo, uma livraria móvel. Não escolhemos pontos fixos porque queríamos facilitar o acesso do deficiente visual, que estará conectado com a gente através de um aplicativo personalizado”, explica Thayanne Ramos, uma das idealizadoras. O aplicativo permitirá ao usuário sugerir es espaços públicos por onde o triciclo deve circular.

Durante a prototipagem, o grupo se dividiu para construir a maquete do triciclo, desenvolver o aplicativo e buscar patrocínio. O engajamento das meninas trouxe o apoio da Editora WG, que fornecerá livros em braile para serem comercializados.

“Em uma semana desenhamos as telas do aplicativo, e na outra aprendemos a mexer em um site chamado App Inventor, que ensina através de um joguinho, parecido com a montagem de um lego, a desenvolver um sistema”, conta Samantha Ferreira sobre o processo que considerou desafiador.

 

Mobilização e Tecnologia

Um dos compromissos do Pense Grande é trabalhar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODs) da ONU, inspirando muitas iniciativas a buscarem soluções dentro dessas metas. O grupo formado por seis estudantes da ETEC Juscelino Kubitschek, em Diadema, seguiu a tendência, criando o PAMF (Programa de Ajuda aos Menos Favorecidos).

A iniciativa prevê um aplicativo que mobiliza a população a fazer doações. Ainda sem definição sobre o modelo de negócio, a plataforma propõe um game e uma modela virtual, o “Pamfinho”, que engaja os jogadores ao mesmo tempo que propõe a doação solidária.

O projeto não foi selecionado para a última etapa, mas as oficinas trouxeram momentos importantes de aprendizado, como relata Sarah Gouveia, de 14 anos: “Toda nossa trajetória foi para esse dia. Foi incrível ver como o projeto foi evoluindo e se moldando com o passar de cada oficina”.

Com as dicas dos tutores, o grupo pretende continuar desenvolvendo o aplicativo. Para Rayane Lima, de 14 anos, participar do Pense Grande foi uma experiência única: “Por mais que a gente olhe para a nossa sociedade e veja que ela precisa de mudanças, eu nunca tinha tido a oportunidade de desenvolver algo que pudesse mudar a vida das pessoas”.

agosto 2nd, 2018

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Encontro entre ETECs e Fatecs reuniu 450 alunos do Programa Pense Grande

Encontro entre 30 ETECs e Fatecs reuniu 450 alunos que integram o Programa Pense Grande

Promover conexão, estimular a troca de experiências e estreitar o diálogo sobre empreendedorismo foram os objetivos do Encontro Empreendedor entre ETECs e Fatecs parceiras do Pense Grande, programa da Fundação Telefônica Vivo de difusão do empreendedorismo de impacto social com o uso de tecnologias digitais.

Os eventos tiveram a participação de cerca de 450 alunos, de cerca de 30 escolas e faculdades técnicas, que apresentaram seus projetos, falaram sobre os desafios de criar um negócio sustentável e conheceram histórias inspiradoras de empreendedores

Foi o caso de José Carlos Lima, de 46 anos, que além de empreendedor é também estudante da Fatec de Itaquera. Ele apresentou aos alunos o Projeto Granja, que transforma resíduos orgânicos em ração para aves que são criadas em casa. Em um bate-papo que aconteceu na ETEC Professor Horário Augusto da Silveira, que fica na zona norte de São Paulo, ele tirou dúvidas e construiu um mini viveiro com a ajuda dos participantes.

“Foi gratificante saber que um projeto aparentemente simples, como o meu, despertou tanto interesse na rapaziada mais jovem. Eles nem imaginavam que era possível a criação de aves dentro de pequenos espaços na cidade grande”, conta.

Para ele, encontros como estes são ótimas oportunidades para intercâmbio de experiências. “Juntos a gente descobre como usar melhor os recursos, além de aliar o conhecimento que já temos com os conhecimentos das novas tecnologias que essa moçada nova traz. Foi muito bom”, avalia.

 

Exposição e feedbacks

Programa Pense Grande reuniu 450 alunos de ETECs e Fatecs

Não faltou oportunidade para que os alunos mostrassem seus projetos aos demais participantes do encontro. Em um pitch, o jovem Lucas Henrique Maluf, de 15 anos, apresentou a Impex, solução voltada para pessoas tetraplégicas e paraplégicas. “Pesquisamos um sensor que recebe comando neural. A nossa ideia é criar uma roupa específica feita de cobre com esse sensor, permitindo que o usuário consiga fazer diversos movimentos”, explica.

Já o desenvolvimento sustentável foi o foco do grupo do jovem José Eduardo, da ETEC do Professor Camargo Aranha, Sâo Paulo. “Nossa ideia é fazer um aplicativo para centralizar todas as informações sobre os políticos. O usuário terá uma visão geral do que esse político fez e o que planeja fazer em seu mandato caso seja eleito”. A intenção do grupo é também desenvolver uma árvore genealógica dos políticos para identificar se há parentes no governo.

 

Inspiração e aprendizado

O sonho de empreender parece mais palpável quando se ouve histórias de sucesso e motivação. No encontro ocorrido na ETEC Bartolomeu da Silva, em Santana do Parnaíba (SP), os alunos conheceram a luta do artista plástico Elcio Torres para promover impacto em uma comunidade da zona leste de São Paulo.

Com o projeto Ateliê Azu, ele cria e instala cerâmicas feitas de azulejos que ressignificam espaços urbanos deteriorados. “Convidei os moradores para pintar os azulejos e colocar na escadaria da comunidade. Isso desperta a sensação de pertencimento”, descreve Torres.

 

Leandro Araújo, um dos jovens inspiradores do Programa Pense Grande, é da equipe do Ateliê Azul. Saiba mais sobre a história dele aqui.

 

Já o encontro promovido na ETEC Júlio de Mesquita, de Santo André, na Grande São Paulo, trouxe a história de Rafael Câmera, fundador da Pandora Lab, startup criada para incentivar e expandir a cultura maker no Brasil através da produção de conteúdo com dicas de programação, soldagem e kits de eletrônica. “Qualquer pessoa pode baixar o nosso conteúdo e começar a fazer várias coisas de tecnologia em casa sozinho”, explicou aos ouvintes atentos.

Um dos alunos participantes, Felipe Amorim, da ETEC Júlio de Mesquita, em São Paulo, ressaltou que a importância da troca de ideias com outros integrantes do Pense Grande. “Foi muito bom conversar com quem está fazendo o mesmo processo, falamos sobre as metodologias e como cada um pode melhorar o seu projeto”, destacou.

julho 5th, 2018

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Jovem do Pense Grande desenvolveu aplicativo para facilitar o transporte público e a locomoção de pessoas em São Paulo

Participante do Pense Grande , Vinicius Tavares Iunes, do 3°ano de Eletrônica da ETEC Júlio de Mesquita, conquistou o terceiro lugar no 2º  Hackathon Belas Artes, no Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, que trouxe um desafio sobre mobilidade urbana. Cerca de 100 jovens do Ensino Médio participaram do evento e desenvolveram soluções inovadoras sobre o tema.

O projeto de Vinicius, de 17 anos, foi um app de mobilidade urbana, chamado Muve, para facilitar o transporte público e a locomoção de pessoas em São Paulo. O app possui um sistema de crowdsourcing e gamificação entre os usuários, que de forma colaborativa ajudam a traçar as melhores rotas para chegar ao destino solicitado.

Os participantes tiveram 1 hora e meia para desenvolver a ideia do projeto, o nome e um vídeo de apresentação. Apesar do pouco tempo, Vinicius disse que não encontrou dificuldades, pois já havia feito atividades semelhantes no Pense Grande, programa da Fundação Telefônica Vivo que visa difundir a cultura do empreendedorismo de impacto social com tecnologia digital a jovens brasileiros.

A palavra Hackathon vem da junção de duas outras palavras em inglês: “hack”, que significa programar com excelência, e “marathon”, de maratona. Traduzindo o conceito para o português, Hackathon é uma maratona de programação, que pode durar horas ou dias, com o objetivo de promover o trabalho em equipe, a investigação e a solução de um problema proposto.

“A diferença foi apenas o tema: no Pense Grande, abordamos os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU). Na Belas Artes, falamos sobre as Inteligências para melhorar a Mobilidade Urbana”, disse o participante.

Para desenvolver a ideia no Hackathon, Vinícius utilizou a metodologia Canvas – Modelo de Negócio. “Muita coisa que eles pediram já tinha feito durante as oficinas do Pense Grande. Ter feito o Canvas me ajudou a pensar mais rápido e a identificar o que estava certo ou não no projeto, além de já ter experiência com o picth”, comenta Vinícius.

 

Premiação

Imagem mostra Victor Favaro, Vinicius Iunes e integrante do 2º Hackathon Belas Artes, no Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, que trouxe um desafio sobre mobilidade urbana. Jovem do Pense Grande desenvolveu app de mobilidade

De camiseta branca, Vinícius posa ao lado de companheiro de equipe Victor Favaro e de integrante do Hackathon.

 

Pelo terceiro lugar, cada estudante ganhou um curso livre na Belas Artes, no valor de R$ 1 mil, além de uma sessão de coaching, voltado para a orientação educacional. Caso queira estudar na faculdade, o vencedor também ganha 50% de desconto na matrícula.

 

Pense Grande

No Pense Grande, Vinicius está desenvolvendo o projeto Go Bike, relacionado com o ODS Cidades e Comunidades Sustentáveis. O aplicativo contém mapeamento de ciclovias, com o objetivo de auxiliar o ciclista no dia a dia.

“Percebi que os dois projetos estão muito ligados. A diferença é que o Go Bike está mais avançado e vamos começar a prototipação nas oficinas. Já o Muve foi uma ideia que surgiu no Hackaton”, comentou.

Para Vinicius, a experiência com o Pense Grande não colaborou apenas no evento, mas o ensinou a estruturar ideias, de maneira geral. “Agora sei olhar para uma situação e fazer uma análise real, ver os pontos fracos e os pontos fortes. Isso pode ser aplicado a tudo. Vou levar essa experiência para toda a vida e quero colocar no meu currículo que participei do Pense Grande”, celebrou.

junho 28th, 2018

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